Também é fácil aos ignorantes fundamentalistas dos extremos ideológicos falar do passado sem enquadrar. Se era monstruoso queimar pessoas na fogueira pela sua fé? Era! Se era monstruoso explorar seres humanos como gado pela sua cor de pele? Era! Se ainda hoje é monstruoso impor ideias e política pela força? É! Mas quando a humanidade surgiu, vivia em cavernas e matavam-se uns aos outros pelo direito de acasalar. Chama-se evolução! Muitas coisas que fazemos hoje, e que consideramos naturais, vão ser consideradas estúpidas daqui a 500 anos! O que não é normal nem legítimo é querer recuperar práticas que já concluímos não fazerem sentido…
Por isso é que nunca entendi a fixação que certas pessoas têm com a cultura celta. Quanto a mim, foram apenas bárbaros e (muito) primitivos.
Houve sacrifícios humanos entre lusitanos, celtas, romanos, cartagineses, hebreus, etc… Mas em tempos históricos diferentes…, os cartagineses praticavam-no quando os romanos já há muito tinham abandonado… Os Incas faziam-no numa época em que seria inaceitável na Europa… Estas práticas talvez se pudessem analisar época a época… o que passava no mundo em 500 a.c.; em 100 d.c.; em 1500 d.c…, por exemplo… ou seja comparando diversos povos na mesma época e não propriamente as práticas independentemente do tempo histórico… (ou seja, não comparar lusitanos e astecas, por exemplo).
Talvez por interesse na arte e nos símbolos, mais do que nos sacrifícios… Também algo semelhante com as civilizações ameríndias construtoras de edifícios notáveis… Seria sempre um aspeto parcelar destas culturas que é admirado num sentido “positivo” por assim dizer…
Mas assim parece que estás a fazer um ranking do grau de evolução civilizacional em função da justificação que se dava para violar o valor que hoje se impõe acima de todos, que é o da vida humana. Os romanos não atiravam bebés para a fogueira como os cartagineses? Pois não, mas atiravam cristãos aos leões para gáudio do povo. Os espanhóis do século XVI não sacrificavam virgens ao deus sol para terem uma boa colheita, como os Incas? Pois não, mas queimavam na fogueira quem falava contra a igreja. De uma forma ou de outra, todos os povos históricos tinham instituições que tiravam vidas humanas, a única coisa que variava é a justificação que davam para o fazer, mas não me parece que isso sirva para aferir o grau de avanço civilizacional de um povo.
O fim dos sacrifícios de crianças pode ser tido como um fator de evolução civilizacional em termos de valores e pensamento atual de todas as civilizações…, parece-me. Isso independentemente das diversas civilizações continuarem a tirar vidas humanas doutras formas ao longo da História…
A vida humana não é o valor acima de todos, senão como explicar que povos tenham exterminado outros em campos de extermínio, bombardeamento de cidades com fósforo, ataque atómicos, e se continue a desenvolver armas de aniquilamento total ou a ver conflitos que só não levam a aniquilamento contínuo devido a intervenções internacionais e mesmo assim continuam e continuarão…Não há nenhuma razão sequer para crer que o futuro trará menos conflito evolvendo vidas.
A vida humana acima de todos os valores é um mito que é usado em certas circunstâncias…
Eu creio que é mais do que um mito. É um princípio que inclusivamente está inscrito na constituição de vários países e, por exemplo, impede a pena de morte, seja para que crime for.
![]()
https://twitter.com/Nike/status/1424218343175688192?s=19
O Alexandre, o Grande, que construiu um império da Macedónia até à Grécia é um menino do patriarcado, sem relevância nenhuma, quando comparado com o grandioso feito da equipa de balão no cesto feminina dos Estados Unidos.
Isto sim é História a sério.
Fuck Nike. Usam e abusam de trabalho escravo na Ásia e andam com esses falsos moralismos, já com o outro kappernick foi igual
![]()
Então tu, com as tuas solenes intervenções no tópico de política nacional ou internacional, ainda tens dúvidas do que acabaste de escrever?
É óbvio que é um mito… Sabes bem qual é o valor principal desta sociedade…
Nunca te li falar das vidas que se perdem na Índia ou na Arábia Saudita… No Haiti ou na Samoa Americana…
Corporations a tentar absorver o mercado gay.
Mesmo que percam clientes que sao anti-homossexualidade ou cansados da politizacao de tudo, mais facilmente sao estes a mudar de posicao que os gays.
Da minha parte, ja’ nem presto atencao
Macedonia 'a India*
Macedonia é Grécia. A outra chama se Vardar Macedónia e era para fazer parte da Bulgária.
Isso é troll puro e duro. As empresas já o fazem para criar confusão e serem faladas.
Abordei só até à Grécia por causa da dimensão do feito, realizado até pelo seu pai, uma vez que a conquista e a manutenção do domínio militar daquela zona territorial foi muito importante para a expansão do seu reinado. Obrigado na mesma pela atenção ao pormenor histórico do seu reinado, é sempre de salutar!
Nunca desiludes, ou melhor, só tens aí uma falha que com o tempo espero que venha a ser corrigida. ![]()
Entendi agora ![]()
my bad
Ora essa, tu tiveste o rigor histórico do teu lado e eu é que me expressei mal. Abraço e um bom dia
Não lhe dês mais importância do que aquela que realmente tem.
Para além da forma desproporcionada como se enaltece a seleção feminina de basket (típica de um certo excepcionalismo americano), este anúncio acaba por ser incoerente na sua narrativa, ao condenar Alexandre Magno como um pretenso símbolo do “patriarcado” em vez de elogiar a sua bissexualidade.
Chama-se a isso “dar um tiro nos próprios pés”…
