Foi antes da Lei Bosman, os clubes tinham sempre de pagar compensações (e chegar a acordo).
”Em setembro de 1994, noticiava-se que a renovação de Figo estaria iminente. No mês seguinte, porém, o Pastilhas reúne-se na Madeira com dirigentes da Juventus (de Paulo Sousa) e compromete-se por três épocas. Já em janeiro de 1995, o Sporting fecha um acordo com a Juve, mas sem a presença de Figo. “Não tenho nada a falar com a Juventus”, diria o jogador, de 22 anos, que entretanto deixou de reconhecer validade ao documento assinado meses antes. E a 1 de fevereiro, Figo vincula-se por três anos ao Parma (de Fernando Couto e Buffon). Como a Juventus fizera duas semanas antes, o Parma envia o contrato para a liga italiana, que procura mediar uma solução entre os dois clubes.
E ela é alcançada: o Parma ganha a ‘batalha’ legal mas… concorda em não integrar Figo no plantel nos dois anos seguintes. Sousa Cintra chega a anunciar (em assembleia geral) um acordo com a Parmalat para que Figo ficasse esses dois anos no Sporting. Mas é de pronto desmentido, e isto quando já circulavam rumores, alimentados e sempre negados, de que a Parmalat, patrocinadora… do Benfica, pudesse abrir a porta de Figo ao rival. Curiosamente, nesse dia, 10 de março de 1995, o antigo internacional português ultima a saída de Alvalade. “Serei do Barcelona na próxima época”, confirma Figo, já em abril. E a 20 de junho é apresentado em Camp Nou, com contrato de sete épocas (quatro mais três de opção).”
Troquei o Parma com a Juventus. Chegou a pré-acordo com a Juventus, o Sporting depois chegou também (para receber pela saída) e o Figo foi depois chegar a acordo com o Parma. Um porreiro para nós, sempre. ![]()