Não conheço tão bem estas gerações como as anteriores, mas acho que fizemos um jogo razoável, frente a um adversário que tradicionalmente é um colosso europeu neste patamar (só conhecia o Kjaer, deles, e mais um par de jogadores de nome, incluindo o Van Axel Dongen, que partiu a loiça toda).
Do que já tinha visto e conheço (antes deste jogo), também não sou de todo muito fã de alguns dos talentos que já cá estavam antes deste mercado de Verão. Vejo muito potencial no Mateus Fernandes (que fez um excelente jogo) e o Callai é o talento que toda a gente consegue ver, mas exceptuando esses não há mais ninguém que me encha realmente as medidas. O João Daniel tem evoluído de uma forma menos significativa do que aquela que eu esperava, e os outros simplesmente não me saltam à vista.
Desilude-me também um pouco que haja tanto conservadorismo no que toca à aposta no Skoglund. Não é nenhum Ronaldo, nem é um jogador de um perfil completo e abrangente. Mas na área é um bicho e, de longe, o avançado com mais potencial que o clube tem. É fortíssimo na finalização, é agressivo, tem um corpanzil que faz a diferença nas divididas e no ar e ainda tem evoluído de costas para a baliza.
Não faz sentido limitar-lhes os minutos e as oportunidades competitivas em detrimento do Agostinho, que não vai chegar a lado nenhum (como ele, já passaram dezenas por Alcochete), e é nestas pequenas coisas que ainda continuamos a falhar no que toca ao desenvolvimento dos nossos jovens (apesar de termos mudado várias coisas para melhor nos últimos anos).
Temos uma boa equipa, faltava ainda aqui muita gente que pode jogar e entrar de caras no 11. Acredito que vamos passar a fase de grupos.
