The Oscars 2017 | 89th Academy Awards

Ontem vi Manchester By The Sea e depois de seguida Hidden Figures.

O estado de espírito por razões óbvias não era o melhor mas gostei de ambos, principalmente do primeiro. Mesmo tendo adorado La La Land e Arrival para mim é o melhor dos três. Interpretação brutal de Casey Affleck, a melhor da carreira.

Hidden Figures também é bom e as três protagonistas captam muito bem a essência das suas personagens.

Comparando com os filmes nomeados o ano passado este ano é bastante superior.

No entanto acho que ainda podia estar melhor se não tentasse tanto cativar pelo lado emocional mas sim pelo estrutural. O filme caiu no facilitismo

[member=23798]Samuel_Son o que queres dizer com isso? Eu por acaso até acho que o filme até foi bastante original e fez uma boa relação entre a questão racial e a luta espacial. :think:

[spoiler]Não é nesse aspecto que recaíram as minhas críticas. Aliás esses aspectos até mereceram elogios da minha parte como referi no meu coment.

Quando falei em facilitismo estava a falar em determinadas cenas(cenas essas importantes, momentos clímax do filme) em que diálogos se transformaram em discursos, quase um one man show, com os clichés habituais e muita previsibilidade. É claro que tudo isto é feito com o intuito claro de emocionar, de criar uma ligação entre a personagem e o público e de obviamente dar força às personagens. Mas eu prefiro sempre quando as personagens ganham força pela construção e não pela definição. Por exemplo em Manchester By The Sea tens a personagens da Michelle Williams que aparece pouquíssimo, tem cenas onde nem diz nada e mesmo assim tem uma força brutal.

É um caminho mais difícil, mais complexo, que pode agradar menos mas que eu particularmente prefiro.

Mas atenção e eu aqui vou-me repetir, estamos a falar de uma arte, no cinema não há certo nem errado e tão pouco digo que a minha visão é melhor ou pior ou tão pouco digo que o filme por x ou y passou a ser menos bom. Não. O filme tem qualidade, muita, ora bolas está nomeado para um Oscar e ninguém ganha uma nomeação com um filme mau, simplesmente é uma questão de gosto, de preferência, uma visão que eu tenho e que na minha opinião teria dado uma dimensão diferente ao filme. Mais honesta. Mais real.

Estou em spolier porque vou dar um exemplo para me fazer entender melhor:

Esta é a cena em que a Katherine chega molhada depois de ir à casa de banho e é questionada do porquê de se ausentar com tanta frequência. É uma cena que qualquer pessoa prevê que vai acontecer e um momento importante.
No entanto foi transformado num discurso a solo de mais de minuto, previsível e com os clichés e moralismos já muito vistos. [/spoiler]

:great:


Ontem vi o Australiano Tanna e o Germano-Dinamarquês Under Sandet. Dois bons filmes, gostei particularmente do segundo, o cinema nórdico está em grande com duas nomeações para Best foreign.

No entanto tenho de admitir que os achei inferiores a vários filmes europeus que vi este ano, principalmente no cinema francês com L’Avenir e Elle acima dos outros.
Do Toni Erdmann e do En man som heter Ove já falei no tópico dos filmes, falta-me ver apenas um dos nomeados.

Hacksaw Ridge (2016).

Mais um filme sobre a 2ª Guerra Mundial. Um filme que narra uma história verídica, um filme a premiar um herói de uma guerra, um filme de carreira. Gosto do género. Tudo muito bem realizado, a banda sonora sempre acompanhar o desenlace do filme, que sabe agarrar-nos ao ecrã e damos por nós a torcer pelo Desmond. Bem, a ideia de cinema é mesmo esta, transportar-nos para acção, desperta-nos a consciência e dar-nos outro lado da vida. Mel Gibson dá isso ao filme, como deu nos outros que realizou. É um realizador muito expressivo, muito foco numa personagem e trabalha-as muito bem.

É um one man show. Show do Andrew Garfield. Excelente trabalho, muito bem caracterizado e uma linguagem corporal a dar grande ênfase dramático, as facetas, tudo ficou bem alinhado. É um verdadeiro candidato ao Oscar de Melhor Actor, um bom candidato e é um trabalho semelhante ao que deu o Oscar ao Di Caprio, no esforço físico, na capacidade de interiorização da interpretação, em ambos os casos, eles foram o Filme.

Este filme lembrou-me imenso o Letters from Iwo Jima. A mesma temática. Mas este segundo, é de outro grau, está num patamar mais acima, é para mim do melhor que já se fez sobre a 2ª Guerra Mundial.

P.S. É estranho ver Vince Vaughn numa interpretação tão séria. Eu logo que o vi, sorri. É o que dá uma carreira quase exclusivamente dedicada a filmes de comédia.

[member=17033]Chown, há cenas em que “bebe” imenso do cálice de Letters from Iwo Jima [2006], sobretudo no curto trecho dedicado à visão Japonesa. Eu vi-o ontem - quando tiver um bocadinho de tempo dedico mais umas linhas! - e creio que está aqui o principal candidato à melhor edição de 2016 [Moonlight, La La Land, Hell or High Water], a menos que a película de ficção científica o supere, o que duvido, de tão bem que foi tudo coreografado|concebido|trabalhado|montado nas longas cenas de acção. Fantástico trabalho de “corte-e-costura”. :mais:

O Vaughn já na 2ª temporada de True Detective surpreendeu bastante. Pelo menos a mim.

Grande prestação de Natalie Portman em [b]Jackie /b. O filme merece ser visto pelo seu trabalho, tudo o resto é uma valente… seca. Detestei o filme. A temática é interessante, mas demasiado limitativa. Um filme com uma visão muito curta, nem sempre é fácil trabalhar um momento que se passou em dois / três meses e reproduzir numa peça cinematográfica. Para mim, fizeram um trabalho com pouco mérito, de baixo nível técnico.

La La Land

É mágico. :mrgreen:

É algo complicado descrever La La Land [2016] enquanto produto cinematográfico recheado de inúmeras competências técnicas quando a película é tão saboreada emocionalmente e quando tanto espaço é dado à colocação do espectador numa realidade fantasia. Há um enorme debate entre quem o apreciou e quem o detestou [https://www.nytimes.com/2017/02/15/movies/la-la-land-love-hate.html?_r=0] mas acabo por concordar com quem o cataloga de guloseima, uma guloseima nostálgica, de sabor característico, que mais do que a mera degustação, desperta memórias, um leque de emoções e uma apreciável sensação romântica no propósito da arte enquanto fuga criativa das vicissitudes do dia-a-dia. É uma ode de Damien Chazelle [Whiplash] à musicalidade, à capacidade que uma mera canção e|ou um display musical tem de (nos) conduzir para outros locais, outros contextos, dotando o espectador de um ambiente sonoro que (quase) proporciona uma perspectiva|visão diferente do seu habitual mindset.

La La Land é um resort de 5 estrelas, com tudo incluído, durante 2h (?), não pretende dar lições históricas, não tem como intuito motivar o pensamento critico, não tenciona escolarizar o espectador nem tão pouco proporcionar debates actuais, a sua principal e única - quando comparado com qualquer outro dos nomeados! - motivação é garantir que qualquer pessoa que o veja se afaste da realidade, relaxe, (re)descubra a beleza na simplicidade quotidiana e se inspire nesta felicidade colorida que é La La Land. Tem muito de bom pelo o que dá a quem vê. E o que dá é tão bom, e tão saboroso, e tão aconchegante, e tão bonito que quando os créditos enchem o ecrã há uma frustração palpável de quem se apercebe que a “realidade” é ficção. Há, para os apreciadores do estilo musical, várias referências a películas antigas e a única critica que aponto - apesar da simpatia de quem se apercebe de todo o esforço colocado no seu trabalho! - é mesmo a incapacidade da dupla principal de cantar|dançar. Meh. :menos: Há duas referências na arte de representação|dança, Fred Astaire & Ginger Rogers*, mas aqui Chazelle optou pelo seguro, seleccionou duas caras bonitas de Hollywood e recebeu os lucros da sua dedicação, que apesar de tudo merece bastante mérito.

*
https://www.youtube.com/watch?v=ecDbvruM6a4

É uma película especial, que terá certamente o seu nome entre os favoritos de várias categorias mas se excluirmos as categorias musicais, “apenas” daria 2|3 [Directing, Original Screenplay], com o terceiro a ser a Best Picture, apesar de ainda não ter visto Fences [2016] e Arrival [2016]. Fica, apesar de tudo, como nota que gostei mais do trabalho de Ryan Gosling em The Nice Guys do que em La La Land. E adorei o final. Muito bom.

A intenção era mesmo ter actores e não cantores, humanizar mais o filme, não serem vozes perfeitas mas com defeitos.

A Emma Stone por exemplo, uma das razões para ter sido escolhida foi pela maneira como actuou na Broadway com Cabaret. Não por ter cantado fantasticamente bem mas pela maneira cativante e carismática com que apaixonou a audiência.

Hell or High Water

É uma boa ideia que se esfuma um pouco na (falta) de objectividade do enredo.

Há demasiado para debastar em Hell or High Water [2016], sobretudo no texto|guião de Taylor Sheridan [Sicario] que quis apresentar um texto mais elaborado do que o habitual enredo clássico de um thriller action, dotando a história de alguma criatividade na narrativa principal - o story-arc da dupla principal desdobra-se sem qualquer aceleração, apesar da acção frenética em que ambos se envolvem de 5 em 5 minutos! - e de várias particularidades politicas, numa mescla de ficção|realidade algo agressiva|forçada no próprio contexto|clima da história|personagem. Há uma evidente intenção de apontar o dedo ao sector bancário que através de esquemas legais apenas facilitam a “degradação” das pequenas sociedades sem que David McKenzie tenha propriamente permitido|confiado essa crítica às suas personagens. Quis mais. Quis esparramar o “alvo” no ecrã. Quis close-ups em billboards de empréstimos bancários. Quis advogados a trabalhar “pro bono” só pelo gosto de derrubar entidades bancárias. Quis empregadas a recusar cumprir demandas policiais por gorjetas superiores a salários. Quis tanto que a dada altura não percebi se Chris Pine & Ben Foster seriam apenas “adereços” da história principal.

*
https://www.youtube.com/watch?v=JQoqsKoJVDw

Há mais organização|arrumação de ideias no trailer* que em todo o filme. :menos: É, ainda assim, um thriller inovador, aliás, o ponto forte das inúmeras películas nomeadas em 2016 é mesmo o toque singular que os seus produtores|escritores|realizadores tentaram colocar no ecrã e o tom algo irónico|sarcástico de Hell or High Water é por si só digno do bilhete. Fica a ideia de que podia ter sido feito um bocadinho melhor, até mesmo na construção das personagens, que tal como tinha dito anteriormente, apenas existem para a história e não enquanto tal. Jeff Bridges é um regalo em (quase) todas as cenas. 7 nomeações na sua carreira, a 4ª para actor secundário e aqui é discutível que haja alguém tão extraordinariamente superior a si: Mahershala Ali tem pouco tempo de ecrã, Lucas Hedge não terá, provavelmente, nome|publicidade suficiente, Dev Patel está ali por engano, e o Michael Shannon está tremendo. Têm 4 nomeações e à excepção de Jeff Bridges não creio que conquistem qualquer outro Óscar.

Meh.

[member=23798]Samuel_Son, isso foi dito pelo próprio Chazelle? :mrgreen: É que tresanda a “feio-parecer-bonito”.

É um filme. É uma produção cinematográfica. De Hollywood. É possível ter “actores” e “cantores”. Vá, se cantar fosse assim tão raro, um “actor” que soubesse “dançar”. Há várias personalidades que “encaixam” nos requisitos: Sutton Foster, Laura Benanti, Gavin Creel. :mais: A ideia da película é “transportar” o espectador, é um throwback de estilo, de escrita, de cenários, de representação, de coreografia, de realização, de técnicas de filmagem, toda a concepção de La La Land aspira a uma graciosidade “perdida” e eu sou da opinião que essa experiência teria sido ainda mais arrebatadora se as interpretações tivessem um bocadinho de mais habilidade.

[member=1247]barbosa eu não discordo e entendo perfeitamente o teu ponto de vista. Pessoalmente é algo que não me faz confusão, até prefiro uma voz mais honesta, mais crua, que uma voz muito retocada off the record, como aconteceu em Les Miserables por exemplo onde certas cenas soaram muito a plástico.

O Damien Chazelle tem uma ligação muito forte à música, nomeadamente ao Jazz como fica bem visível em La La Land e Whiplash. A certa altura ele pensou mesmo em seguir uma carreira na área e estudou na Princeton High School mas desistiu porque achava que não tinha o talento suficiente e principalmente porque tinha vergonha de actuar em público. :mrgreen:

Fences

Denzel Washington e Viola Davis.

Fences [2016], o produto cinematográfico, não encanta propriamente, é uma película fetiche para qualquer actor|actriz que deseje uma boa montagem|montra para prémios|distinções individuais mas o que oferece, de excelente, aos seus dois protagonistas principais, não dá ao espectador na construção de uma narrativa não tão repetitiva e a dada altura até algo nauseante. :menos: É preciso algum estofo para “suportar” os 20 minutos iniciais de diálogo intenso e diria até frenético de Denzel Washington naquela que seria a entrada para uma produção construída, literalmente, sob e sobre palavras, onde praticamente nada é deixado “por-contar”, numa correria desenfreada de situações intensas e dramáticas. Há uma panóplia de diálogos que podiam ter sido editados, dinâmicas entre outras personagens que podiam ter tido outro protagonismo e a dada altura a película exclama e até “desespera” por uma lufada de ar fresco no loop exagerado e previsível em que (se) estava a escrever. Tudo o que escrevi, de critica, encaixa na fundação teatral da película, que se nota em Fences: a peça de August Wilson nunca - creio (?) - tinha tido uma adaptação na sétima arte e o próprio Denzel Washington refere precisamente as dificuldades de transformação de algo tão profícuo ao teatro, para a sala de cinema.*

*
http://www.indiewire.com/2017/01/fences-denzel-washington-interview-august-wilson-movie-1201766947/

Méritos? A abordagem. Toda a abordagem - desde a realização, ângulos de filmagem, expressão facial, linguagem corporal! - da peça às vicissitudes da história é pouco comum, ter dois tubarões da representação com décadas de teatro ajuda, a Viola Davis, sem qualquer palavra, consegue exprimir uma panóplia estupidamente realista de sentimentos quando Denzel lhe pede para ser algo que a própria “não é”. Toda a história é construída sob traços genuínos, autênticos, credíveis, de tal forma verdadeiros que essa transparência emocional se torna na principal beleza do filme. É uma história. E uma representação. Que emocionam. Muito. Há muita qualidade nos nomeados para os Óscares em 2017 e apesar de Fences não ser, nem estar propriamente na mesma categoria que outras películas [La La Land, Manchester by The Sea, Moonlight] fascina pela autenticidade que colocam não só numa história de vida, mas nas dinâmicas familiares, nas relações conjugais, nos dilemas emocionais. Tudo. Há pouca discussão, pelo menos para mim, entre quem deve conquistar o Óscar de Melhor Actriz Secundária, Viola Davis é arrebatadora. E pensar que a própria se “intimidou” com a complexidade deste seu papel. Que actriz.

Lion

Escasso. :mrgreen:

Lion [2016] já foi tão brilhantemente resumido pelo [member=23798]Samuel_Son que nem tenho ousadia para contra-argumentar e|ou reciclar os mesmos argumentos [http://www.forumscp.com/index.php?topic=67972.msg4525011#msg4525011], apenas irei acrescentar pequenos aspectos não mencionados como a triste constatação de que num ano tão assoberbado de qualidade em tenra idade, nenhum dos (verdadeiros!) protagonistas, razões de interesse e diria até “essência” de Moonlight e Lion estão nomeados: Alex R. Hibbert e Sunny Pawar. :mais: É a sua introdução à personagem que nos permite enternecer pela personagem adulta, é dos seus olhos que todo o universo que nos é apresentado continua a ser visto em adulto, e na minha opinião, é igualmente discutível que os efectivos nomeados de ambas as películas [Mahershala Ali, Dev Patel] tenham estado assim tão melhores que ambos. Gostei muito. Dos dois.

Recomendo, de qualquer das formas, a leitura da entrevista de Garth Davis, à Forbes, da qual “destaco” dois aspectos curiosos que na altura não tinha pensado: “Well, a five year old boy holding a film is the scariest thing for a director. The work started then, and the first thing we did was create a children’s book for him — a children’s book version of our film, in Hindi.” (…) “And also with Lucy, we designed her to be a tactile, playful character. She’s very alive and playful, like how he is with his brother in the beginning of the movie. So it’s not just those keystone moments that are on the page, it’s also in the behavior of the characters and we start to bring India back around him.” Há, de facto, alguma India na Austrália que Garth Davis apresenta e diga-se que para primeiro trabalho apresentado em Hollywood é um (pequeno) sucesso. É sempre bom ler|ouvir o realizador de cada produção, perceber a sua visão, compreender as ideias e|ou a construção da própria história. Lion tem uma história que emociona, uma fotografia extremamente bela - mérito para o cinematógrafo! - e a aura criada por Garth Davis merece elogios.

Há ainda muitas películas que tenho por comentar - bolas! - mas por não ter tempo, até à gala, de as comentar todas [Manchester by The Sea, Hacksaw Ridge], nem sequer ter tido de as ver a todas [Arrival, Hidden Figures] mas mesmo sendo uma das edições com mais obras que não observei, aqui ficam as minhas opiniões relativamente aos vencedores que desejava ver premiados hoje. :mrgreen:

[hr]

Best Picture

La La Land

Best Actor in a Leading Role

Casey Affleck

Best Actress in a Leading Role

Todas as que vi [Ruth Negga, Emma Stone] não merecem o topo dos topos pelas suas prestações.

Best Actor in a Supporting Role

Michael Shannon

Best Actress in a “Supporting” Role

Viola Davis

Best Director

Damian Chazelle

Tudo o que ele fez, em pleno 2016, é estrondoso, pela essência|reciclada criatividade que apresentou.

Best Cinematographer

É complicado sem ter visto os tubarões [Arrival, Silence] mas dos outros nomeados é Greg Fraiser.

Era tão fácil tornar a película confusa do ponto de vista visual em Lion. Trabalho de requinte.

Best Editing

Hacksaw Ridge

Trabalho soberbo neste departamento da equipa de Mel Gibson.

Best Adapted Screenplay

Moonlight

Há dúvidas?

Best Original Screenplay

La La Land

Há?

Já não existe prémio de melhor filme?

Depois de um fim de semana desportivo perfeito e cheio de vitórias nada melhor que os Oscars para terminar em beleza.

Não sou daquelas pessoas que fica chateado quando ganha alguém que não quero ou que dê uma importância extraordinária à estatueta, mas é um marco, é algo que fica para história e como apaixonado pela 7ª arte estou obviamente com altas expectativas.
Tem tudo para ser uma grande noite por várias razões, este ano foi um grande ano em termos cinematográficos e tremendamente superior ao ano passado, está aqui já muito vincada uma nova geração quer na realização, quer no acting, quer mesmo na parte mais técnica, temos o máximo de nomeações para afro-americanos até hoje depois de no ano passado a gala se ter focado em demasia no tema, há a expectativa de ver se La La Land consegue bater records com as suas 14 nomeações e levar mais de 11 estatuetas algo que só só Ben-Hur(1959), Titanic(1997) e O Senhor dos Anéis: O Regresso do Rei(2003) conseguiram, ou pelo menos fazer o pleno no chamado big five e levar as estatuetas nas 5 categorias mais importantes: filme, realizador(Damian Chazelle), actriz(Emma Stone), actor(Ryan Gosling) e argumento. O último filme a conseguir nomeações para o big five foi American Hustle(que não ganhou nenhum). Apenas três filmes venceram nestas cinco categorias: It Happened One Night, One Flew Over the Cuckoo’s Nest e The Silence Of The Lambs. Não acredito que consiga bater as 11 estatuetas nem levar o big5 mas veremos.

Mas há muitas mais curiosidades e possibilidades de termos história.

Caso ganhe o best director, o Damien Chazelle será o mais jovem de sempre a ganhar.

A Emma Stone [emoji7] pode ganhar aqui o seu primeiro Oscar e logo num papel muito semelhante à sua história, também ela deixou a escola e seguiu para LA lutar pelo seu senho de ser actriz.

A estreia de Andrew Garfield no cinema, que tem aqui a sua primeira nomeação, foi ao lado de Maryl Streep que tem aqui a vigésima nomeação, no filme Lions for Lambs.

É a quarta nomeação de Michelle Williams. A primeira já foi em 2005 com o Brokeback Mountain onde conheceu e começou a sua relação com o saudoso Heath Ledger de quem tem um filho.

É a sétima nomeação de Jeff bridges. A primeira já foi em 1972 com o filme The Last Picture Show.

Natalie Portman não vai estar presente por causa da gravidez mas foi a razão do seu filme ter sido realizado pelo Pablo Larraín, já que ela foi uma exigência dele. Ou era a Natalie ou tinham de procurar outro director.

Viola Davis que está hoje nomeada pela 3ª vez é a actriz negra com o maior número de nomeações.

O Bradford Young é o 1º negro a ser nomeado para melhor fotografia em Arrival e Joi McMillon a primeira mulher negra a ser nomeada para melhor edição.

O Kevin O”Connell está noemado pela 21ª vez. Nunca ninguém foi nomeado tantas vezes sem nunca ter ganho. Veremos se é desta com o seu trabalho em Hacksaw Ridge.

O documentário O.J. Made in America tem 7 horas e 47 minutos, o mais longo alguma vez nomeado.

Kubo and the Two Strings foi o primeiro filme de animação a ser nomeado para Best Visual Effects.

Já agora deixo as minhas apostas:

Melhor Filme- Acho que vai ganhar La La Land, preferia que ganhasse Manchester By The Sea.
Melhor Director- Acho que vai ganhar o Damien Chazelle, a minha preferência vai para ele, para Villeneuve e Lonergan.
Melhor Actor- Acho que vai ganhar Denzel Washington, preferia Affleck.
Melhor Actriz- Acho que vai ganhar a Emma e estou por ela.
Melhor Actor Secundário- Acho que vai ganhar o Mahershala Ali, só não queria que ganhasse Dev Patel.
Melhor Actriz Secundária- Acho que vai ganhar a Viola Davis, preferia que ganhasse a Michelle Williams porque a Viola deveria estar nomeada para actriz principal.
Melhores Argumentos- Acho que vão ganhar La La Land e Moonlight. Não queria que ganhasse Fences, Hidden Figures e Lion e achava um piadão se ganhasse The Lobster ou 20th Century Women.
Melhor Animação- Acho e quero ver Zootopia vencer.
Melhor Estrangeiro- Acho que vai ser entre Toni Erdmann e The Salesman, entre os nomeados preferia A Man Called Ove.
Melhor Fotografia- Acho que vai ganhar La La Land, preferia Arrival.

Epá é a terceira vez que me acontece neste tópico escrever ao mesmo tempo que o Barbosa. :lol:

[member=23798]Samuel_Son, estamos juntos, menos na paranóia pela Emma Stone, não quando esta gata esteve em Moonlight:

Uff.

[member=19650]DDraper, anda cá pá, o Dicaprio ao que parece recebeu uma late nomination para o Before The Flood. :mrgreen: #BestActorinaDocumentaryRole

A minha paranóia pela Emma já é muito antiga. :mrgreen: Nem é por serem bonitas, ok isso ajuda, é também pelo talento. Uma Megan Fox, uma Umber Heard ou uma Mila Kunis por exemplo não me dizem nada, mas uma Emma, uma J-Law, uma Marion Cotillard, uma Natalie Portman, uma Léa Seidoux… derreto-me todo.
A minha nova crush é a Elle Fanning.

Mas também me divorcio, uma Kate Hudson em Almost Famous ou uma Scarlett em Lost In Translation anestesiaram-me mas de lá para cá, meh…

Mas falando agora mais a sério, também não acho que a prestação da Emma em La La Land seja nada do outro mundo. De todo.
Mas comparando as 5 nomeadas, nenhuma o foi, imo.
A Natalie teve um grande desempenho numa figura histórica, é verdade, mas não um desempenho arrebatador como já teve, a Ruth Negga também tendo surpreendido não teve força suficiente, a Maryl nunca está mal mas não foi de todo uma prestação de Oscar e a Huppert está nomeada pelo filme errado.

Se lá estivesse a Viola Davis(como deveria estar) era de caras. Se lá estivesse uma Annette Bening(como deveria estar) de caras era. Se lá estivesse uma Kate Beckinsale(como deveria estar) também ficaria dividido. O mesmo se a Huppert tivesse sido nomeada no filme certo(L’Avenir). Até uma Amy Adams em Arrival. Até quem sabe uma Sasha Lane embora esta um pouco mais rebuscada.

Vá lá, este ano não se prostituiu pelo prémio. :mrgreen: