The Oscars 2017 | 89th Academy Awards

Este género de documentário até costuma ter sucesso com a Academia.
Mas muitas pessoas não ficaram satisfeitas por estarem a ouvir um gajo que voa para todo o lado de avião privado a falar sobre emissões de carbono.

O trabalho por trás de Kubo and the Two Strings, sou totalmente fascinado por isto.

Sim, mas eu fico muito contente pela Huppert se ela ganhar. A carreira dela merece-o. E é daquelas vitórias que, se se suceder, é de tirar o chapéu à Academia. Lendas do cinema deveriam ter sempre reconhecimento da parte deles, sejam americanas ou não. :great:

O Kubo é muito giro e coiso(e entre os nomeados daria-lhe o oscar),mas é um verdadeiro crime o Your Name não ter tido uma nomeação(até porque possuía potencial para vencer).

Mas Hollywood tem uma aversão ao Anime, e com o Miyazaki reformado e o Estúdio Ghibli parado(e só foram nomeados na altura pois a Disney fazia a distribuição dos seus filmes…se não também seriam ignorados) duvido que alguma vez vá haver mais algum anime que seja sequer nomeado.

Sai mais um oscar para a Disney… ::slight_smile:

A Laika é a nova Pixar.
A Pixar anda a armar-se em Dreamworks.
A Dreamworks está praticamente morta e enterrada.

Entretanto, a Disney, aos poucos, parece ter aprendido o que é fazia da Pixar ser a Pixar.

O Zootopia é um belo vencedor do prémio.
A Laika vai ganhar um destes anos, tem de ganhar, tem posto a fasquia bem alta… Tem é que ver bem o ano em que encaixar um dos projectos ambiciosos dele… Tipo um 2011, quando o ‘Rango’ ganhou porque não tinha rivais a sério…

Pena pena tenho eu que o Wes Anderson tenha perdido o Óscar pelo ‘Fantastic Mr. Fox’ mas naquele ano negar o ‘Up’ era quase impossível :stuck_out_tongue:

Para mim os Oscares de animação é a categoria mais desajustada de todas.Talvez existam outras, algo mais técnicas que sejam difíceis para o comum fã de cinema ajuizar(mas verdade seja dita aquela nomeação do Suicide Squad é no mínimo caricata, tenho dúvidas que o filme seja dos melhores do ano naquele departamento).

Ente snubs inacreditáveis e o poderoso lobby da Disney, é simplesmente ridículo.

Mas é uma categoria menor em relação a outras e não possui a mesma dimensão mediática, e como tal não levanta muitas ondas.

Hidden Figures

Baseado em factos reais este filme tem a sua força nas três personagens principais, três mulheres negras que se tentam impor e ultrapassar as barreiras raciais ao mesmo tempo que a América luta pela corrida espacial. E é aqui, nas perfomances de Taraji P. Henson, Octavia Spencer, Janelle Monáe e na relação que o filme consegue fazer entre o racismo(e até machismo) e a tentativa desesperada dos EUA e da NASA triunfarem no espaço que o filme ganha dimensão.

No entanto acho que ainda podia estar melhor se não tentasse tanto cativar pelo lado emocional mas sim pelo estrutural. O filme caiu no facilitismo e foram cometidos, a meu ver, alguns erros como por exemplo várias cenas em que os diálogos se transformaram em discursos reivindicativos, a incorporação de um romance desnecessário apenas para criar empatia entre a personagem e público e uma abordagem demasiado cliché que não trouxe nada de novo no tema racismo, sempre apontando a detalhes já vistos e revistos mas nunca tocando e abordando o tema de uma maneira realmente pertinente.

Depois de no ano passado os Oscars terem sido tão ou mais falados pela questão racial e por nenhum negro estar nomeado que pelos prémios em si, tenho a ideia que em 2016 esgotaram praticamente todas as temáticas e todos os papéis relacionados com os Afro-americanos. :mrgreen:

Arrival
Elle
Fences
Hell or High Water
Hidden Figures
La La Land
Lion
Manchester By the Sea
Moonlight

Já vi os filmes que estão a negrito e devo ser que o que mais gostei até agora foi o Arrival. Ainda quero ver todos os outros da lista. Hell or High Water é o meu menos preferido apesar de ter gostado bastante
Eu gostei muito do Lion, é um filme bastante emotivo e tem uma cinematografia fora de série mas penso que o La La Land deve ganhar a este nível (eu vi o trailer e me pareceu superior).

Best Actor

Casey Affleck (Manchester by the Sea)
Andrew Garfield (Hacksaw Ridge)
Ryan Gosling (La La Land)
Viggo Mortensen (Captain Fantastic)
Denzel Washington (Fences)

Ainda tenho que ver alguns actores mas à partida sinto que o Casey Affleck é um forte candidato. Ele estive muito bem, pena é ele ter um historial de assédio sexual porque se for mesmo verdade muito dificilmente eu torço para que ele ganhe.
Outra coisa, achei injusto o Jake Gyllenhaal não ter sido nomeado e parece que não é a primeira vez que ele é ignorado pela Academia. Eu o considero um dos melhores actores da sua geração

Best Actress

Isabelle Huppert (Elle)
Ruth Negga (Loving)
Emma Stone (La La Land)
Natalie Portman (Jackie)
Meryl Streep (Florence Foster Jenkins)

Eu adoro a Meryl Streep mas achei completamente fora de mão ela ser nomeada. Todos os anos a academia tem esta tara de nomear a Meryl Streep. Não sei se é para ganhar audiências…
Eu desconhecia a Isabelle Huppert e a achei tão boa em Elle. Tenho que ver outros filmes dela

Best Supporting- Actor

Mahershala Ali (Moonlight)
Jeff Bridges (Hell or High Water)
Lucas Hedges (Manchester by the Sea)
Dev Patel (Lion)
Michael Shannon (Nocturnal Animals)

Michael Shannon deve ser o melhor candidato a ganhar o óscar (a não ser que o Mahershala seja melhor). Espero que ele ganhe porque ainda não me esqueci da sua perfomance no Nocturnal Animals. Ele foi brilhante.

Best Foreign Language Film

Toni Erdmann

Alguém já viu este filme?? Eu gostaria de ver mas quando vi a duração (quase 3h) e o facto de ser alemão deixei o filme de lado. Quando digo “alemão” é que receio que não entenda o filme porque a cultura é alemã
A maior injustiça nesta categoria foi a não inclusão do The Handmaiden. Eu vi este filme coreano e achei brilhante a todos os níveis. O filme tem tantas componentes boas: cinematografia belíssima, um bom casamento entre drama e comédia, excelente script, factor surpresa, etc…

Best Original Score

Jackie (Micachu)
La La Land (Justin Hurwitz)
Lion (Dustin O’Halloran, Hauschka)
Moonlight (Nicholas Britell)
Passengers (Thomas Newman)

É uma surpresa ver o Passengers ser nomeado. Ainda não vi o filme mas nem faço questão. Não percam tempo para ver porque o script é ridículo, estúpido e sexista. Nem sei como é que os actores aceitarem fazer este filme…

Nomearam pretos este ano?

E o John Williams não está? Não fez nada, certo?

Eh eh bastantes!

E tinha, mas não foi. :mrgreen:

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Manchester By The Sea

São 2 horas e 15 minutos completamente arrebatadoras, cruéis mas reais, que o tornam num dos mais belos filmes dos últimos anos, na minha opinião.

O Kenneth Lonergan é sempre muito paciente com a câmara, planos profundos e muita atenção ao detalhe, com diálogos longos e pausados, onde os silêncios em determinados momentos ganham mais importância que a banda sonora, onde tudo é natural, é um retrato intimista e emocional sem nunca cair no facilitismo e no exagero em que nenhum momento é desperdiçado.
A história vai-se revelando aos poucos, no tempo certo e principalmente ao ritmo certo. O timing de cada flashback é perfeito. Perfeito.
A construção das personagens(todas elas) é excepcional e rapidamente se envolvem connosco. Não os precisamos de ouvir para saber o que querem dizer, não precisamos de os ver agir para saber o querem fazer, não precisamos que se emocionem para saber o que estão a sentir.
O final é o que faz mais sentido e encaixa na perfeição em tudo o que nos foi contado.

Todo o casting está a um nível elevadíssimo. Nem me vou alongar a falar do Casey Affleck, não é preciso, basta ver, vou falar da Michelle Williams, eu que já tinha saudades dela. Não deve ter estado mais de 15 minutos em tela mas em todos os momentos em que esteve, deu uma dimensão brutal a cada uma das cenas, até naquelas em que não disse nada. E uma em específico é dos momentos mais intensos e poderosos de 2016.
Todo o restante casting cumpriu mas uma última palavra para o Lucas Hedges. Está crescido o miúdo. Interpretou com muita qualidade a personagem que de certa maneira dava ao filme a pitada de ironia e até de humor que o filme pedia.

Pode não agradar a todos, até pelo estilo mais Europeu do que propriamente de Hollywood, eu adorei.

[member=23798]Samuel_Son, in sync. :mrgreen:

Tenho de o comentar - tal como La La Land - sabores diferentes, igual gosto.

Não é o toque europeu, é o toque do Lonergan. Faz o mundano parecer uma peça de teatro. Não é o meu favorito dele mas é um filme extraordinário.

A cena fulcral entre a Michelle e o Casey devia ser estudada por qualquer aprendiz de representação. E o Casey é fenomenal. Não via uma interpretação tão gigante desde a Cate Blanchett no Blue Jasmine.

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Ontem vi o Moonlight , o filme que mais prémios e mais indicações tem tido, o filme que está em 1º lugar do Meta para 2016, o filme que no Rotten está à frente de qualquer outro nomeado, o filme que tem sido apontado como o melhor do ano pela maioria da critica e talvez o maior rival de La La Land nos Oscars.
Não nego a qualidade do filme, aliás o filme é excelente, admito é que não me bateu da mesma maneira que outros que já falei por aqui, quiçá por abordar temas(homossexualidade, infância problemática, bullyng, droga, questão racial) que alimentaram bastante o ano e a minha tv. É difícil de explicar o que quero dizer, como se me dessem um prato de bacalhau com natas quando nos dias anteriores já tinha comido bacalhau à zé do pipo e bacalhau à brás. Não é que não seja bom e não saiba bem, apenas preferia variar um pouco, daí a minha preferência este ano recair sobre outros dos nomeados, mesmo sabendo que a probabilidade de ganharem esteja abaixo de Moonlight.

Mas concentrando-me no filme e nos aspectos positivos, que são muitos, a divisão em três fases da vida do protagonista está perfeita(faz lembrar Boyhood) e o final desse primeira acto é a minha cena preferida do filme e uma das melhores do ano para mim. Deliciosa.

O filme é triste e tocante e é muito bem dirigido pelo Barry Jenkins, muita atenção ao detalhe, muito close-up para agarrar a alma das personagens, uma narrativa sempre equilibrada e sólida, nunca caiu na tentação de parecer uma lição de moral, foi tudo abordado de forma natural e sem complexos, o casting também cumpriu e destaco aqui o Mahershala Ali e a fotografia a cargo de James Laxton é lindíssima. As três partes que nos são contadas e a evolução do personagem é feita com mestria mas o que mais fica do filme é o olhar do pequeno Little. Olhar esse que sempre permaneceu.

Estamos à espera. Se tens tempo para fazer testamentos das sucessivas derrotas dos Suns ou elevar a patamar de estrela qualquer badameco que faça 5 pontos ou um afundanço também tens para comentar filmes. >:D :mrgreen:

Acabei de ver o Manchester by the Sea. Sem palavras, é um choque de realidade brutal.
O Casey é um monstro, livrem-se de não lhe dar o Oscar. Não consigo imaginar o filme com o Matt Damon, ainda bem que ele não o pôde fazer.

Filme do ano, ainda não vi o La La Land, mas não acredito que seja melhor.

Ontem vi Moana que só ajuda a comprovar que este ano foi definitivamente muito bom na animação(e ainda me faltam ver alguns) e Fences. Não estou com muito tempo para escrever, apenas vou dizer que é sempre um prazer ver Denzel Washington e Viola Davis em acting.

A Academia continua é a insistir no erro em definir estes critérios para o Best Supporting… Yeah right…

Lion

Era o último filme que me faltava ver entre os nomeados e tenho de admitir que foi o que menos gostei. O facto de estarmos perante uma história verídica, intensa e poderosa, ajuda a dinamizar e dar vida ao filme, o constante close up ao olhar de Saroo e a fotografia estão muito bonitas mas alguns aspectos podiam estar bastante melhor. O relacionamento do miúdo com a família Australiana é feita de maneira apressada e descuidada, o retrato da India é demasiado estereotipado, o romance com a colega é banal, forçado, cheio de clichés e com diálogos bastante fracos e com falta de imaginação. E é sobretudo nesta segunda parte(se é que podemos dividir o filme em dois) que o filme começa a perder muita força e tornar-se até algo irritante e melodramático, na minha opinião claro está.

Em termos de casting, gostei sobretudo da maneira como o pequeno Sunny Pawar carregou o filme às costas. Muito bem. E se em relação ao Dev Patel ainda tolero a nomeação, em relação à Nicole Kidman custa-me um pouco a engolir. Está a destoar naquela lista, claramente abaixo de qualquer outra, imo.

Finalizados os filmes tenho a dizer que mantenho tudo aquilo que fui dito ao longo do outro tópico, 2016 foi um ano muito bom, incomparavelmente melhor que o anterior. Em todos os aspectos e em todos os géneros. E ainda me falta ver tanta coisa.

Arrival :clap: :clap:

A muito tempo que não via um Sci-fi tão bom como este, muito bem desenhada a história onde encaixa como um verdadeiro puzzle no final.

Hidden Figures (2016).

Excelente. Aborda dois temas da história da América do século passado (o racismo / ascensão dos negros e guerra fria com a Russia, nomeadamente quem colocava o primeiro homem na órbita) de forma muito superficial. A força do filme está no desempenho das três personagens e na sua luta para se impor num mundo dominado por homens. Inteligentes, estrategas e lutadoras. Gosto do género, história verídica, com excelentes desempenhos individuais. Podia ter aprofundado mais um tema ou outro, optaram por contar mais a histórias das três mulheres, que propriamente trabalhar mais um filme sobre os negros ou sobre a guerra fria. É por isso que adorei o filme, é diferente, tem outro foco e contextualiza bem o período que se vive na altura (serve do género de pára-quedas), uma vez que as temáticas apenas dão isso, contexto. Tudo o resto, a essência do filme está baseado na história verídica que nos querem contar.

Tem falhas? Tem. A história amorosa que lá colam, é bem dispensável e acrescenta zero ao filme. Sobretudo porque foi mal inserida, apareceu quase do nada e trouxe umas quantas lágrimas, nada mais. Dispensável. Contudo, insuficiente para sequer beliscar na qualidade do filme. Gostei dos pequenos toques de “comédia”, quebra um pouco o peso da temática, tem tanto de cómico, como de sério; este sim, um pormenor bem visto pelo realizador.

É desta forma que os negros podem exigir nomeações. Com qualidade e prestações acima do normal.

[Moonlight]

É uma história simples recheada de complexidade emocional, uma beleza narrativa que se conquistou nos olhos* de quem os utiliza como principal forma de discursar. :mais: :clap: :mais: E é curioso - ou nem por isso, para quem viu! - que o olhar tenha sido o principal atributo|requisito que o Barry Jenkins procurou na escolha pelas 3 personagens que interpretam Chiron: “If I could find actors that had the same feeling in their eyes, there would be a continuity.

Moonlight [2016] é uma produção crua, real, emocional, verdadeira, que em três actos (nos) conta todas as pequenas particularidades que constroem a nossa personalidade, que nos moldam enquanto seres humanos, uma história “ficticia” baseada num texto autobiográfico de Tarell Alvin McCraney, um escritor que enquanto produtor da peça permitiu que a mesma se encontrasse recheada de autenticidade em toda a sua construção** e que exigiu, a par do seu realizador e colega de escola (?), várias edições para que a película absorvesse toda a genuinidade da história. Há uma aura poética no texto, cada acção apresenta repercussões na fundação da identidade de cada pessoa, nada do que nos é apresentado tem menos importância que a cena anterior. Tal como na vida real, Moonlight dá vida|sentimento a pequenos objectos, a meros adereços, a simples brisas, esta capacidade de atribuir significado a um objecto, uma música, transforma tudo aquilo que nos é apresentado pelo cinematógrafo James Laxton em algo especial.

É uma história cheia de coração, audaz, a filmagem à mão tão perto das personagens, a ausência de maquilhagem, cria uma visão quase digna de um documentário e o elenco é sublime [Mahershala Ali, Alex R. Hibbert, Naomie Harris, Ashton Sanders], aliás, não só é sublime como delicia qualquer pessoa que queira deliciar-se com a beleza da Janelle Monáe. Que gata. Fdx. :mrgreen: É um sucesso, com o orçamento que teve, a galopada pelos cinemas nacionais|internacionais que teve, e a história que conta é espectacular. É uma película que não se esquece. Gostei muito. 3 películas vistas [La La Land, Manchester By The Sea] e estou a adorar todas, ao contrário de 2016 onde gostei de umas quantas mas só consegui adorar uma [Room].

“I remember specifically that these kids were chasing me,” said McCraney. “They were beating me up and throwing rocks at me, and I was running for my life. Then they stopped throwing the rocks. I looked around and there were a bunch of cars, and I realized that they were trying not to hit the cars, but were still trying to hit me. As I was standing there, the sun was setting, and there was this beautiful blush. There was a breeze through the palm trees on 62nd. There was poinsettia growing. That’s the world I grew up in. To make that real for people—and myself again—is kind of destabilizing. I’m still processing. I could describe these things to you, but when you feel them, it’s different. That’s something that you can keep thinking about on the subway. If Moonlight is doing this to me, there is someone else out there that needs this, too.”