a tua (des)honestidade intelectual fica provada quando pegas naquilo que eu disse quando o assunto era a lunática teoria de que a terra é plana e tentas contextualizar essas palavras noutra discussão totalmente diferente.
O que curiosamente apenas prova aquilo que eu disse.
Eu ainda sou senhor da minha palavra, pelo que dou-lhe uso quando quero e sobre o assunto que entender, achando-o estapafúrdio ou não. É que a mim pessoalmente incomoda-me um bocado andarem aqui a tentar vender banha de cobra mascarada em pseudo-argumentos por pessoas que tentam levar quem refuta esses “argumentos” à exaustão e ganhar assim a discussão.
A partir do momento em que leio um comentário neste espaço, tenho de lhe dar atenção. E quem escreve neste espaço, sabe que está sujeito a ser confrontado acerca das suas palavras.
Sei que disse coisas que não foram propriamente bonitas para o user em questão, mas tentei dar a minha opinião acerca desse user da maneira mais simpática que consegui. Mas não vou deixar de dizer aquilo que penso, passar paninhos quentes ou alterar a minha opinião.
Têm de ir à ONU, aproveitem que agora o secretário-geral é o Guterres e peçam para alterar o símbolo que tanta confusão vos faz.
“Exmo. Secretário-Geral, aka Toninho GuGuDáDá, era para pedir para proibir a discussão da terra plana, e alterar esse símbolo obsoleto que vos representa”
Não há a menos que confies em quem faz o vídeo. No entanto, é fácil de perceber que a câmara está estabilizada. Com o zoom monstruoso da câmara qualquer movimento vertical seria suficiente para tirar o cruzeiro do foco e isso não acontece durante o vídeo.
-Nível médio da água do mar altera-se:
Irrelevante. O barco sobe e desce acompanhando a alteração desse nível médio.
-Ondulação:
É observável durante o vídeo e se houvesse influência não desprezável da ondulação seria visível o movimento do barco. A menos que estejas a insinuar que passou uma onda de várias dezenas de metros (uma rogue) a alguns km da costa que obstruiu por vários segundos a observação do cruzeiro sem se cruzar com o mesmo, isto é, passar por baixo dele.
O barco é visível uma data de tempo à distância, e desaparece em segundos no fim do vídeo. Bastaria uma onda de maior altura para provocar aquele efeito, a onda passa, esconde o barco por trás dela e depois o bacano desliga a câmara e diz que está feito...
Vê o vídeo num media player que permita aumentar a velocidade de reprodução 8.00x e depois diz-me que não se vê o casco a “desaparecer” de baixo para cima. Já tinha escrito num post atrás, a parte final à noite é a menos relevante, a única informação útil é que deixa de ser visível a fila de janelas iluminadas que está mais próxima do mar.
O cruzeiro não desaparece repentinamente nem deixa de ser observável por ser demasiado pequeno. Desaparece porque a curvatura da Terra implica que a luz reflectida pelo mesmo não consiga chegar aos olhos dum observador a determinada distância.
Não, não é irrelevante o efeito da maré, ao contrário do que tu dizes. E é muito simples perceber porquê.
Imagina que a câmara está estabilizada à cota 0 (nível médio do mar). Basta a maré encher, e o nível da água vai subir. Uma subida ligeira do nível da água vai fazer com que a linha de água que vias ao início, lá ao fundo, fique tapada, porque agora o nível da água está acima do ponto do observador, e porque a água não é transparente.
É exactamente a mesma coisa que estares deitado à beira-mar, ao nível da água. Se te mantiveres sempre deitado, queixo na areia, sempre olhar fixo em frente, ao princípio vês as pessoas nas gaivotas, jet-skis e os barcos a passar, mas se a maré subir e tu ficares à mesma altura, olhar fixo em frente, só vais ver água.
Também podes meter mais água, e fazes a experiência dentro de água, de pé, só com os olhinhos de fora, mar flat, sempre olhar em frente, olhar fixo. Basta a maré subir um bocadinho e o que vêem os teus, olhos [member=19787]aldo118800 ? :mrgreen:
Quanto à ondulação, idem ou parecido. A onda pode passar pelo barco lá ao fundo, mesmo que tenha 3 metros à distância que está quando muito vês o barco subir um pouquinho, dada perturbação visual causada pelos reflexos, atmosfera, distância etc, pouco pronunciado o movimento será. Quando a onda chegar ao pé de ti, os centímetros que parecia ter lá ao fundo serão praticamente os 3 metros a poucas dezenas ou centenas da praia…
Chama-se perspectiva, estas são as suas leis… :inde:
Se estás deitado à beira-mar, ao nível da água, e a maré subir, ficas abaixo da água. A menos que haja alguma irregularidade de que eu desconheça acerca das alterações do nível da água do mar. Eu parto do pressuposto que não é possível acontecer isto:
[spoiler= Blocos do Minecraft][/spoiler]
e, portanto, descer o nível da água do mar é equivalente a subir a cota em que está fixada a câmara e vice-versa. Se não é o caso, obviamente tenho de reconsiderar.
Se a onda tem três metros, não é suficiente para ser considerada ao pé dum navio que tem, no mínimo, 40m acima do nível do mar. Se for, por exemplo, uma onda de dez ou mais metros, que seria o mínimo para se deixar de ver o casco, seria grande o suficiente para se observar movimento do navio.
Então, vês como sabes? Se ficas abaixo da água, como podes ver o que está por cima dela? :lol:
O que prova que basta uma onda passar, a maré subir, se a câmara estiver fixa, vai ter a obstrução da massa de água e a linha do horizonte será o topo da onda, não o nível do mar que ficou para trás.
Esse vídeo, como te disse, não prova nada. Prova apenas que é possível observar o barco por dezenas e dezenas de quilómetros.
Vou-te dar outro exemplo: avistas um gigante de 3 metros no deserto, lá ao fundo a km, a vir na tua direcção. É uma figura reduzida e nem lhe consegues ver os pés, nada notas de estranho na sua compleição física porque visualmente ela está encolhida e diminuída.
Quando ele chegar ao pé de ti, não só lhe vês os pés (tamanho 50), como ainda lhe dás com a cabeça pelo externo. Não conseguirias ver nenhum navio atrás dele, lá ao fundo, no lago, tivesse 40 m ou 50 de altura e 100 de comprimento.
Então tenho de admitir que ao longo do vídeo foram surgindo ondas de dimensão gradualmente superior que obstruíram a visão que se tinha do cruzeiro e reparar também que TODAS essas ondas se formaram após o cruzeiro passar pelo local de formação?
Parece-me que estás a ignorar que o cruzeiro mal se mexe, o que significa que não se formaram ondas com dimensão suficiente para obstruir o campo de visão que se tem do cruzeiro.
Escolhi esta imagem porque é todo plano, este deserto, e nos lagos não existem marés e a ondulação é menos pronunciada, em condições normais. São massas de água mais estáticas, a maior parte delas de água doce mas também há lagos de água salgada, esse pormenor deixo à tua imaginação.
O barco está lá sempre por trás do gigante, ao fundo do lago, que está ao fundo do deserto. Quando o gigante está lá ao fundo, à beira do lago, do lado de cá, o barco é visível por trás dele, ao fundo do lago, mas à medida que o gigante se aproxima de ti, o barco desaparece por trás dele.
Eu podia ter desmontado já o teu argumento e colocar aqui os “vídeos impossíveis” de “avistamentos impossíveis” de lugares a dezenas e dezenas e dezenas de km de distância, mas aí já sabia o que ias dizer: é a refracção atmosférica. E pronto, estava tudo explicado. :inde: :lol:
P.S. eh pá, que penas são estas? Andaram a depenar galinhas aqui? Aposto que foi para fazer uma canjinha… :twisted:
That feeling quando tens amigos na Armada que andaram a cartografar o fundo do Oceano Atlântico, que deram a volta ao globo por várias trajectórias e que as calculam com projecções de Mercator, que usam navegação astronómica e que se a Terra não fosse esférica iriam parar no c4ralho… Mas não… É tudo uma ilusão…
Bom, existe a perspectiva e existe a curvatura (para quem acredita no globo).
Mas aquilo que eu gostava que percebessem aqui, é que quando se diz «O desaparecimento dos barcos no horizonte, prova a curvatura da Terra», isso não é bem verdade. Com o potente zoom de uma Nikon P900, é possível recuperar barcos que estavam desaparecidos a olho nu, o que vem de certa forma provar que o olho humano funciona de acordo com a lei da perspectiva visual. Agora, a partir de uma determinada distância, deixa de ser possível acompanhar o tal barco e aí, há quem defenda a curvatura e há quem defenda o efeito da atmosfera (humidade, partículas, etc.), os efeitos de reflexão da água, etc.
O que continua a não bater certo, é a tal equação. A uma distância em que a equação «diz» já não se poder ver 3 metros do casco, todo o barco é perfeitamente visível através de um zoom, logo, há qualquer coisa que não está a bater certo.