Danny Boyle foi quem operou a filmagem. Este estilo pouco convencional tinha de vir dali. É talvez a sua melhor demonstração de poder em Hollywood. Ele que é um Realizador que se recusa a utilizar as técnicas típicas de cinematografia. Acertou em cheio aqui. :great: Pena o resto que já coloquei na minha mensagem. :arrow:
TrainSpotting é um filme que não deve ser visto como uma viagem ao mundo da droga, mas talvez antes como um “sonho” meio surreal de alguém que andou a sniffar demais. Não pretende retratar o sofrimento ou a agonia causada pela droga, antes parece mais um estado de espirito em que ora se está high, ora não, ora assim-assim, e portanto a história oscila desta forma.
Danny Boyle é o meu realizador preferido na direcção técnica desde há muitos anos a esta parte, desde o The Beach, passando pelo 28 days até ao Sunshine… É um regalo visual (e não me refiro aos efeitos especiais).
Já agora, não vale a pena comparar Trainspotting com Requiem for a Dream. São filmes completamente diferentes e o realizador do ultimo é dos mais simbólicos e introspectivos que conheço na forma como explana as suas obras, algo que Boyle definitivamente não é.
Pareceu-me o mais importante no meio desta discussão toda. Dá pena ver tanto bom nome sem uma estatueta, portanto, a Academia nem devia ser levada muito a sério, se fizessem todos todos como o Woody Allen e não metessem lá os pés talvez fosse melhor ou mudasse qualquer coisa.
Voltando mais à discussão que se criou aqui, penso que aos poucos o pessoal vai descolando a imagem de meninos bonitos, tanto a Pitt como DiCaprio, fruto dos seus bons trabalhos. Podem não ser o top dos tops, mas talvez também já merecessem a estatueta.
Johnny Depp penso que já merecia também. Já não sei quem falou no filme, mas no Secret Window acho que o gajo está a fazer de ele próprio :lol:
Eu gostei do filme, Tobey Maguire tem uma boa performance, a demonstrar que ele não se esgota em Spider-man. Btw, eu sempre fui ver esta mini-série ao cinema mas nos próximos três filmes não coloco lá os pés, assim como não coloquei no Terminator 4. Quando um ícone de um filme é reposto por outro, por mais interessante seja o filme, perde a sua graça.
Eu não achei.Aliás,esse foi mesmo o pior deles todos.Onde é que esse gajo é um militar?Ainda por cima Capitão ou o caraças?Até o Moneytinho é mais capitão que ele.
Muito pouco credíveis as representações.O menos mau até achei que tivesse sido o bacano do Zodiac.Só vi mesmo o filme pela Natalie e fiquei desiludido
Eu também não achei nada de especial, mas não se pode dizer isso muito alto. :shhh: Kubrick é o realizador com mais fanboys por metro quadrado e se algum frequenta este fórum apanhas já uma seca descomunal. Para um fã de Kubrick, tudo em que este tenha tocado é perfeito.
Eu já li essa opinião em diversos sítios mas não consigo concordar com ela. Eu até posso aceitar que esse não seja o fundamento da obra [não se revela exclusivamente a demonstrar o quão dolorosa é a vida de um drogado] mas não digam que não é nem anti-drogra nem pró-drogas porque isso é um atentado à própria história das personagens:
a) Tommy, que era o único limpo, foi abandonado por Lizzie e vira drogado. a1) Abandonado? Porque perdeu a cassete em que se encontrava a ter relações com a mulher. b) Renton vai para a cama de uma rapariga que é menor de idade c) Spud vai para a casa dos pais da sua namorada e defeca na sua cama. d) A bébé de Allison morre por não ser tratado nem pela mãe, nem pelo pai. f) Spud vai preso por assalto. g) Tommy acaba por morrer por não cuidar do gato que tinha em casa h) Begbie era um fugitivo que acaba por ser preso na última cena.
Peço imensa desculpa mas, onde é que está o apelado lado high? Tudo o que eu vejo aqui é dor, é sofrimento, é consequências negativas do seu vicio na heroína. O único lado high que o filme tem para as suas personagens é o dinheiro que recebem pela droga [já no fim do filme] mas até isso lhes é tirado e nós temos de acreditar que foi o melhor que podia ser feito. E eu não comparei Requiem For a Dream com Transpotting mas terás de concordar que enquanto um sabe ser dark, o outro não o sabe. Existem aspectos soberbos no filme [cinematografia, banda sonora, Ewan] mas tirando isto, não consigo perceber os votos que recebeu e acho que até foi nomeado para Oscar. Mas deixa que desta vez quem está contra a maioria sou eu e não tu Celsus. :great:
Kubrick nem é mau, teve um filme detestável que pelo meu espanto todos o gabam, que é 2001: A Space Odyssey, para mim é vómito autentico. Mas existem muitos filmes assim, por exemplo Blade Runner com Ford é outro vómito, apenas vi porque a crítica era positiva. Mas voltando ao tópico dos realizadores, outro hippie que para aí anda é Tarantino. Certo, é um excelente realizador, não digo que não, mas não considero que tenha se transcendido em nenhum filme, dos filmes que vi claro! Mas confesso que ainda não vi Reservoir Dogs e está na minha lista de aquisições. Inglourious Basterds, quando saiu, manifestei-me, aqueles 30 minutos extras estragaram o filme. Uma coisa é ver ficção científica em que estamos indrominados com o efeito visual, outra coisa é ver um filme de guerra. Arrastou-se e começou a dar-me sono, além, claro, de não ter sido nada de outro mundo, ao mesmo nível facilmente se arranja uma colecção deles. Pulp fiction talvez tenha sido o melhor, mas marcou pela diferença do que se realizava na altura, não pelo desempenho e história. A verdade é que o cinema está cada vez pior, já o falecido Paul Newman numa das suas entrevistas disse que o motivo de estar muitas vezes fora dos bastidores devia-se ao facto da representação real estar a ser substituída pelos programas. Avatar é um verdadeiro case study. Um filme, onde vários colegas meus afirmaram que tinha sido o melhor filme de sempre, a representação passa completamente ao lado, o enredo é previsível, e mesmo assim é um enorme sucesso de bilheteira (normal pelos efeitos visuais) mas não tão normal ter pontuações completamente descabidas no Imdb ou aplausos pela crítica. Façam um exercício, nem sei a lista, mas vão ao top 50 dos melhores filmes segundo esse site e vejam as moléstias que por lá andam, de cortar os pulsos!
É a cores, tem bonecos estranhos, passa-se num mundo que não existe, tem representações medianas mas tudo aquilo que transforma Avatar naquilo que é foi a inovação, a mestria do 3D, a entrada numa nova era. É claro que existem sempre aqueles que para além de serem inundados com “A” melhor experiência visual alguma vez realizada ainda se sentem na obrigação de exigir um Robert DeNiro mascarado de azul, um Paul Newman a saltar entre árvores e um plot impecável. E há quem como eu, foi ver Avatar e percebeu que marcou um tempo, fechou um ciclo e abriu um Mundo. :great:
O Trainspotting é para ser visto como um filme surrealista e não negro. É uma espécie de retrato sobre uma bad-trip, e acaba por ser uma excelente metáfora sobre a droga. Isto aliado à montagem, fotografia, direcção de actores e banda sonora, torna-o numa das melhores obras dos anos 90. Não se pode interpretar o filme seguindo as directrizes naturais da escrita de guião.
E não é caso virgem na história do cinema. Luis Bunuel, há várias décadas atrás, utilizou exactamente o mesmo artifício para retratar o clero e a burguesia, criando películas carregadas de ironia e surrealismo. Casos como “O Charme Discreto da Burguesia”, “Simão no Deserto” ou “O Anjo Exterminador” são exemplos clássicos do que referi. Filmes surrealistas com uma mensagem latente, que desta forma acaba por ser expressa de maneira eficaz.
Em relação ao 2001, não é das melhores obras do Kubrick (para mim é o “Full Metal Jacket”) mas não deixa de ser um filme de altíssima qualidade. Aliás, é tão bom que influenciou uma série de obras posteriores. E tem momentos inesquecíveis, como a valsa espacial, o computador AL, entre outros. O único problema que lhe aponto é ter 30 minutos a mais, que poderiam ter sido cortados no processo de montagem. De resto, é uma meditação sobre a origem humana e sobre o sentido da vida, feita de forma visual sem se alongar em diálogos para exprimir pontos de vista. E isto é cinema em estado puro.
O Blade Runner e o Avatar, por outro lado, são dos meus filmes favoritos. O primeiro marcou o início do “cyberpunk” como um género cinematográfico. Para além do mais, está bastante bem realizado e o guião é soberbo (aconselho a ver o Director’s Cut). O segundo é uma experiência visual incrível, como disse o barbosa. No Avatar, o guião serve apenas como suporte para as imagens que passam na nossa retina. É daqueles filmes que não poderia estar cheio de “sub-plots”, “twists”, “hooks” ou outros artifícios porque isso iria retirar a atenção para o que é verdadeiramente importante: a imagética. Confesso que quando entrei na sala de cinema estava cheio de preconceitos, mas quando saí fiquei completamente rendido.
Concordo que o Avatar é algo à parte. Confesso que quis detestar o filme ( :lol:) tal o hype à sua volta, mas não consegui. Pode não ser um Platoon em interpretações, mas foi sem dúvida uma lufada de ar fresco e o mais inovador que vi nos últimos anos no cinema. Os efeitos funcionam, a acção funciona e até as partes dramáticas funcionam. E fala quem não é propriamente um fã de Cameron e que entrou na sala de cinema bem contrariado.
Eu não digo que Kubrick seja mau. Não é. 2001 tem os sues momentos, embora para mim seja um enorme bocejo durante a maior parte do tempo. Acho que Shining, Clockwork Orange, Spartacus ou Full Metal Jacket estão num patamar elevadíssimo. Agora não sou daqueles que idolatro realizadores ao ponto de achar que tudo em que tocam é ouro (apesar de que ainda estou para ver um filme de Spielberg que me desiluda, AI à parte). Quanto a Tarantino não posso concordo contigo… :mrgreen: Inglorious Basterds, Pulp Fiction, Reservoir Dogs ou Kill Bill são, quanto a mim, brilhantes e com um cunho pessoal nada comum nos dias que correm.
Vamos portanto aceitar que um filme que não sabe ser dark, que não sabe ser comédia, que exagera em diversos actos a um ponto ridiculo, que afecta a minha sanidade mental, que falha em tudo aquilo que faz para tentar parecer real [nenhum drogado sai da droga da forma com que Ewan saiu, lê-se, em casa, sem medicação e a receber bolachas e leite dos pais] :sick:, que tem inúmeras falhas no plot, que incute uma onda sombria sob o dominio de não ser sombrio (?), que incute uma onda irónica sob o domínio de não ser irónico (?), que nos apresenta personagens sem que a plateia estabelecesse qualquer ligação com nenhuma delas [isto é crucial num filme deste género], que apesar das boas prestações individuais nada parece suficientemente convincente e/ou genuino, que tenta entregar uma mensagem mas que a mesma só se fica pelos mónologo final e/ou inicial e cujo desenvolvimento em nada suporta a sua ideia [ou melhor, não da forma que deveria], tudo porque é … surreal!
Existe sarcasmo. Existe ironia. Existe metáforas. Existe dark humor. Existe exagero. E depois existe Transpotting. Uma produção que falha em tentar ser qualquer uma delas. Desculpem a minha insistência, certamente que vocês [e muitos mais] terão as suas razões para elogiar esta peça mas eu ali só vi 3 coisas e preferi só ter visto essas 3. :twisted:
Tem piada. Só recentemente vi o Sunshine(vi-o a a semana passada). Fazia parte dequeles filmes que eu tinha para ver. Sem dúvida um filme de ficção científica diferente. Visualmente espectacular, excelente banda sonora e com um desempenho muito bom de Cillian Murphy…algo habitual.
Não sou muito fã do TrainSpotting, mas sem dúvida que coloco o 28 Days Later e o Sunshine entre os meus filmes favoritos.
Visualmente Sunshine é muito bom, mas também apanhei um tédio tremendo, e não era pelos actores, tinha um bom elenco. Para quando filmes que se equiparam a The Shawshank Redemption (que já não vejo à anos, tenho que rever), The American History X, Alien, Unforgiven, Platoon, só para citar alguns em vários estilos. Eu não critico quem aplaude os filmes que por aí andam, mas quando The Social Network, Slumdoge Milionare são referencias anuais na gala dos Oscares alguma coisa está mal. Até filmes como The departed, Blood diamond com o Leonardo que nunca ganharam nada colocam os galardoados num canto, pelo menos os reconhecidos nos últimos anos. Actualmente ver um bom filme custa! Essa é a minha indignação e por isso mesmo não vou tantas vezes ao cinema, só vou quando eles merecem realmente os meus 5.75 euros.