Ténis

Grande batalha. Os 38 já pesam, mas o Novak merece todos os elogios.

O Novak é um monstro, mas agora é o tempo dos mais novos. O facto de chegar à final aos 38 anos e de ter eliminado o Sinner em cinco sets já foi uma grande vitória.

Gostei muito da resposta que deu a um jornalista antes da final, quando deram a entender que, no tempo do Federer e Nadal, andava atrás dele e agora anda atrás do Sinner e do Alcaraz, isto dito a um tenista que tem 24 GS. Faz-me lembrar as associações que fizeram entre o Ronaldo e o Yamal antes do jogo com a Espanha para a Liga das Nações.

Foi uma final com um desfecho previsível. O Djoko começou muito bem, mas quando o Alcaraz “entrou no jogo” não deu chances. E a questão física foi-se evidenciando com o passar do tempo. Vitória justa do espanhol.

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Ninguém me tira da cabeça que o Alcaraz vai pulverizar recordes até ao fim da carreira. Até acho, de verdade, que os 24 GS do Djokovic estão em causa. Se ele com 22 anos já tem 7 GS …

É verdade que há Sinner mas esse também não irá ganhar tudo e verdade seja dita, e apesar de gostar muito dele, não vejo o mesmo talento que vejo no Carlitos …

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se até ao 34anos ganhar 1.5 por ano em média, chega lá :slight_smile:

quando o novak apareceu, não gramava o gajo, mas talvez tambem por culpa dos seus fãs. quanto mais anos passaram, mais fui gostando dele. nem sigo assim tanto ténis, mas gosto sempre de o ouvir falar. ou em cenas off-court.

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Ao Novak só posso criticar que tenho um estilo de jogo mais “counter-puncher”, se bem que com o tempo foi ficando um pouco mais all-arounder, até mesmo mais ofensivo, mas sempre sem sair da toada do contra-ataque. Também acho que aqui ou ali teve alguma sorte em sorteios e em momentos chave na carreira - por outro lado, também teve a situação de não poder competir em certos GS quando provavelmente os ganharia - por altura do COVID.

Mas vou preferir sempre o Federer.

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O Alcaraz se não tiver lesões e se não aparecerem mais uns quantos extraterrestres entretanto, acabará mesmo por bater o record do Djokovic com relativa rapidez. O Sinner é muito bom, mas não se dá especialmente bem com o Alcaraz. Também não vejo ninguém a aparecer com aquele talento. Aliás, ainda me lembro do Alcaraz no US Open de 2021 em que deu show até desistir contra o Auger-Aliassime nos quartos. Não se vêem mais putos assim.

Também não simpatizava muito com o Novak quando apareceu. Por outro lado, também não simpatizava NADA com o Rafa. Sempre achei muita piada ao Federer e os meus favoritos até eram o Stan Wawrinka e o Domi Thiem.

Mas com o tempo fui aprendendo a gostar deles, principalmente do Djokovic que foi um bocado [injustamente] vilanizado pela imprensa e pelos adeptos, por estar a mexer no status quo da rivalidade.

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O mesmo aqui, o Federer enquanto artista da raqueta dispensa apresentar, mas o Stan The Man é altamente subvalorizado, melhor backhand do ténis:

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Não sou fan dos atletas americanos, mas até gosto do Ben Shelton. Mas falta-lhe alguma coisa para dar esse próximo passo. Ainda tenho esperança de que possa ser ele a dar luta no futuro. Também acho que o Mussetti e o Flavio Cobolli vão começar a dar luta.

Sem querer ofender o homem que o levou até aqui, mas acho que esse passo só pode ser dado com outro treinador. Pais-treinadores costumam ser bons no início da carreira, mas, na minha opinião, em 99% dos casos chega sempre uma altura em que o atleta precisa de seguir outro caminho para se elevar.

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Também gosto do Shelton, mas precisa urgentemente de mudar de treinador e melhorar a esquerda. O serviço é monstro, mas a esquerda fode-lhe a consistência do ténis e não lhe permite atingir (até ao momento) um serviço de excelência.

Eu gosto do Musetti, acho que é um dos gajos mais interessantes do circuito. Tem vindo a falhar em momentos determinantes.

Dos putos, diria que o Learner Tien é capaz de ser dos que subirá mais. Ainda não consegui perceber o hype do Fonseca.

Os americanos têm muita esperança num puto que é o Darwin Blanch. Os espanhóis falam muito do Rafael Jodar. eu tenho ouvido falar bastante de um miúdo que é o Budkov Kjaer, mas ainda não tive oportunidade de ver jogo nenhum.

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Muito bem visto!! Concordo com isso.

Que saudades de uma bela esquerda a uma mão …

E não há dúvidas, a esquerda dele era melhor que a do Federer. Onde o Federer brilhava era na variedade de pancadas … e vinha também à rede, e a mobilidade dele era a chave de tudo. Faltava um pouco disso ao Wawrinka …

Num dia bom, podia vencer a qualquer um

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Concordo com isso de mudar de treinador. O serviço dele é simplesmente espectacular, e eu como esquerdino adoro aprender com ele. Mas sim, ele ainda tem muito a aprender. Eu gosto muito da maneira como ele leva os jogos na desportiva, mas ao mesmo tempo precisa de se focar mais nos jogos.

O Musetti, tive o prazer de o ver ao vivo no US Open em 2024 e fiquei impressionado. Ele tinha uma fã italiana que gritava o nome dele ao fim de qualquer jogada, era tão enervante que tiveram que a mandar calar :rofl:

Tenho que estar mais atento a esses novos miúdos. Mas também não entendo o hype pelo Fonseca. Ainda não vi nada de especial nele.

Ao Wawrinka faltava-lhe estofo mental, mais nada. Tinha uma esquerda que partia aquilo tudo. E tinha uma técnica soberba. Mas tinha bloqueios mentais em alguns jogos.

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Foi um tenista brutal.
Para mim o +1 dos big4.
Mas isso é na minha opinião…

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Não deve rigorosamente nada ao Murray, que às vezes é metido ali porque esteve quase um ano como nº 1. É um feito, mas “não se pode” metê-lo no mesmo patamar.

A final da Taça Davis de 2014 no estádio do Lille é poesia pura, três dos melhores backhands da história a jogar: