Ténis

E Federer lá venceu,por desistência de Davidenko;depois de um primeiro set decidido por tie break ganho por Roger,Davidenko quebra o serviço de Federer e estava a vencer por 2 a 1 quando desiste,ao que parece por lesão numa perna.
Estava a ser um jogo muito bem jogado,emoção,boas jogadas,mas depois da desistência fica a primeira vitória num torneio para Federer em 2008.

Senti um gozo pessoal por Davydenko ter desistido do encontro, não pelos jogadores ou pela vitória do Suiço, mas sim pelas pessoas que se deslocaram para ver esta final. É que, + de metade dos compradores eram daquelas pessoas que não percebem, nem querem perceber nada de ténis e só foram lá para dizer que foram.

De resto, comprova-se que a terça feira era mesmo o melhor dia para ir ver o Estoril Open. Eu não tive de pagar nada, mas ver Federer, Davydenko, Maria Kirilenko, Michelle Brito, Gastão Elias e + portugueses, por 20 euros, é muito acessivel. Federer lançou o incentivo necessário para se fazer um court central fixo, para não ser necessário andar a montar e a desmontar.

Foi um bom torneio, tivémos excelentes prestações portuguesas [expoente máximo para a eliminação do Marach], a desilusão foi mesmo a Michelle Brito [depois de ter ganho o primeiro set] e ficou um pouco manchado pelas péssimas condições climatéricas, que também só tiveram realmente boas na terça. :mrgreen:

Barbosa porquê todo esse “amor” a esse pessoal ? ;D Isso é tipico do Estoril open e de muitos outros eventos desportivos…tenho pena de o pessoal que pagou , queria ver o jogo e só teve oportunidade de ver 1 hora de tenis.

Em relacao ao Estoril Open deste ano foi no global bastante negativo , sem o minimo de competitividade (nao me refiro ao dominio de Federer pois é jogador para chegar a Wimbledon e ganhar a competicao sem perder 1 set) , um quadro no geral muito fraco e as condicoes continuam a ser quase as mesmas que as da ultima decada. Este ano tivemos a oportunidade de ver o nº1 do mundo e pouco mais que isso , foi um torneio feito á medida do suico mas que nao teve uma pinga de interesse.

Em relacao á prestacao dos portugueses , tenho pena que a michelle brito tenha sido logo eliminada , apesar de muito jovem estava no torneio com muitas “ganas” para vencer algumas partidas mas nao teve a sorte do seu lado. E no final de mais uma edicao do “maior” torneio de tenis portugues , assim vai á mediocridade deste desporto em portugal…pode ser que a evolucao do gastao e da michelle corra bem e que se possam tornar figuras nacionais do nosso tenis , precisamos de referencias e rapido , senao o futuro da modalidade continuará a ser tao negro como é.

O Frederico Gil teve uma boa vitória mas o seu ténis continua o mesmo de sempre , um jogador demasiado latino na sua abordagem ao jogo , necessita de um verdadeiro treinador para o acompanhar e permitir evoluir senao daqui a uns tempos é apenas mais um portugues perdido nos quadros atp.

Eu costumo ir quase todos os anos ao Estoril Open, mas apenas neste fui presenteado com os ditos camarotes. Não tenho nada contra eles, apesar de continuar a achar que as cadeiras de jardim são mais desconfortáveis que a das bancadas normais, mas a quantidade de pessoas que se julgam importantes e que ainda para mais, não prestam a mínima atenção ao jogo revolta-me. Ainda bem que não fui à tenda do “croquete” porque aposto que houve pessoal que nem saiu de lá.

Eu acho que até foi 1 bom torneio [esperava pior] tendo em conta o quadro de jogadores. Os Portugueses portaram-se, no geral, todos muito bem e foi basicamente graças a eles que o torneio teve relevância. Os confrontos de Davydenko e Federer não foram assim tão avassaladores, tirando o encontro do Frederico Gil [contra o Federer] em que se percebeu claramente que o Suíço se limitou a controlar o jogo, sem ser preciso ficar cansado. Deu para conhecer alguns jogadores [pelo menos para mim] como o Gicquel e o Rocchus e que até nem estiveram nada mal.

O problema foi mesmo a tão declarada diferença de nível entre os atletas, que fez com que este torneio tivesse um destino previsível. Para além do mais, as pernas da Maria Kirilenko ainda pairam na minha cabeça. É que o court onde ela estava a jogar era praticamente em cima dos pessoas e homem que se preze sentava-se logo nas primeiras filas. :slight_smile:

O Estoril Open este ano ao nível de competividade foi muito fraquinho! Estaé a dura realidade… Digo isto sendo um grande fã de Federer! È que ele durante este torneio pareceu ser ele que criava as dificuldades a si próprio, de forma a tornar os jogos mais estimulantes para si… O jogo de ontem foi para mim bem exempeficativo disso (o de hoje é evidnete que já não foi assim!)!

Quanto ao desfilar de vaidades no Estoril tenho de confessar que quando vejo esses “palermas” fico enojado pelo tempo de antena que lhes dão por estarem lá… Digo isto, quando sou um adepto de ténis que não perco Grand Slams s mesmos Masters são poucos os que não acompanho, e depois vejo uns badamecos a fazerem-se às câmaras sem saberem um que é um “slice” ou um “top spin” que passam um frete do caraças, que pagam bem por isso, só para depois aparecerem em revistas…

:arrow: O torneio foi de facto fraco como se previa. Se não fossem os portugueses a animar teria sido pior. É verdade que pela primeira vez tivémos uma final com dois dos 4 melhores do mundo, mas também há que referir que nas meias-finais estiveram dois tenistas que estavam fora do top 100, algo que não sei se alguma vez tinha acontecido na história do Estoril Open. Mas sobre isso eu já deixei as minhas críticas ao torneio neste tópico e não vou voltar a bater na mesma tecla.

:arrow: Outra coisa que me chateia é que um gajo como o João Lagos que sozinho conseguiu implantar um torneio do circuito principal ATP, ande agora sempre a pedinchar ao Estado para fazer um estádio, sempre com queixinhas e a centrar o torneio nisso ao ponto de pedir ao Federer para falar nisso. Para alguém que se orgulha tanto de se queixar pouco e fazer muito e sozinho sejam quais forem as circunstâncias, não percebo porque anda agora com discursos miserabilistas e a pedinchar que o Estado lhe faça o estádio.

Que tal arregaçar as mangas e fazer ele o estádio? Basta pedir um terreno que o Estado cede de certeza, depois fazer ele o Estádio com a ajuda do BES que sempre o patrocinou e cujos administradores são os amiguinhos de infância dele. Aposto que no final o Estado ainda entrava com uma boa comparticipação. Com essa comparticipação que Estado decerto daria, o dinheiro que poupava na edificação do estádio provisório dos últimos 2/3 anos, e com as receitas provenientes do aluguer do espaço para outras ocasiões, já tinha pago boa parte do Estádio e escusava de andar com essas lamechices todos os anos e a querer que o Estado lhe faça a papinha toda. Ou será que ele não sabe como se faz lá fora, onde muitos dos grande courts do ténis até são financiados por marcas que dão o nome a esses courts e depois aos respectivos torneios.

:arrow: Barbosa, ainda bem que mencionaste essa questão dos camarotes e do croquete que é coisa do ténis que mais me irrita. Eu acabo até por não censurar o João Lagos, foi dessa maneira e sempre com festinhas e eventos com essa malta do croquete e da revista cor-de-rosa que ele conseguiu promover internamente ao longo dos anos o Estoril Open.

Mas se a parte da tenda VIP e do croquete se aceita, a parte dos camarotes é uma aberração. Mesmo com o aumento de lugares do court central este ano, metade do espaço nas bancadas eram camarotes. Isso não se vê em mais lado nenhum do mundo, e eu sei porque vejo sempre os Grand Slam, os Master Series, os Internacional Series Gold, e muitas das finais de alguns Internacional Series como o Estoril Open. E em todo o lado os camarotes são partes ínfimas dos respectivos courts e um tenista não precisa de olhar quase para o céu para poder ver o público verdadeiramente entusiasta, como acontece no Estoril Open.

E pior do que isso, é que muitos desses camarotes não são para ser vendidos, são para disponibilizar gratuitamente para a malta da tenda do croquete que tal como disseste, não percebem nem gostam nada de ténis, e apenas sentam lá o rabinho para se mostrarem, sorrirem para as câmaras e mostrar a sua suposta superioridade sobre a ralé. Faz lembrar parte das cenas das Touradas ou da Corrida de Cavalos n’ “Os Maias” de Eça de Queiroz.

Este Federer antes de treinar ténis devia ir a um psiquiatra qualquer…

Não é normal esta pancada da terra batida com o Nadal! Estar a ganhar 5-1 no set com o jogo completamente dominado e deixar virar 7-5… Que menino!

É impressão minha ou o Federer já não consegue vencer ao Nadal?

Sempre que vejo as + recentes finais entre eles, o Espanhol acaba sempre por levar vantagem no confronto.

Neps… Essa pancada cerebral do Federer contra o Nadal é só na terra batida! Isso acaba por dar maior vantagem ao espanhol no confronto directo já que normalmente nos outros pisos ele não costuma alcançar as finais para defrontar o suiço! Mas quando isso acontece tem 90% de hipóteses de perder…

Agora na terra batida o Federer é incrivel! Hoje a ganhar 5-1 com o jogo controlado e a dispor de set points tem um apagão cerebral puro! Um jogador que estava tomar a iniciativa do ponto passou a dá-la ao adversário, que como se sabe não é dado a erros não forçados… E nisto deixou virar 7-5!

No segundo set, foi a papel químico do primeiro, com a diferença que no fim o Federer lá se acalmou e levou o jogo para o tie-break onde acabou por vencê-lo e bem!

No terceiro Nadal faz um break, e depois aguentou mentalmente a cavalgada que o suiço tentou fazer… Tem sido aí que o Federer tem perdido na terra batida para o espanhol: mentalmente!

Levar isto para questões mentais é querer branquear o enorme talento do Rafael Nadal. Primeiro, porque se há jogador forte mentalmente é o Federer. Ninguém como ele durante um jogo consegue ser tão frio e focado como ele. Quer esteja a perder ou a ganhar nunca se excita, desespera, sorri ou irrita. Tem um controlo mental extraordinário que lhe permite ganhar quando tudo parece perdido, e controlar os nervos nos momentos cruciais (ele é exímio em tiebreaks e não é por acaso). Só que os adversários também contam e o ténis não é só o Federer apesar do seu domínio muito consistente nos últimos anos.

Que não se vá à bola com o espanhol tudo bem, mas não é preciso sermos touros cegos nesse ódio, temos que ver que ele também é um grande jogador (já é o melhor de sempre em terra batida) e na história do ténis aos 21 anos nenhum outro tenista teve tantos grandes títulos e vitórias conquistadas - 3 Roland Garros ganhos, 2 finais de Wimbledon e 11 Master Series ganhos (igualou ontem a marca do Sampras). Por isso ele também tem mérito, muito.

E é perfeitamente normal que o nº 1 do mundo (talvez o melhor de sempre) não ganhe todos os dias, ainda para mais tratando-se o adversário de um enorme talento do ténis. O Federer continua a ser o nº 1 do mundo a grande distância e ao contrário do que muitos lhe vaticinam duvido que seja este ano que vá perder esse lugar no ranking. Os melhores tenistas de sempre, na sua época sempre perderam jogos, e haviam sempre tenistas que os conseguiam fazer quebrar.

Em particular ontem, eu também pensei que o Federer fosse trucidar o Nadal, não por aspectos técnicos mas pela parte física, porque não pensei que o Nadal se aguentasse fisicamente. Vindo de uma lesão, e depois de um jogo duríssimo (e espectacular) de mais de 3 horas contra o Djokovic na véspera, sinceramente pensava que o Nadal estoirasse. E quando vi o resultado a 5-1 no 1º set e o Nadal a receber assistência, ainda reforcei mais essa ideia. Mas a seguir a essa pausa para a assistência, o Nadal teve um clic. Os grandes jogadores são assim (e o Federer até é o especialista nesses clics, muitas vezes já o vi fazer recuperações estrondosas), e ontem o Nadal teve um desses clics. Começou a jogar muito bem, com muito poucos erros, e com alguns pontos espectaculares que o motivaram muito e assim ele recuperou de 5-1 para 5-7. 2º set história parecida: Federer vai aos 5-1, o Nadal uma vez mais recupera e o set vai a tiebreak onde o Federer ganhou. 3º set, o Nadal muito motivado e que incrivelmente parecia mais fresco fisicamente que o Federer, conseguiu quebrar dois jogos de serviço do Federer e assim resolveu o set e o encontro.

É pá, respeito a tua opinião, mas no que toca a duelos de terra batida entre Federer e Nadal, a questão normalmente acaba por pender para o segundo, mas por culpa do primeiro…

Eu sei que Federer é mentalmente forte, mas que ele tem uma pancada cerebral com o Nadal na terra batida lá isso tem… Já com o Nalbandian a tinha! E não quero com isto desprezar o valor dos adversários de Federer… Já no ano passado a forma como perdeu a final de Roland Garros foi incrível, porque não Nadal que a ganhou, foi Federer que a perdeu! O primeiro ainda hoje me causa estupefacção…

A questão é que Federer é um jogador mais de assumir o ponto, enquanto Nadal é mais de jogar na defensiva, e apostando depois na contra-ofensiva quando o adversário está desiquilibrado… Mas o problema tem sido que nestes jogos o Federer tem perdido ou porque resolve deixar de ter a iniciativa do ponto ou então com erros não forçados do mais infantil que há… E Nadal não dá esse tipo de abébias!

Quanto ao suposto branqueamento de talento de Nadal, não concordo contigo, porque apesar de achar que tecnicamente é um jogador bastante razoavel, não o considero nenhum fora de série… A sua maior força é física e mental, porque é nestas que ele nunca falha! Tecnicamente joga um ténis “banal”, mas que visa nunca ter erros não forçados, e defendendo como mais ninguém, acaba por levar o adversário ao desespero e ao erro… É por isso que eu não o vejo a dominar em piso duro! Em relva ainda poderá fazer qualquer coisinha, já que o seu serviço também é bom e é um tipo de jogo onde o ponto é menos preparado!

Sim, é verdade que o Nadal é um jogador defensivo, um chamado “counterpuncher”. E em parte também é por isso que muitos não gostam dele, preferem um ténis mais ofensivo. Mas isso é uma questão de estilo e não significa menos talento, senão o Tim Henman por ter sido um dos melhores volleyers de sempre, tecnicamente teria sido um dos melhores jogadores, o que não corresponde minimamente à verdade. Técnica não é uma questão de estilo, é uma questão de talento, é ter precisão, velocidade, spin, efeitos na bola, amorties, etc… no fundo é executar bem. Isso é técnica.

Não posso de maneira nenhuma concordar contigo quando dizes que o Nadal «tecnicamente joga um ténis “banal”». Como pode ser “banal”? Se é por, como dizes, visar “nunca ter erros não forçados”, então acabas por te contradizer. É que para não ter erros não forçados (e mesmo os forçados) é preciso técnica. No ténis, se há elemento técnico preponderante é a precisão, é aquilo que em 100 pancadas de diferentes lados para diferentes direcções faz errar apenas umas 10. Isso é técnica. Os melhores tenistas cometem menos erros não forçados, porque - lá está - são tecnicamente mais fortes e por isso têm mais precisão.

O Federer, por exemplo, da forma como ele tantas vezes arrisca se não fosse o génio do ténis que é, falhava o quádruplo ou o quíntuplo das pancadas, porque bateriam na rede ou sairiam fora. Mas é tão grande a sua precisão que ele arrisca milhares de vezes colocar as bolas em cima das linhas e na grande maioria das vezes saem muito bem.

No caso do Nadal, se ele não tem muitos erros forçados é devido também à sua enorme precisão, porque não é fácil combinar força e precisão como ele o faz e não é à toa que uma das suas especialidades é o “passing shot” em que tantas vezes com o adversário em cima da rede ele coloca as bolas milimetricamente em cima das linhas sem falhar. Se isto não é técnica é o quê? Aprofundando ainda mais: o Nadal é o tenista da actualidade com mais spin nas suas pancadas, tanto que se torna dificílimo ser bem sucedido nos volleys contra ele, devido ao efeito incrível que as suas bolas levam. Isto não é técnica? O Nadal faz poucos amorties, mas quando os faz é raríssimo falhar. Não tem técnica? Ele raramente vai à rede, só vai quando é “obrigado” pelas pancadas dos adversários, e nessas situações quando lá vai tem uma eficácia como poucos tenistas têm? Não há técnica?

Quanto ao piso, a especialidade dele é terra batida e é onde ele faz toda a diferença, o que é perfeitamente normal e tem uma razão muito simples, qualquer espanhol tem como especialidade a terra batida. A bem dizer, os latinos. É que em Espanha e em outros países latinos a maior parte dos courts e a grande parte dos grandes torneios internos são em terra batida. Logo é lógico que a especialidade deles seja a terra batida. Já o contrário sucede em relação a americanos, que passam o ano inteiro a treinar em courts de piso duro e por isso a temporada de terra batida costuma ser para eles um suplício.

P.S.: mudei o nome do tópico para ténis uma vez que já não se fala aqui do Estoril Open, e assim pode-se debater aqui a modalidade à vontade e sem chatear os moderadores.

Epá eu não disse que o Nadal tecnicamente era mau!Eu disse é que está longe de ser dos melhores que andam no circuito! É verdade que os latinos se adequam mais ao jogo em terra batida por ser o seu terreno especial… Isso nem se dicute! Agora é inegável que o seu jogo defensivo só é possível porque ele tem uma resistência física incrível, como não vês em mais nenhum outro jogador do circuito! Jogadores espanhóis com aquela garra há muitos, mas com aquela capacidade física quantos há?

Se formos a ver um jogo normal de Nadal na terra batida, aquilo acaba por ser irritante porque ele não é jogador que queira controlar o ponto, normalmente preocupa-se unicamente em defender (daí o seu número baixo de erros não forçados!), e que acaba por fazer os seus pontos ou por erro não forçado do adversário ou então no contrapé… Não é muito comum veres o Nadal a fazer a fazer pontos de “risco”, aliás só o costuma fazer quando é obrigado e tem de mandar a bola de qualquer maneira, e sejamos honestos, até nisso tem tido muita sorte! É evidente que esse conceito de “sorte” é relativo, porque é evidente que estamos a falar de um jogador que sabe defender, sabe lutar e que não quebra mentalmente!

Será interessante ver o seu percurso na terra batida daqui a dois/três anos, altura em que deverá começar a baixar o seu rendimento físico, porque sejamos honestos, a sua capacidade física é fora do comum mesmo dentro do circuito ATP onde os jogadores trabalham arduamente a esse nível! Fisicamente há dois tipos de preparação físico: uns que querem explodir logo aos 18/19 e que acabam por se manter no pico físico até aos 23/24 (parece-me ser o tipo de Nadal, como foi o de Hewitt e até Roddick…) e depois existe o outro em que os jogadores atingem a sua estabilidade física a partir dos 22/23 e que se prolonga até aos 29/30 anos!

E se quiseres exemplos de jogadores que considero tecnicamente superiores ao Nadal e que estão atrás dele aqui ficam: Djokovic, Nalbandian, Gasquet… Pá, isto vale o que vale, são opiniões! Mas daqui fica também bem saliente que referente ao estilo de jogo americano não tenho propriamente um jogador que goste particularmente de ver jogar já que o estilo normal “americano” de jogo não me completa em termos de qualdiade tenistica (simpatizo com Blake, mas gostava do jogo sim de Agassi!)… Não gosto de jogo que seja só defensivo, mas também de um jogo que seja chapa directa!

Até te digo mais, o Nadal actualmente deveria estar mais preocupado em no final da temporada conseguir aguentar o seu segundo lugar no ranking ATP, porque o Djokovic além de ser um jogador que poderá obter resultados interessantes na terra batida, é muito mais jogador que o Nadal no piso duro! Na relva é capaz de estar ela por ela, mas aí é a incerteza da avaliação é muita porque no ano passado defrontaram-se e estava 1-1 em sets quando o sérvio abandonou!

E depois existe o caso Nalbandian que só não é um jogador com títulos de Grand Slam conquistados por dar grande enfase à sua vida social… :wink:

Acho que se confirma aquilo que tinha dito, Nadal venceu 8 [em 12] finais contra Federer.

Eu não tenho metade dos vossos conhecimentos mas também não simpatizo muito com o Nadal [Espanhol], até porque tem um estilo demasiado conservador para o meu gosto. Como já por aqui têm dito, é 1 jogador + defensivo e que joga + na “resposta” do que propriamente no controlo do jogo, muito embora, é preciso compreender que mesmo em situações adversas [1-5] em que ele tem de obrigatoriamente de dar volta - e supostamente assumir o jogo - ele consegue superar [7-5].

Não é assim tão simples avaliar o rendimento deste Espanhol que tem como principal aliado a sua resistência [forma fisica]. É assombroso, é certo que nunca vi Federer esboçar um grito quando dá a “raquetada” mas seja dita a verdade, Federer é que os obriga a correr. Lembro-me do jogo contra o Rochus [Estoril Open] em que o desgraçado não podia parar quieto e no último set, estava completamente partido. Acho que esse tem sido um factor decisivo e - não sei se tem alguma coisa a ver - talvez seja por isso que nunca o vi ganhar confortavelmente [6-1; 6-2] sem ser no último set.

Considero-o 1 excelente jogador que ainda tem tempo para vencer + competições [como se já tivesse poucas]. Não lhe retiro o mérito tão drasticamente como o a32772, porque já vi Nadal colocar a bola no sitio certo, com o efeito certo e na altura certa. Nem é preciso ir muito longe, basta ver o 1º set desta final [Masters] em que ele deu a volta com bolas absolutamente perfeitas. A maneira com que ele responde “a seco” ao serviço do Suiço, é espantoso. Ainda tem muitos pontos para ganhar se quiser apanhar o Federer [1º] e é bom que comece a olhar para trás porque o Djokovic está “apenas” a 300 pontos. Este foi o meu comentário de leigo na matéria, mas como gosto de ténis, não consigo passar indiferente. :slight_smile:

Não sei se viste o jogo, mas essa recuperação só foi possível porque o Federer apagou…Deixou de procurar o controlo de jogo! Isso é um erro… Federer nos jogos contra o espanhol em terra batida tem de estar mentalmente preparado que tem de ser ele a assumir o ponto, e tem de estar preparado para o facto de com isto poder vir a ganhar ou perdê-lo! Não é por estar a ganhar 5-1 que deve vir cá para trás e estar à espera que o adversário assuma o ponto, porque essa é a obrigaçãod dele, é o seu estilo de jogo…

O problema de Federer é que é um jogador tecnicamente incrivel, e que á conta disso não está habituado a ter de correr muito para ganhar os seus jogos, gerindo a sua condição física como quer… Contra Nadal em terra batida, isso não dá porque o espanhol defende como um touro e vai buscar bolas incriveis, logo Federer mentalmente tem de estar preparado psicologicamente para não ter os pontos fáceis que está habituado a fazer e a ter de lutar por cada bola como se fosse a última! E depois há uma coisa: um jogador quando está a perder 5-1 num set com o adversário a servir e consegue virar para 7-5,a este nível, nunca poderá existir só mérito da parte do jogador que ganha o set…

Ah, tem atenção a essa estatística que tu tens (não sei se é o caso!), mas que me lembre o Nadal fora da terra batida só por uma vez ganhou ao Federer (creio que foi no Dubai há 2/3 anos…)! A questão é que Nadal normalmente os seus pontos para o ranking são para 2/3 na terra batida (não sei se estarei a ser exacto!)!

Sim, Federer por norma é que os obriga a correr… É o seu estilo de jogo! E depois tem um naipe de pancadas que viram a jogada de um momento para o outro… Aliás, se fores a ver um jogo do Federer reparas que quando é o adversário a servir, ele costuma responder ao serviço com uma esquerda cortada, que não deixa o adversário atacar, e depois é ele quem a seguir passa a controlar o ponto, variando depois o seu jogo conforme quer!

Antes de mais, não estás a falar com um especialista na matéria, mas sim com um “curioso” que gosta de ver bom ténis e que já perdeu umas boas horas da noite para fazê-lo (para mal das minhas notas nos exames! :D)…

Pá, eu nunca disse que ele era mau jogador… Aliás considero uma injustiça dizer isso de qualquer jogador que esteja nos 20+, quanto mais do 2º… Já disse: ele fisicamente é uma rocha, mentalmente idem aspas… Tecnicamente não o considero um fora de série, comparando com outros jogadores do top, como já te enumerei!

Sinceramente Federer acaba por desiludir um adepto do ténis como eu, porque fica sempre a ideia de que ele pode ir mais além, apesar de tudo o que já fez… É um bocado estranho olhar assim para o jogador que considero mais completo de todos os tempos!

Quanto ao Nadal, não tenhas dúvidas, Djokovic não irá facilitar nada! É memso um grande jogador… E fisicamente começa agora a estabilizar…

Meia dúzia de apontamentos rápidos:

a32772 (este nick é tirado de um sketch dos Monty Python, não é? ;)),
quando retoricamente perguntas “jogadores espanhóis com aquela garra há muitos, mas com aquela capacidade física quantos há?”, eu respondo: por acaso até há um, o David Ferrer que até é mais velho (tem 26 anos) e que joga sempre como se não houvesse amanhã e sem quebrar fisicamente. É de forma quase unânime considerado o tenista mais forte fisicamente (não em morfologia, mas em termos de intensidade física e resistência) da actualidade. Quanto à parte física do Nadal, eu concordo que ele quando chegar aos 25/26 anos, vai começar pagar muito cara a factura de ter iniciado a carreira profissional ao mais alto nível logo aos 15 anos, tendo começado a jogar grand-slams aos 16 anos… Aliás isso é algo que acontece em todos os desportos com os atletas que são muito precoces.

Barbosa,
se o Djokovic tivesse ganho a meia-final de Hamburgo no sábado contra o Nadal, ele teria subido para o 2º lugar. O próprio Nadal já admitiu várias vezes que não lhe surpreenderia o Djokovic passar-lhe à frente este ano. Para já, no duelo de Hamburgo marcou território e mostrou que por enquanto o Djokovic ainda tem de dar mais um salto qualitativo para lhe ganhar o lugar de nº 2 que lhe pertence há 3 anos. Há inclusivamente quem diga que este ano o Djokovic ainda vai conseguir tirar o nº1 ao Federer, algo que seria inédito uma vez que o Federer desde que chegou a nº 1 em Fevereiro de 2004, nunca mais de lá saiu, sendo por isso o detentor do record de maior nº de semanas consecutivas em nº 1. Eu pessoalmente, acho que só uma catástrofe (uma lesão) poderia provocar a saída do Federer do nº 1 já este ano.

Sobre o ténis português, há a dizer que o Rui Machado este fim-de-semana ganhou pela 6ª vez este ano um torneio Future. Com isto, só este ano já escalou 400 lugares no ranking e continuando a boa forma há a forte possibilidade de ir jogar o Qualigying de Wimbledon, tal como o Frederico Gil. Frederico Gil que este fim-de-semana em pares ganhou um torneio Challenger em Marrocos e está neste momento a disputar o Qualifying de Roland Garros onde é cabeça de série e se arrisca pela primeira vez a entrar no Quadro principal (hoje na 1ª ronda ganhou 6/1, 6/0). Os próximos meses prometem ser históricos para o ténis português.

Acabas por te contradizer sem reparares [parece-me] porque acusas o Nadal de “apenas” saber jogar na defensiva mas confirmas que quem assumiu o encontro [5-1] e deu origem à reviravolta foi o Nadal, por força do tal “apagar” do Federer. O jogo não pode estar em “águas de bacalhau”, de maneira que, se numa posição adversa Nadal passou a assumir o encontro [7-5] e venceu, apenas comprova que nos momentos decisivos também tem qualidade para o fazer. É evidente que existe um erro enorme de Federer por não ter continuado a dominar - e por consequência - terminar o set, mas o Espanhol não revelou problemas em assumir os restantes pontos até ao fim do set.

Não me parece que as constantes derrotas para Nadal se devam a falta de preparação psicológica, estamos a falar de uma oportunidade [final] única para vencer uma competição, pela qual eles trabalham todos os anos. Continuo a achar o Suíço, 1 jogador muito forte mentalmente [não esboça o mínimo contentamento] mas contra Nadal, tem dificuldades porque está a defrontar um adversário muito forte e que se sente nas suas “sete quintas” em terra batida. Parece-me que ele não o consegue vencer, pelo simples facto, do Nadal ser um monstro de força, garra, empenho e entrega.

A informação que disponho [Record] é que o Nadal venceu 10 [em 16] partidas contra o Federer. Quando ambos se encontram na final, Nadal venceu 8 [em 12]. Não pode ser apenas “falta de preparação mental”.

Sim, Federer por norma é que os obriga a correr... É o seu estilo de jogo! E depois tem um naipe de pancadas que viram a jogada de um momento para o outro... Aliás, se fores a ver um jogo do Federer reparas que quando é o adversário a servir, ele costuma responder ao serviço com uma esquerda cortada, que não deixa o adversário atacar, e depois é ele quem a seguir passa a controlar o ponto, variando depois o seu jogo conforme quer!

Epa, eu não sei os termos “esquerda cortada” mas sim, também já tinha reparado. No Estoril Open, estive atento a esse pormenor e foram muitas as “respostas” que acabaram precisamente sem resposta. :slight_smile:

Quanto ao Djokovic, não o conheço muito bem e só assisti a meia duzia de partidas dele embora tenham sido as suficientes para perceber que tem + que qualidade para brilhar ao + alto nível. Atendendo à explicação do RMP, não esteve assim tão longe de ultrapassar o Espanhol, naquela que foi uma excelente partida de ténis. Pelo o que sei, este ano está a ser bom para o Djokovic [2 Master Series e Australian Open]. Eu não sei como é que se processa o Ranking ATP [anualmente (?) ou “vitalicio” (?)] mas parece-me que o Federer só está em 1º com tamanha vantagem, porque “goza” das conquistas passadas. Ultimamente, sempre que o vejo em finais acaba por perder.

O ranking é sempre referente às últimas 52 semanas, ou seja, ao último ano. Mas eu acho que o Federer não vai perder o 1º lugar porque acho que ele vai ganhar ou pelo menos chegar à final em Wimbledon, US Open e no Tennis Masters Cup. São torneios que o Federer tradicionalmente domina. E depois ainda vão haver alguns Master Series em piso duro, onde ele por certo irá também aparecer.

Não é nenhum contrasenso… Explico melhor: uma coisa é querer pegar no ponto, num jogo divididido e querer dominá-lo, outra completamente é o adversário entregar-lhe o domínio desse mesmo ponto! E normalmente é esta a grande diferença nos tenistas durante um jogo (claro que isto não é tão rectilíneo!), é saber qual é aquele que invariavelmente consegue pegar no ponto para controlá-lo, quando são os dois que o tentam fazer… Agora, o que aconteceu foi que o Nadal não teve de se esforçar para controlar os pontos, porque basicamente o Federer entregou-lhe esse controlo de mão beijada e obviamente lixou-se porque ao contrário do Nadal ele não consegue “sobreviver” nessa situação em court…

E, atenção, toda a gente considera o Federer mentalmente muito forte! E de facto ele é… Mas nestes momentos na terra batida considero que ele tem baqueado mentalmente! E digo isto, porque não é pelo facto de ele não exteriorizar as suas emoções cá para fora, que significa que ele está sempre calmo e concentrado… Aliás, como exemplo disso tens o próprio Nadal e sobretudo o Djokovic que por vezes parece um palhaço ( ;D ), que exteriorizam as suas emoções e que não deixam de ser por isso jogadores calmos e fortes mentalmente!

Epá, o meu nick nada tem a ver com os Monty Python… Aliás é um nick perfeitamente vulgar e que é resultado de falta de imaginação!

Epá não leves a mal, mas não acho que o Ferrer corra mais e sobretudo tão rápido durante um jogo que o Nadal! O seu jogo é mais agressivo, mas não tem defensivamente as capacidades físicas que Nadal possui (combinação força+velocidade+resistência!) … O Nadal é um “bixo” nesse aspecto!

Pessoalmente também considero que o Federer vai manter a primeira posição do ranking, mas não estou numa de meter as mãos no fogo! :wink:

Creio que Roland Garros poderá não ser um passeio para Nadal, e que o vencedor do torneio deverá ser um dos três primeiros do ranking que chegue á final sem defrontar os outros dois (que se encontram provavelmente nas meias!)! Em Wimbledon creio que só uma hecatombe tirará Federer da final, na qual aposto que chegue Djokovic ou Nadal, se bem que no caso de Nadal ponho sérias dúvidas, porque na minha opinião o seu desempenho estará sempre dependente do quadro que apanhar… Considero que há alguns tenistas que contra Federer não fazem grande estilhaço, mas com Nadal poderão fazê-lo na relva (Roddick, Murrray, Gasquet…)!

O piso duro na minha opinião assinala o fim de temporada de Nadal e será repartido entre Federer e Djokovic (não aposto é em percentagens!)…