Sustentabilidade - O Grande Desafio do SCP!

isto e o pensamento virado para o socio fazendo ele sentir se de um clube que não e so dos LISBOETAS mas de cariz nacional com expressão no mundo e mais do que um clube de FUTEBOL somos clube de desportos , de integração e igualdade , de formaçÃO DESPORTIVA em muitas MODALIDADES E educamos e formamos pessoas que se não seguirem desporto ficam com formacão ACADEMICA , homens e mulheres de carater e valores morais , somos mais que um clube de futebol somos um exemplo para a sociedade ou deviamos ser .

Estamos em completa sintonia, naquilo que acho que é de facto o ESSENCIAL (ou a essência) da Identidade Sporting.
Com certeza, que em detalhes teremos pontos de vista diversos, mas isso é o que enriquece uma Instituição como o SPORTING CLUBE DE PORTUGAL.
Reconhecer a sua Identidade na Pluralidade que acrescenta e manter a Unidade nos Valores que partilhamos: Universalidade, Desportivismo, Ecletismo, Solidariedade, Justiça, Honestidade e Sede de Vencer com Verdade.

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Angariar o capital que for necessário, de preferência reduzindo os custos (opção multifacetada que se desdobra) e vendendo atletas (a situação não é bonita, mas também não é uma catástrofe, pois temos vários jogadores que podemos vender por várias dezenas de milhões de euros), para solucionar a favor do clube a questão da SAD, que é o oxigénio, o coração e a alma daquilo que ameaça a existência do Sporting.

A questão de quem controla a SAD não é só importante; é capital e incontornável (a cada dia que passa estamos mais perto do instante decisivo), e a obtenção de um fim favorável ao Sporting justifica eu diria que tudo, já que, se falharmos, ficaremos sem clube.

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Agradeço a todos as vossas contribuições, algumas muito boas, para a discussão deste tema que considero o tema mais importante da atualidade do SCP. Estou, como sabem, a falar da identificação da melhor abordagem estratégica à questão da sustentabilidade do sucesso recente no SCP.

Como já disse, considero que uma sucessão de acontecimentos altamente felizes e altamente improváveis colocaram o SCP, de forma inesperada, perante uma grande oportunidade de se estabilizar e de entrar numa boa fase desportiva e financeira. E agora que nos aproximámos dos nossos rivais e voltámos a ter condições para nos comportarmos como um clube verdadeiramente grande, considero que seria uma pena se tivéssemos que voltar, outra vez, para trás.

É nossa responsabilidade fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para evitar isso.
É nossa responsabilidade proteger o nosso futuro.

Não considero que esta oportunidade nos tenha caído no colo como resultado de um processo pensado e sustentado. E digo isto a contragosto. Eu não queria que fosse assim. Preferia muito mais poder dizer que já temos a direção certa e que esta já tem uma visão de sustentabilidade para o futuro. Isso era a melhor coisa que nos podia acontecer. Mas, fazendo uma análise de todo o seu mandato, não posso, pelo menos por enquanto, dar isso como minimamente seguro.
Que ninguém tenha a mínima dúvida que eu gostava de estar enganado.
Eu não tenho nenhuma agenda contra e nem a favor de nenhuma direção, a mim interessam-me apenas as ideias de presente e de futuro porque são essas que vão definir o nosso futuro.
Tudo o resto tem muito pouco valor para mim.

Considero o Sporting e os seus milhões de adeptos uma espécie de segunda família a quem desejo tudo de bom. Preocupo-me com o presente e com o futuro deste clube.
Em momentos que considerei muito importantes para nós, tentei contatar direções e presidentes para discutir ideias, umas vezes com sucesso, outras vezes sem sucesso.
Isto depende sempre de quem lá está. Com a atual direção nunca tive qualquer tipo de contato e nem conheço ninguém que lá esteja.

Atenção que eu sou apenas um de vós, ninguém pense que tenho contatos privilegiados porque não tenho. Simplesmente, em alguns momentos, arranjei formas de fazer contatos, coisa que qualquer um de vocês pode tentar. Aqui a questão é que me custa ficar quieto quando vejo o SCP a passar por dificuldades e a desaproveitar oportunidades que nos podiam mudar a vida para sempre.

Para mim, não basta ficar refugiado de forma passiva atrás de um teclado a fazer críticas, sejam elas justas ou injustas, ao mesmo tempo que vejo o SCP a desmoronar-se.
Para ficar com a minha consciência de Leão tranquila, eu preciso de fazer mais.
Eu preciso de ir lá! Eu preciso de agir!
E quando, por alguma razão, não posso ir lá, como é o caso atual, então aí sim, ao menos que possa criar tópicos construtivos onde se discutam este tipo de temas mais estratégicos. Considero que usar este fórum para pôr os Sportinguistas a pensar em questões que considero definidoras do nosso futuro, é não só um exercício interessante, como é também um estímulo positivo para um Mundo Sporting mais inteligente.

Ora, eu acredito no poder influenciador das redes. E não tenham dúvidas que muitas figuras relevantes do Mundo Sporting vêm aqui. Isto posso-vos assegurar com uma certeza de 100%…
Acredito que quanto mais inteligente e mais consciente for o Mundo Sporting mais provável é termos direções e políticas mais bem definidas e com mais probabilidade de sucesso.
Não há nada melhor para o SCP do que isto.
Acredito que isto é ajudar o Sporting.

Brevemente, também eu darei a minha contribuição com as minhas ideias respondendo, eu próprio, ao meu próprio desafio.

Agradeço, mais uma vez, a todos, as vossas contribuições.
Tenho aprendido convosco.

Obrigado.

SL

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Vergonhosos estes comentários, uma vergonha ninguém falar disto no clube

Excelente tópico.

Há uma questão fundamental prévia. Antes de decidir os caminhos a seguir, é obrigatório querer saber onde chegamos.

E agora sou eu que o digo, não é para falar em utopia, a não ser a muito longo prazo. Saber onde queremos chegar irá implicar efeitos secundários e dores de crescimento que nem todos quererão suportar.

Há a questão sociológica de sermos um país latino e emotivo, com muita dificuldade em acompanhar as dores de crescimento de um projecto a longo prazo, por mais que a chegada pareça maravilhosa quando se olha a partir do ponto de partida.

Para mim há destino fundamental: manter o Sporting como um dos Clubes de topo a nível nacional, com melhor projeção internacional e mantendo-o nas mãos dos Sócios.

Isso implica, desde logo, resolver o assunto prioritário das VMOC. Eu estou mais do que disponível para largar 40M€ e resolver o assunto de uma vez, mesmo que tal implique fazer uma grande venda e contratar absolutamente ninguém para repor a mais valia que saia.

Manter a maioria da SAD é fundamental. Em paralelo, também é obrigatório diminuir de forma progressiva o estrangulamento financeiro da SAD, começando por reduzir as dívidas existentes e as necessidades de factorings antes que, um dia, a bolha rebente.

Como lá chegar é a grande questão.

A política desportiva que está a ser seguida na equipa principal é a correcta. Manter planteis curtos e competitivos, alimentados parcialmente pela formação e com contratações de jogadores para somar, sendo que uma parte deles têm que ser contratados para dar rentabilidade desportiva e, posteriormente, financeira.

Mais uma vez, como chegar a isto? Algumas ideias:

  • Investimento na equipa técnica. Isto é obrigatório e não me refiro apenas a manter Rúben Amorim (o que deve ser feito até aos limites do possível). Significa que, quando for necessário substituí-lo, terá que surgir alguém com o mesmo espírito, a mesma capacidade de agregar um conjunto de seres humanos num equipa e de lançar jovens da formação.

Para isso é preciso investimento financeiro porque são poucos os treinadores que juntam todas estas características. A par de todo o esforço que deve ser feito para manter o actual treinador, também deverá ser feito um acompanhamento pormenorizado de mais dois/três treinadores de perfil similar.

  • Investimento na formação. Isto implica mais e melhores condições para desenvolver jovens, sendo necessário aumentar o investimento na rede de scouting nacional e internacional, pelo menos em países lusófonos. Implica também melhorar as condições de alojamento e trabalho individual para desenvolver quem chega à Academia, tanto na capacidade táctica e formativa das equipas técnicas de cada escalão como em campos, em ginásios e espaços em que a ciência possa aumentar as capacidades técnicas, físicas, mentais e cognitivas de cada um.

Estas duas premissas de investimento são as obrigatórias a seguir para melhorar a SAD em termos desportivos e financeiros, um caminho que, para ser traçado em conjunto nas duas vertentes, será longo e doloroso…

Não acredito na capacidade em estabelecer uma hegemonia nacional no futebol a curto prazo.

Acredito que, mantendo este projecto desportivo, poderemos continuar a vender jogadores anualmente por valores consideráveis e a conseguir repô-los, pelo menos parcialmente, com jovens oriundos da formação. Com toda a dor de crescimento que isso implica.

Estar presente na Champions é um balão de oxigénio financeiro que deverá ser aproveitado sempre que possível. Por outro lado, quando não der para estar presente, não se pode descartar a possibilidade de melhorar a visibilidade da marca Sporting e o ranking de pontos europeus na Liga Europa, o que pode permitir retorno financeiro a médio prazo.

Também não me parece possível reduzir, mais, o orçamento alocado à equipa principal. O que me parece possível é optimizar o plantel com o orçamento existente. Isso implica reduzir, e muito, o número de excedentários.

Se por um lado é fundamental manter esta política de contratações em que poucos são adquiridos e menos ainda são os que se tornam excedentários, por outro lado também é necessário melhorar urgentemente a capacidade de rentabilizar financeiramente os excendentários que são emprestados.

Não tenho números concretos em mãos mas não tenho dúvidas que aquilo que a SAD gasta, anualmente, a pagar ao Renan e a cobrir diferenças salariais dos 20 emprestados que tem chegaria para investir em mais um ou dois elementos válidos para a equipa principal.

PS: Acabar com a equipa B não pode ser o caminho num projecto como aquele que se quer. Lamento mas acabar com os Sub23 não é possível, a sua manutenção foi o preço a pagar para nos ser permitido começar com a equipa B no Campeonato de Portugal.

É preciso melhorar a gestão das duas equipas. Para mim, os Sub23 deveriam ser uma equipa C, constituída maioritariamente por júniores e juvenis promissores, tirando um ou outro caso pontual. O grupo de elite da formação deveria estar em permanência na equipa B, mais estanque e com maiores capacidades de trabalho fechado, para aumentar as suas rotinas e colectivas e, por inerência, a sua capacidade individual.

O texto vai longo. Muito mais haveria para dizer e temo não me ter explicado bem num ou noutro ponto. Mas, por agora, chega.

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Excelente!
Concordo praticamente com tudo, principalmente com 3 das prioridades que estabeleceste e com as quais estou totalmente de acordo que são:

  • Investimento no Scouting
  • Aposta na formação
  • Aposta continuada em treinadores qualificados e alinhados com o contexto do SCP (mantendo o RA até ser possível)

Também são 3 traves mestras para mim.

Só não estou alinhado com a ideia de que, para resolver problemas financeiros de curto ou médio-prazo (como, por exemplo, as VMOC’s), temos que sacrificar a vertente desportiva, eventualmente não substituindo saídas. Com isto não estou de acordo. Nunca se pode ter um SCP que não é real candidato ao título, isso é pôr o clube em modo hibernate (croquetes style) que mirra o valor da marca e a capacidade de valorização de ativos. É um erro.
Acho que, com os ativos que temos e portanto com as vendas brutais que vamos fazer, temos condições para ter uma política de equilíbrio que balanceie a resolução dos problemas mais prementes de ordem financeira e a melhoria gradual da qualidade dos nossos plantéis.

E digo isto indo ao encontro da tua própria estratégia onde valorizas uma vertente tão importante como o Scouting.
Com um scouting competente, serás capaz de identificar jogadores úteis e valorizáveis por valores comportáveis ao mesmo tempo que reduzes a quantidade de contratações falhadas que são o que verdadeiramente penaliza a nossa situação financeira. Podes não só substituir quem saí mas também melhorar efetivamente o plantel todos os anos.

Posso ter-me explicado mal, a minha prioridade é resolver o assunto das VMOC mas isso não implica sacrificar a parte desportiva.

Como dizes, e bem, o crescimento a médio e longo prazo só é possível combinando as duas vertentes.

Eu, pessoalmente, prefiro aproveitar os momentos favoráveis para resolver os assuntos prioritários. Por isso assumo, numa versão extremista, que tentava alocar nos próximos 12 meses os 40M necessários para as VMOC com as vendas de dois ou três jogadores e a ida à Champions.

Mas só porque em Portugal olha-se muito para o imediato e vejo o risco real de o assunto continuar a ser empurrado com a barriga para se andar a fazer vendas por desespero quando a bomba estiver prestes a rebentar.

Evito dar opiniões com base em jogadores porque não quero iniciar aqui uma discussão que acaba a falar em entradas e saídas de plantel, como tantas outras. O assunto é demasiado importante para ser diluído dessa forma.

Aceito, numa versão menos extremista, que os 40M necessários sejam obtidos de forma progressiva e com valores parciais acumulados em cada final de época. Se tal for possível sem colocar em causa a recompra das VMOC, perfeito para mim.

Reitero que nos próximos mercados, a prioridade tem que continuar a ser a aposta na formação e isso implica desde já o investimento na manutenção de Rúben Amorim, não apenas financeiro. Mas também obriga já a aumentar o investimento na capacitação das camadas jovens e a todos os níveis em simultâneo.

Por outro lado, considero fundamental manter a espinha dorsal deste plantel e isso implica investimento prioritário, até final da época, tanto na aquisição do Pedro Porro como na renovação com melhoria das condições contratuais de mais alguns elementos.

O dinheiro não chegará para tudo e é preciso fazer escolhas. Eu estou preparado para que as minhas prioridades impliquem a incapacidade de chegar a todos os reforços que tanta gente quer.

Mas, como disse, vivemos em Portugal, na ditadura do curzo prazo e das emoções. Só será possível manter este bom trabalho se os resultados ajudarem minimamente, por melhores que estejam a ser os passos dados para o crescimento global.

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Alguém que diz isto, precisa de umas sérias lições de economia e gestão.
É o que temos.

Não temos activos no plantel para nos reforçarmos financeiramente nos próximos anos?
Mas dá lá as explicações.
Não te fiques por uma frase vazia e vaga.
Mostra aí a tua sapiência e se te achas capaz de dar lições, partilha com o fórum que foi para isso que este tópico foi criado.

Não foi criado foi para frases vagas, vazias e provocadoras como acaba por ser esta frase que estou a escrever agora também.

Sustentabilidade:

Esta direcção quer ou não recomprar as vmoc’s ?

Com esta direcção, a dívida do clube/sad aumentou ?

Gostava de saber !

Para mim um bom treinador faz bons jogadores a serem bem vendidos.
É abrir os cordões à bolsa e renovar com o treinador ( à que incentiva-lo a cá ficar $$$)

A Sustentabilidade pode passar por aí