Ricardo Oliveira é candidato à presidência do Sporting

Ricardo Oliveira não descarta candidatura à presidência do Sporting

08 out, 2021 - 13:45 • Pedro Castro Alves com Redação

O sócio e acionista da SAD, que integrou a lista de Dias Ferreira em 2018, admite estar “sempre disponível para ajudar” o clube. Oliveira critica prémios à direção por resultados desportivos e alerta que o Sporting não pode seguir o rumo do Barcelona.

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Ricardo Oliveira, sócio e acionista da SAD, não fecha a porta a uma candidatura à presidência do Sporting, em entrevista a Bola Branca .

As eleições do Sporting deverão realizar-se em março ou abril de 2022. Questionado pela Renascença sobre uma possível candidatura, Ricardo Oliveira admite estar “sempre disponível” para ajudar o clube.

“É um bocado cedo para estarmos a falar sobre isso, porque existe uma direção eleita. Eu estou e sempre estarei disponível para ajudar o Sporting. Não faço críticas para prejudicar ninguém no Sporting, mas sim para fazer um Sporting melhor. Julgo que eu e todos os sportinguistas. Quanto ao futuro, haverá eleições em março ou abril e toda a gente sabe que não estou contente com esta equipa de gestão do Sporting”, refere o gestor, que integrou a lista de Dias Ferreira em 2018.

Prémios só quando as contas estão boas

A possibilidade de o atual presidente do Sporting, Frederico Varandas, prescindir do aumento de remuneração a que tem direito na SAD não cala o desconforto de Ricardo Oliveira com a gestão do antigo médico:

“Incomoda-me quando querem ganhar mais quando o Sporting apresenta resultados negativos de 32 milhões negativos. Eu não faria isso e não o faria qualquer pessoa com bom senso. Numa altura de Covid-19 e de crise, estar a direção a dizer que quer poder fazer o aumento? Isso devia ser submetido aos sócios. Estes senhores do Conselho Diretivo vão para as assembleias da SAD já com a vitória garantida. A votação já está decidida. Acho mal é que eles possam ser juízes em causa própria. Se perguntam aos sócios se podem mudar os nomes das portas, porque não perguntam aos sócios se querem aumentar os salários deles?”

Ricardo Oliveira defende que os prémios de gestão se justificam apenas quando há bons resultados financeiros: “Prémios por resultados desportivos daria à equipa técnica, aos jogadores e a toda essa gente.”

“Nem é permitido pela lei, quando há resultados negativos, distribuir dividendos, mas estes senhores querem receber prémios? Decidirem dar um prémio, quais é que eram os objetivos e quanto é que se vai dar depois de terem sido campeões, para mim, ainda é pior. É porque alguma coisa está mal aqui”, assinala o gestor e acionista da SAD do Sporting.

Preço de Paulinho continua por esclarecer

Uma das críticas que Ricardo Oliveira tece à direção de Varandas refere-se à compra de Paulinho, sobre a qual entende que ainda há questões por explicar. Nomeadamente, quanto custou, de facto, ao Sporting:

“O Paulinho não custou 16 milhões de euros. Efetivamente, há uma saída de caixa do Sporting de 16 milhões de euros, mas depois temos de ver que com essa transação há uma série de operações que estão relacionadas. Se quiserem dizer qual é o valor absoluto do Paulinho, numa avaliação em que saem das contas do Sporting, dos ativos do Sporting, sejam eles em demonstrações, em ‘cash flows’, o que quiserem, saem do Sporting 22,9 milhões de euros. Não venham dizer que o Paulinho custou 16 milhões.”

O caso do Barcelona serve para Ricardo Oliveira advertir para o rumo que as finanças do Sporting estão a tomar e acusa a Mesa da Assembleia Geral de tentar “convencer que as contas do Sporting são boas”.

“As contas do Sporting são más. Vejam o Barcelona, que ganhou uma série de campeonatos nos últimos anos. Vejam a situação em que está neste momento. É para aí que queremos levar o Sporting? Não. Eu não gostava de ver o Sporting assim. As contas são más. São muito más. São perigosas. O Sporting vai num rumo perigoso”, alerta o acionista.

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Tanto candidato a candidato e ainda só estamos em outubro…

E convinha aprender a fazer contas, porque a forma como chegou aqueles valores é contabilidade criativa. Para alguém q supostamente era para ser da área financeira do Dias Ferreira quer afirmar-se de uma forma populista. O Albuquerque a avançar q venha com uma equipa forte, n precisamos de meia dúzia de Rui Jorge Regos a debitar soundbytes e contas de mercearia.

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Não é criativa é realistica… Porque apesar de contabilisticamente o valor ser o que defendes, é o que está nos R&C e comunicações, na realidade se pegares nos valores e jogadores envolvidos chega-se a esses valores que ele e mais alguns referem… A contabilidade (e essa é que é criativa muitas vezes) é uma coisa, os custos envolvidos no negócio são mais na realidade acima dos 20M. Por isso não me admira nada esta guerra de números, que interessa pouco porque já foi…

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Seria uma conversa longa q agora n tenho tempo, mas ele fez para ali uns cálculos q minha nossa senhora. Mas atenção q esta Direção é especialista em Contabilidade criativa, estão a provar do próprio veneno. Q avance mas é o Albuquerque, n precisamos de brincalhões.

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Clube

“CONTINUIDADE DO SPORTING PODE FICAR EM RISCO”

Em entrevista ao Leonino, Ricardo Oliveira abordou possibilidade de ser candidato à presidência do Clube de Alvalade, deixando duras críticas a Frederico Varandas

Duarte Pereira da Silva

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8 de Outubro 2021, 18:26

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Ricardo Oliveira não descarta a hipótese de ser candidato a Presidente do Sporting. Em entrevista ao Leonino, o Sócio e acionista da SAD verde e branca mostrou-se “disponível para melhorar aquilo que se passa no Sporting”, deixando duas críticas a Frederico Varandas.

“Sou contra esta gestão. Candidato? Não é tempo para se falar nisso”

Leonino (L): É candidato a Presidente do Sporting?

Ricardo Oliveira (RO): Tenho tecido algumas opiniões sobre a forma como o Conselho Diretivo tem gerido o Sporting, que, para mim, não corresponde às necessidades objetivas de gestão face ao momento atual e à situação do Clube. A partir daí, parece que ficamos rotulados de “candidatos”. O Sporting não está em eleições. Discordo desta gestão atual, mas daí a dizerem que sou candidato… tudo a seu tempo!

“O Sporting teve muitos sucessos desportivos, mas a sua continuidade está em perigo”

RO : Felizmente que o Sporting teve muitos sucessos desportivos, mas a sua continuidade enquanto coletividade está em perigo. Não sou eu que o digo. Basta ler o que dizem os auditores das contas (Ernst & Young). Podem filosofar o que quiserem sobre as contas, mas, se isto não fosse o Sporting, eu não fazia nenhum investimento no Clube. Os números dizem isso: fugir e vender.

L: Em março pondera avançar?

RO: Não sou candidato e não estamos em eleições. O Sporting tem um conselho diretivo eleito e em funções. Falar de eleições é prematuro. Quero que o Sporting fique em paz, mas que mude a sua gestão. O Clube está a viver um período conturbado. Temos uma Assembleia Geral (AG) no dia 23. Acho que é preciso acalmar os ânimos e confiar que os órgãos sociais façam o seu trabalho. Fomentar o diálogo e não fechar portas pois somos todos Sportinguistas – todos com os mesmos direitos e deveres. Da minha parte o Sporting contará sempre comigo para o que necessitar. Estou disponível para ajudar e contribuir para um Sporting melhor, sempre. Mas acho engraçado colocarem-me na lista de possíveis candidatos pois eu nem sequer sou conhecido dos sportinguistas. Uma candidatura ao sporting é uma coisa séria, que deve ser muito bem ponderada, e incorporada com gente competente e experiente. Não é algo para qualquer um.

“Os Sócios não protestam só contra as contas, mas também contra a forma como o Clube está a ser gerido”

L: Qual a leitura que faz do chumbo do Relatórios e Contas (2019/20) e dos Orçamentos (2020/21 e 2021/22)?

RO: A minha interpretação dos chumbos consecutivos é de que se trata de um claro sinal de que os Sócios não estão contentes. Os Sócios protestam contra as contas, porque são más, mas também porque é a única forma de protestar contra a forma como o Clube está a ser gerido. Este Presidente não tem conseguido unir a família sportinguista.

L: Partilha da opinião defendida pelo Presidente do Sporting de que se trata de uma minoria?

RO: Não acho que se trate de uma minoria. Em 2018, as contas foram aprovadas por estes mesmos Sócios. Lembro que o atual Presidente do Sporting foi eleito por um sexto dos Sócios. Se se tratasse de uma franja, seria muito fácil para Frederico Varandas chamar uma outra franja às AG’s. O que é certo é que ‘eles’ não vieram. Não estou a dizer que estão todos contra o Conselho Diretivo, mas obviamente que a base de apoio de Frederico Varandas não foi suficientemente cativada para vir em sua defesa.

Tenho as minhas dúvidas sobre a próxima Assembleia Geral (23 de outubro), nomeadamente quanto à convocatória e os seus motivos. As coisas não podem ser sempre assim. Não aprovamos contas e depois? Convocamos sempre outra AG?

“Frederico Varandas já deveria ter retirado ilações políticas há muito tempo”

L: Se as contas forem de novo chumbadas pelos Sócios, acha que Frederico Varandas deveria retirar ilações políticas dos resultados?

RO: Frederico Varandas já deveria ter retirado ilações políticas há muito tempo porque só quem está distraído é que não vê o descontentamento dos Sócios. O que parece é que, para o Presidente do Sporting, quem está de acordo com ele é Sportinguista e, quem não está, é uma minoria.

Frederico Varandas tem de ser Presidente de todos os Sportinguistas, gerindo todas as sensibilidades, sabendo que nunca vai existir consenso. O que não pode fazer é pura e simplesmente excluir alguns só porquê não estão de acordo com aquilo que ele diz. A postura de um líder do Sporting deve ser de unir o Clube e não de o fraturar. Em democracia, vive-se com destabilização e com ideias contrárias. Quem é Presidente de um Clube grande como o Sporting tem de estar à altura de ser quase tão grande como o Sporting. Neste momento, parece que anda alguém distraído.

“Termos múltiplos candidatos, como no passado, só vai beneficiar quem lá está”

L: Nas próximas eleições, como é que olha para um cenário em que possam existir várias candidaturas?

RO: É um grande erro. Se querem que haja oposição à atual gestão do Sporting, os possíveis candidatos devem pensar em unir o Sporting para poder contestar esta Direção. Termos múltiplos candidatos, como no passado, só vai beneficiar quem lá está.

Por isso é que, como foi tornado público, existe uma proposta, que subescrevi para que haja uma alteração nos Estatutos de forma a implementar uma segunda volta entre os dois candidatos mais votados, caso nenhum deles tenha mais de 50% dos votos. Esta alteração faz com que, no primeiro dia em que o novo Presidente do Sporting tomar posse, não o faça com uma grande maioria dos Sócios votantes contra si.

Importa lembrar que essa proposta não foi recusada pela Mesa da Assembleia Geral (MAG). O que eu acredito é que o atual Conselho Diretivo não quer que isso aconteça. Se isso vier acontecer, jamais voltarão a ser eleitos.

L: Acredita que a implementação de uma segunda volta pode mudar os resultados das próximas eleições?

RO: Não tenho qualquer dúvida. Se houver uma alternativa credível e os Sócios tiverem de escolher entre esse candidato e Frederico Varandas, não tenho a menor dúvida disso. Isto não é só sobre resultados desportivos, há que assegurar a estabilidade financeira. Recordo que o Barcelona ganhou mais do que quase qualquer outro clube há poucos anos, mas vejam agora a situação de risco e trágica em que se encontra. É verdade que fomos campeões, mas ganhar uma vez não chega. É preciso continuar a ganhar e preparar o futuro. Foi um ano muito especial. Não vejo que estejam reunidas as condições a nível de gestão, nem mitigada a atual péssima situação financeira da SAD, ou sinais de que a continuidade do Sporting esteja assegurada, para que continuemos a lutar por títulos a que o Sporting deve aspirar. Estamos curtos em muita coisa.

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Vou querer ver o projecto político deste Sr.

Devo de dizer que me agrada este discurso , também gostava de ver o seu programa , mas era da lista do Dias Ferreira pode antever ser mais um croquete ! Mas já disse coisas que nunca ouvi aos varandettes …

Ricardo Oliveira admite candidatura à presidência do Sporting

Sócio e acionista diz ainda ser cedo para confirmar cenários, mas garantiu estar “sempre disponível” para ajudar

Horas após Record ter dado conta de que Miguel Alburquerque está a equacionar avançar como candidato às eleições do Sporting, a marcar entre 1 de março e 30 de abril de 2022, Ricardo Oliveira, um dos nomes associados a outras duas listas que estarão em formação - leia tudo aqui - falou à Rádio Renascença sobre esse mesmo facto. Não antecipando cenários, o gestor garantiu estar “sempre disponível” para ajudar o clube.

“É um bocado cedo para estarmos a falar sobre isso, porque existe uma Direção eleita. Eu estou e sempre estarei disponível para ajudar o Sporting. Não faço críticas para prejudicar ninguém no Sporting, mas sim para fazer um Sporting melhor. Julgo que eu e todos os sportinguistas. Quanto ao futuro, haverá eleições em março ou abril e toda a gente sabe que não estou contente com esta equipa de gestão do Sporting”, explicou o também acionista da SAD em declarações à Bola Branca, da Rádio Renascença.

E prosseguiu com essa tal má gestão que aponta à atual administração: “As contas do Sporting são más. Vejam o Barcelona, que ganhou uma série de campeonatos nos últimos anos. Vejam a situação em que está neste momento. É para aí que queremos levar o Sporting? Não. Eu não gostava de ver o Sporting assim. As contas são más. São muito más. São perigosas. O Sporting vai num rumo perigoso.”

Ricardo Oliveira também aborda o tema ‘Paulinho’, que tanta polémica levantou e que levou, inclusive, o Sporting a lamentar em comunicado a contra-informação sobre o real preço da contratação do avançado (16 milhões de euros por 70% do passe, junto do Sp. Braga).

“O Paulinho não custou 16 milhões de euros. Efetivamente, há uma saída de caixa do Sporting de 16 milhões de euros, mas depois temos de ver que com essa transação há uma série de operações que estão relacionadas. Se quiserem dizer qual é o valor absoluto do Paulinho, numa avaliação em que saem das contas do Sporting, dos ativos do Sporting, sejam eles em demonstrações, em ‘cash flows’, o que quiserem, saem do Sporting 22,9 milhões de euros”, analisou, ele que em 2018 fez parte da lista de Dias Ferreira.

Eu ouvi parte da entrevista dele, e ressaltou do que disse duas coisas importantes;

  • o valor total do Paulinho foi, é na ordem dos 22/23M€, lançando a suspeita que há mais qualquer coisa por detrás destes números…
  • que é inaceitável a aprovação pelos próprios que em ano de fortes prejuízos, atribuam a eles próprios prémios e aumentos, quando deviam ser os sócios a dar ordem, deliberar sobre isso…
    Prémios pelos resultados desportivos? sim, mas NUNCA pelos resultados da SAD que são de prejuízo e enormes…

RICARDO OLIVEIRA FAZ APELO A ROGÉRIO ALVES: «DÊ VOZ AOS SÓCIOS»

SPORTING 13:49

Em carta aberta enviada ao presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sporting, o gestor Ricardo Oliveira dirige duras críticas a Rogério Alves por não ter integrado na ordem de trabalhos da próxima reunião magna, agendada para sábado, a proposta que visa a alteração do Artigo 49º dos estatutos do clube, sobre o processo eleitoral.

Eis a carta na íntegra:

Ilustre Dr. Rogério Alves,

Sirvo-me da presente, em carta aberta a todos os sócios do Sporting Clube de Portugal (SCP), e todos os demais que acompanham e se preocupam com a vida do nosso clube, e na qualidade de subscritor de um requerimento para votação de uma alteração estatutária que lhe foi entregue no dia 10 de Dezembro de 2020 e reiterada no passado dia 8 de Outubro, e subscrita também por um número bastante superior aos votos necessários pelos estatutos, para lhe transmitir o meu mais profundo desagrado.

Como se recordará, o pedido, que considero - à imagem de tantos outros associados - da maior premência para o presente e futuro do nosso amado Clube é relativo à alteração do artigo 49º dos Estatutos, no sentido de permitir a existência de um segundo ato eleitoral, com as duas listas mais votadas, caso numa primeira volta nenhuma das listas obtenha a maioria absoluta dos votos.

Apesar de V.Exa. ter tido oportunidade de incluir esse ponto na Assembleia Geral (AG) de aprovação de contas do passado dia 30 de Setembro, por razões que desconhecemos, não o fez. No entanto, fui recentemente surpreendido com o anúncio de um pedido do Conselho Diretivo, solicitando a realização de uma AG com caracter urgente, em que se pretende deliberar (não discutir e deliberar) a aprovação das contas de 2019/2020 e 2020/2021, contas estas que já foram chumbadas – as primeiras até por duas vezes.

Tive, entretanto, oportunidade de ler nos órgãos de comunicação social, que o Presidente do Conselho Diretivo fazia semelhante pedido à Mesa da Assembleia Geral (MAG), com o intuito de “ouvir” os sócios.

Imediatamente enviámos novo pedido à MAG solicitando a inclusão do referido ponto na ordem de trabalhos, mas, infelizmente, fomos surpreendidos no dia 13 de Outubro com a convocatória de nova AG em que V.Exa. optou por aceder ao pedido do Conselho Diretivo, mas não fez o mesmo relativamente ao pedido válido de um elevado número de sócios. Relembro-o que o Presidente da Assembleia Geral é o órgão máximo do Clube e o representante de todos os associados, e a quem estes recorrem para ver os seus direitos protegidos e escutados. No entanto quando o Presidente do Conselho Directivo diz que quer ouvir os sócios, o Presidente da MAG apressa-se a convocar uma AG, e quando dos sócios se trata, e se a memória não me falha, desde que entrou em funções, nunca a MAG colocou a votação qualquer requerimento dos associados.

Assim, o Sporting Clube de Portugal suportará financeiramente mais uma AG, mas não para ouvir os associados, pois estes não são ouvidos há pelo menos três anos, e nas raras oportunidades que têm de manifestar a sua opinião e insatisfação, chumbam as contas, pois nada mais lhes é permitido votar. Não se podem convocar AGs consecutivas até se conseguirem arregimentar associados do Clube em número suficiente para conseguir reverter a vontade daqueles que participam activamente na vida do Clube. Quer-me parecer que é uma subversão ao sistema democrático que só resultará numa coletividade cada vez mais dividida.

Entristece-me de sobremaneira que o Presidente da MAG continue a dar providência aos “pedidos” do Conselho Directivo, mas se escuse a dar a voz aos sócios, ou nem sequer lhes permita votar aquilo que é um direito seu. O Presidente da MAG não representa o Conselho Diretivo nem as suas vontades ou birras. O Presidente da MAG representa todos os associados na plenitude dos seus direitos e deveres, e deve assegurar a gestão do Clube democraticamente, sem exclusões ou rótulos, onde todos têm voz, mesmo aqueles que possam não estar de acordo.

Preocupa-me esta separação de sportinguistas, pois em democracia, como sabemos, as divergências por mais radicais que sejam resolvem-se com diálogo e não com exclusões. O Sporting “ainda” é dos associados, embora este Conselho Diretivo, por diversas vezes, já tenha aludido ser contra a alteração estatutária ora requerida. E facilmente se entende porquê. O que não se entende, facilmente, é que não se dê aos associados a palavra sobre se querem ou não a referida alteração, e em caso afirmativo, que a mesma possa vigorar antes do próximo acto eleitoral. Está nas suas mãos, e ao recusar-se fazê-lo, só me ocorre um beneficiado com isso.

Todos aqueles que servem o SCP ao contrário dos que se servem do SCP, gostariam de poder contar com uma MAG conciliadora e aberta, que não permitisse as guerrilhas que o Conselho Diretivo, na pessoa do seu Presidente, tem gratuitamente promovido com atitudes em sede de AGs do Clube e da SAD, no mínimo desrespeitosas, contra uma panóplia de Sportinguistas, nomeadamente, as denominadas franjas, número reduzido de desestabilizadores, Grupo Organizados de Adeptos, ex-Presidentes, ex-Dirigentes e todos aqueles que não seguem a sua doutrina cegamente, e que trata como Sportinguistas de 2º classe.

Senhor Presidente, faço-lhe um apelo a que dê voz aos sócios - não àquilo que o Conselho Diretivo quer, mas sim àquilo que os associados possam defender. Que dê cumprimento aos estatutos, de que provavelmente não gosta, mas que tem de o dever de fazer cumprir, e cumprir. E, uma vez que entendeu convocar mais uma AG, para votar contas que já foram reprovadas, e que os mesmos associados que serviram para as aprovar em 2018, agora parecem não servir para as reprovar, tem por exemplo nas recentes declarações do Presidente da República, em matéria de votação do orçamento, um belo exemplo para reflectir.

Senhor Presidente da Mesa da Assembleia Geral, o Clube não é seu nem de qualquer órgão. É dos sócios do Sporting Clube de Portugal!»

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«PRESIDENTE DA MAG NÃO MARCA A AGENDA DOS DESEJOS DOS SÓCIOS» - RICARDO OLIVEIRA

SPORTING 22-10-2021 20:31

Ricardo da Silva Oliveira, gestor de 50 anos, reagiu esta sexta-feira, a A BOLA, à intervenção de Rogério Alves, feita na véspera, no canal de televisão do clube, sobre a Assembleia Geral deste sábado, no Pavilhão João Rocha onde, recorde-se, Ricardo da Silva Oliveira havia requerido, desde 10 de dezembro de 2020, a votação de uma alteração estatutária para incluir uma possível segunda volta nos atos eleitorais do Sporting. Algo que, na sua intervenção, Rogério Alves acabou por deixar em aberto num futuro próximo.

«Numa agremiação desportiva, de utilidade pública, ainda para mais com a grandeza do Sporting Clube de Portugal, a participação ativa dos seus associados deve ser aplaudida. Com esta proposta, que emana da base que faz do Sporting uma das maiores instituições portuguesas, que são os seus associados, não se pode nem deve levar a mal que se façam propostas no sentido de melhorar a carta magna do clube, que são os seus estatutos. Mas porque levam a mal que haja associados que utilizem os seus direitos no sentido de apresentar propostas que no seu entender melhoram o clube? Só porque fazemos um associativismo ativo, honesto e leal aos princípios e valores, somos considerados oposição? Ou o que pretendem é que digamos sim a tudo o que nos propõem? O Presidente da MAG, que é um ilustre advogado da nossa praça e que até já foi Bastonário da Ordem dos Advogados, e atualmente é comentador televisivo, não pode levar a mal que se lhe apresentem propostas com base sólida e cumprindo as exigências estatutárias, para sejam submetidas à votação dos associados em sede de AG», afirmou Ricardo da Silva Oliveira, desmentindo que tenha entrado nesta discussão estatutária como oposição à Mesa da Assembleia Geral ou, em última análise, ao próprio Conselho Diretivo, liderado por Frederico Varandas.

«Não se trata de oposição. Trata-se de colaboração com vista a apresentar propostas e soluções que visam melhorar os estatutos. Não se está a criticar gratuitamente o Conselho Diretivo com esta proposta. Não se está a fazer análises desportivas, económicas, financeiras ou estratégicas. Trata-se apenas de uma proposta que visa alterar uma alínea dos estatutos. Será que virá algum mal ao mundo por isso? Não diziam que queriam unir os sportinguistas e que todos participassem na vida do Clube? Trata-se exatamente disso. Sempre de forma construtiva, clara e honesta, tendo presente os princípios e valores que nos regem desde a fundação, mas determinados em defender aquilo que acreditamos ser o melhor para o Grande Sporting Clube de Portugal», diz o gestor.

Perante a abertura de Rogério Alves em poder vir a apreciar o requerimento da revisão estatutária numa Assembleia Geral num futuro próximo, Ricardo da Silva Oliveira mantém as desconfianças e críticas iniciais.

«Ouvi as declarações do Presidente da MAG com atenção e se por um lado fico algo satisfeito, por outro mantenho as minhas reservas. Satisfeito porque fica no ar a promessa que se irá eventualmente dar voz aos sócios em matérias de extrema importância para a estabilidade do clube, e que as mesmas poderão ser votadas de forma a produzir efeitos antes das próximas eleições. É bom ver sinais democráticos do Presidente da MAG. Mas continuo a não estar de acordo que a proposta de que sou um dos signatários não tenha sido levada a votação, dadas as oportunidades que, entretanto, não foram aproveitadas e que poderiam ter reduzido custos ao Sporting. Continua a não me agradar que o Presidente da MAG entenda que ele é que marca a agenda dos desejos dos sócios. Se olharmos para a Assembleia da República, e estabelecendo um paralelismo, seria como o Presidente da Assembleia da República decidir marcar todas as propostas do atual governo quando estas são interpostas, e decidir por ele juntar aquelas que são as dos restantes partidos quando assim o entender. Ora como todos sabemos, não é assim que a democracia funciona, e o Sporting não pode fugir aos mais elementares direitos democráticos. Além de que esta proposta é para alterar somente uma linha de um artigo e foi peticionada desta forma exatamente para que pudesse ser consensual e facilmente votada, e não fosse misturada com outras muito mais polémicas e que não subscrevemos. Vamos ficar à espera para que esta proposta seja um dos pontos autónomos colocados a votação, pois estes signatários só assinaram esta alteração e não outras», reitera o gestor.

As críticas de Ricardo da Silva Oliveira, porém, não se ficam por Rogério Alves e alargam-se, também, a Frederico Varandas e ao comunicado da Direção do Sporting, publicado também na quinta-feira, através do site oficial do clube. «Custa-me e muito assistir aos jogos de bastidores das últimas duas semanas. Nunca tinha recebido mensagens de sms provenientes do clube para não nos esquecermos de participar na AG. Não sei que custos isso terá para o clube. Depois as mensagens privadas a pedir aos sportinguistas que venham votar, e por fim o apelo a que venham ao jogo noutra mensagem. A mim nunca me tinha acontecido. Acho positivo que se fomente a ida aos jogos e a participação nas AG, pois é bom para o Sporting que os sportinguistas venham ao estádio e é bom que participem nos processos democráticos do clube. Fico algo triste, no entanto, com a leitura que uns e outros farão de um ou outro resultado desta votação, depois deste arregimentamento de tropas, que já se sente, e que acaba por fomentar a divisão entre Sportinguistas. Para quem usou o lema Unir o Sporting, estamos longe de ver a missão cumprida. Os sócios já deram sinais por duas vezes e esta coisa de convocar AG até se conseguir anunciar a legitimidade da decisão, parece-me que fere o processo democrático», afirma Ricardo da Silva Oliveira.

As contas do clube, já chumbadas no passado dia 30 de setembro, merecem igualmente cartão vermelho por parte do gestor.

«O aprovar ou não nesta AG não muda absolutamente nada do que se passa no Sporting. As contas são más. Na minha perspetiva, muito más. E não sou só eu que digo – basta lerem o relatório do ROC às contas da SAD. E muito mais preocupante que isso é algo que tomei conhecimento recentemente e que não augura uma melhoria tão cedo», afirma Ricardo da Silva Oliveira, dando então um exemplo em concreto: «O contrato de que se falou recentemente, dos lugares de estacionamento do estádio. Se for verdade o que li é mais um negócio desastroso desta direção, talvez o mais desastroso da história do Sporting. Ora se for verdade que o Sporting cedeu 1370 Lugares de estacionamento durante 35 anos, por 6,65milhões de Euros (valor total), e repito, se for verdade, pois não posso acreditar que alguém fizesse semelhante coisa, isso significa que o Sporting vai receber uma média de 38 cêntimos por dia por cada lugar de estacionamento, ou 11,4 euros por mês. Sabendo que a hora média é de 1,40 euros por dia, para quem paga, este contrato significa que o Sporting recebe por dia quatro vezes menos do que uma pessoa paga por hora… Incrível… e por agora prefiro não dizer mais nada até apurar se isto é realmente verdade. E se for, isto é dar, por 6,65 milhões, algo que sem descontos no tempo, representa que o contrato, se o Sporting alugasse cada lugar 2 horas por dia, valeria 49 milhões de Euros, e se fossem 4 horas de média por dia, seriam perto de 100 milhões. Façam as contas os sportinguistas e digam-me: quem em consciência vai aprovar estas contas no futuro?»

RICARDO OLIVEIRA VAI MESMO SER CANDIDATO

Informação avançada pelo Jornal Record

Duarte Pereira da Silva

Texto

16 de Dezembro 2021, 11:18

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Ricardo Oliveira vai mesmo ser candidato à Presidência do Sporting. Segundo avança o jornal ‘Record’, o gestor e Presidente da Federação Portuguesa de Padel “passou das intenções aos atos” e vai mesmo ser candidato.

Assim sendo, Frederico Varandas já conta com, pelo menos, dois adversários para as eleições de março/abril de 2022: Ricardo Oliveira e Nuno Sousa. João Benedito e/ou Miguel Albuquerque são outros dos nomes que podem vir a avançar.

No passado mês de outubro, em entrevista exclusiva ao Leonino, Ricardo Oliveira fez algumas críticas à atual Direção e não afastou a possibilidade que agora se confirma: “Tenho tecido algumas opiniões sobre a forma como o Conselho Diretivo tem gerido o Sporting, que, para mim, não corresponde às necessidades objetivas de gestão face ao momento atual e à situação do Clube. A partir daí, parece que ficamos rotulados de “candidatos”. O Sporting não está em eleições. Discordo desta gestão atual, mas daí a dizerem que sou candidato… tudo a seu tempo!”.

Recorde AQUI a entrevista de Ricardo Oliveira ao Leonino.

Eu provavelmente irei votar em Varandas. Mas acho que esta multiplicação de candidatos só beneficia o… Varandas. Preferia ter um candidato único de oposição, bem preparado e que juntasse todas as franjas descontentes com a atual direção, que houvesse uma campanha de elevação e com múltiplas hipóteses de debates, para as pessoas escolherem, informadamente, e pela positiva, qual o rumo que querem seguir!

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Não sei quem é. Mas quem tem vontade de ser Presidente do melhor do mundo deve chegar-se à frente.

Ricardo Oliveira vai ser candidato à presidência do Sporting

Gestor, de 51 anos, avança com projeto próprio. Pilar principal é manter maioria na SAD

Está encontrado o primeiro concorrente firme à sucessão de Frederico Varandas: Ricardo Oliveira passou das intenções aos atos e, sabe Record, vai ser candidato à presidência do Sporting, quando o clube for a votos, em março ou abril de 2022, em data a designar. O gestor, de 51 anos, há muito que estava posicionado para poder avançar com uma equipa própria, tendo inclusive manifestado publicamente esse desejo, mas a decisão final ficou fechada apenas nas últimas horas, na conclusão de uma abrangente ronda de contactos junto de diferentes sensibilidades do universo leonino, destinada a angariar apoios e a reunir futuros parceiros de lista. De acordo com as informações recolhidas pelo nosso jornal, o anúncio da candidatura estará agora iminente, sendo praticamente garantido que ocorrerá entre o final deste ano e o início do próximo.

Ricardo da Silva Oliveira fez parte da lista de Dias Ferreira nas eleições de 2018 e foi co-organizador, com Agostinho Abade, das conferências Sporting Com Rumo, realizadas no Tagus Park, em junho de 2020. É presidente da Federação Portuguesa de Padel desde 2012 e, além de praticante, já chegou a ser comentador de golfe. O seu projeto para o Sporting, segundo Record apurou, assenta num princípio base que é considerado inegociável: o consultor não quer, em circunstância alguma, perder a maioria do capital da SAD, ponto que será um dos pilares estratégicos do seu programa de candidatura e pelo qual tenciona bater-se durante a campanha.

Tentou levar a AG um requerimento para segunda volta

Crítico da atual direção, Ricardo Oliveira é favorável à introdução de uma segunda volta nas eleições do Sporting. O tema voltou à agenda a 23 de outubro, aquando da Assembleia Geral convocada para votar as contas do clube que haviam sido chumbadas a 30 de setembro. Nessa altura, mais concretamente a 8 de outubro, o gestor integrou um grupo de sócios que fez chegar ao presidente da MAG, Rogério Alves, um requerimento que pretendia incluir o referido ponto na reunião magna. O pedido inicial remontava já a 10 de dezembro de 2020, então com o objetivo de levar o assunto a uma AG até 31 de maio. “Se a memória não me falha, desde que entrou em funções, nunca a MAG colocou a votação qualquer requerimento dos associados”, acusou então Ricardo Oliveira.

Alterar estatutos ainda é possível antes das eleições

Com Frederico Varandas pronto para concorrer de novo à presidência, como Record antecipou em maio e confirmou em outubro, Ricardo Oliveira passa a ser o segundo nome certo no xadrez eleitoral do Sporting. Os sócios deverão ser chamados a ir a votos entre 1 de março e 30 de abril mas, antes, se o tempo ainda o permitir, poderá realizar-se uma Assembleia Geral destinada a alterar os estatutos e, com isso, introduzir o recurso a uma segunda volta ou o voto eletrónico remoto. “Se houver uma AG – como tudo indica que vai haver – relativamente aos estatutos, nomeadamente para sufragar uma eventual segunda volta para as eleições, isso até se aplicará nas próximas eleições”, admitiu a 21 de outubro o presidente da MAG, Rogério Alves, que não tornou a pronunciar-se sobre o tema.

Manter-se 9 anos a frente de uma Federação é sempre um bom cartão de visita, aguardemos.

Creio que é uma pessoa com uma visão próxima do Carlos Vieira.

É pena que não tenha mediatismo suficiente.

Não vai ganhar estas eleições, mas, se tiver uma boa postura, pode começar a trilhar o caminho.

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«RICARDO OLIVEIRA PODE VALORIZAR AS ELEIÇÕES»

SPORTING 11:30

Mário Patrício, 52 anos, que foi dirigente do Sporting durante 10 anos (3 no departamento de andebol, mais 3 como elemento do Conselho Diretivo liderado por Soares Franco, e 4 como diretor geral), está a acompanhar com toda a atenção as movimentações eleitorais no emblema verde e branco.

Sobre Frederico Varandas, diz que se conhece «o que fez antes de chegar Amorim e o trabalho feito depois» e quanto a Nuno Sousa foi claro: «Não conheço».
Mário Patrício está agora na expectativa que Ricardo Oliveira possa ou não avançar. «É alguém que valorizo, vem do desporto, foi um atleta de excelência, dos melhores na sua modalidade, o golfe, e enquanto dirigente tem o mérito de ter aportado muito valor à Federação Portuguesa de Padel, que ganhou um grande destaque no panorama desportivo nacional. O Ricardo Oliveira pode valorizar as eleições. E, porque é meu amigo, sei que tem muita experiência enquanto gestor, gere orçamentos muito superiores ao do Sporting, ou seja, dá garantias de poder desenvolver um excelente trabalho. Se for candidato, ótimo para o Sporting, mas só ele poderá decidir», afirma.