Portugal o novo deserto do Saara

Segundo um estudo publicado na revista Science sobre alterações climáticas , em 2090 , o deserto do Saara terá engolido mais de metade de Portugal.

http://science.sciencemag.org/content/354/6311/465

http://www.elmundo.es/papel/historias/2017/07/31/5979f9a0e2704efb638b468e.html

É bom que se comece a pensar em medidas para combater isto , a seca actual , Viseu só tem água para 20 dias , pode ser bem um sinal do que aí vem.

Ora, use-se reatores nucleares Gen IV para dessalinização:

https://www.iaea.org/NuclearPower/NEA_Desalination/index.html

Em países áridos, é duvidoso que vá haver outras soluções.

https://twitter.com/meteoduruelo/status/926025561725636608

Muito preocupante…

Aparecem logo os Verdes e os Quercus com o seu dogma religioso anti-nuclear.

http://forum.antinovaordemmundial.com/Topico-2014-o-mundo-no-limiar-da-nova-era-do-gelo

Então não é uma nova idade do gelo que vem aí na sequência do enfraquecimento da corrente do Golfo?.. OK, os russos não são de fiar, mas os castelhanos ainda menos…, Desde há anos que ouço explicações para uma nova era glacial na Europa em consequência do aumento da água doce no Atlântico com o derretimento das calotes polares e destruição do efeito temperado da corrente do Golfo (tenho de rever a matéria, mas há muito sobre isso na internet)… :inde:

Para isso acontecer a corrente do golfo teria de parar completamente , fruto das alterações climaticas e do degelo , é de esperar que a mesma fique mais fraca , mais a norte , agora evitar este cenario descrito pela science já não vai a tempo.

Plantar árvores locais seria de grande ajuda ao contrário de eucaliptos e claro a redução de exploração animal ou campos de golfe no meio do alentejo.

O eucalipto e até se calhar o pinheiro , perante este cenário que se apresenta , deviam ser banidos do territorio nacional , devia-se reflorestar o país tendo em conta já esta ideia de travar e fazer guerra ao deserto.

Mas quando em Portugal , a começar pelos media e passando pelos políticos ninguem deu atenção a este estudo da Science , em parte porque realmente é um cenario aterrador e em outra parte porque fazer o que tem que ser feito mexe com interesses instalados.

Acho que vai fazer-se alguma coisa neste aspecto quando o deserto tiver às portas de Lisboa , aí já será tarde , melhor começar-se a pensar em importar camelos para substituír os tuk tuks.

O problema é que se sabe disto há anos e anos e ninguém faz nada. Continuam como se nada fora. Isto não se descobriu ontem mas não há interesse de politicos nem interesse das população até que o mal esteja feito.

Outra coisa que eu gostava de ver esclarecida , é o efeito em Portugal da esperada subida dos oceanos ?

Os outros países estão a estudar isso , aqui em Portugal , não se vê nada , para se saber , em que sítios tem que se transferir populações e em que sítios tem que se fazer barreiras ?

Gostava de saber o impacto na costa portuguesa e no delta dos rios como se vê neste artigo do Guardian que dá varios exemplos de cidades e até regiões inteiras a nível mundial , afectadas pela subida dos oceanos , aconselho vivamente a verem :

https://www.theguardian.com/cities/ng-interactive/2017/nov/03/three-degree-world-cities-drowned-global-warming

Clima de Marrocos, Argélia e Tunísia está a ser "empurrado" para Portugal O professor e investigador Filipe Duarte Santos alertou hoje para o avanço do deserto nos países do norte de África, que leva a que Portugal comece a ter o clima de Marrocos, Argélia ou a Tunísia.

O professor da Faculdade de Ciências de Universidade de Lisboa e presidente do Conselho Nacional do Ambiente falava em Évora numa mesa redonda sobre adaptação às alterações climáticas, no âmbito de um Encontro Nacional de Entidades Gestoras de Água e Saneamento, ENEG 2017, que hoje começou em Évora e que junta centenas de especialistas da área da água.

“A mudança climática traduz-se pelo alargamento da zona climática tropical, o deserto está a ser empurrado para norte. É essencial no setor da água ter esta mudança climática em conta”, disse o especialista em alterações climáticas, admitindo que em Portugal, por ser um país muito antigo, não seja fácil às pessoas aceitarem que esse país está a mudar e que o clima muda.

Filipe Duarte Santos, que dirigiu o projeto Alterações Climáticas em Portugal: Cenários, Impactos e Medidas de Adaptação (SIAM), alertou para o regadio, que, a médio e longo prazo pode não ser viável, e deixou uma sugestão: transferir os sobreiros para o norte do país.

“O montado, diz a ciência, não sobrevive”, afirmou, considerando que não serão doenças mas a falta de água que o vai extinguir no Alentejo. Para manter a produção de cortiça, disse, “razoável era ajudar o montado a migrar em altitude e para norte”, até tendo em conta os locais que este ano foram afetados pelos incêndios, sugeriu.

A questão das alterações climáticas e ambientais em termos gerais, nas palavras da investigadora do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) Rafaela Matos, é seguida de forma mais eficiente nos países escandinavos do que em Portugal, devendo em poucos anos Copenhaga tornar-se a primeira cidade neutra em carbono.

“Na Dinamarca a sensibilização para questões ambientais começou muito mais cedo, a engenharia do ambiente existe há 150 anos”, disse, defendendo para Portugal a construção de consensos políticos a médio e longo prazo, o que a Dinamarca fez.

Rafaela Matos defendeu a necessidade de melhorar as perdas de água e as taxas de reutilização, que “não orgulham”.

Carlos Pinto de Sá, presidente da Câmara de Évora, preferiu uma visão global da questão, afirmando que perante um problema planetário e estrutural as respostas têm de ser planetárias e estruturais, porque não se resolvem a nível autárquico ou a nível nacional, o que não significa que as autoridades locais não possam ter um papel na resolução de problemas.

Jorge Vazquez, administrador da Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas de Alqueva (EDIA), entidade que está a promover mais 50 mil hectares de regadio, deu como exemplo a importância da estrutura do Alentejo para todo a região e país.

E disse que o regadio é um instrumento de ordenamento do território, e que a “agricultura para ser competitiva tem de ser de regadio”, ou que o regadio “é incontornável” na resposta à pergunta de se justificar ou não continuar a regar em situações cada vez mais graves de seca.

“Se Portugal não armazenar e economizar para a usar no verão não é a agricultura que está em causa e a sobrevivência do país”, disse, acrescentando que é necessário um bom ano hidrológico para encher Alqueva, lamentando que em anos em que choveu muito não se tivesse “outro Alqueva”.

A água da albufeira, afirmou, não é na albufeira que é necessária, mas em locais onde é útil, a 100 ou 200 quilómetros de Alqueva", afirmou.

Filipe Duarte Santos tinha dito antes, citando estudos, que a Península Ibérica pode ter no futuro secas de oito anos.

Notícias ao Minuto

E em Marrocos na vila onde houve este acidente não chove há mais de 10 anos.

https://twitter.com/TSFRadio/status/932281091553034240

https://twitter.com/TSFRadio/status/932886565331787776

https://twitter.com/inconseguir/status/932400774432387077

E no fim fazem todos uma mijinha…

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Ninguém quer saber, um dia vai ser tarde de mais…

Muita da culpa disto é da floresta desorganizada que temos cheia de eucaliptos que deviam ter sido proibidos e substituídos por plantas autóctones há muito.

Nem mais. O eucalipto é uma árvore que necessita e consome imensa água, com raízes profundas, que seca toda a vegetação e os solos à volta dela. Termos plantações intensivas e extensivas desta árvore deveria ser um crime num país como o nosso, que está em perigo de desertificação. O pior de tudo é que as áreas desta árvore nunca foram tão grandes como nos últimos anos.

Eu diria que já é mesmo tarde demais, se já nos queixamos atualmente, as consequências a médio/longo prazo vão ser só horríveis.

É parte do problema mas não o único, vejamos para onde vai a maioria da água que se consome e vejamos se não melhores opções.

se vos dissese que isto já se sabia que ia acontecer, mas ninguém quis saber. neste país o dinheiro sobrepõe-se a tudo.
Não se julgava era que fosse tão rápido, e quem vai dar a cara? Ninguém, pois isto não se sabe…

Não querendo desculpar os líderes portugueses (que fizeram os seus erros ao longo dos tempos), isto é um problema global, que dificilmente pode ser evitado apenas por um país, com a dimensão de Portugal. Uma das maiores angústia e raivas em ver o Trump na Casa Branca é saber que se perdeu um dos aliados mais importantes na luta pela defesa ambiental do nosso planeta. Numa altura em que até a cooperação, até lá impensável, de países como a China e a Índia se tinha conseguido, perde-se um dos países mais influentes e com maior impacto na pegada ambiental, tudo para agradar a lobbies poderosos, que tudo fazem para enganar os eleitores.