Portugal a marcar passo na Europa

O que me leva à próxima pergunta: onde é que viste/vês esses elogios à ignorância, à incompetência, à cunha e ao desenrascanço?

Posso-te dar um exemplo, entre muitos que já soube e presenciei. O pai de um amigo meu é controlador aéreo da NAV, daqueles que já mandam. A mãe é hospedeira.

O filho andava comigo no inicio do curso em engenharia informática (posteriormente eu mudei-me para engenharia do ambiente na mesma faculdade de ciências e tecnologia-UNL), mas desistiu daquela faculdade porque não conseguia fazer nada, então entrou em jornalismo na ESCS.

Segundo o que ele me diz para tirar o curso de controlador precisas de ter pelo menos 3 anos de ensino superior feito, em qualquer curso, então foi para jornalismo que é um curso acessível e já os fez.

A admissão para a carreira de Controlador de Tráfego Aéreo pressupõe a realização de um curso na estrutura de Formação da NAV Portugal em Lisboa, após aceitação da candidatura e em função do número de vagas determinada para o concurso. Escusado será dizer que o pai garante-lhe, mal ele termine o cursozeco de controlador seja como for, a vaga.

Esse exemplo é muito específico!

Há uns anos era necessária uma licenciatura numa área de ciências. Agora, de facto, são necessários 3 anos (uma licenciatura) mas de qualquer curso. No entanto, esqueces-te que a profissão de controlador aéreo é uma profissão de risco. Como tal, a entrada (a tal “aceitação da candidatura”) é difícil (inclui testes psicotécnicos, várias entrevistas - com psicologos incluídos -, etc.), nem será só controlada por pessoas da NAV. Nesse caso, o pai do teu amigo pode ter influência, caso ele entre, para ele ficar lá. Mas isso não acontece só na NAV. Também na função pública isso acontece… quantas vezes não ouvimos já a história do filho da sra. do departamento X, que precisa de trabalho, e vem pra cá? Já para não falar na política…

Os elogios à cunha, como o eddie lhes chama, estão em todo o lado (infelizmente!), assim como os ao desenrascanço. Na prática, qualquer jovem que saia de um curso superior em Portugal e arranje um trabalho, será lançado ao desenrascanço. Eu própria o fui, e todos os meus amigos foram. E, no final das contas, desenrascamos-nos todos (os jovens ;)) muito bem! :slight_smile: Porquê? Porque queremos que as coisas corram bem, tanto para nós como para quem trabalhamos. A atitude positiva é bastante valorizada!

Quanto à incompentência e à ignorância, acho que cada vez menos (sobretudo no sector privado) se vê o seu elogio. A meritocracia é cada vez mais uma realidade nas empresas portuguesas. :great: Quem é bom safa-se, quem não provou que é, tem que o provar, se não sai fora do barco.

Cunhas há aqui, há aí e vão haver sempre em todo o lado.

Importante mesmo é criar dinâmica muito elevada de emprego, mesmo que seja a 6 meses de cada vez, e exigir objectivos tangíveis às empresas, sub-empresas e por aí fora. A responsabilizacão leva a que as empresas tentem encontrar os melhores trabalhadores e a forte dinâmica permite aos trabalhadores encontrar emprego com mais facilidade caso vejam uma das suas hipóteses tapadas por uma ‘cunha’.

Não fui eu que empreguei esse termo, foi o old lion, daí a pergunta que lhe dirigi e que evidentemente ficou sem resposta: onde vês elogios à ignorância, à incompetência, à cunha e ao desenrascanço? De resto, e para ser honesto, era uma pergunta retórica, porque tanto ele como eu sabemos que ele estava a atirar ao lado e que estava a falar de outra coisa e a querer levar a conversa para outro lado.

Não vejo nenhuma exaltação à cunha, ao desenrascanço, à incompetência e à ignorância em nenhum dos exemplos que tu e o Majestade dão. Considerar a cunha e o desenrascanço como actos válidos numa sociedade, é muito diferente de elogiar, exaltar e louvar esses mesmos actos.

A cunha sempre existiu, vai continuar a existir e não vejo mal nenhum nisso… se eu for responsável por escolher alguém para trabalhar comigo, prefiro escolher alguém que eu conheça e em quem confie a escolher um desconhecido.

Só considero uma má política a partir do momento em que essa escolha recaia sobre alguém que não tem qualidades para cumprir a função que lhe é destinada e que esteja a ocupar uma posição que poderia estar ocupada por alguém mais produtivo só porque é ‘conhecido’… mas isto para mim já não é cunha, é mais tacho.

E qual é o problema, se ele se revelar um bom profissional? Se não se revelar um bom controlador e após essa avaliação ainda continuar a trabalhar nessas funções, aí sim acho que se deve criticar.

P.S. - Os clientes que tenho na minha profissão não os arranjei por cunha, parte deles foi por CV e outra por referências de antigos colegas noutras empresas… só para que não se pense que defendo a cunha por ser produto de uma. :wink:

Marcha da Indignação deverá ser o maior protesto de sempre da classe docente

Milhares de professores concentram-se no centro de Lisboa
08.03.2008 - 14h12 PÚBLICO

Milhares de professores vindos de todo o país concentram-se já na rotunda do Marquês de Pombal, ponto de partida da Marcha da Indignação contra as políticas do Ministério da Educação.

Cerca das 14h00, dezenas de autocarros desciam ainda a avenida Fontes Pereira de Melo, uma das artérias que conduz ao local de concentração da manifestação dos professores.

A marcha deverá arrancar cerca das 14h30, pela Avenida da Liberdade (onde o trânsito foi já cortado), em direcção ao Terreiro do Paço, mas os primeiros momentos da concentração estão a ser aproveitados para a distribuição de bandeiras e faixas com as palavras de ordem que têm marcado a contestação dos últimos meses, adianta a TSF.

Os sindicatos aproveitam também para vender, ao preço de cinco euros, t-shirts negras (a cor dominante do protesto) com a inscrição que dá o mote a esta manifestação: “Assim não se pode ser professor”. As receitas da venda servirão para comparticipar os gastos com o transporte dos docentes assumidos pelas estruturas sindicais.

A Fenprof e a FNE acreditam que o protesto desta tarde juntará cerca de 70 mil docentes, a grande maioria transportados até Lisboa nos mais de 600 autocarros fretados pelos organizadores ou disponibilizados pelas autarquias. A manifestação, que poderá ser a maior de sempre no sector da educaçao, segue-se a duas semanas em que, um pouco por todo o país, milhares de professores se manifestaram contra as políticas educativas de Maria de Lurdes Rodrigues, em particular o novo modelo de avaliação.

120 polícias acompanham manifestação

A manifestação vai ser acompanhada por 120 agentes da polícia, um dispositivo que o ministro da Administração Interna considera adequado, sublinhando que é cinco vezes inferior ao que foi posto em prática no último domingo para o jogo Sporting-Benfica.

Rui Pereira declarou-se ainda “absolutamente tranquilo” relativamente à postura que os agentes vão assumir: “As forças de segurança têm evidenciado que são afeiçoadas ao Estado de direito democrático, defendendo os direitos, liberdades e garantias”.

Ontem, os sindicatos denunciaram a visita da polícia a várias escolas, com o objectivo de apurar quantos docentes pretendiam deslocar-se a Lisboa. Esta tarde, numa alusão ao que apelidam de manobra de intimidação, professores de uma escola de Ourém que visitada pela polícia empunhavam um faixa onde podeia ler-se: “Professores de Ourém não temem visitas da polícia”.

Confesso que ando um pouco a leste (ou oeste, para ser mais preciso) em relação à actualidade nacional, por isso fiquei surpreendido com esta notícia. 60 mil manifestantes? :xock: Alguém me pode explicar sumariamente qual vai ser a principal “bandeira” dos manifestantes?

A política educativa do governo.

Pois, isso está implícito, mas quais vão ser as principais reinvindicações?

As três professoras disseram à Lusa que o principal motivo que as levou a participar na chamada "Marcha da Indignação" tem a ver com o modelo de avaliação de desempenho dos professores elaborado pelo governo, mas também com a carga horária a que estão sujeitas devido à introdução nas escolas das actividades de enriquecimento extra-curricular.

“Trabalhar até às 17h30 não é verdade, porque levamos tudo para corrigir em casa”, disse à Lusa Emília Soares.

Pelo que ouvi nas notícias, foram perto de 100 mil… tenho uma professora em casa e compreendo perfeitamente muitas das reclamações dos professores, especialmente por ter sido passado para a opinião pública que são uns ‘calões’, que trabalham pouco e faltam muito.
O que eu vejo é que depois de chegar da escola (nos dias bons e com um bocadinho de sorte os vândalos das turmas onde se esteve a leccionar até estiveram calminhos e o dia correu relativamente bem, já que hoje em dia vale tudo para subir as estatísticas e os meninos quase que só falta poderem cagar em cima dos professores), ainda há aulas para preparar, fichas e pontos para fazer, fichas e pontos para corrigir (às vezes até às 3 e 4 da manhã), relatórios para fazer, etc, etc, etc tanto aos dias de semana como ao fim de semana.

Deixo aqui um texto de alguém que pensa exactamente como eu:

Para TODOS os Professores... De um engenheiro, marido de uma professora. A propósito das avaliações e do processo continuado de desacreditação dos Professores que a Ministra quer impor à opinião pública, gostaria que os Professores pensassem no seguinte: Em vez de fazerem greves inócuas, que ainda por cima cheiram a férias desapropriadas entre feriados, os professores deviam pensar seriamente em cumprir integralmente nas suas escolas o seu horário de trabalho. Passo a explicar:

Pela manhã, TODOS os professores se apresentavam nas suas escolas para iniciarem o seu dia de trabalho.
Agora vai ser necessário um pouco de aritmética, mas da mais básica.
Se um professor tem 3 horas de aulas num dia, cumpre mais quatro horas de permanência na escola. Nessas quatro horas é suposto corrigir testes, preparar aulas, elaborar enunciados das provas, etc., etc. tudo o que se relacione com a sua profissão e que normalmente está habituado a fazer em casa.
É também suposto utilizar as secretárias, as cadeiras, os computadores e as impressoras da escola para o seu trabalho.

É que também é suposto que, antes de exigir resultados, a escola lhe forneça condições de trabalho. No final das sete horas de trabalho diário (7 x 5 = 35) saíam da escola para casa, deixando na escola o trabalho que ficou por fazer.

Facilmente os Conselhos Executivos chegarão à conclusão que a escola não oferece condições aos professores para que estes trabalhem, e terão que o comunicar ao Ministério, ou não há seriedade. Ou tentarão os Conselhos Executivos agir de forma a convencerem os professores de que como estes se acotovelam na escola o melhor será irem para casa?

Mas poderão os professores ser penalizados por quererem exercer o seu trabalho no local de trabalho que lhes está por natureza determinado?

Deixem de ser um bando e passem a actuar como um grupo.
TODOS para as escolas desde manhã a cumprirem o horário de trabalho na escola, o local de trabalho natural.
Atasquem completamente as escolas coma vossa presença e deixem que a ausência de condições de trabalho faça o resto.
Deixem-se de greves inócuas e atrapalhem verdadeiramente o sistema de forma legal. Provem de uma vez por todas que querem trabalhar e que este patrão não vos dá condições de trabalho apesar de vos exigir resultados, e ainda por cima enxovalhando-vos continuamente. Sejam de uma vez por todas PROFESSORES UNIDOS.
Se assim não for, rendam-se às evidências e façam o trabalho dos auxiliares educativos, que ajudam o ministério a poupar uns cobres.
E NÃO SE QUEIXEM.

Para quem não sabe, não sou professor. Sou um engenheiro que às vezes pensa nestas coisas, muitas delas quando às quatro ou cinco da manhã grito para a minha mulher que está no escritório a corrigir testes e pergunto se não se vem deitar.

Agora façam a vossa parte. Façam forward deste mail para todos os vossos amigos, especialmente os professores. Comecem a divulgar esta ideia e façam entender a este Portugal e ao Ministério da Educação a importância do professor.

Nem mais… sim, porque eu é que pago tinteiros, electricidade, papel, canetas, lápis, borrachas, forneço o computador, etc para que os filhos dos outros estudem…

Foram 100 mil professores e acho muito bem que o tenham feito. É certo que há instrumentalização pelo PCP do descontentamento da classe, mas muitos dos manifestantes nem sequer são sindicalizados e muito menos comunistas. Conheço professores e o descontentamento é geral, porque cada vez são mais pressionados a passar todos os alunos, além de que a diabolização dos professores pelo governo, tentando virar os pais contra estes, está a minar a já frágil autoridade dos docentes nas salas de aula. É mesmo como referia um depoimento de um professor que saiu num jornal de hoje: eles estão a trabalhar para o analfabetismo. O governo quer impor a avaliação dos professores ao mesmo tempo que faz sair leis, como o novo estatuto do aluno, que promovem a irresponsabilidade e a cabulice dos alunos portugueses. Estes têm as costas quentes e sabem que passam sempre, quer vão às aulas ou não, quer estudem quer não. Como é que um professor não se há-de sentir desautorizado pela tutela num ambiente destes? A política educativa é uma fraude para “Europa” ver. Querem subir artificialmente o “sucesso” escolar, mas este país vai pagar árduamente esta irresponsabilidade toda. Um dia, mesmo os pais que só querem ver os filhos com um “canudo” vão perceber que o facilitismo tem um preço a pagar, porque o mercado de trabalho cada vez passa menos cartão às licenciaturas.

Veja-se o que se está a passar com os cursos de engenharia, por exemplo, em que dois terços dos cursos não são acreditados pela Ordem dos Engenheiros por falta de qualidade, e depois quando os licenciados em cursos não acreditados fazem o exame de admissão à Ordem, para poder usar o título de engenheiro, a grande maioria chumba com notas baixíssimas. Faz impressão como essas pessoas conseguiram “licenciar-se” sequer!

Depois ainda se admiram que os jovens portugueses hoje em dia são burros que até mete impressão. Graças a Deus que não estive no ensino publico português! :pray:

Eu acho que os professores estão a assumir em demasia o papel de vítimas do sistema ou do papão Sócrates ou sei lá que mais.

Os meus pais são professores e por isso sei bem o sofrimento a que têm estado sujeitos nos últimos tempos… mas também não deixo de reparar que em vez de trabalharem as horazitas a que são obrigados, “obrigam-se” a trabalhar ainda mais, a terem reuniões fora do horário de trabalho normal não remuneradas e que duram por vezes 6-7-8 horas consecutivas! Isto não é trabalhar, isto é ser masoquista.

Querem justiça nisto tudo, então muito simples… entram às 8:00 saem às 17:00 e finito… o que houver para fazer, faz-se no dia seguinte… a reunião não acabou, faz-se nova reunião… não dá pra fazer nova reunião, então toca a ser mais eficiente. Acho que está na altura dos professores tirarem o fardo da “qualidade da educação” de cima das costas deles - o sistema educativo tem de funcionar e quem é responsável por isso é o Ministério da Educação, ponto. Caso não funcione devido às novas regras, então a qualidade da educação diminui e quem é responsável é quem introduziu o novo sistema.

Tens toda a razão naquilo que dizes.

Mas repara horario fixo para professores não dá, vida de professor em termos de horarios é complicado, porque repara numa coisa, e sabes bem como é, as reuniões são sempre feitas depois das aulas (só quando há férias escolares não é assim), porque é nessa altura que todos os professores estão disponiveis para se reunirem e debaterem certos e determinados assuntos. mas uma coisa é certa esta “guerra” ainda está para durar.

Tens muita razão… os hábitos instituídos são muito difícieis de alterar e por isso é que os professores têm a “tradicão” de reunir fora dos períodos lectivos e de levar trabalho para fazer em casa e por aí fora.

Mas com dois dedos de testa e um pouco de forca de vontade já teriam compreendido que esta é a oportunidade ideal para mudarem os seus hábitos e “recriarem” a forma como planificam o seu trabalho. Reuniões só em tempo lectivo ou extra-remunerado se for fora dos tempos lectivos, duracão limitada das reuniões, tempo lectivo reservado apenas para funcões “administrativas” e por aí fora.

Agora o que eu vejo é muito protesto e a concentrarem-se na demissão deste ou daquele indivíduo… para mim, essa estratégia é profundamente errada e continuo a defender que amelhor forma é adoptar as regras do sistema de uma forma clara e objectiva, segui-las escrupulosamente (mas sem boicotar o sistema com reuniões fora de horas não-remuneradas por exemplo) e provar assim que o sistema educativo não funciona segundo essas regras… fizessem isto e estou convencido que as falhas na educacão seriam descaradamente óbvias e atribuídas a quem concebeu o sistema.

Isso foi o que já fizeram os funcionários judiciais. Passaram a cumprir escrupulosamente o horário de trabalho, demonstrando que, sem horas extraordinárias, o sistema entope.

Compreendo um pouco mais os professores graças a um exemplo duma prima minha (por afinidade). Ela está a dar aulas a uma turma de alunos problemáticos, tão problemáticos que têm que estar dois professores na sala. No entanto, como tem um contrato a termo “nos termos do Decreto-Lei XPTO” o Ministério não lhe quer dar direito à ADSE, porque S.Ex.ªs decidiram que quem foi contratado nos termos dessa legislação “não é agente administrativo”. Ora, desde a idade das cavernas que quem trabalha para o estado ou é funcionário, se tiver vínculo definitivo, ou é agente administrativo, se não tiver, independentemente das suas funções. Isto até no tempo da “outra senhora” era indiscutível. No entanto, temos agora um governo que não quer reconhecer a qualidade de agente administrativo a quem manifestamente a detém, só para não ter que lhe conferir regalias. Espero que os tribunais administrativos ponham termo a esta palhaçada.

Esta minha prima também foi operada há pouco tempo, mas obter a baixa era tão difícil que preferiu ir logo trabalhar, mesmo depois de uma anestesia geral.

O próprio governo promove a proletarização dos licenciados e aproveita-se dela para os obrigar a trabalhar até mais não por quantias miseráveis. A nova lei do apoio judiciário é um bom exemplo. Fazendo-se as contas, cada advogado que se inscrever no sistema de apoio judiciário receberá cerca de € 75 por processo por ano. Ou seja, quem se ocupar de um processo que durar dez anos, receberá mais ou menos € 750 pelo seu trabalho. Isto é um insulto. É um aproveitamento flagrante da falta de emprego, é exploração. E não é assim que se contribui para o desenvolvimento do país.

a única coisa que não consigo entender é porque é que os professores não aceitam ser avaliados, eu a longo da minha vida de estudante já tive aberrações a leccionar que eu pergunto-me como é que tiraram sequer o curso… Portanto parece-me uma medida essencial de triagem de quem é capaz ou não…! Alguém me elucide!

Porque estão a ser avaliados da maneira errada. O que estão a fazer é : passas 100% da turma, es um professor genial.
O que vai provocar que, por exemplo, os professores de Ed.Fisica estejam sempre a subir na carreira, enquanto que os de matemática não sobem na carreira, simplesmente porque os Portugueses são tão bons na matemática como eu na construção civil (pa quem não percebeu, eu sou pesismo em construção civil).

Daquilo que sei (relembro que os meus pais são ambos professores) o meio escolar é mais ou menos assim:

  • Existem uns professores que fazem muito muito pela escola e alunos e muitos professores que não fazem nada nada ou então o menos possível… quando os metes a terem de remar todos para o mesmo lado está bom de ver no que é que vai dar.

  • Existem itens que são absolutamente ridículos, como a avaliação por parte dos alunos e tendo em conta os alunos… os alunos avaliam-te e essa avaliação conta para efeitos práticos da avaliação global (pelo que percebi) e se tiveres alunos que chumbam, isso reflecte-se negativamente na avaliação global, ou seja, ninguém quer ficar com as piores turmas e lá vêm mais guerrinhas entre os profs.

EDIT/ O Manuel_damit já deu algumas pistas