Certo, e numa primeira fase foi muito importante na própria requalificação urbana; mas depois ultrapassou todos os limites, aliás, parece nem haver limites.
O que o país devia fazer é focar-se numa transição de turismo de massas para turismo de valor acrescentado. Que privilegie a qualidade da oferta e a receita gerada por visitante, em vez de continuar a tentar aumentar a receita pela sua massificação.
É triste em Portugal os protestos serem claramente dos mais pacíficos do planeta (até a revolução foi com cravos) e o problema serem bandeiras da palestina.
Entretanto a RTP mostra um video da carga policial que foi feita pela PSP (conhecida por ter gangs internas de extrema direita) e a comichão são as putas das bandeiras.
Nem imagino se/quando isto der efetivamente para o torto.
Falar dos problemas? Não;
Ser oportunista e vir falar de esquerdas e direitas e de bandeiras da palestina e de coisas sem interesse quando estão lá gerações inteiras desde crianças, famílias a velhos já com vida feita mas fartos de quem os governa? Check.
O problema são as put@s da bandeiras, do gajo de brinco à direita, da cor das tendas e o diabo a 7. Que miserabilismo saloio…
Deixem de ser chorões e ganhem-nos ou saiam da merda do sofá.
Quando a JSD acampou durante a pandemia tava tudo bem.
Quando os principais chefes da restauração acamparam estava tudo bem.
Eu também acho certas situações ridículas, mas ridículo ainda é observar malta aqui a carregar forte em merdices quando possivelmente os próprios passam dificuldade ou conhecem alguém que passe e vêm acusar esta luta de ser tudo e mais alguma coisa. Estamos bem é como estamos não é? Ganhem juízo.
Às vezes adorava que os posts tivessem o nosso nome associado.
Isto da Palestina é um dos casos mais reveladores. Um genocídio em exercício no país e um gajo atrás de um computador chateado porque um jovem trouxe uma bandeira para um protesto.
Daqui a 10 anos vão dizer que sempre estiveram do lado dos Palestinianos, porque simplesmente será a unica posição defensável. Faz lembrar outros, em outros tempos.
Eu vou tentar participar menos aqui neste espaço que se tornou num pequeno esboço do pensamento pequenino do meu umbigo à portuguesa.
Eu sempre que posso faço a minha parte, não ando a chorar nas redes sociais (porque felizmente não as tenho) e a criticar tudo o que mexe só porque incomoda que a gente que luta e está na linha da frente é “diferente”.
São diferentes são, porque os têm no sítio, gastam do seu tempo e a sua energia, independentemente de todos os aproveitadores que por lá andam no meio que não são à maioria.
Eu fui a muitas, muitas delas de directa depois de vir do trabalho e de muitos kms feitos e de deixar a família para trás. Eu convidava pessoas que muito choravam choravam para me acompanhar e eram só chorrilhos de desculpas, porque isto e aquilo e depois vinha a descobrir que o bom é ir para a praia. Pois é, mas se querem resultados não chorem chorões.
Da merda da extrema-direita que andam a agitar as águas ninguém fala, da polícia que carrega forte e feio, mas que quando são eles em protestos e a subirem escadarias da AR aí já são uns mansosinhos e ai coitadinhos.
A polícia em Portugal tem dois pesos e duas medidas, assim como as mentalidades.