Política Nacional - Parte 4

Choradinho para inglês ver, companheiro! :joy:

LOL. Chega, os novos heróis da esquerda :joy:

Primeiro, o Costa não estava no poder em 2014, mas isso é irrelevante. Depois, para qualquer pessoa que veja até os números do próprio governo do PS vê uma subida da chegada de imigrantes a partir de 2018, no primeiro ano com as alterações legislativas. Segundo, até dou de barato o ano de 2024 do Montenegro, mas as primeiras alterações nas regras da imigração foram em junho de 2024 e logo a partir daí os números começaram a cair. Aliás, como o gráfico mostra em 2024 os números já estavam abaixo dos 200 mil. Terceiro, faz lá as contas depois da alteração nas leis da imigração e vais ver que em média entre 147 mil imigrantes por ano durante os anos do Costa e a tendência era estar a aumentar. Em 2019 entraram já mais de cem mil.

O primeiro ano completo do Montenegro o fluxo de entradas cai para 1/3 e tu dizes que continua igual? Isso nem faz sentido. O que tu dizes não se vê nem nos dados do INE dos tempos do PS (btw, estes números estão mais próximos da realiade como qualquer pessoa com minio de conhecimento sobre o funcionamento da AIMA sabe).

E eu concordo inteiramente com a posição do SIAP.

Depois, temos isto.

Ser polícia? Para quê? Com o sistema judicial e prisional que temos, é mesmo andar a acarretar sol para a sombra…

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É por demais evidente o caos que se tem visto por parte deste governo em várias matérias, sendo as mais evidentes a saúde e educação. Este era o governo que antes de o ser dizia que em 60 dias apresentava um plano para a saúde, que já estava na altura um caos. Pois bem, não só isso não aconteceu, como todos os indicadores pioraram. A Ministra da Saúde é uma incompetente como há poucas, é alguém que personifica na perfeição a “meritocracia” à portuguesa. Alguém que tecnicamente não tem qualificações (é uma farmaceutica de formação cujo percurso profissional se pauta por andar de tacho em tacho desde a ordem ao hospital santa maria, sem que os resultados sejam brilhantes) e que claramente não tem o perfil, carisma ou sensibilidade para o cargo. Ainda falavam da Marta Temido. Ao lado desta senhora Marta Temido era uma estadista. Deus nos livre e guarde de ter esta senhora no Min. da Saúde e termos de lidar com uma pandemia.

A do trabalho é outra, mulher do ex-adminstrador do Novo Banco (BES bom), irmã da escritora fast food, uma académica, uma teórica que vive numa torre de marfim sem a minima noção da vida que andou um ano a trabalhar para aquecer com esta ideia peregrina da reforma laboral, algo que nenhum dos partidos de direita em especial a AD tinha no seu programa de governo.

Para nem falar do inenarrável ministro das finanças e sua ideia de “renda moderada”.

No geral um governo que preferiu fazer das suas prioridades as prioridades populistas do chega, que não resolvem nenhum problema estrutural do país e que igualmente não servem para melhorar as condições de vida das pessoas. As prioridades deste governo foi manter-se vivo e por isso adoptou a agenda e as prioridades do chega. Quando as prioridades do país são o estado do SNS, a crise da habitação e do custo de vida, uma reforma da justiça que essa sim impacto e muito as condições que as empresas têm para investir e produzir em Portugal, etc.

A geringonça ao pé da AD é o dia ao pé da noite. Podemos dizer que nenhum dos ultimos governos foi capaz de fazer reformas estruturais a sério, e nomeadamente na saúde e educação, e já agora digo eu Ministério da Administração Interna (falam do Siresp mas já agora é urgente sanear as forças de segurança das suas maçãs podre e dos nazis que por lá proliferam), Economia e Ensino Superior, onde se tomam decisões politicas estratégicas que podem ajudar o país a ir numa determinada direção, justiça, etc. Mas se há coisa que a Geringonça e o governo seguinte conseguiram fazer foi efetivamente melhorar as condições materiais de vida dos portugueses depois de anos de miséria e austeridade draconiana (eu sei que o ponto de partida era baixo) e manter as contas públicas controladas. Convém relembrar os excedentes orçamentais que os governos do Costa deixaram ao Luís (sim à pala do desinvestimento na saúde, também é verdade).

O unico ponto positivo neste governo, foi a mudança de MAI para o Luís Neves. Um gajo com tomates para fazer o que tem de ser feito naquele ministério. E já começou a mexer no ninho das vespas pois já vi por aí a “corporação” muito escandalizada com o facto do novo MAI ter acelerado os processos de expulsão de policias e gnr’s criminosos, ao mesmo tempo que saia mais uma cortina de fumo sobre o SIRESP. Espero que tenha tempo e capacidade para limpar as forças de segurança e extirpar o cancro que por lá habita. Desconfio que não o vão deixar ou este governo não durará tempo suficiente.

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Eh crl… foram desenterrar o Abominável Homem das Neves do neoliberalismo tuga!

É preciso muita desfaçatez para dizer que os principais beneficiados pelo Capital são os trabalhadores. O indice de Gini no mundo Ocidental desmente este tipo de afirmações absurdas.

Os neoliberais andam há décadas a enganar-nos com quimeras e contos de fadas (o famoso trickle down). Infelizmente mesmo já com toneladas de dados e estudos que desmentem uma grande parte das aldrabices que o neoliberalismo nos tem vendido, continuamos a ter esta gente a querer vender-nos essa merda e o pior, muita gente a comprar.

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Por acaso até tinha boa impressâo dela.
E agora das duas uma:
-Ou andou anos a mentir
-Ou mente (e a ela própria) agora

Uma tristeza.

Esta é uma boa discussão.

Não sei qual é a tua visão acerca do assunto mas parece-me que és dos que defende que o mercado da habitação deve estar totalmente nas mãos da livre iniciativa.

Em teoria é um mercado que eu não veria como essencial que o Estado tivesse algum tipo de intervenção além do papel de regulador ou de promotor, através de politicas fiscais por exemplo, de alguma estabilidade.

Agora, o que temos visto faz-me mudar um pouco de opinião, e estou em crer que o mercado da habitação sofre das famigeradas ineficiências do mercado. Ou seja, o mercado claramente não consegue regular o mercado de habitação para atender ao interesse comum, isto é, ao interesse e bem estar da grande maioria da população.

Obviamente que há quem veja isto do ponto de vista do interesse individual puro e duro, e para esses não existe problema nenhum conquanto alguns consigam efetivamente lucrar e enriquecer à custa das condições de mercado assimétricas que possam ocorrer. No entanto, existem outros que olham para o problema pela perspectiva do bem comum. A Mão Invisivel de Adam Smith foi uma alegoria que visava precisamente atender à benevolência dos mercados para com o bem comum, isto é, que o liberalismo económico com intervenção minima ou nenhuma do Estado tendia inexoravelmente para um equilibrio que beneficiava toda a comunidade (o bem comum, ou interesse público). Sabemos bem, com toneladas de estudos, indicadores e dados que isso não é verdade em quase nenhum mercado e que a intervenção Estatal (ou se quisermos, de uma entidade que represente o interesse publico) é essencial para reequilibrar ineficiências ou assimetrias criadas pelo mercado totalmente livre.

A História do século XX é reveladora deste estado de coisas e do mesmo modo que o capitalismo se revelou eficiente na geração de riqueza como nunca antes na História da Humanidade, foi a social democracia e o papel do Estado na redistribuição dessa riqueza que permitiu que a mesma fosse mais justamente distribuida por todos e como tal o interesse público fosse efectivamente defendido. O nivel de intervenção do Estado na economia e em diferentes mercados é outra discussão que se pode ter obviamente, e reportando-me ao mercado da habitação para voltarmos ao tema, é daqueles onde eu efetivamente não via uma necessidade evidente.

No entanto aos dias de hoje vejo como evidente que o Estado tem de ter efectivamente um papel interventivo no mercado da habitação. Talvez não necessariamente na limitação de preços ou rendas, mas além do que já faz a nivel fiscal e de burocracia, ser promotor de habitação publica e até de politicas que beneficiem modelos alternativos de gestão e construção imobiliária como é o caso do sector cooperativo (que tem muito má fama em Portugal, mas porque em Portugal quando juntas construção com “tudo é de todos” o regabofe é completo).

Há exemplos noutros países onde a habitação publica teve um impacto importante com resultados que ainda hoje perduram, sendo um dos mais bem sucedidos e, até hoje, elogiados, a Viena Vermelha, dos tempos em que os sociais-democratas governaram Viena entre 1918 e 1934 (data na qual os nazis expulsaram os sociais-democratas da governação da cidade).

Durante 15 anos, Viena foi vermelha

Portanto, sim, acho que o Estado pode e deve intervir no mercado habitacional sobretudo em alturas onde o mercado está de tal forma desregulado que se torna disruptor do ordem social e do bem estar público.

Já te pedi para nos dares esses dados e tu nicles batatoides.

Quanto à segurança social já sabemos os números oficiais: são 4 mil milhões por ano de receita, e um contributo liquido positivo de 16,3 mil milhões na ultima década (portanto 1,63 mil milhões por ano).

Perante tal facto, pelo menos no que diz respeito à segurança social e tudo o que dela advém (subsidios e apoios sociais contributivos e não contibutivos, reformas etc) o contributo dos imigrantes não só não é negativo, como é até positivo.

Quanto ao restante, não sei, não temos dados. Tu insistes em dizer que “imigrante é mau” e vens com essa lenga lenga mas não nos elucidas. Qual foi o impacto em receita fiscal em sede de IRS por parte destes imigrantes? Sabemos? Podes-nos dizer? E impostos indirectos? IVA, ISP, etc? E o impacto em IRC decorrente da actividade empresarial que recorreu e beneficiou destes imigrantes? E o impacto da existência de mão de obra para determinados sectores onde a mesma não recorre tradicionalmente a portugueses de gema (agricultura, restauração, construção)?

Anda lá, estamos aqui à espera de dados para podermos discutir.

E já agora para terminar, que tens tu e os teus amigos da extrema-direita a dizer da demografia que nos ultimos anos mais pedidos de nacionalidade tem pedido?
Israelitas são quem mais adquire a nacionalidade portuguesa e maioria não vive em Portugal - SIC Notícias

Por mais cambalhotas que vocês deem a direita e a extrema-direita não tem nenhuma solução - uma única - para os verdadeiros problemas do país. Porque esses problemas foram originados precisamente pelas suas politicas - o neoliberalismo como pensamento dominante e hegemónico que influenciou toda a politica económica ocidental desde meados da década de 70.

E como tal inventa problemas onde eles não existem, sendo este da imigração o melhor exemplo. O guião é velho, muito velho: sempre que as elites e os seus sabujos da politica (a direita e em especial a extrema-direita) perde o controlo da situação e não sabe como resolver os problemas que ela própria originou, socorre-se destes idiotas uteis populistas como o Venturete e afins para passar a mensagem que os problemas todos dos paises são o “outro” - o imigrante, o refugiado, o judeu, o comunista, o muçulmano - etc. Já sabemos como tem corrido esse tipo de narrativa.

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