O CH só consegue atrair para os seus quadros meia dúzia de pessoas que os catapulte para outro patamar quando pararem de barregar sobre tudo e mais alguma coisa e aceitarem dialogar sem tasquismo. O problema é que dialogar sem tasquismo é um risco na manutenção de alguns votos e quem lá está tem a tasca de tal maneira entranhada que também não consegue discutir dialogando.
Mais ou menos. Não diria que é a continuidade. Diria que é a mesma coisa. Não vejo que o CH tenha mensagens pertinentes. Da mesma maneira que é raro ver algum partido com mensagens pertinentes. Vejo partidos com slogans, mas não os vejo com mensagens. O “vamos acabar com a corrupção” é um slogan, mas falta a mensagem.
O CH se continuarmos com este tipo de política (e políticos) chegará a governo e não tardará muito. Se governará ou não, o tema já é outro.
Esvaziar o CH é simples. É tirar razão aos slogans.
A quantidade de mortos que foram ressucitados como a Cristas só para apelarem ao voto no medíocre do Seguro Sempre a direita fofinha sem espinha dorsal nem amor-próprio.
Estou à vontade para falar, o mais provável é eu votar em branco mas este discurso maniqueísta é bullshit. Como disse muito bem o Paulo Núncio, era o que faltava condicionarem o povo a acreditar que temos de nos aliar a um socialista para combater a frente “anti-democrática”. Este mesmo PS desavergonhado que andou na cama com partidos de extrema-esquerda cujos quadros estão repletos de terroristas. E a noção, está aonde?
Realmente estou leste desta conversa das sondagens…Lli que o Seguro tem pouco mais de 60 % das intenções e Ventura pouco mais der 24 %…, mas são só dois, a soma não deveria dar 100 % em vez de uns 85 % ? Se nulos, brancos, abstenção não contam… Onde estão os 15 % que faltam? As projeções não deviam integrar esses 15 % ?
Eu não percebo porque continuam a tentar projectar os apoios no Chega como se fosse uma questão de direita e esquerda.
Quer dizer, só porque sou de direita tenho que apoiar o Chega? Mas é que se calhar nesse caso eu tenho muito mais em comum do que com os tipos da esquerda.
Se a direita que o Chega representa é a ressurreição dos 3 Salazares, venha de lá o Sócrates e o Mário Lino e o Manuel Pinho outra vezes. Comparado com o Salazar, os 3 mariachis ainda são menos maus.
O Chega não preza liberdades e garantias individuais, não é por acaso que os polícias que são apanhados em crimes violentos ou em grupos violentos muitas vezes acabam conotados ou filiados no Chega. É essa a mentalidade deles e eu não quero, a todo o custo, essa mentalidade no poder.
Há muito mais que me afasta do Chega do que aquilo que me poderia alguma vez aproximar. E sim, sou de direita.
Quem sabe talvez seja a própria aparição e ascensão do Chega a obrigar os partidos da social-democracia a entenderem-se entre si e a perceber que talvez tenham mesmo que se unir e talvez tenham mesmo que se entender.
Eu não tenho nada contra quem é de direita votar no seguro.
Eu próprio escrevi aqui antes da primeira volta que se ele não tivesse o apoio do PS teria o meu voto mas sendo o candidato “oficial” dos socialistas não consigo votar no homem em consciência.
Agora então com o apoio dos partidos comunistas cá do burgo é que é completamente impossível eu dar o meu voto ao homem.
Eu também percebo perfeitamente que não queiram votar no ventura mas sabem que há sempre a possibilidade de não votar em nenhum não sabem?
Esta romaria de dirigentes da direita a mostrar apoio público ao seguro como se fosse uma exibição de virtudes é absolutamente ridícula e dos poucos que tem razão é mesmo o Paulo núncio.
Só faltava mesmo o único voto aceitável numa eleição democrática era ser apenas num único candidato quando há dois na corrida com igual legitimidade democrática e ainda sobram as opções de votar em branco, nulo ou simplesmente não votar.
Ridículo é qualificares, ainda por cima de forma estupidamente cínica, as declarações de apoio, que têm tanto de legítimo como de justificado.
E quanto ao Paulo Núncio, só lhe fazia lembrar-se de Adelino Amaro Costa. Da próxima vez que abrisse a boca, as probabilidades de dizer merda reduziam-se drasticamente.