Também não percebo a crítica. Para mim, o Cotrim está a ser igual ao que sempre foi. Apesar de não estar a gostar da crítica constante que faz às sondagens.
Ainda agora com o pacote laboral, ele fui mudando a sua posição e agora é já quase contra tudo. É conforme o impacto do mesmo na opinião pública. Depois a estória do Marques Mendes querer que ele desistisse em favor dele, nunca conseguiu concretizar, era o Marques Mendes, depois alguém a mando do Marques Mendes, vamos agora na possibilidade de o Cotrim ter-se equivocado ao fazer a ligação ao Marques Mendes.. isto é estratégia à Ventura. Eu sei que estamos em pré-campanha e estas retóricas são normais mas eu do Cotrim espero mais profundidade e integridade, por ser alguém com alguma intelectualidade ideológica e íntegra.
Não tenho a certeza das potenciais posições múltiplas sobre o pacote laboral. Não tou por dentro.
Sobre esse tema do LMM, ele nunca disse que tinha sido o LMM a pressionar. Deves estar a fazer confusão.
Queres mais profundidade? ele à direita tem sido claramente o candidato que fala mais sobre os temas e onde sabes melhor onde ele se situa. O foco foi dado pelo LMM numa tentativa rasteirinha de se vitimizar.
Nas primeiras declarações sobre a novela, deu logo a entender. Depois o Marque Mendes negou categoricamente e ele voltou com a ideia de terem sido pessoas da candidatura do Marques Mendes a fazê-lo. No debate com o Marques Mendes, confrontado com isso e pareceu-me algo surpreendido por isso, nunca foi 100% convicto em defender essa pressão que sofreu e por quem. O que leva a crer que é algo imaginado para criar algum circo.
Vou ter de te pedir que me mostres onde ele deu a entender isso. Não vi nada disso.
Ele disse a candidatura de Marques Mendes, o Expresso deu destaque, ele especificou que foram pessoas da candidatura do MM.
Agora é confrontado com isto, confronto este que ignora a segunda declaração sobre o tema. Isso sim é populismo nos meus livros quando é usado pra vitimização e ataque. “Dizer na cara” calma toureiro.
Bafiento. No mínimo.
E dizer os nomes seria incorrecto a meu ver, e iria ser igual a não dizer nada.
Ouve os primeiros minutos do debate, está lá tudo. Verás o desconforto do Cotrim, quando uma pessoa está convicta das suas afirmações, assume-as na íntegra. O Cotrim afirmou numa hipotética ligação com a equipa do Marques Mendes. Ou aconteceu e segues firme ou então mais vale assumir o equívoco.
Eu ouvi o debate. Não achei que estivesse desconfortável, quiçá surpreendido que tenha sido esse o tema e pelo confronto. Mas isto é tão subjetivo que nem me apetece entrar por aí.
O que não é subjetivo é que o JCF não mudou nada do que já tivesse dito. Rejeitou foi nomear as pessoas. Que sinceramente seria alimentar algo que ele não quer dar mais relevância e que pouco importa para o país.
O LMM teve a distinta lata de acusar o JCF de um “ventura envergonhado”, não deixa de ser irónico que quem usou uma tática à Ventura tenha sido ele mesmo.
Sinceramente acho toda a discussão á volta da lei laboral algo que por estes dias não faz qualquer sentido, o mercado laboral vai levar uma profunda volta nos próximos anos com a implementação em massa de inteligência artificial, acho que se devia era debater e falar sobre isso. O tal pacote laboral ainda nem entrou em vigor mas já está desactualizado e condenado ao fracasso logo á nascença, não responde á urgência da IA.
Pelo contrário, precisa de uma reforma laboral para garantir ganhos económicos sustentáveis.
Foi o teu PS quem levou o País para esse caminho, agora é ter paciência. E sabes que estou só a meter-me contigo, a mim agrada muito pouco crescimento com base no turismo. É melhor que estagnação ou regressão, mas isto gera pouco valor acrescentado e em termos de salário é uma miséria.
Como já ouvi e bem, tudo fala em reformas, depois quando vem uma reforma.. tudo reclama e já poucos querem. Decidem-se. Ou querem ou fica tudo como está. E continua tudo em aberto, é preciso maioria na Assembleia para passar e por agora a garantir de passar é nula.
As reformas que necessitamos são na justiça, na administração pública, e na saúde. Nesses pontos é realmente necessária coragem política para mexer, mas nada…