Política Nacional - Parte 3

Tbm essa dos indecisos tem o que se lhe diga, acho que ninguém está indeciso entre PAN e chega por exemplo. O indeciso não sabe a qual partido entrega o voto, à esquerda ou à direita. Portanto vale o que vale esse data point

Certo, é exactamente isso.

Dados interessantes. No início da tracking poll a tendência era a AD ir crescendo mas entretanto estagnou nas intenções de votos e o PS começou a subir. Um cenário que tem algumas parecenças com 2022 sendo a grande diferença que a AD, pelo menos, ainda não começou a descer nas intenções de voto. Outro dado interessante é que nessa tracking poll a AD e a IL juntas com a distribuição de indecisos ficam perto da maioria absoluta.

O isso em percentagens que não quer dizer nada em deputados.

Mas eu não acredito nada em sondagens são todas aldrabadas.

Nao ficam nao… uma maioria absoluta com 41% dos votos e um fenomeno extremamente raro, que so acontece com uma conjugacao de fatores que e muito dificil de acontecer. Era basicamente repetir 2022 que foi uma total anormalidade.

O mais provavel diria eu com a atual distribuicao de votos e que provavelmente o 1o e 2o classificados terao a volta de 80 deputados cada o que os vai colocar bem longe dos 116 para uma maioria absoluta. Alias… o Chega vai-se tornar inevitavel para a governacao porque com grande probabilidade nenhum bloco excluindo o Chega vai ter maioria absoluta. Portanto ou PS e PSD se entendem, o que eu acho que so sera possivel se o PS ganhar as eleicoes (vejo perfeitamente esta ala Montenegro a abster-se e deixar passar o governo), ou o Chega tera que fazer parte do arco da governacao de alguma forma.

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Tenho sérias dúvidas que o Pedro Nuno deixe passar um Governo da AD. Um dia deixava, outro dia já vetava, depois voltava a deixar… isto é típico de quem quer fugir a uma decisão que está tomada. Se o PS ganhar, a AD deve viabilizar o Governo PS e que deve contar com o BE e o Livre com pastas ministeriais, pelo menos no primeiro orçamento.

O Chega… o Montenegro traçou uma linha vermelha. Terá que honrar a palavra. Pode eventualmente ganhar, apresentar um Governo e o Chega abster-se sem o acordo com a AD. Agora, será muito instável. Preferia um acordo com incidência parlamentar com o Chega, a AD e IL no Governo, tudo escrito para amarrar o Chega ao acordo e evitar que mude conforme o vento e garantir alguma estabilidade (no Montenegro fechou a porta a esta possibilidade).

O PS ou governa ou manda tudo abaixo. Voltaremos a eleições.

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O PSD se viabilizar um governo do PS onde o BE ou outro qualquer partido mais á esquerda tenha representação política é o dia que começa o fim do PSD.
Para os eleitores de direita uma coisa é o PS outra bem diferente é a extrema esquerda.

O Montenegro não traçou linha vermelha nenhuma com o CHEGA. Disse que não se coligava com o CHEGA. São situações diferentes. Aliás, esta “notícia” de que a esquerda tem a maioria, não é sequer verdade. Então anda toda a gente a apelidar o CHEGA de partido de extrema direita e depois a notícia é “esquerda tem maioria”? Tem maioria coisa nenhuma.

Estou em crer que se for necessário, o CHEGA viabilizará um governo da AD. Aliás, o CHEGA está em queda nas sondagens.

Obviamente que nao vai deixar. Por isso e que disse que a unica hipotese de o Chega nao ser inevitavel na governacao e se o PSD deixar o PS governar.

Eu nao tenho duvidas que PS+BE+CDU+L vao ter mais votos que AD+IL. E eles depois do falhanco da colagem do Chega ja andam a ensaiar o discurso dos ‘3 blocos’ para no final das eleicoes comecarem com esse discurso de ‘o nosso bloco teve mais votos que o vosso’ como desculpa nao nao suportarem o governo da AD mesmo ganhando as eleicoes.

Falta aqui o pan

O publico veja lá se a esquerda também tem maioria se retirar a IL e a AD também. As pessoas querem saber.

E por que razão havia de PSD viabilizar um governo PS? E por que razão havia de PS viabilizar um governo PSD? Eu juro que não percebo esta lógica.

Não consigo ver nada, absolutamente nada, que faça PS ou PSD sairem politicamente reforçados de uma situação em que permitem o outro ser governo.

O PSD já viabilizou governos do PS. Sentido de Estado, creio. Depois do precedente do Costa, com as maiorias parlamentares a governar independente de quem reúne maior número de votos, fica mais difícil.

O Montenegro afirmou que só governa se ganhar. Logo, se for o PS a ganhar, este governa. E no passado era assim. O Pedro Nuno se perder, sem maioria de esquerda, vai por certo chumbar o orçamento e novas eleições. Creio que tanto um, como outro, deviam se abster no primeiro orçamento e negociando para isso, haverá matérias onde o entendimento é possível.

Isto ainda vai dar muitas voltas.

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Mas deviam-se abster porquê? Mas os partidos estão ali pra defender o eleitorado dos outros ou algo do género?

Governa quem tem maioria parlamentar. Um partido que pretende governar não deixa outro governar por ele, isso é ridículo.

2 Curtiram

Isso em Portugal já foi de outra forma e funcionou. Isto é bem mais que ou eu governo ou vem tudo abaixo. Penso eu.

Já funcionou de outra forma? Não estou a ver. Que eu saiba, um governo teve sempre de ser tolerado por uma maioria parlamentar. Se essa maioria ou parte dela foi parva e aceitou o governo em troca de zero influência política (e com isso defraudou totalmente os seus eleitores), isso já é outra coisa.

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:ok_hand::ok_hand::ok_hand:

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Nao foi assim muito dificil fazer futurologia… e se o PS ganha as eleicoes, nao tenham duvidas que iam mesmo com a estrategia para a frente de tentar governar com uma minoria esmagadora.