O Montenegro diz que os portugueses não são ignorantes, mas eu na minha freguesia, tive 500 e tal votos no ADN, e todos eles certamente por engano. Conhecendo quem elege aqui, certamente foi engano
Aí já acho que não, o PNS ontem mostrou que percebe bastante bem o quadro que tem à frente. Governar com uma “minoria esmagadora” e ter de esbarrar a toda a hora no Chega ia dar porcaria, aliás, o quadro político para qualquer partido que venha governar é neste momento um pesadelo em comparacão com eleicões anteriores, pelo que a estratégia é clara (e acho que não ia mudar mesmo que o PS tivesse mais deputados que o PSD)… o PSD que se entenda lá com o Chega, que se zanguem, facam porcaria e metam as mãos pelos pés juntos, e depois o PS tem tempo para vir colher os cacos.
Por isso e que demoraram o tempo que demoraram para vir fazer comunicacoes publicas e o Costa ate ensaiou o discurso do nada vai ficar decidido hoje LOL
Isto mesmo sabendo ele que quando falou, so Chega mais PSD ja tinham maioria no parlamento. A estrategia estava feitinha e era para ‘obrigar’ o PSD a ou viabilizar um governo PS ou entao deita-lo abaixo e ser acusado de se querer ‘coligar’ com o Chega. So nao tivemos essa estrategia por uns miseros 50 mil votos
O PS estava desesperado por se manter no poder e assim continua… os ultimos anos foram um fartar vilanagem e agora que em principio vamos ter ‘outros’ no poder e que muitos dos podres que ainda nao vieram a publica se saberao.
“Neste “ambiente de mercado volátil”, a CEO salientou que a Sonae “continua a investir em níveis altíssimos”, tendo no ano passado aumentado o investimento em 30% face ao “já muito grande” nível pré-pandémico de 500 milhões de euros: Em 2023, o grupo investiu um total de 665 milhões de euros, dos quais 515 milhões em Portugal e 150 milhões a nível internacional.”
“O lucro da Sonae cresceu no ano passado para 357 milhões de euros, um aumento de 6,4% relativamente ao ano anterior, anunciou hoje a empresa.”
Quando alguns partidos falam em taxar os lucros das grandes empresas, deviam olhar mais para a percentagem de investimento e menos para os lucros. Para entenderem que quanto mais atacarem os lucros, mais as empresas baixam os investimentos e sem investimentos ficamos na cepa torta. Óbvio que é preferível distribuir mais na rúbrica dos salários e menos aos acionistas, no entanto cada empresa tem a sua política económica e os acionistas são parte integrante da mesma e uma parte importante. Também me parece que taxar os lucros dos acionistas seja um caminho perigoso, sendo que aqui poderá ser possível caminhar em outro sentido, onde seja benéfico os lucros serem investimentos.
Eu acho que falaste num assunto interessante, mas falhaste completamente no ponto.
O essencial e isto:
Ha muita conversa populista sobre ‘os lucros do grande capital’.
A Sonae e sem sombra para duvidas uma das maiores empresas de capital portugues. Lucra 357 milhoes de euros.
O Estado portugues o ano passado gastou 120 mil milhoes de euros.
Para pagar um ano de despesas do estado portugues, era necessario taxar a 100% o lucro de mais de 336 empresas como a Sonae.
Isto devia servir para desmontar muitos dos argumentos bacocos da esquerda…
Portugal nao tem uma acumulacao de riqueza nas empresas. Portugal tem falta de empresas capazes de gerar riqueza.
Só aqui temos 8,3 mil milhões. Vamos taxar a 100%, logo pagamos 14% da despesa do Estado.
Exato, Portugal tem um grave problema de acumular riqueza, da economia gerar valor acrescentado e temos demasiados partidos políticos a atacar os lucros, atacar as empresas que criam valor e têm capacidade de investir. Vão dizer que são imensos lucros mas isto é nada comparando ao que realmente precisamos.
A ser verdade, fico com pena particularmente do Júlio Magalhães.
Espero que isto não o impeça de continuar a propagar as suas ideias neoliberais na radio Observador.
É que dá gosto ser doutrinado por alguém tão idóneo.
Continua a ser fácil desviar fundos europeus para benefícios próprios e têm apertado bem a fiscalização. No entanto, com tamanha burocracia, a máquina acaba por se engolir a si própria.
Esta notícia da corrupção na utilização de fundos supreende um total de 0 pessoas. Portugal é um país desenvolvido governado ao nível de um do 3.º mundo. Somos liderados por uma máfia autêntica onde só se sobe na vida cometendo ilegalidades.
Isto e um daqueles efeitos praticos e objetivos do excesso de burocracia e intervencao estatal. Quando alguem liberal como eu fala que precisamos de menos estado, os radicais de esquerda (pun intended) dizem que queremos acabar com a educacao, saude, estado social bla bla bla bla bla
Mas na realidade, o menos estado na economia e essencialmente retirar o estado de tudo o que e interacao economica. No caso dos fundos ha tanta burocracia, regras, institutos publicos, paneleirices, etc etc que nao ha outra forma de Portugal utilizar os fundos estruturais que nao exercendo algum tipo de ilegalidade, seja corrupcao, trafico de influencias, facilitacao, etc etc
A realidade, triste, e esta. De forma a nao perdermos os fundos, a unica forma de os utilizar e mesmo recorrendo a um qualquer tipo de criminalidade. E mais triste ainda e que no contexto do atual quadro regulamentar e governativo, a outra forma de os utilizar seria distribuindo sem qualquer criterio…
Agora imaginem que ao inves disso o estado reduzia substancialmente o seu papel e aplicava os recursos em tornar este processo simples, eficiente, transparente, escrutinavel e limitava-se a um papel regulador forte. Ai talvez os fundos estruturais passassem a ser mesmo ‘estruturais’.
Epá, estou só a imaginar o tamanho do melão com que este gajo deve estar. Provavelmente está a formar-se um cancro dentro dele agora, com o ódio que deve estar a destilar para dentro…
A partir dos 60 mil euros brutos, o Estado beneficia mais do esforço do trabalhador que o próprio trabalhador. É receita fiscal sobre o trabalho com grande peso. Em contrapartida, os serviços do Estado vão se deteriorando, consumindo mais recursos financeiros, sobretudo do lado social. E com a subida do SMN e o salário médio quase congelado, vamos ter um problema pois a compensação da receita perdida tem que vir de algum lado e deve cair para as empresas (ou do grande capital, esses malfeitores capitalistas sugadores de dinheiro).
E aliviar a carga fiscal sobre o trabalho pouco adianta, pois a meu ver o maior problema está do lado da despesa, dos recursos que o Estado consome para cumprir o seu papel social (pouca eficiência na gestão dos dinheiros públicos). Obviamente que se tivermos crescimento económico acima dos 3% a 4%, com a economia a atrair empresas de valor acrescentado, deverá existir aumentos salariais e assim a receita fiscal fica estável ou até sobe, continuando o problema do papel do Estado na sociedade, sobretudo como desempenha esse papel.