Ok então angola é mesmo nossa ![]()
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https://twitter.com/rubenlmartins/status/1675616101634396163
Seria muito engraçado se cada um de nós tivesse uma casa sorteada de x em x anos e que o estado (ou as câmaras/freguesias) anunciasse esses sorteios por TV estilo Euromilhões e em que basicamente eu em 2020 estivesse a viver no Parque das Nações e em 2025 teria que ir viver para a Damaia. Era o rir.
Falta aí o coro de crianças “canditado 13568… Leva ummmm T3”!
Bem, na altura em que o Centeno salta do Ministerio das Financas para o BdP foi tudo muito tranquilo… e ate esteve tranquilo durante uns meses, mas agora sabemos claramente porque motivo deve haver alguma independencia nestas nomeacoes. O Centeno cada vez menos parece um governador de um banco central e mais um membro adicional do Governo. Com comunicacoes concertadas, propaganda relativamente ao trabalho do governo, defesa do seu trabalho enquanto ministro das financas…
O PS neste momento parece que conseguiu mais do que o sonho do Sa Carneiro. So falta controlarem a justica tambem… se e que ja nao a controlam
Bem estratégico. Assim, com taxa de esforço mais alta, o Governo pode aumentar a clientela aos subsídios e assim ter maior controlo nos votos. É o que melhor fazem.
Epa, eu li algures nas noticias esta semana que alguem do BdP disse que andavam a discutir alterar as recomendacoes macroprudenciais para as tornas menos restritivas.
Depois temos que levar com as Alexandras Leitoes e afins a dizer barbaridades como ‘por sorte’ na Alemanha a maior parte dos creditos a habitacao serem com taxa fixa… como se a sorte fosse o que determinasse a literacia financeira.
A experiência da semana de 4 dias aí em Portugal anda a receber alguma atenção por aqui…
… mas o que se escreve por cá é que, seja em que forma for, quem paga a fatura no fim é o estado, de acordo com as informações recebidas da parte do governo português. Ou seja, é uma especie de subsídio estatal (às empresas privadas e também aos próprios funcionários públicos) para não se trabalhar.
Se for verdade, então não percebo a ideia. Pensava que era algo auto-regulado pelo mercado, mas pelos vistos é mais um mecanismo social onde o dinheiro dos contribuintes subsidia o absentismo (a juntar aos outros que já existem).
Tendo em conta que é um programa piloto não me oponho a subsidiar a ideia. Até à altura em que provarem que não afeta a produtividade, aí é deixar entregue às empresas decidir se querem os tais 4 dias e que o financiem totalmente elas próprias.
Se os serviços publicos ja sao a merda que sao imagino o que será com 4 dias de abertura em vez de 5. 20% mais de fila por proporção directa.
Pior não há de ficar to be honest
mas na função pública devia ser ao contrário, deviam estar abertos 24/7
Errr…mesmo que isso se aplicasse à função pública, colocar os funcionários a trabalhar X dias por semana não significa que o serviço só vá funcionar X vezes por semana…
Como assim?
O estado não paga nada…
O projeto piloto abriu candidaturas a todas as empresas do setor privado, com uma proposta de experiência de seis meses, voluntária e reversível, sem contrapartida financeira. O Estado providencia apenas suporte técnico e administrativo para apoiar a transição.
Numa segunda fase, o projeto será estendido ao setor público. Por fim, serão criadas condições para testar um modelo mais ambicioso, em que um grupo de empresas adota a mudança para a semana de quatro dias e outro serve de controlo.
Também não te sei dizer, é assim que é noticiado por cá, que é o estado que paga a fatura da diferença salarial.
É aumentar a subsídio-dependência. É o que o PS melhor faz. Com taxas de esforço menores há mais crédito, depois aumentam as taxas e o ordenado é para pagar o crédito habitação e nada mais. Surge o Estado PS salvador com mais um apoio para a luz, um cabaz de alimentos, um aumento de 2% no abono…
Também fiquei chateado com a taxa de esforço quando comprei casa. Hoje entendo que faz sentido e fiquei chateado por pura literacia financeira.
Nao e preciso imaginar.
Basta pensar o que acontece apos uma das decisoes mais ruinosas do governo Costa - a reversao das 40h na funcao publica
E normal… ate porque a taxa de esforco sendo em % de rendimento tem as suas falhas. Por exemplo, num rendimento de 3000e e uma taxa de esforco de 50%, ficas com 1500e para outras despesas. Por outro lado uma taxa de esforco de 30% num rendimento de 1300 deixa-te com 910e de rendimento disponivel para outras despesas… nao e bullet proof como medida de risco pois mesmo agora, quem tem rendimentos mais altos consegue muito melhor tolerar o aumento das taxas de juro pois na larga maioria dos casos esta a comer poupanca, nao rendimento alocado a despesa.
Mas nesta altura qualquer medida do BdP para reduzir a exigencia no acesso a credito corre o risco de ser ruinosa e mais uma vez e contra o objetivo de baixar a inflacao.
Falta é dizeres que as ofertas de taxas fixas noutros países da Europa são muito mais atrativas que em Portugal. E nisto tenho conhecimento de causa através de um familiar emigrado em França. Já na altura das taxas negativas ele ficava admirado com a discrepancia elevada entre prestação com taxa variavel e taxa fixa em Portugal, ao contrário do que acontece em França.
Em Portugal os bancos são mais draconianos, tanto neste assunto em específico como no caso dos juros dos depósitos baixíssimos em comparaçao com outros países da Europa.
Mas hey, literacia financeira e tal, o “chavão” da moda…
Tens dados?
É que numa pesquisa rápida, os dados que encontrei indicam que as taxas de crédito a habitação em Portugal estão dentro da média europeia.
Pode dar-se o caso do teu familiar emigrado em França ser um bocado mentiroso, não sei…
Ou então estar mal informado em relação ao que é praticado em Portugal.

