“Está prestes a passar”…? Há quanto tempo isso já aconteceu?
E os ratos de esgoto que andam por aqui a apoiá-la têm que ser chamados pelos nomes, porque se e quando isto der merda, há que saber quem está do nosso lado e quem está pronto para as facadas nas costas.
Noutro tópico, agora que o rato de esgoto laranja ameaçou com tarifas apenas 8 dos países europeus, o resto dos choninhas ficam todos calados e já nem um tropa mandam para a Gronelândia com medo das tarifas.
Pessoalmente, desde que elegemos o boneco de Espinho que não espero grande coluna cervical em tomadas de decisão políticas, mas esta é existencial - nem que a ■■■■ das tarifas fosse de 1000%, temos que ser todos um bloco, tal como tivemos e temos que ser com a Ucrânia.
E atenção que até o UK volta ao bloco, portanto está na altura de todos meterem as big boys pants, porque mesmo quando é para levar porrada, se somos uma equipa levamos todos juntos.
Mas atenção, também concordo que é cringe olhar para os republicanos e temos o que se vê, para piscar o olho à outra metade e ver o imberbe do Chuck Schumer… não é que o homem não me pareça correcto, mas é como querer apagar um fogo florestal com um balde de água.
Por esta altura, tem que ser fogo e contra-fogo, tem que ser alguém agregador e com carisma, ponto.
De facto pode usar-se a democracia para a destruir, como com Hitler, ou então destrui-la pela força como Lenine e Mussolini… São só exemplos das duas situações…
A este ritmo o Congresso tera que aplicar a vigésima quinta emenda…e num país normal era unanime,quais 2 terços qual quê…o quadro de sociopatia agrava se diariamente senao vamos a caminho de uma siuaçao irreversivel que vai demorar anos até voltar à normalidade…quanto aos seu acolitos que se fechem numa quinta tipo Waco no Texas e desapareçam
Não desmerecendo o teu argumento, eu, se estivesse no lugar dos países europeus, simplesmente dizia Não às exigências do Trump e não fazia mais nada.
Não fazia exercícios militares extra, não reforçava as bases com vista a proteger o Ártico dos russos e chineses, não tinha reuniões diplomáticas com os americanos coisa nenhuma.
E ele bem podia vir com tarifas para aqui, militares para ali e o diabo a quatro… e a tudo isso, eu diria apenas: “Não vai haver Gronelândia para o Trump… e não tenho mais comentários”.
E o mesmo com o Nobel da Paz… deixava-o refilar, escrever cartas e whatever… dizia-lhe apenas: Não.
Mas as dores vais senti-las na pele, e com isso instabilidade politica e ressentimento ao agressor.
E como vimos na historia varias vezes, a reorientação politica de quem é o agressor só dá merda.
E é precisamente esse o ponto mais fraco das Democracias, estamos todos sempre a menos de 4 anos do “nosso” Trump. Integrados, os prazos temporais sobrepõem-se e vai ser sempre mais fácil destruir o que foi feito do que agregar o que ainda existe.
Ex: Alemanha a ter uma campanha de rearmamento para a própria segurança e garantia de segurança de uma região é muito bem vinda, mas o políticos de hoje estão a prazo, e as mentes mudam e a armas não. O mesmo para a França, Reino Unido, etc.
Também desejo essa união, mas para que de frutos duradouros temos de passar à geração seguinte a ideia do quão fragil ela é, já que a nossa a tomou por garantida e estamos a assistir a união esfumar-se em tempo record.
Mas mesmo os europeus não estão imunes a instabilidade. Quase todos têm partidos populistas nos seus Parlamentos. Alguns muito perto de serem dominantes, outros que já o são.
Chegando o aperto económico é perfeitamente natural que uma boa parte da população não dê novo voto de confiança aqueles que aos seus olhos os empurraram para aquela situação e procurem uma nova solução, seja ela qual for, e regra geral, o discurso da nova solução vai quase sempre no sentido não da reparação mas da refundação e infelizmente mesmo esse pode ser só discurso e só se trata de aproveitamento puro e duro.
O equilíbrio entre perda econômica e perda politica vai andar sempre no fio da navalha nas proximas decadas e é até improvavel que aconteça. Mas espero na mesma que aconteça.