o argumento da natureza militarista de israel ser justificada certamente também se aplica aos vizinhos árabes, cujo ímpeto militarista e radicalismo se expandiu á custa de consecutivos golpes de estado patrocinados pelo ocidente, assassinato de figuras políticas democraticamente eleitas, sabotagem comercial e expropriação indevida de recursos naturais.
não existe per si problema na criação de um estado que seja uma zona de conforto e segurança para judeus. percebe-se pelo contexto histórico a ideia adjacente e faz todo o sentido. o problema, e a razão pela qual de facto os últimos 80 anos são muito relevantes, é que o projeto zionista efetivamente aplicado não foi de uma zona de conforto para judeus mas antes a de um etnoestado que só garante condições de vida e cidadania a um grupo étnico específico, sendo que existem milhões de pessoas que habitam essa mesma região que não pertencem a esse grupo étnico e que acabam por ser vítimas de um regime de apartheid. a democratização e abertura da sociedade israelita sempre foi uma possibilidade rejeitada pelos zionistas, cujas ambições colonialistas e expansionistas são evidentes.
como é que se estabelece uma ordem mundial baseada em princípios justos e democráticos, como é que se projeta em termos geopolíticos uma ideia de ordem e transparência e como é que se fazem pontes para além do ocidente quando se permitem, através do não cumprimento da lei internacional, das resoluções da ONU, do NPT, exceções a um único estado?
se é verdade que já não se coloca em causa o facto de israel estar aqui para ficar( apesar da sua fundação ser alicerçada em colonização ilegal, limpeza étnica e manipulação de acordos internacionais) tem necessariamente de se questionar o que leva o ocidente a apoiar um estado com práticas, políticas e realidades democráticas que mereceriam indignação, reprovação e punições graves se fossem perpetuadas noutro país que não fosse tão integral na estratégia geopolítica na região e com tanta importância na sociedade civil americana.
podem continuar a apoiar o juridicamente ilegal e o eticamente reprovável mas só fica claro para toda a gente que não é mesmo a lei e a ética que orienta a nossa ordem mundial, o que vai tornar o proponente da sua ordem bastante apelativo.
Quem é que minou os acordos de oslo? Quem incendiou os ânimos que levaram ao assassinato de Rabin? quem beneficiou, nessa altura como agora, dos ataques do Hamas?
Se Israel não tivesse o exército mais eficiente do mundo, uma pessoa mais paranóica e conspiracionista, como tu, podia pensar que o Hamas vestia o papel de idiota útil para eternizar no poder aqueles que mais beneficiaram até hoje com os seus ataques, os judeus ortodoxos, nomeadamente Bibi.
Com a capacidade que Israel tem de fazer o que está a fazer ao irão, o que é que custa manipular meia-dúzia de turbantes malucos para inquinar um processo de paz e alavancar-se para o poder?
Israel estava no “berço” e foi atacado por todos os lados.
Ganhou a guerra.
A primeira de várias onde aproveitou para ocupar territórios que não eram seus.
Não condeno Israel por lutar pela sua sobrevivência, condeno por tudo o que faz que não é de todo necessário para tal. Actualmente, falamos inclusivamente de genocídio.
Não houve na história só inocentes e só culpados, muito menos num território historicamente ocupado por inúmeros impérios e que nunca formou um estado por si.
também não condenaria se a sua sobrevivência não implicasse necessariamente o desaparecimento daqueles que netanyahu considera sub-humanos e até responsáveis pelo holocausto: Scholars slam Netanyahu for suggesting WW II-era Palestinian leader inspired Holocaust | CBC News
se etnoestados apartheid querem lutar pela sua sobrevivência e auto determinação façam-no mas sem o apoio das instituições que supostamente me representam como europeu e ocidental.
Mas a “sobrevivência” de Israel há muito que não está em causa.
Esteve, nas primeiras décadas.
O meu ponto era esse.
Há muito que a coisa foi para lá da sua auto determinação como Estado e povo.
não é o que os warmongers vendem.
é pena porque de facto um povo com tanto trauma e perseguição histórica merecia uma classe governativa e um sistema político que os protegesse ao invés de perpetuar e repetir as ações de que outrora foram vítimas, exatamente pelos mesmos motivos( superioridade étnico-racial, ambições expansionistas)
uma ordem ocidental respeitável desejava da mesma maneira o fim do regime teocrático iraniano e do regime apartheid de israel.
Por isso mesmo Israel apoiou a criação do Hamas e a sua disputa contra a OLP.
Se for mais criativo, tendo em conta a infiltração da Mossad em Gaza e o facto de ser unanimemente considerada a melhor agência de inteligência do mundo, dá que pensar como não sabiam que o Hamas estava a preparar um ataque terrorista desta magnitude.
Benjamin Netanyahu vai conseguir reforçar a sua votação nas próximas eleições e sair reforçado disto.Não é que eu acredite em bruxas, mas que as há, isso há.
A família de Yitzhak Rabin culpa Netanyahu pela retórica belicista que levou ao assassinato do PM às mãos dum judeu ultra-ortodoxo. Isto, misturado com uns muito oportunos atentados bombistas do Hamas, permitiram a Bibi subir ao poder.
Cada vez que Bibi precisa deles, o Hamas aparece. Seja por que os picam, sejam porque lhes tiram o açaime, seja porque viram a cara para o lado oportunamente, o Hamas aparece e Bibi ganha sempre com isso.
Não é por ser baixo, é porque se falasses destes vídeos tu sabes que o teu argumento caía por terra porque vias palestinianos a atirar para cima uns dos outros como toda a imprensa internacional difundiu esta semana, mas como isso não ajuda na tua narrativa não discutes. E isto parte de uma pessoa que já disse só hoje neste tópico para aí umas 3x que as atitudes de Israel são condenáveis e ultrapassaram todos os limites para perceberem que não sou um defensor do Estado de Israel que não vê os crimes que Israel está a cometer. Simplesmente não tenho um ódio inviesado a Israel como muitos têm e que faz com que se ponham do lado contrário ao de Israel em qualquer conflito como acontece agora com o Irão.
Já dizia o outro: “the arabs are as fast ar selling the land as crying about it”.
Nunca são anti-semitas mas depois revelam-se. É como o outro forista que criticava só o movimento sionista e depois vira-se com uma: “é o povo escolhido que a tudo é permitido”. Como se Israel representasse todos os judeus e o governo de Israel representasse todos os judeus em Israel (o Netanyahu tem sido alvo de portestos desde o primeiro dia de invasão em Israel, mas isso é um facto ignorado por muitos porque o que interessa é malhar em Israel porque para muitos não têm sequer o direito a desistir).
Dizer que Israel não tem direito a existir não faz sentido. Quantos países hoje não existem com toda a legitimidade e sem contestação por parte de ninguém apesar de terem sido criados em condições também controvérsias. Olha numa zona do lado contrário da continente asiático temos dois países que foram criados também para serem maiorias de duas religiões (Paquistão e índia), tendo uma também partido do desejo de estabelecer naquela zona um Estado daquela maioria religiosa e ninguém questiona a legitimidade da sua existência independente e soberana.
Um etnoestado cuja população é 21% árabe e cuja população árabe tem mais direitos do que na Palestina, que tem no seu paralmento 11 árabes, onde é permitido a existência de partidos árabes e que tem árabes no seu supremo tribunal. Realmente, se isto é dar condições de vida e cidadania a um grupo étnica específico. Em África so Sul onde exsitia apratheid os negros não podiam sequer namorar com brancos, só podiam viver em sítios específicos e tinham tudo literalmente separado da raça branca. Não é o que acontece em Israel, nem é o que acontece na Palestina.
Não está porque países como o Irão e o Hamas não lhes conseguem tocar, mas todos sabemos que não vão conseguir viver em paz. É só ver o 7 de outubro, assim que os países ao lado vêm uma hipótese cometem atos bárbaros.
Teriam bem mais hipóteses de viver em paz não continuassem a política de colonatos ou a terraplanagem de Gaza.
O que se está a fazer em Gaza aquele povo não é justificável pelo 7/10 .
Não se responde a um actor bárbaro de terroristas com actos bárbaros contra milhares de inocentes.
O que Israel está a fazer é fomentar ainda mais o ódio e criar ainda mais fundamentalistas.
Seria mais fácil alcançar uma solução de paz sem dúvida. Tenho medo que o que está a ser feito seja impedimenti para uma solução de paz na próxima década. Agora duvido muito que fosse possível qualquer paz na região se Israel não fizesse isso por causa da existênciado Hamas e de Estados como o Irão.
Sem dúvida, eu também não disse que era justificável só uma pessoa cega é que pode dizer que Israel não está a ultrapssar os limites neste momento em Gaza.
@Incitatus e @Monaka , é isto que vocês defendem?
Repatriar pessoas que colaboraram e trabalharam para os EUA quando estiveram no Afeganistão e que se voltarem novamente ao país vão ser obviamente torturados e mortos.
O Irão estava em negociações para um acordo nuclear que permitisse desbloquear as sanções e ao mesmo tempo, garantir que o programa nuclear iraniano fosse apenas com fins civis.
Ainda há umas semanas, o próprio Trump dizia que estavam no bom caminho.
Agora, o negociador senior iraniano envolvido nas negociações, foi das primeiras vitimas cirúrgicas de Israel.
Mas andamos aqui todos a comer gelados com a testa?
Vale também a pena relembrar que o Irão já tinha um acordo desta natureza assinado com a então administração Obama que Trump se prontificou a rasgar assim que foi eleito em 2016. E agora, passados quase 10 anos pretendia “fazer” outro acordo.
Mas há maior prova de que andamos a ser governados por sociopatas e lunáticos, eleitos muitos deles por gente como o @Incitatus e gente semelhante?
Isto tudo para dizer que é irrelevante quem são os maus da fita. Nestas coisas essa cena dos “maus da fita” é uma linha muito ténue. O que interessa são as ações concretas, e neste caso, em termos de politica internacional quem é que representa um maior perigo para a estabilidade da região e até do mundo. E aqui eu sei bem a resposta.