Por acaso até é. Os meios de comunicação social são mais facciosos que sei lá o quê. O pior é que muitas das pessoas pensam que é mesmo assim, como eles relatam, que as coisas acontecem e elaboram juízos já à partida condicionados e… errados.
Claro que não. Só mesmo um fanático, tanto um da esquerda como um da direita, consegue atribuir a Israel toda a culpa. A culpa é de ambos os lados. Talvez Israel seja mais culpada, mas a questão é complicada e vê-la debatida por fanáticos, a maioria anti-semitas escondidos, serve pouco para a solucionar. Ir procurar por relatos em blogues à partida condicionados pela sua visão dogmática do mundo? Está bem, está. Nos EUA, a maioria diaboliza o lado palestiniano. Nos meios de informação ligados ao GOP, a retórica chega a ser do mais imbecil que existe. Para outros, o problema não reside em Israel, mas nos EUA. Tudo, portanto, explica que quem mais a debate está pouco ou nada interessado, na verdade, em qualquer um dos lados.
A resolução da ONU de 1947 decretou a divisão da Palestina entre árabes e judeus. Israel aceitou-a desde o início. Os árabes recusaram-na sucessivamente. A pergunta que se coloca: O Hamas alguma vez esteve disponível para reconhecer Israel e viver em paz com o seu vizinho? Nunca! E os 800 rockets lançados a partir de Gaza, só este ano, provam-no inapelavelmente. Tudo o resto é fumaça e hipocrisia dos esquerdalhos do Ocidente, os mesmos que apoiaram o partido Baath, dos clãs Al-Assad e Hussein, na Síria e no Iraque; ou a revolução islâmica no Irão…Os mesmos que que agora se regozijam com a chamada “Primavera árabe”!.. :rotfl:
Existe radicalismo muçulmano e radicalismo hebraico, ninguém o nega. A diferença reside no facto de, em Gaza e na Cisjordânia, o primeiro ser encarado como modo de vida e bem aceite pela generalidade da população; ao passo que em Israel se condenam actos como aqueles que têm sido levados a cabo pelos judeus ultra-ortodoxos de Hébron, ou resulta pacífico, entre a sociedade, que se atribuam direitos de representatividade parlamentar aos árabes de cidadania israelita, para que assim possam tomar parte activa nos destinos da nação.
Longa vida ao Estado de Israel! E mazel tov aos irmãos hebreus na luta legítima - e que infelizmente não será a última - pela defesa do seu país e da integridade dos seus cidadãos.
[b]Continentes en venta[/b]
Las grandes potencias y los países emergentes superpoblados están comprando inmensas superficies de tierras cultivables en las naciones en desarrollo, para asegurarse su futuro alimentario a costa de poblaciones que pasan hambre.
Uno de los aspectos menos conocidos de la conflictiva geopolítica del año que termina ha sido la carrera hacia la adquisición y el control de tierras fértiles en el planeta -una buena parte del continente africano y amplias extensiones en América Latina- por parte de potencias ricas o emergentes como Arabia Saudí, Emiratos Árabes Unidos, Corea del Sur, Japón, China e India, mostrando la que va a ser una clave decisiva en las relaciones internacionales del siglo XXI.
(…)
Neocolonialismo: Estados pobres produciendo alimentos para los países ricos a expensas de su propia población hambrienta
(…)
Más de la mitad de la tierra cultivable de Madagascar se dedica a reservas de alimentos para Corea del Sur.
(…)
Sobre el factor especulativo en la venta o enajenación de amplios territorios en los continentes africano y americano, es muy interesante el trabajo de Carlos Enrique Bayo, que titulaba una reciente columna: Goldman Sachs se forra provocando hambrunas . Bayo describe cómo el mayor banco financiero del mundo se inventó el instrumento especulativo que ha disparado los precios mundiales de alimentos. En 1991, los banqueros neoyorquinos crearon un nuevo instrumento especulativo, el “Goldman Sachs Commodity Index”, un índice de 18 productos básicos -del trigo, el cacao, el cerdo, el arroz o el café, al cobre y el petróleo- para que los brokers pudieran jugar también en lo que hasta entonces era un mercado especializado.
Absolutamente ridículo, porque não falas nas dezenas e dezenas de colonatos ilegais, do território invadido que Israel recusa devolver?
Ambos os lados têm muita culpa, a diferença está que Israel faz sempre muito mais estragos.
Isso não é bem verdade, Chev. Aliás, o mais engraçado disto tudo é que grande parte dos judeus americanos mais jovens criticam as acções de Israel e acabam por ser mais pró-palestinianos do que pró-Israel. Deixo aqui várias entrevistas que comprovam isso mesmo:
E sobre esta guerra, não há ponta por onde se lhe pegue agora. A terra já está ocupada (de forma absurda) e os verdadeiros culpados nem são os judeus ou os palestinianos: são as nações unidas que aceitaram a ocupação da terra em 1947 sem preverem que isto iria acontecer e sem respeitar os direitos de quem lá vivia.
Agora já é tarde. A única solução é que criar dois estados separados e atribuir indemnizações compensatórias a quem perdeu casas e terras.
E não, não sou anti-semita nem pró-palestiniano. A mim nada me interessa a religião, até porque considero-a inválida para se julgar quem quer que seja ou qualquer fenómeno humano. Sou apenas pró-pessoas e aquilo que acontece naquele zona do mundo é completamente absurdo, tanto em termos de passado como de presente.
Se reconhecermos que o apoio às atitudes militares de Israel costuma vir do lado republicano, não deixa também de ser curioso que grande parte dos eleitores judeus votam no Partido Democrata.
Repara que eu nunca disse que os judeus norte-americanos apoiam o que Israel faz. O meu ponto é só um: quem mais ferve a debater este tema não é imparcial, muito pelo contrário. Há pouca ou nenhuma capacidade, nos principais meios de informação, de ouvir a realidade do problema israelo-palestiniano. Ou se ouve um só lado e se esquece o outro, habitualmente pintando o outro lado como criminoso, ou se prefere falar de mortos.
E quem é que mais gosta de figurar neste debate com as pistolas sempre apontadas ao outro lado? Ora bem, olhando para quem mais fala do tema em Portugal, a culpa é toda de Israel. O PCP, por exemplo, é das primeiras organizações portuguesas a culpabilizar Israel - e os EUA, claro - por tudo o que acontece por aqueles lados. No último comunicado do PCP sobre os eventos mais recentes, o partido louva a OLP (uma organização que conta com vários actos terroristas que nem a mais linda luta libertadora consegue inocentar). Ora bem, a OLP, quando o Hamas chegou ao poder, foi rapidamente expulsa da Faixa de Gaza (porque pretende recolher para si o poder político da OLP). E nesse mesmo comunicado, que é uma cópia de todos os artigos escritos por pessoas próximas da ideologia do PCP, não há uma única palavra sobre os ataques palestinianos a Israel. O comunicado não tem a palavra “Hamas”.
Agora regressando ao lado que só apoia Israel, a conversa é exactamente a mesma. Todos os palestinianos são terroristas. Todos os palestinianos apoiam a Al-Qaeda. E em Israel a dor e o medo são constantes da vida. São uns coitados. E se muito for falado, o Holocausto é chamado para terminar o debate e sentenciar quem pretende continuar - que é um dos pontos fortes de um dos escritores - Norman Finkelstein de um dos artigos que aí citas.
Defendeu-se loucamente a Primavera Árabe. Quem a defendeu viu ali a oportunidade, não da libertação política dos povos (que não está a acontecer), mas da redução do poder do Ocidente, nomeadamente dos EUA, sobre o processo político dos países. E o que se está agora a passar por aqueles lados? Quem está a agarrar o poder que alguns juraram ir ser partilhado de forma democrática? Mas, agora, onde estão esses que há meses juraram que o Médio Oriente iria tornar-se verdadeiramente democrático? Apoiaram, criticaram o Ocidente, louvaram as rebeliões, mas, depois de os governos sucumbirem e do caos se instalar, evadiram-se. Pronto, acabou-se a “minha” responsabilidade. O Ocidente (EUA) já movimenta pouco ou nenhum interesse, que é o que interessa.
Para concluir, a maioria dos que se compenetram nestes debates percebe muito pouco sobre o problema - sim, existe uma minoria, mas essa, por ser uma minoria, move pouca influência e tem, porque é moderada, nenhum direito a atenção. Vai ser agora realizado um encontro diplomático entre Israel e membros da política da Palestina, encontro que contará com a participação do primeiro-ministro turco e alguns líderes do Qatar - e a Hillary Clinton, obviamente. O primeiro-ministro turco, que é tido como peça-chave nesta iniciativa, primeiro-ministro esse que ordenou centenas de ataques sobre as comunidades curdas (ataques esses à Israel, vá), já veio denominar Israel como um Estado terrorista. Portanto, um tipo que condena outros por actos que ele próprio ordena nas suas fronteiras, e ainda por cima um tipo que tem vindo a subtilmente desmanchar o secularismo turco, vai fazer o quê nesta reunião? Que podem os políticos israelitas, bem intencionados ou não, esperar de uma reunião que irá ser mediada por um tipo que os apelidou de serem terroristas, e que ele próprio, embora eleito democraticamente, também o é?
Iniciativa importante mas minada gravemente à partida.
Para alguns, Israel é a única culpada. Citarão o poder diplomático de Israel nos EUA, etc. Para outros, os palestinianos, porque são como são, são terroristas e não merecem nada senão o pouco que têm presentemente.
Comprovem o cumulo do rídiculo: estudantes protestam contra Israel em frente a uma universidade israelita. Problema: parar o protesto porque o Hamas disparou mais um míssil.
Chev Chelios completamente spot on em tudo o que disse.
Apenas uma pequena ressalva no caso da Primavera Árabe. Há que ver como evoluiu o caso do Egito, pois creio que Mursi, contra todas as expetativas parecer ser mais moderado, e este papel como apaziguador do conflito parece-me bastante interessante.
Acho que as radicalizações (por qualquer um dos lados naturalmente), partem de pessoas que sabem apenas o superficial de um dos conflitos mais complexos de sempre.
Pessoalmente quanto mais aprofundo a questão, mais me parece que ambos os lados têm a sua quota parte de culpa, e no fim de todo quem paga é o povo, neste caso mais os palestinianos devido às parcas condições de defesa da Faixa de Gaza, que alberga uma das maiores concentrações populacionais no mundo.
As partes têm que se juntar à mesa nas negociações, e aqui incluo também os países com território disputado com Israel (Egito, Jordânia e Síria).
A mim nada me interessa a religião, até porque considero-a inválida para se julgar quem quer que seja ou qualquer fenómeno humano.
Winston, concordo até porque gosto apenas de analisar os fenômenos religiosos de forma exterior, mas infelizmente, neste caso ela é indissociável, ou não fosse Jerusalém, grande foco de disputa, uma cidade sagrada para ambos os lados. E quando tal acontece o lado espiritual/irracional, costuma prevalecer face aos lados mais racionais e sociais. :-\
Vitória massiva dos nacionalistas catalães nas sondagens à boca das urnas, mas os moderados Ciu perdem bastantes votos para os radicais da Esquerra Republicana.
Serve as eleições são uma derrota para a CiU, mas uma vitória para os restantes partidos soberanistas e bastou ver os discursos na noite eleitoral em que todos diziam que existindo uma maioria soberanista para o parlamento o processo avança.
Como podes ver pela citação que sublinhei o Governo espanhol discorda deles, mas a mim realmente também me parece uma vitória dos independentistas, que são efectivamente a maioria.
O Chev Chelios resumiu, e bem, a questão em poucas palavras: Quem toma partido por um dos lados jamais poderá analisar a questão de forma imparcial.
Eu, ao aceitar esse facto, contra mim falo. Sou tão parcial na questão israelo-árabe como o seria se a minha própria família ou o Sporting estivessem em jogo. Declaro-me pró-isrelita militante e nada, rigorosamente nada, poderei fazer para o alterar!
A questão dos colonatos é deveras complexa. Quando Israel iniciou a construção, nos anos 70, vincou igualmente a sua disponibilidade para rever/negociar o assunto - e eventualmente proceder à devoluçao dos territórios ocupados na Cisjordâsnia, nos Golã e em Jerusálem Oriental - meditante o reconhecimento internacional do Estado de Israel, por parte das autoridades palestinianas - Hamas incluído.
Vamos supor que isso porventura ocorreria. Estaria Israel disponível para cumprir o prometido? Muito provavelmente não! Protelaria a decisão através de uma série de recursos e alegações mais ou menos lógicos - o reconhecimento de Israel alargado à totalidade dos estados árabes seus vizinhos, a eterna ameaça iraniana, etc, etc. A lista de inimigos é ralativamente longa… :lol:
Mais, os colonatos - que Netanyahu se prepara agora para expandir - representam uma séria ameaça à própria sociedade israelita, maioritariamente moderada (e, a bem disso mesmo, oxalá que Tzipi Livni vença as futuras eleições). Basta pensar que esse meio milhão de colonos congrega no seus seio os sectores mais fanáticos e ultra-ortodoxos do judaismo. Por exemplo, e não me custa admiti-lo, em Hebron a minoria judaica tem submetido as populações árabes a sucessivas humilhações, de forma absolutamente gratuita. Quem ouve aqueles putos de 10 anos a destilar ódio contra muçulmanos e cristãos só pode abrir a boca perante a dimensão da lavagem cerebral a que foram submetidos desde o berço. De tal modo que muitos militares israelias se recusam a assentar praça na região - foram aliás elementos do exército que denunciaram o que por lá se passa.
Por fim, dizer que a opção por diabolizar Israel é fácil e até apetecível - neste caso, então, a razão até assiste aos estados árabes. No entanto, também conviria contextualizar as coisas. Os colonatos não nasceram por obra e graça do espírito santo. Pelo contrário, surgiram no decurso de uma agressão árabe eminente à qual Israel respondeu, ou melhor, à qual se antecipou - a chamada guerra dos 6 dias. Não sei se isso serve para legitimar alguma coisa e também não me atrevo a conjecturar que, em caso da não ocorrência do conflito, Israel não viria igualmente a construir colonatos em territórios que formalmente não lhe pertencem. O que sei é que se o senhor Nasser, o senhor Al-Assad e sobretudo o senhor Arafat (que a terra lhe seja muitíssimo leve…) se tivessem mantido sossegados, talvez as coisas tivessem decorrido de outra forma. Talvez…
Israel tem, do seu lado, o dinheiro, a força militar e as costas quentes. Os palestinianos bem podem bater o pezinho que, por enquanto, a comunidade internacional apenas se limitará a umas palavritas de censura, enquanto vai fazendo vista grossa. Os turcos muçulmanos também ocuparam o norte do Chipre, deram um valente pontapé no cú aos gregos que lá moravam e - disso não tenho dúvidas - mais depressa a Turquia adere à União Europeia - mantendo a ilha ocupada - do que a questão dos colunatos se resolve…