O Problema da Transição

Não concordo nada. A culpa do estado do nosso meio campo é o não uso do Matías e do Valdés (que joga mais na linha) no centro do terreno. Sou contra o triângulo investido com um trinco e dois jogadores de transição, apesar de um ser mais ofensivo que outro. Prefiro mil vezes jogar com um duplo pivot (Pedro Mendes e André Santos complementam-se na perfeição) se tivermos e por acaso temos, um 10 muito ofensivo, criativo e dinâmico. Qualquer um dos chilenos o é. Não concordo que o 4-4-2 seja jogado por equipas que privilegiam o músculo, decerto que não vês o futebol alemão, onde o Bayern com os minorcas Ribery e Robben e até à uns tempos atrás Muller e Olic faziam o quarteto ofensivo. Onde estão os jogadores pujantes e fortes? Infelizmente existe uma tendência em catalogar equipas, jogadores, treinadores, etc. O Sporting tem uma escola que forma em fartura médios centros, uns mais ofensivos outros mais ofensivos, forma extremos, uns mais de área outros mais médios alas, e um grande treinador é quem agarra nas suas matérias primas disponíveis e forma uma equipa compacta, ofensiva e dinâmica sem perder a identidade de cada um dos seus atletas. E infelizmente o Paulo Sérgio não tem conseguido e nunca conseguirá fazer o feito. Podem bater nos médios de transição (quando temos dois 10 que partem os rins aos adversários e constroem se tiverem confiança), podem bater na falta de avançados, quando sabemos que Liédson, com o avançar da idade, nunca deveria ser o jogador que defendesse e atacasse, ao dar largura ao jogo perdia posição onde deveria estar e chama, podem bater nos extremos criativos quando Vuk nunca é jogador de linha mas, tal como o Ronaldo, deve encostar-se ao avançado, Salomão em detrimento de Cristiano, Djaló por vezes a jogar como médio ala ou número 10, quando a bola queima-lhe nos pés. O que existe é um treinador burro, que não sabe olhar para as qualidades e defeitos da dos seus jogadores e tirar o melhor proveito. O problema está no jogador de transição? Está, não temos. Pode ser colmatado? Pode e bem, muitos não usam, duplo pivot e um médio ofensivo com liberdade para atacar resolvia a situação. Temos jogadores para fazer isso? Temos mas temos um inapto a comandar e quando assim é…

P.S - Por acaso ontem jogou o Escarro Martins em detrimento do argentino e esse até defende razoavelmente, mas em condições normais onde é que os lampiões jogam com um médio de transição? Jogam com dois médios alas fechados no meio (um pouco como Nani no tempo do Sporting), um trinco e um número 10 puro. E jogam mal? Temos uma direcção incompetente, um treinador incompetente e veremos se no dias das eleições teremos ou não sócios incompetentes. Quando assim é, até poderia vir o Xavi que o problema continuava a ser, não este mas outro e abria-se mais outro tabu.

Stunner nao concordas com o quê ? Que os nosso médios sao absolutamente incompetentes com bola ?

Nao me parece que o Winston defenda que o unico problema do Sporting seja este. Mas que é gritante , é. E eu concordo com o a32772 , os centro campistas têm muitas dificuldades quando quem os rodeia sao jogadores fraquissimos…mas isso nao esconde a propria incompetencia. Ontem foi gritante a falta de qualidade do pedro mendes e andre santos com bola. A certa altura , até o comentador diz a coisa mais simples…o que o Sporting precisava era de começar a trocar a bola e aproveitar o espaço livre de uma das zonas do campo…mas os médios nao sao capazes. Só tocam ao lado e fogem de situações onde possam pegar na mesma.

Tu falas no duplo-pivot , e desde quando isso invalida ter um médio á vontade com bola ? É o tal 2º volante , capaz de saber circular a bola. Agora duas pessoas que só recuperam bolas…nao serve. E podem-me dizer que o mendes já teve esse perfil e o andré parece vir a ter…mas neste momento nao o fazem. Nao fazem nada com a bola nos pés.

O Sporting , com as devidas distancias de qualidade , tem de olhar para as equipas que querem vencer TODOS os jogos. Seja barça , real , lyon , marselha , arsenal , united , seleccoes espanholas , holandesas , whatever. Sao equipas , que com mais ou menos organização , ganham impondo-se ao adversário. E em Portugal uma equipa competente e talentosa ganha 80% dos jogos. Até o Petit , quando o benfica jogava com manuel fernandes/petit , tinha mais apetência ofensiva que os nosso medios actuais.

E o losango é o que melhor disfarça a sua ausência. Mas o benfica actual tem isso muito mais rotinado. Essa conotação de o Aimar puro 10 , eu não a vejo assim. Isso é mais o seu perfil de valencia…em portugal ele nao joga assim. O saviola encosta de lado quando os interiores puxam para dentro , ou atrás do cardozo e ai aimar recua imenso a buscar bola. É so ver o Aimar a ir buscar jogo no meio campo defensivo. E com interiores , tens muito mais espaço de manobra no centro de terreno se quiseres construir porque existe outra solução de profundidade…o lateral. E o benfica faz isto bem. Gaitan tanto puxa para dentro , como para fora…quando puxa para dentro ocupa logo espaço de construção e tem 4 opções !! , ala direta aberta com Salvio , ala esquerda aberta com Coentrão e duas referencias ofensivas Saviola e Cardozo. E isto é apenas uma das varias solucoes de um losango.

Agora se me disseres , nao achas que com Valdes e Matias o Sporting pode suprimir isso ? Eu digo…acho que sim :smiley:

Lacunas evidentes à parte ( na defesa, na falta de 1 trinco “varredor”, médio transição, alas desequilibradores e PLs marcadores de golos ), o apontar do dedo a jogadores que têm qualidade ( sim, temos alguns ) visível em outro quadro, num descarregar de frustrações natural, mas também injusto, faz-nos esquecer que todo o enquadramento colectivo desta equipa está errado, não rende, as peças são mal escolhidas e parecem-no ser de forma quase que irracional…

Mendes e Santos têm qualidade com a bola nos pés, mas entre dobras às laterais, a falta de apoios de jogadores ofensivos que pensem o jogo, o venham buscar e criem esses apoios ( ontem só Matias o fez e como se sabe não é o tipo de jogador que esteja constantemente presente na construção ), as constantes perdas de bola dos extremos ( Yannick esteve bem, mas é um rompedor que precisa de espaço )… o duplo pivot só serviu para apagar fogos… e quando teve a bola, perto deles só teve o chileno… é que para fazer a transição, esta precisa de ser feita para alguém… e vai ser para o Cristiano? Para um Djaló longe da área?

Exactamente, parece-me lógico que este não é o único problema do Sporting. Quando escrevi este artigo, foi para me debruçar sobre uma questão específica, que acaba por condicionar todo o futebol da equipa. Mas existem, obviamente, outras questões.

Quanto ao Benfica Stunner, deste um mau exemplo. No jogo de ontem apresentaram 5 jogadores de características ofensivas, sendo que 4 desses jogadores têm a perfeita consciência do que deve ser um futebol apoiado e desenvolvido através do passe. Saviola, Martins, Gaitan e Salvio são jogadores acima da média com a bola nos pés. No fundo, todos eles sabem transportar a bola e escondem a falta de um médio de transição como Ramires. Mas basta ver os resultados do Benfica na Europa, para se perceber que jogar em losango com apenas um médio defensivo não é uma solução aceitável contra equipas de valia idêntica. No entanto, no campeonato nacional contra equipas de qualidade inferior é mesmo a melhor solução. Tal como seria a incorporação de Matias e Valdés no mesmo onze.

Quanto à ideia de que Pedro Mendes e André Santos terem qualidade com a bola nos pés, eu discordo. É verdade que têm de apoiar os laterais, não há desmarcações e o futebol da equipa é estático, mas uma equipa campeã não pode ter um duo centrocampista composto por Mendes/Santos. São dois jogadores muito semelhantes e que acrescentam muito pouco ofensivamente. Aliás, ontem vimos que o Sporting teve mais posse de bola mas nunca soube transformar essa posse em situações de golo. A nossa mediocridade ofensiva é por demais evidente e começa no centro do terreno.

Então não é o centro do terreno à frente da defesa do benfica, apenas com Javi Garcia, que garante a posse de bola e a transição, certo? A existência de 5 jogadores ofensivos em Alvalade não os impediu de fazer a pressão a alta e a recuperação… não acho sinceramente que o problema maior seja este duplo pivot; concordo com a falta do médio de transição, mas acho e já o disse que isso pode ser disfarçado com Valdés e Matias… a mediocridade ofensiva começará então no centro do terreno, mas a verdadeira mediocridade de ontem, pelo menos, passa por uma caricatura de jogador ( Cristiano ), um jogador que por vezes é útil, mas a anos luz da exigência a um titular de um clube grande ( Djaló ) e um PL… que bem, é Postiga.

Uma equipa campeã não tem que ter necessariamente grandes jogadores em todas as posições… trabalho do treinador à parte, precisa de jogadores competentes em todas as elas e alguns que façam a diferença… os pivots defensivos de 2001/2002, Rui Bento/Custódio/Paulo bento não eram certamente geniais… bastava-lhes dar um passezito de 2 mts e o Barbosa, Quaresma, JVP, Viana tratavam da construção do jogo ofensivo… os passes de 2 mts de Mendes e André agora são para quem perde a bola e são fonte de perigo para a nossa própria baliza. Foi o que aconteceu ontem

@Ash
Não concordo com o quê, perguntas tu. Acho que não me soube explicar, em tudo na vida não existe apenas uma possibilidade, se não temos médios de transição (oito) então temos que adoptar outro modelo. Os lampiões encontraram o dele, nós precisamos de outro. Agora afirmar que o maior problema do Sporting é o médio de transição é uma falácia. Já vi equipas a praticar um futebol muito bom sem oitos. O nosso grande problema é a falta de um ponta de lança e um treinador que saiba colocar os jogadores nas suas posições. Mais facilmente pretendia um lateral esquerdo, avançado ou extremo criativo, vulgo abre-latas que um oito.
Mais, se não temos nenhum médio de transição então o treinador deve, antes de mais, colocar um 10 puro para disfarçar esse problema, e nós temos dois de grande qualidade. Depois, os laterais têm que apoiar muito bem o ataque e subir imenso para preencher o meio campo e os extremos devem saber recuar de modo a puderem trocar a bola decentemente. Se acontecer isso o problema fica resolvido.

@Smith, o exemplo foi perfeito, os lampiões não têm nenhum oito, médio de transição. O último está nos Blues. A realidade é que, como eu disse anteriormente, têm um treinador que sabe e apercebe-se das características dos jogadores e adoptou um outro sistema que abdica de um oito clássico. Nós precisamos de encontrar o nosso e não revejo, como provavelmente qualquer Sportinguista ambicioso que tenha dois olhos na cara, não revê no Paulo capacidade para tal. Num grande, o fundamental é não inventar, se não inventar e souber colocar os melhores jogadores em campo facilmente se constrói um onze decente. A verdade é que facilmente apercebemos-nos que não é a melhor defesa em campo, o sistema de jogo não é o ideal para o Sporting (4-4-2 clássico) e ou é Cristiano ou é outro jogador que relega Vuk, Salomão ou outro com mais talento no banco.

@lion :great:

Mas o problema é que nós nos fartamos de jogar sem médios de transição e sem “10”. Depois é normal que não haja praticamente nenhuma profundidade ofensiva.

Correctíssimo, SCP Fan… responsabilidade do treinador que devia aprender com alguns foristas… os erros do homem são tantos que já estou como alguns dizem… parecem intencionais.

No Benfica esta questão é diferente, porque começam logo a pressionar na grande área adversária. Eles jogam numa espécie de 4-1-3-2, sendo que os três médios mais avançados ficam encarregues do transporte e o Javi serve apenas para recuperar bolas (ou dar pau). Isto resulta bem contra equipas inferiores, mas na Liga dos Campeões e afins não é um bom sistema porque fica um grande “buraco” entre o médio defensivo e os três médios mais ofensivos. Não é por acaso que levaram quatro batatas do Liverpool.

Na questão do Valdés e Matias, estamos em absoluto acordo - como escrevi no texto. Era mesmo a solução ideal para dar uma maior criatividade ao ataque do Sporting. Temos que nos reunir e enviar um “e-mail” ao Paulo Sérgio. :mrgreen:

O Benfica não tem um oito mas tem três médios ofensivos bastante dotados tecnicamente e capazes de efectuar com qualidade as transições ofensivas. Eu confesso que não sou fã deste sistema - pelas questões atrás descritas - e no Sporting não faz sentido adoptar este esquema porque não temos dois avançados de qualidade nem um trinco destruidor. E o Sporting neste momento não joga em 4-4-2 mas antes em 4-2-3-1, portanto a questão do médio de transição é importante.

O 4-4-2 foi um exemplo, que muitas vezes foi adoptado. Quanto à necessidade de médio de transição, também dei alguns exemplos como poderia ser colmatado esse pequeno problema. Quanto aos lampiões, também não sou adepto daquele modelo, assim como o famoso 3-4-3 do Co Adriaanse que no campeonato era máquina mas lá fora foi eliminado. Mas reforço, o problema está no treinador, ele é o responsável para colocar os jogadores nas posições correctas e arranjar uma maneira de interligar todo o onze num sistema coeso, dinâmico e equilibrado. Quem teve Liédson, Matías, Valdés, Torsi, Carriço, Pereira, Patrício, Vuk, André e Mendes merecia fazer muito e melhor na primeira metade.

Bom dia a todos,

o problema que o Winston coloca é bem verdadeiro, aliás o 1º golo dos Orc’s surge após várias trocas de bola dos defesas e médios com … o Rui Patrício.

Com bons jogadores, com dotes técnicos acima do normal, não são necessários grandes esquemas tácticos para a bola chegar “jogável” à frente. Mas o Sporting não tem actualmente desses jogadores.

Então que fazer? No estádio dá perfeitamente para ver que o grande problema da transição é exactamente a grande distância entre sectores, ou seja o Sporting alonga-se sempre ao longo de 40 metros entre os defesas e os avançados, o Barcelona por exemplo, é raro terem mais de 20 metros entre defesas e avançados. O que acontece muitas vezes é que quem tem a bola, ou “inventa” espaços, ou então tem que fazer o tradicional chutão para a frente, porque a linha a seguir (dos médios) está a 15/20 metros à frente.

O contrário também acontece, a falta de apoio aos avançados, por várias vezes, principalmente nas laterais, ou o Cristiano ou o Djaló ficavam com o jogador do Sporting mais próximo a 10/15 metros, e é claro perdiam a bola. Assim não dá.

O Paulo Sérgio é essencialmente um treinador de contra-ataque, daí os resultados miseráveis em casa sempre que temos de fazer ataque perante equipas mais defensivas.

Concordo com a alteração proposta (curioso que sendo eu treinador também jogo desta forma), mas mais do que isso parece-me que o Sporting tem muito pouca mobilidade ofensiva. Não há movimentos de rotura dos alas. O Postiga está demasiado estático, não desce ao meio campo para arrastar marcações e criar espaços nas suas costas que possam ser aproveitados pelos médios ou pelos alas. Naturalmente que a “natureza” defensiva dos médios também não ajuda a isso, mas quanto a mim a equipa torna-se um alvo fácil das equipas que defendem “baixo”. dado que a falta de mobilidade torna o jogo do Sporting muito previsivel e fácil de anular.

Gostei do artigo, mas acho que o problema do Sporting não é o meio-campo. O problema do Sporting está em dois factores:

1 - Uma sucessão de treinadores normais ou abaixo da média que, durante uma década, não adoptaram métodos de treino eficientes, parecidos com os de Jozic, Pekerman, Guardiola, Mourinho.

2 - Uma defesa que nos últimos quatro anos tem sido de pouca qualidade.

O Sporting de Jozic era uma máquina de jogar futebol. Os médios eram Delfim (antes das lesões), Duscher, Bino, sendo o quarto médio mais utilizado na altura o Vidigal. Bons médios, mas nada de especialmente talentosos. No entanto, o ataque era muito limitado, composto por um Acosta ainda a adaptar-se, um Krpan(!), e dois jogadores boémios, o Leandro e o Gimenez. Além disso, foi o ano da roubalheira escandalosa dos árbitros que afastou o Sporting do titulo, beneficiando o clube da fruta.

A questão aqui não é fazer o que o que faz, por exemplo, uma máquina de futebol como o Barcelona, quando esta tem a bola. A questão é fazer o que o Barcelona faz quando NÃO tem a bola. E isso está ao alcance do Sporting. Trabalho físico, trabalho tactico. Mas não é com Paulos Sérgios que se faz isso. Nem com Paulos Bentos, que tem várias qualidades mas nenhuma delas é o treino tactico ou a preparação física.

E porque falo sempre do Jozic? Porque era um bom treinador, mas acessível financeiramente ao clube. A questão é qual dos candidatos percebe do futebol o suficiente para ir buscar um treinador de qualidade semelhante, em termos tacticos. E apoiar esse treinador com adjuntos leões, disciplinadores e portadores da mística sportinguista.

A defesa do Sporting, ultimamente, anda pelas ruas da amargura. As posições laterais foram mais ou menos corrigidas com as aquisições do João Pereira e do Evaldo, mas se em 2009-10 tínhamos dois centrais melhores que o Polga (Carriço e Tonel), esta época só temos um (o Carriço) e mesmo assim bastante irregular. Se o Torsiglieri poderá vir a ser um bom central…Não sei. Gosto da atitude dele, mas anda a ser utilizado por um treinador inútil.

Quando o Sporting foi bicampeão, tinha três bons centrais, o André Cruz, o Phil Babb, e o Beto. Agora, quantos centrais realmente acima da média tem? Tem centrais promissores, o Carriço e o Torsi, mas isso não basta. É pouco para quem quer ganhar o titulo.

Concluindo, espero que o próximo presidente do Sporting perceba de futebol para trazer um bom treinador e uma filosofia ambiciosa de jogo.

Ontem voltou-se a ver uma equipa com duas linhas bem baixas e o Sporting a nao ser capaz de circular a bola. Zapater e Pedro Mendes foram verdadeiros inaptos com a bola no pé. O Sporting nao suporta dois jogadores no meio do terreno que simplesmente nao fazem nada com bola. O mendes ainda vira a bola de um flanco para o outro quando nao falha o passe (o que agora é raro) mas como a idade já pesa é um jogador de movimentos sem bola limitadíssimo. Zapater idem ,nao tem caracteristicas para abir linhas de passes , nem sequer solicitar os colegas ao nivel do passe.

Somos um verdadeiro horror no momento inicial de construção de uma jogada ofensiva.

Jack

Que saudades de Jozic, GRANDE treinador. :frowning: :frowning:

Boloni, também não era dos piores. :think:

Infelizmente não fomos Bi-Campeões ^-^, (penso que querias referir-te a 1999/2000 e 2001/2002).

:arrow:
Para o último parágrafo. É FUNDAMENTAL :great:

Certo, mas o André não está nesse lote. Como disseste e bem o Pedro já começa a sentir o peso da idade, precisamos de outro jogador para jogar ao lado do André. Mas tudo isso não invalida o que foi dito anteriormente, a culpa não é do modelo mas dos cepos que temos no plantel.

Com tantas ausências e saídas ( Valdés, Izma, Liedson, Vuk… ), a capacidade ofensiva da equipa só por milagre não estaria diminuida… acresce a isto um treinador tremendamente incapaz.

O duplo pivot, Mendes e Zapater, um seja pela idade ou pelas lesões sucessivas ( ou ambas ), o outro pouco presente nas transições, preferindo jogar curto e fácil, mais uma vez só tiveram o apoio de Matias na construção. Quer Djaló e JP são jogadores que precisam de espaço ( por isso este último é claramente mais capaz ofensivamente quando joga… a defesa) e de bola à frente deles… contra equipas fechadas, o Sporting é claramente uma equipa partida.

Continuo a dizer, não sendo o centro de terreno forte na primeira fase de construção, os outros elementos de ataque, tirando Matias, não conseguem também, disfarçar o problema.

Sim, queria referir-me aos campeonatos de 99-00 e 2001-02 :slight_smile:

Pelo meio houve aquele titulo do Boavista…

O André nao está no lote porque efectivamente nao jogou. Mas quando o fez nao melhorou em nada a equipa nesse aspecto.

Eu acho que é um problema cronico do Sporting que se torna muito visível no estádio. As televisões mascaram muito a movimentação dos médios , mas é interessante perceber o estaticismo dos centro campistas. Eu até percebo a insistência em jogos com equipas que tambem têm predisposição para a organização ofensiva…mas o rangers com duas filas de 5 e 4 jogadores respectivmanete , exigia do Sporting um arrojo ofensivo complemente diferente , que nao existe no plantel. A solução a curto prazo tem de passar pela utilização conjunta do Matias e Valdes , com este ultimo a não ser remetido para as linhas.

Eu não acompanho o campeonato inglês nem o Arsenal, mas o francês coloca um duplo pivot (óbvio que são dois jogadores fabulosos mas não o deixam de ser) e depois o Fabregas como organizador de jogo ou médio ofensivo, o que queiram. Um pouco como o Sporting poderia fazer. Nasri que começou a carreira como número 10 e agora joga descaído para uma ala e um russo que jogava nas costas do ponta de lança e agora descai para uma das alas, mas devido à subida constante dos laterais e ao sistema de jogo aplicado pelo francês e também devido às características dos jogadores a bola é trocada muito bem no centro do terreno, atacam muito bem na zona central, pois têm jogadores que não são propriamente extremos, tirando o inglês. Eu revejo, numa escala menor, um Sporting nesse modelo de jogo. Valdés poderia ser o Nasri, Matías o espanhol, a jogar com duplo pivot tal como eles, Vuk o russo e Salomão o inglês. Evidentemente que na zona em que o Valdés jogasse teria que jogar o João para compensar o défice de largura. Acho que é o modelo que melhor enquadra o Sporting. Posso estar errado e não perceber como joga o Arsenal (não acompanho).