Nuno Sousa confirmou que será candidato a Presidente do Sporting

É tudo muito certo mas a decisão de contratar Amorim é uma decisão de gestão desportiva, o apostar naquele plantel também…

Insisto: qual é o plano substancialmente diferente em termos de gestão desportiva? Deve-se reduzir significativamente os custos atuais? Aumentar? Com os atuais custos ou com redução de custos, será possível fazer melhor?

Convém responder a estas perguntas para que os sócios do Sporting, eu incluído, saibam a que é que cada candidato vem e o que se propõe a fazer. Agora vir falar nos negócios maus, tipo Paulinho, e não falar nos bons, parece-me que pode correr o risco de cair na demagogia. Nem tudo foi mau e há que reconhecer isso, mudando o que foi mau e mantendo o que foi bom.

Que Amorim é o principal responsável, é. Keizer também o era? Amorim foi uma aposta tipo tiro único no escuro? É mais sintomático e revelador a aposta em Amorim ou em Keizer? Creio que só saberemos factualmente a resposta a isso se, e quando, Amorim sair, coisa que espero que não aconteça.

Há uma série de coisas que sabemos: até Amorim a gestão de futebol era ’á, com Amorim passou a ser boa. Isto parece-me factual.

Se é importante encontrar pontos de divergência para afirmar alternativas, também é importante não rasgar tudo quando a ideia que se tem para o futuro não é especialmente diferente.

É possível fazer melhor no futebol sénior, na relação entre custos e resultados, do que se fez no ano passado e do que se está a fazer neste?

PS - Há valores mais importantes do que o sucesso desportivo e o sucesso no futebol profissional. Pelo menos no Sporting que idealizo. Mas uma coisa que acho que é óbvia para todos é: os valores, no futebol, não resistem à ausência de resultados. Portanto convém quem aparece dizer ao que vem, que modelo de gestão propõe para o clube e para o futebol profissional e dizer-nos se esse modelo é radicalmente diferente do atual ou não. Depois os sócios avaliarão essa proposta.

Comparar o fórum com o Leonino… Ok.

Leonino é espaço de croquetes rebeldes.

Forum é espaço de terroristas dóceis

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Vamos lá a ver.
Genericamente e não encontro outra proposta eleitoral no passado que seja diferente, a coisa, seja qual for o candidato, vai ser “aposta na formação, reforços cirúrgicos, custos adequados às receitas, sustentabilidade, bla, bla”…
E?
Já vimos que no caso de Varandas, tivemos talvez um dos piores períodos de gestão desportiva que alguma vez me lembro ( pré Amorim), um mercado onde se acrescentou valor ( o que trouxe Pote, Adan e Porro) e os 2 seguintes em que não. Ou, para ser simpático, não se acrescentou grande coisa.

Os resultados que falas assentam essencialmente num treinador. Um bilhete de lotaria premiado.

Não vou, certamente, fazer depender as minhas escolhas como sócio, de quem escolheu Amorim.

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No limite.
Já ouvi críticas lá fora por permitirmos opiniões diferentes da maioria, por exemplo.
Aliás, ouvi aqui, também.

Uma das pessoas cuja opinião me merece mais respeito, é a de José Ribeiro e também ele escreveu no Leonino.

Obviamente que não “validarei” propostas eleitorais onde por exemplo, constem Garcias Pereiras e Mascarenhas desta vida.

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:point_up_2: :point_up_2: :point_up_2:

É isto que muitos vêm afirmando, mas que alguns reduzem a adoras o homem e odeias o homem. Nem tenho mais a acrescentar porque já o escrevi dezenas de vezes e entronca tudo naquilo que escreves nestes 3 parágrafos

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Nem eu disse que o deveríamos fazer.

Ou foi o Keizer (porque, convenhamos, Silas foi uma solução de recurso pensada apenas para segurar o barco até ao fim da época) que foi um bilhete de lotaria ao contrário?

Podemos ter teses mas não temos certezas. A amostra, na escolha de treinadores (escolha de treinadores convicta, apresentados como treinadores “para o projeto”), é demasiado curta para encontrar um padrão identificável.

Quanto ao resto: não sei se é tão vago assim. Há quem defenda que o Sporting devia investir mais, há quem defenda que devia investir bem menos. Quero ouvir o que os candidatos acham sobre isso para formar uma opinião sobre eles. Se acharem que é possível fazer significativamente mais e melhor do que foi feito desde a chegada do Amorim, com o mesmo investimento (entre contratações e salários), isso para mim é relevante. Serão sonhadores, crentes… “optimistas irritantes”, para citar uma expressão muito em voga.

A amostra não é tão curta quanto isso.
Amorim está cá há ano e meio.
Mas sucedeu a Silas.
A Leonel Pontes ( o novo Lage).
A Keizer.

Não falo de Fernandes porque era mesmo para tapar buracos até ao treinador seguinte.

Fosse Amorim o primeiro, até podia colocar a hipótese de um visionário na escolha dos treinadores.

Não é.

Ninguém investe pouco, se puder investir muito, tendo necessidade de o fazer. Depois, é uma questão de gerir o que se tem e criar condições para ter mais.

E lamento, mesmo no pós Amorim, reconhecendo principalmente as grandes mais valias que foram Porro e Pote, considerando também que Adan dá grande segurança, não vejo nada de particularmente especial.

Especial foi o rendimento que Amorim retirou de QUASE todos os jogadores, num contexto colectivo.

Até porque vamos lá a ver. Num contexto pandémico, sem Europa no ano passado, entre compras efectuadas e opções obrigatórias a exercer, a coisa anda pelos 60M em contratações. Não é pouco, em termos históricos no clube.

OK, podem-me dizer q os outros gastaram mais e não foram campeões e eu próprio afirmo que para esta época, o Sporting continua a ser a equipa colectivamente mais forte do campeonato.

Mas continuo a dizer é Amorim que faz a diferença.

Ah! Isto sem falar no desperdício entre custos/rendimento dos rivais. Que tem sido enorme. Uns, têm plantel e não o rendimento desportivo. Outros, não têm o rendimento desportivo e o plantel não é muito melhor que o nosso.

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Fraquinho. Candidato de 1%. Isto só favorece quem está no poder.

Não querendo entrar em grandes discussões, mas o que escreveste relativamente à relação do Nuno com o Bruno está demasiado apaixonada em relação ao primeiro. Porque nem sequer corresponde à verdade.

Não irei defender o Bruno. Não tenho interesse e acima de tudo sou o primeiro a achar que tem demasiada culpa na sua queda e permanência no fundo do túnel.

A candidatura do Bruno em 2018 era uma brincadeira, amadorismo total. E existem muitos responsáveis, não só o Bruno como também a Alexandra e o Nuno, que lutavam entre si para ver quem era o maior galo do galinheiro.

O Bruno tinha e continua a ter, grandes amigos. Pessoas de grande valor e sportinguistas que prezo imenso. E esses, de facto, foram ignorados por ele em detrimento de outros que optavam por dizer aquilo que ele queria ouvir. Não consigo, de todo, incluir o Nuno no primeiro lote.

Aliás o Bruno deixou de interessar ao Nuno quando deixou de contar para o totobola. Mas curiosamente a “base de dados” do Bruno já deu lhe muito jeito. Por respeito naturalmente que não divulgarei conversas privadas, mas sei bem o que dizia…

Curiosamente nessa altura achou que afinal as suas capacidades poderiam ir muito mais além do que carregar dossiers de campanha. Podia mesmo ser presidente. Decidiu mostrar se em todas as AGs, andou a fazer tratamentos capilares, andou a recrutar malta de algumas páginas de Facebook e blogs (como a Tasca do Cherba), fez um congresso, ainda quis entrar em força nas redes sociais e site, etc. Até teve a brilhante ideia de exigir uma assembleia geral na fase mais intensa da pandemia, quando todo o planeta estava de quarentena em casa. E a verdade é que continua a ser um perfeito desconhecido para qualquer sportinguista.

E não, não me agrada que ache que o apoio do Ricchiardi era algo muito importante para a sua lista. Não sei se conseguiu, mas que teve interesse, teve.

Não coloco em causa o seu sportinguismo, mas na minha opinião está muito longe de ter capacidade para o que deseja. Ficaria muito surpreendido se conseguisse sequer entrar na luta, até porque na minha opinião o carisma não é o seu forte.

Posto isto, se não houver nenhum alinhamento planetário, não terá os meus votos. Fossem as eleições agora e os candidatos Varandas, Bruno (não existe esta opção) e Nuno Sousa, nem sequer preocupava me em ligar o carro para ir a Alvalade.

O Sporting que desejo merece muito melhor

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Vamos lá a ver.
O Nuno tem direito a ter essas aspirações, certo? E a mexer-se para o efeito.
Vê lá tu que quando o Bruno atacou o meu amigo, eu defendi o Bruno num grupo privado ( e algumas pessoas aqui sabem disso) quando este estava a ser por sua vez atacado pois essas pessoas sabiam da minha relação pessoal ( e alguns até o conheceram no dia da destituição, pois almoçamos juntos).

Quanto ao futuro, é como tudo. Apresentação de projectos, equipas e haverá ou não capacidade para criar impacto junto dos sócios.

BdC fê-lo de forma brutal em 2011. Mas ele nesse aspecto tinha uma capacidade ímpar. Lembrar do primeiro debate. Brutal.

PS

Nas eleições, com Varandas, X, Y e Z a concorrer, de minha parte é escolher entre X, Y ou Z. Votarei por correspondência certamente mas que nem fosse preciso ir a Lisboa.

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Seja bom ou seja mau, é sempre bom haver alguém para votar que não seja só o Varandas.

Amen :pray:

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Vejo aqui muita intransigência. O que quer dizer que vamos continuar com o Vagandas.

Desculpem lá mas “nunca terá o meu voto porque x” quando esse x nem é grave é demasiado redutor neste momento.

Quem acha que se vai lá com um BdC 2.0 e não alguém toca a todas as portas está a menosprezar a estupidez dos 70% e a empolar os 30%.

Temos o Vagandas no poder. Entandam-se por favor.

percebe se toda a desconfiança seja no nuno ou em outro qualquer porque a nossa historia recente tem nos mostrado a razão dessa desconfiança . a unica garantia e que varandas não e solução com o bilhete da lotaria na mão , que e um titulo de futebol ele não tem capacidade nem inteligencia para capitalizar isso em favor do clube e dele , mais não percebe o poder e paixão dos socios e adeptos , mostra se um inapto e sem carisma ., para não falar da sua miseravel ascenção ao poder que revolta qualquer leão de carater .voltando ao que interessa que apareçam pelo menos tres ou quatro candidaturas com sportinguismo , competencia e com visão estrategica , não se deve condenar esta ou outra candidatura a nascença são todas bem vindas com a esperança que sejam candidaturas cujo interesse seja unica e exclusivamente o clube, que venham corajosos com elementos competentes e que no fim os socios escolham , muito importante os socios ainda poderem escolher ,pese embora com poderes diferentes entre si mas ainda podendo escolher.

Concordo com tudo. Até porque está certo em tudo. Aproveito para deixar aqui um nome de alguém que penso ter carisma para o cargo. É ainda um pouco “verde” em contactos para este fim. Mas aparenta ser o mais confiável. Afonso Pinto Coelho. Alguém que sabe a sério de como recuperar economicamente o clube. Atenção que não tenho nada a ver com o sócio , não é candidato , mas é das pessoas mais esclarecidas presentes nas AGs.
SL

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Uma nota muito importante: respeito a tua relação de amizade com o Nuno e não a coloco em causa. Já o vi fazerem por aqui e condeno.

Escrevi o que escrevi baseado apenas num ponto que escreveste e nada mais. Até porque como disse, não pretendia com isto criar uma discussão.

Nuno Sousa tem toda a legitimidade em querer ser candidato. Cumpre os requisitos, como tal nada a opor. Agora tendo estado nos bastidores também tenho a minha opinião.

Enquanto sócio desejo muito mais e melhor para o Sporting. A luta contra a atual gestão é real, por isso é preciso uma força digna desse nome como oposição e não um mal menor ou “qualquer coisa serve desde que não Varandas”.

O Sporting merece muito mais. Pelo menos na minha opinião.

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E um expert em estatutos e acho que é gestor ! Esse se fosse candidato agrada me !

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NUNO SOUSA: «ASSEMBLEIA FERIDA DE ILEGALIDADES»

SPORTING 00:00

Nuno Sousa, candidato assumido às próximas eleições para a presidência do Sporting, tomou uma posição pública, através de comunicado, acerca da Assembleia Geral Extraordinária agendada para o próximo dia 23. Este sócio leonino garante que a reunião magna «está ferida de ilegalidades».

Leia o comunicado na integra:

COMUNICADO - ASSEMBLEIA GERAL 23 DE OUTUBRO DE 2021

Tenho optado, em todos os momentos mais críticos, por tomar posição, não me escondendo
no silêncio.
A marcação da AG do próximo dia 23 de outubro é um dos casos em que se impõe assumir
uma posição frontal, face a tal AG e à sua finalidade, por entender que a mesma está ferida de
ilegalidades.
Na verdade, as situações que estes Órgãos Sociais arrastam o Sporting Clube de Portugal é
vergonhosa e está imersa num oceano, que não num mar de Ilegalidades, que envergonham
todos aqueles que defendem o princípio da legalidade e o Estado de Direito,
independentemente da bondade ou malefício da(s) decisão(ões) tomada pelos Sócios em
Assembleia Geral.
Todo este manto de ilegalidades não é próprio de um Clube Centenário, que quer cumprir o
Estado de Direito, e que deve honrar todo o seu passado, que assim se vê manchado pela
forma de atuar, no presente, pelos respetivos Órgãos Sociais.
Tudo isto é tão caricato que o princípio expresso na convocatória quanto aos Sócios com
direito a voto, assumido pela Mesa da Assembleia Geral, é o contrário do que este órgão tem
defendido desde que foi empossada, para fundamentar o não cumprimento e a violação
reiterada do disposto no artigo 11º do Regulamento da AG do SCP – a famosa não leitura da
ata.
De relembrar que a MAG não cumpre este preceito do referido Regulamento com o
argumento de que é impossível garantir que o universo de Sócios presentes na AG onde
deveria ser feita a leitura e votação da ata, seja o mesmo universo dos que estiveram na AG
que gerou a ata em aprovação, sendo que, agora, na convocatória do dia 23 de outubro,
convoca para ela, Sócios que não possuíam capacidade eleitoral à data 30 de setembro de
2021, que nesta não podiam votar por não cumprirem os requisitos do direito de voto.
Mas, vejamos em pormenor de que ilegalidades falamos:

  1. Submeter novamente a nova votação das Contas pela AG
    1.1. O Sporting Clube de Portugal é uma associação desportiva constituída ao abrigo do
    disposto no artigo 157º e seguintes do Código Civil. De relevar, desde já, o disposto no
    artigo 177º, quando determina: “As deliberações da assembleia geral contrárias à lei
    ou aos estatutos, seja pelo seu objeto, seja por virtude de irregularidades havidas na
    convocação dos associados ou no funcionamento da assembleia, são anuláveis”.

1.2. O Sporting Clube de Portugal está obrigado ao SNC (Sistema de Normalização
Contabilística), conforme alínea g), do artigo 3º, do Decreto-Lei 98/2015, que
estipula: “g) Entidades do setor não lucrativo (ESNL), entendendo-se como tal as
entidades que prossigam a título principal uma atividade sem fins lucrativos e que não
possam distribuir aos seus membros ou contribuintes qualquer ganho económico ou
financeiro direto, designadamente associações, fundações e pessoas coletivas públicas
de tipo associativo, devendo a aplicação do SNC a estas entidades sofrer as
adaptações decorrentes da sua especificidade”.

1.3. A aprovação das Contas é uma decisão da AG e a Assembleia Geral é o órgão máximo
social do Sporting Clube de Portugal (no 1, do artigo 34º). À semelhança do já
sucedido no ano anterior, no presente ano, o R&C foi objeto de apreciação e votação

pelos Sócios, sendo que, quer em relação ao do ano passado, quer ao do presente
ano, os Sócios, mal ou bem, no âmbito da sua livre vontade, reprovaram os respetivos
documentos.

  1. A convocação da próxima Assembleia Geral
    2.1. A convocação da próxima AG e as suas eventuais deliberações resultam na violação
    do artigo 334oºdo Código Civil que tipifica o chamado “Abuso de Direito”.

2.2. Igualmente existe “Usurpação de poder”, porquanto, quer o Conselho Diretivo (CD),
quer a Mesa da Assembleia Geral (MAG), se estão a intrometer numa questão que,
exclusivamente, cabe à AG decidir, sob pena de alterar a lógica de poder e a
democracia deliberativa que cabe ao universo dos elementos que compõem a AG, ou
seja, os Sócios.

2.3. A discussão e votação do relatório e das contas do exercício são da exclusiva
competência da Assembleia Geral [conforme alínea j) do artigo 43o dos Estatutos],
pelo que qualquer consequência desta decisão, negativa ou positiva, só pode(ia) ser
alterada pela mesma AG, e não pelo Conselho Diretivo, pelo Conselho Fiscal, ou pela
Mesa da Assembleia Geral. A submissão a nova votação pela AG, a pedido do
Conselho Diretiva viabilizado pela MAG, é uma frontal e grotesca violação da lei por
parte dos órgãos em causa, CD e MAG, sendo que é matéria que não lhe está
reservada pelos Estatutos.

  1. Universo de Sócios convocados para a Assembleia Geral
    3.1. O universo de sócios com direito a voto presentes na Assembleia Geral do passado dia
    30 de setembro é, ou pode ser substancialmente diferente do universo de sócios com
    direito a voto na Assembleia Geral de 23 de outubro. Isto porque todos os sócios que
    tenham feito doze meses de admissão a partir de 1 de outubro de 2021, estão em
    condições de reivindicar o seu direito de voto, face à convocatória emitida pelo
    senhor Presidente da Mesa da Assembleia Geral em 13 de outubro de 2021. Que
    invoca os termos do no 2, do artigo 20º, dos Estatutos.

3.2. Da mesma ilegalidade de participação indevida de alguns Sócios sofreu a convocatória
da AG de 30 de setembro (no que tange ao R&C de 2019/2020) que permitiu a
votação a Sócios que não tinham capacidade de voto, no momento da AG que
reprovou as contas de 2019/2020, e que se realizou em 26 de setembro de 2020.

3.3. Esta convocatória atual é manifestamente ilegal e contrária aos Estatutos, porquanto
convoca sócios para expressarem o seu direito de voto, que não dispunham de tal
direito em 30 de setembro de 2021, nem em 26 de setembro de 2020. Esta parte da
convocatória já não seria ilegal, contrária aos Estatutos e ao princípio da igualdade, se
a convocatória expressamente ressalvasse o direito de voto a todos os Sócios
capacitados estatutariamente a 30 de Setembro de 2021 para o caso da contas de
2020/21, e a todos os Sócios capacitados estatutariamente a 26 de setembro de 2020
para o caso das Contas de 2019/20, e só a estes, bem como permitisse o direito de
participar, discutir, e votar, e fossem estabelecidos na mesma linha de tempo, modo e
lugar.

  1. Violação do princípio da igualdade de participação e da expressão do direito de voto
    4.1. Este princípio está consignado na alínea a), do no 1, do artigo 20º dos Estatutos
    [participar nas Assembleias Gerais do Clube, apresentar propostas, intervir na
    discussão e votar], porquanto tendo por fim a repetição da votação dos mesmos
    pontos, existe uma clara discrepância e desigualdade de tratamento de “tempo e
    modo” entre o exercício de voto facultado aos sócios na AG de 30 de setembro e a
    agendada para 23 de outubro, uma vez que existe clara desigualdade no tempo e

modo, o que pode ter prejudicado na primeira o direito de voto, face ao dia e à linha
de tempo da votação, comparado com a mesma linha de tempo da agendada para 23
de outubro.

4.2. O que devia obedecer ao princípio da igualdade (com expressão estatutária e
constitucional) foi transformado em evidente desigualdade, tratando-se de forma
desigual aquilo que é igual, ou deveria ser igual, nomeadamente com a marcação para
um sábado com horário alargado de votação.
A solução que a Lei nos dá.
A verdade é que não existe nos Estatutos, nem na Lei Geral, resposta especifica à situação
vivida no seio do Sporting Clube de Portugal, e quando assim acontece, estamos perante uma
lacuna da lei.

Neste quadro determina o artigo 10º do Código Civil que “os casos que a lei não preveja são
regulados segundo a norma aplicável aos casos análogos”, nº1 do respetivo artigo.

O Código das Sociedades Comerciais trata de forma específica e precisa a situação em apreço
no artigo 68o, quando aí dispõe, sobre a epigrafe: “Recusa de aprovação das contas”, o
seguinte:

  1. “Não sendo aprovada a proposta dos membros da administração relativa à aprovação das
    contas, deve a assembleia geral deliberar motivadamente que se proceda à elaboração
    total de novas contas ou à reforma, em pontos concretos, das apresentadas.”

  2. “Os membros da administração, nos oito dias seguintes à deliberação que mande elaborar
    novas contas ou reformar as apresentadas, podem requerer inquérito judicial, em que se
    decida sobre a reforma das contas apresentadas, a não ser que a reforma deliberada
    incida sobre juízos para os quais a lei não imponha critérios”

Ora, tanto a aprovação como a recusa, são atos e direitos da Assembleia Geral, que só esta
pode assumir. Recusada a aprovação de contas (mal ou bem) qualquer tomada de posição
sobre tal deliberação só pode ser tomada pela mesma Assembleia Geral e não por outro órgão
social inferior, como o Conselho Diretivo ou a Mesa da Assembleia Geral.
Quer no ano passado, que este ano, a MAG só tinha um caminho a seguir: após apuramento
de resultados e verificada a não aprovação dos documentos, devolver, de imediato a decisão
aos Sócios presentes na Assembleia Geral, para que esta, e só esta, “motivadamente,
deliberasse a elaboração de novas contas, ou reformular as apresentadas, dispondo o
Conselho Diretivo do prazo de oito dias, para proceder a tal correção ou aperfeiçoamento”.
Caberia então ao Conselho Diretivo, em caso de entender não haver causa para a correção ou
aperfeiçoamento, solicitar o competente inquérito judicial (como forma de se desobrigar da
decisão tomada pela Assembleia Geral), e não como fez, com a anuência e cumplicidade da
Mesa da Assembleia Geral, solicitando um novo agendamento de votação, que já havia sido
assumida pela referida Assembleia Geral de Sócios, e contra os mais elementares princípios de
direito e da democracia.

Assim, face a este quadro totalmente inaceitável e ilegal para um Clube de pergaminhos
democráticos e no cumprimento do Estado de Direito, que assumo a posição de voto negativo
na próxima Assembleia Geral, porquanto acima da análise subjetiva dos números, que já a fiz
em sede da AG de 30 de setembro, deve predominar a legalidade e o Estado de direito.

Assembleia ferida de ilegalidades, discurso pejado de banalidades.

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