Miguel Veloso

Paulo Duarte, eu nao concordo com a existencia de clausulas porque o sporting é que fixaria o preço. Nao ves por exemplo fcp com clausulas de rescisão.

se um jogador rescindir unilateralmente com o sporting sem justa causa tem de pagar a clausula de rescisão. E se nao houvesse? alguem sabe?

A realidade do SCP é diferente da do FCP, para já porque eles têm salários para competir com propostas mais ou menso altas,e deposi proqu GANHAM, e como ganham os jogadores preferem jogar no proto do que irem para o benco do Atl.MAdrid, por exemplo.

A nós basta aparecer alguem com 15 milhoes mais 400 mil por mês, que os putos ficam doidos. Se ficam doidos e nao aceitarmos então temos a chamadas birras. As clausulas para mim são essenciais, ainda mais nestes jovens, porque têm contractos mais ou menos longos e suscitam interesse, ou seja se quisermos vendê-los podemos negociar como fariamos sem clausula, se não quisermos até ao fim do contracto não saem, a menos que batam a clausula o qeu será considerado optimo negocio porque o preço fixado da clausula é sob uma base do género: “valor optimo de lucro”.

Não ter clausula não significa que se venda melhor ou tenham mais segurança.

Mas o sporting assim dizia o preço que achava justo para vender naquele momento. Imagina que tinhas um jogador com clausula de 10 milhoes e ele actualmente ate ja valia 20. O sporting via-se obrigado a abrir mao do jogador pela clausula que esta estipulada

No caso do miguel veloso suponhamos que ninguem da mais de 15 milhoes mas a clausula é de 30. Oferecem 3 milhoes por epoca ao miguel veloso, ele tambem faria birra porque queria sair. Diz me la a diferença de birra de estar com ou sem clausula

A diferença é que quando se estabelece num contrato uma cláusula de rescisão o jogador está explicitamente a aceitar que só pode sair por aquele preço.

As cláusulas regra geral são estabelecidas em valores um pouco acima do que seria expectável na altura do contrato pelo que não é normal acontecer que um jogador saia abaixo do seu real preço de mercado

Depois de duas exibições elogiosas ao serviço da selecção principal, Miguel Veloso continua a despertar interesse de vários clubes europeus, nomeadamente do Manchester United, Real Madrid e Arsenal. Apesar de admitir que se sente bem no Sporting, o médio defensivo dos “leões” não descarta a possibilidade de abandonar Alvalade no final da época.

A vontade manifestada por grandes clubes europeus em contratar o camisola 24 do Sporting é-lhe manifestamente agradável mas Miguel Veloso só admite sair se a proposta for compensadora para si e para os “leões”: “Se as condições forem boas para mim e para o Sporting, a transferência pode acontecer. Mas só nesse caso… É o sonho de qualquer jogador e esse interesse de que falam deixa-me feliz”.

O último clube a manifestar o interesse pelo jovem leonino foi o Manchester United, onde poderá reencontrar o amigo e ex-colega Nani: “Saber que os melhores clubes da Europa estão interessados e atentos ao que fazemos é grande orgulho, não o posso esconder. Tenho de continuar a fazer o bom trabalho que tenho feito no Sporting. Quem sabe se não sairei um dia. Tem-se falado no interesse de grandes clubes, daqueles que são o sonho de qualquer jogador”.

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Não conheço os contratos, mas regra geral, ao fixarem as chamadas cláusulas de rescisão, as partes (clube e jogador) estão a estabelecer uma condição financeira perante a qual, a acontecer, o clube se obriga a permitir a desvinculação do jogador. Tem várias vantagens, sobretudo a da transparência e craição imediata de dívida. Não te que se ir para tribunal e provar prejuízo em casos de resolução unilateral sem justa causa. Não só demoraria imenso, como os valores seriam certamente mais baixos. Por isso estas cláusulas me parecem fundamentais.

Estou de acordo com os que defendem que o Sporting tem que valorizar argumentos não financeiros para reter os jovens jogadores durante alguns anos de forma a garantir algum retorno desportivo sem sacrifício financeiro. Perspectivas de vitórias, mas, sobretudo, de valorização e exposição mediática. Acho que o Sporting já consegue as duas últimas que, a meu ver, são nessa fase da carreira as mais importantes. Desde que consiga entrar na LC todos os anos creio que já tem argumentos para conseguir alguma coisa neste domínio. Para isto também é importante vender para grandes clubes de vez em quando. Nada estimulará mais um jovem ambicioso do que saber que ao jogar com a camisola do Sporting estará a ser constantemente observado pelos grandes.

Também vai ser preciso mostrar de vez em quando que as birras não pegam. Provar que mesmo os melhores ficam sem jogar nem poder mostrar-se se quiserem sair na primeira oportunidade e não tomarem em conta o interesse do clube.

Mas obviamente que nada disto vale perante propostas a partir de um certo nível. Não sei se são 20, 30, 40 ou 50 milhões, dependerá do jogador, mas há valores irrecusáveis.

a diferença é que sem clausula a birra acontece muito mais do que com clausula. Com clausula não há birra, se quer sair paga a clausula e sai. Sem clausula tem de cumprir contracto, ou pressionar até o SCP aceitar uma treta de negócio… E quando ha pressão de empresários, treiandores e dirigentes de tubarões é sempre muito mau.

Acho que em certos jogadores tipo estes com potencial, clausulas altas são muito bos estratégias, tanto de lucro como de valorização, quem vir a clausula de Veloso por 30 milhões pensa logo que está ali um Redondo ou um Pirlo, e o interesse aumenta.

Epá Jukebox não abras tantos tópicos…PLEASE!

Ainda sobre as cláusulas de rescisão:

estipular uma cláusula de rescisão representa colocar uma assímptota para a qual tenderá o valor máximo do conjunto de propostas feitas por um atleta. Em princípio, seria um valor nunca atingido, de certo modo considerado “irrealista” e que nada tinha a ver com o “average market value” já que dependia de factores meramente casuísticos. Esse foi o espírito com que foi criado o conceito nos finais da década de 90 para a protecção de atletas com alto valor patrimonial para os seus clubes.
Ora, em tese, sempre que algum clube batia o valor da cláusula de rescisão poderia considerar-se que esse valor havia sido mal formulado por não se ter constituído como elemento dissuasor da venda.

Com o tempo o conceito foi adquirindo uma maior elasticidade mas, hoje em dia isso ainda acontece com clubes que na realidade NÃO QUEREM vender um atleta, o que não me parece ser o caso do Sporting, e outros, que têm como estratégia operacional efectuar uma venda periódica de um dos seus atletas com maior cotação internacional para equilibrar os seus resultados operacionais.

PS- Há uma confusão, por vezes intencional, entre o valor de mercado do atleta e a respectiva cláusula de rescisão, quando existe. Acontece que, em algumas auditorias efectuadas a vários clubes de campeonatos europeus, o valor da cláusula de rescisão era inscrito como o verdadeiro valor patrimonial do atleta inflaccionando o valor patrimonial do clube, facto que levou a que algumas federações, como por exemplo a FA no UK, exigissem a distinção clara entre os dois conceitos para efeitos contabilísticos.

Claramente nesses casos existem os interesses de ordem contabilística que referes. A função do valor fixado era ser referência para efeitos de activo.

Eu vejo estas cláusulas por outro prisma no qual não são formuladas como dissuador de venda nem como truque contabilístico mas como acordo entre duas partes quanto a um cenário que desde logo acordam como favorável para ambas e que justificará a respectiva desvinculação. Em termos simplistas, ambas gostam muito de estar juntas mas sabem que poderá ocorrer algo que para ambas justifique a separação. Para além da transparência e segurança quanto ao valor que pode ser imediatamente facturado, tem a vantagem (como bem refere o Majestade) de manter as partes tranquilas enquanto não ocorrer a oferta dentro do valor da cláusula.

Fixá–la de forma irrealista (vd notícias recentes relativas a jovens jogadores do slb) funciona de facto como dissuador de venda mas, se não forem interesses contabilisticos. só lhe vejo inconvenientes: desde logo o ridículol, a suspeita de que se estará perante negociadores pouco profissionais que atiram valores irreais para a mesa de forma a tentar iludir o oponente e subir artificialmente o preço (técnica usual no imobiliário português e se calhar também no mercado de pneus mas que não dá a alto nível - foi por causa dela que estiveram tanto tempo para vender o Simão e acabaram por vendê-lo abaixo do pretendido), a ilusão que se cria nos jogadores quanto ao seu real valor, etc.

Deve ser o director de marketing do site camisola10. :lol:

Para esse caso deverá tomar-se em consideração o valor de mercado (flutuante, e consequentemente negociável entre as partes) e não o de cláusula de rescisão.

Isso tudo só constitui contrariedade, como diz, porque na realidade o DESEJO do clube que mencionou era, ainda que dissimulado, vender, e o do jogador o de se pôr ao fresco. Nos clubes que se podem dar ao luxo de ter uma cláusula de rescisão - com o espírito que norteou na sua criação e como eu o entendo - podem perfeitamente arcar com as “birras” dos profissionais que constituem os seus quadros e estão-se bem marimbando para o que o mercado possa pensar sobre os valores estipulados para a cláusula.

As clausulas sao interessantes porque funcionam como um seguro para os clubes potencialmente vendedores.
Os negocios mais recentes do SCP viram os seus valores subirem porque existem essas clausulas.
Se ha uns anos atras, o Quaresma tivesse uma clausula de 30M€ como teem hoje o Veloso e o Moutinho, talvez hoje nao estivesse no FCP… Pois nao teria sido vendido por 6M€ (acho que quem fez aquele negocio merecia ser lapidado :o )

Portanto, a rigidez da clausula pode ser uma vantagem para o SCP. O problema é que essa rigidez tb pode ser um problema se o clube nao conseguir ser reactivo. Os homens de negocios sabem que a reactividade constitui cada vez mais uma condiçao fundamental para o sucesso das empresas. Portanto, o bom sistema das clausulas pode ser optimisado se o clube souber ser reactivo, adaptando a clausula quando o mercado estiver em alta.

Exemplo: no caso Nani, o SCP nao foi capaz de subir a clausula para 30M€ a tempo. Foi capaz nos casos do Moutinho e do Veloso, mas nao no caso do Nani. Independemente de se considerar bom ou mau o valor da venda por 25M€, pode se considerar que ficarem por ganhar mais outros 5M€. E nao ficaram 10M€ por ganhar, ja que a clausula estava em 20M€, por sorte ou falsa caridade por parte do MU.

No caso do Veloso, a sua clausula esta em 30M€. Quase que nao ha dia que um pasquim vem dizer que nao sei quantos clubes estao interessados em pagar a clausula, por vezes ja em janeiro. Se o SCP for reactivo, podera maximizar os ganhos a nivel financeiro. Reactivo como? Revendo a clausula, aumentando-a.

Para que valor? Nao sei. Mas quanto mais alta, mais tempo se conseguira manter o jogador (isto porque certas pessoas e eu incluso, alem da saude financeira, tb estao interessadas em que a competitividade desportiva do SCP aumente).
45M€ é muito? Para agora com 21 anos e antes do Europeu sim é muito. Daqui a 2/3 anos talvez ja esteja mais proximo desse valor. Sem subir até esse valor, podia-se subir até qualquer coisa entre os 35 e os 40M€. Ja seria mais optimizado tanto a nivel desportivo que financeiro.

Mas os clubes que se podem dar ao luxo de recusar qualquer oferta (acho que já não existem no futebol actual mas isso seria outra conversa) não devem fixar qualquer cláusula de rescisão. Basta dizerem que não vendem. Ou só se fôr para o tal truque de empolar o activo.

Uma pessoa que não quer vender faz saber que não vende e chega. Ou então, para afastar um chato, atira-lhe um preço absurdo. Agora, sem que ninguém lhe pergunte, andar a dizer que só vende se lhe derem X e este X for um valor irreal parece-me inútil e tonto.

Na forma como a vejo, a cláusula funciona talvez mais como regulação de uma relação entre clube e jogador (ok, podes sair se alguém pagar isto, mas até lá não chateies e trabalha … ) do que um sinal a terceiros.

OK. Bem entrámos no aspecto filosófico da coisa ;), mas outro entendimento pode ser o de que o desejo (de ter) tem sempre um preço, assim como há quem defenda que todo o homem tem o seu, e atirando o barro à parede pode haver sempre malucos para tudo.
Eu acho que é perfeitamente equivalente à prática de não colocar valor rescisório mas depois, como temos visto ultimamente com Ronaldinho e Káká, admitir sentar-se à mesa das negociações. Não vejo aqui diferenças de monta.

As clausulas de rescisão não podem ser revistas unilateralmente e portanto para serem alteradas o Clube tem de dar uma contrapartida ao jogador, que naturalmente passa por um aumento salarial, mas isto só é possível enquanto o jogador não tiver propostas efectivas dos grandes clubes europeus que oferecem valores a que os nossos clubes nunca se poderão nem aproximar, a partir daí podem tirar o cavalinho da chuva porque esses jogadores vão fazer o que o Nani fez, ou seja adiar ao máximo o acordo e no fim se efectivamente houver um clube disposto a bater a clausula é dinheiro para cá, jogador para lá e pronto

Sim é certo que as clausulas nao podem ser revistas unilateralmente. Obviamente, o jogador e o seu empresario teem de encontrar um acordo com o clube.
Agora, nao se pode pensar que o tal acordo é impossivel de alcançar, ja que exemplos demonstram o contrario.
O SLB conseguiu manter o Simao varios anos revendo a sua folha salarial, tal como o FCP com o Quaresma.

A questao é se o SCP deve ou nao ser reactivo. Eu acho que sim.
Se o clube nao tivesse sido reactivo,aumentado as clausulas do MV e JM antes do ultimo defeso, é provavel que hoje em dia nem um, nem outro estariam a jogar no nosso clube. Teriam saido ambos por 20M€ (se 30M€ é acessivel para tubaroes do futebol europeu, entao 20…), o SCP estaria pior a nivel desportivo e apenas teria encaixado 40M€ pelos dois atletas enquanto hoje pode encaixar 60. Teria-se entao perdido a oportunidade de encaixar 20M€…

As oportunidades nao sao para se perder.
Visao, anticipaçao, inovaçao, reactividade sao todas condiçoes essenciais para desenvolvermos o SCP.
Para uns isto é delirio, para outros é o caminho certo.

O anão ficou muitos anos no glorigozo e o cigano ainda está no Porto simplesmente porque nunca apareceu um grande clube verdadeiramente interessado neles, se tivesse aparecido vinha e levava-os como levaram Pepe, Anderson e Nani.

No caso do anão ele conseguiu algumas vezes melhorar as suas condições mas a cláusula nunca foi alterada e mesmo assim o Liverpool não a quis bater, mas era público que mesmo assim o orelhas foi forçado a prometer que o deixava sair. Ele acabou por ir para um clube sem projecção europeia, mas que mesmo assim foi capaz de lhe oferecer condições substancialmente vantajosas em relação aquelas que ele usufruía nos lamps e que já eram excepcionais para o nosso país

Depois estes dois jogadores já tiveram uma experiência falhada em Barcelona e na Selecção nem titulares indiscutíveis são, portanto o valor de mercado deles não é assim tão alto e este estigma também os faz pensar duas vezes antes de saírem.

Quanto ao Veloso e o Moutinho tinham ordenados muito baixos e que eu saiba também não tinham propostas para saírem, portanto o acordo foi fácil, até porque eles também começam a aprender com as experiências de outros como o Hugo Viana e a perceber que mais vale ficarem mais um ano ou dois, mas daqui para a frente é que não vai ser mais possível renegociar pelo menos no caso do Veloso que já tem tubarões à perna. Já o Moutinho pode até chegar a uma altura em que ele decida ficar desde que lhe paguem ainda mais, isto porque sendo um jogador mais discreto pode não despertar o interesse dos maiores, porque quando isso acontecer, chapéu

Nada de mais real. Se os clubes são empresas cotadas e com capital disperso, a gestão não pode recusar certas ofertas. Caso contrário estaria até a incorrer em responsabilidade civil por gestão danosa. Só os particulares é que podem livremente recusar qualquer proposta.

É preciso que fique claro o seguinte, as cláusulas não dão qualquer direitoa terceiro. Isto é, nenhum clube tem o direito de comprar o Veloso por 30 milhões. Elas apenas dão o direito ao Veloso de se desvincular se alguem oferecer este montante. Portanto, se o Sporting convencer o Veloso que pontualmente vale a pena pedir mais, pode perfeitamente fazê-lo.

[b]Já o Moutinho pode até chegar a uma altura[/b] em que ele decida ficar desde que lhe paguem ainda mais,

Tendo em conta que estamos a falar do “João Pequeno”, parece-me complicado chegar a uma “altura dessas” :twisted: