Marcus Edwards

Sim, é mais por aí.

Foi um sonho o Esgaio -Paulo :joy:. Quanto ao resto, nao consigo bater num.jogador que na epoca passada foi dos poucos que tentava algo no ataque, admitindo que tem limitacoes.

Que o Trincão foi muito mais influente que o Edwards. Ou então para alguns, a palavra influência não tem o significado que o dicionário lhe atribui. Se for isso calo-me já. Ha ai um que até fala das rotundas do Trincão mas depois fala também das fintas do Edwards como se fossem bolas de canhão. Depois quem for ler as estatísticas, está lá aquilo que alguns chamam de influência, isto no léxico do ser humano comum, para os foristas pode ter outro significado. E como disse acima, se tiver outro significado, I rest my case.

Sim, exageraste um bocado! :sweat_smile:

Atenção que eu não estou a “bater” em ninguém, pelo contrário, neste caso até estou a tentar proteger um pouco o Trincão de um certo estigma que parece instalado.

Não diria tanto mas já percebi que estamos do mesmo lado da barricada! :wink:

Depende. Se tiver um Porro ao lado é uma coisa. Se metem o Esgaio e ele tem de fazer tudo sozinho, é outra.

Ainda ontem levou uma “piçada” do Coates durante quase 1 minuto por causa dessas “brincadeiras”. E não, não foi por culpa de mais ninguém senão dele próprio…

É preciso mesmo um spin gigante para ir aos números e achar que o Trincão esteve próximo do Edwards.

É o mesmo que ver o Paulinho do ano passado e o Sarabia quando cá esteve. Assistências iguais e só mais 6 golos, como é só mais 6 assistências para o Edwards do que para o Trincão. Não estiveram, nem perto, do mesmo nível. O Trincão foi, durante grande parte do ano, um problema para a equipa, uma vez que produzia pouco em desequilíbrio e a definição era má. Ou seja, ofensivamente acrescentou muito pouco em 90% dos jogos.
O Edwards era a solução para desmontar qualquer problema. Jogos e jogos a dar a bola e fé no que ele inventasse no 1x1 ou 1x2.

É uma diferença grande e não há números, muito menos esses que são básicos, que equiparam o que significaram os dois para equipa. Se quisermos ver alguma coisa de relevante, vamos a estatística avançada.

Distância progressiva de passe p/90:
Edwards: 115.9
Trincão: 79.8

Cruzamentos (aproveitados) p/90:
Edwards: 3.76 (0.32)
Trincão: 1.75 (0.18)

Shot creating actions p/90:
Edwards: 4.8
Trincão: 3.3

Goal creating actions p/90:
Edwards: 0.69
Trincão: 0.39

Dribles tentados (bem sucedidos) p/90:
Edwards:5.8 (2.8)
Trincão: 4.3 (1.87)

Conduções progressivas e distância p/90:
Edwards: 4.51 (125.7m)
Trincão: 3.04 (98.5m)

Passes progressivos p/90:
Edwards: 5.2
Trincão: 3.9

Expected assists (xAG) p/90:
Edwards: 0.32
Trincão: 0.13

Expected assists (xAG) na época:
Edwards: 11.1
Trincão: 4.3

Quase tudo o que é métrica interessante de ver para um extremo, mostra bem a diferença que foi o ano passado. E que, no fundo, é entre eles enquanto jogadores.
Dados do FBREF, já agora.

Para quem gostar de cores:






Diria para não se deixarem enganar muito pelo verde no campeonato do Trincão, porque andar nos 60s e 70s percentis em dribles, passes progressivos e xAG num campeonato como o nosso é francamente mau para um extremo de um grande.

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Sem duvida.

A mim ainda me consegue irritar mais o Edwards, por considerar que tem um talento bastante superior ao Trincão.

Fez uma temporada superior, sem dúvida, é melhor e mais jogador, mas há uma diferença de tratamentos injustificada e injusta.

Contra factos não há argumentos. Mas já se viu a saga/narrativa deste ano. Andamos anos a pedir um jogador que seja um desequilibrador e quando o temos não gostam. Bem, mas eu lembro me bem de adorarem o Gelson Martins por aqui, por isso já vi tudo. Até a defendem um Capel, dos jogadores mais fracos que há memória.

E isto tudo num jogo de pré época em que o Edwards jogou numa posição nova em que se viu que não estava nada confortável. Pedem consistência?!? Se fosse consistente para jogar todos os jogos ao nível que ele pode fazer, valia mais de 100M e estava nos melhores clubes do mundo, como é óbvio não o vai fazer porque infelizmente não tem essa qualidade. Outra problema dele é que me parece ser uma pessoa que precisa de ser motivada porque nos jogos na liga dos campeões (os jogos em que não tivemos jogadores a enterrar forte e feio) fartou-se de jogar!

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Sinceramente, o Trincão tem no forumscp o mesmo tratamento do Paulinho.

Só que não têm nada a ver um com o outro

O Trincão tem jogos bons.
E tendo em conta o crescimento ao longo da época, eu tenho expectativa que jogue melhor nesta.

Podes sempre mudar o referencial comparativo.

Normalmente escolho sempre as Big5.

Excelente análise, obrigado.

Mas o que eu “critico” no Edwards não é a sua capacidade ofensiva (essa é inegável), mas sim a sua inexistencia (diria até displicencia) ao nível defensivo. E nisso a tua análise reflete bem a diferença “gritante” entre os 2 jogadores (e não é que o Trincão seja um grande exemplo nesse aspecto):

A juntar a isto ainda vêm as características do próprio jogador. Edwards não é minimamente um jogador associativo, ou seja, os colegas tendem a afastar-se dele para arrastar marcações e deixá-lo fazer o que melhor sabe fazer: driblar e criar desequilíbrios.

O problema disso é que, ao afastarem-se dele, no momento da perda (e ele perde a bola muitas vezes de forma exasperante), não está lá ninguém para estancar imediatamente o contra-ataque. A juntar a isso, ele a maior parte das vezes nem reage e tenta pelo menos pressionar / fazer falta.

Agora ofensivamente, é sem dúvida o jogador mais capaz que temos para “inventar” ocasiões de perigo.

Mas estavas a falar do aspeto defensivo? Aí nenhum se aproveita. Tirando nos jogos “grandes” (ou seja rivais e UEFA), ninguém realmente pressiona na frente. Recuar tem dias.

O Coates tem razão em mandar vir, porque é capitão e tem de fazer isso. Mas é o único motivo.

Sim, é apenas por aí que “pego” com ele, expliquei o porquê no post acima. :+1:

Comparar o pila.murcha ao Edwards e um.crime.

Eu diria que escrever assim também mas pronto, como não sou legislador…

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Não vejo grande interesse, uma vez que eles não jogam nas big 5, portanto a única diferença era que os percentis iam deixar para os dois. Faz-me mais sentido comparar na liga onde, de facto, jogam e competem. Para comparar fora, que se veja o das competições europeias, que também aí está.

Não me transtorna. Não acho inexistente, inclusive é bem mais ativo a fechar espaços e sem bola do que no Vitória. Mas mesmo que não fosse, massacrá-lo fisicamente com tarefas defensivas parece-me só uma má ideia, uma vez que não é o jogador mais resistente do mundo e prefiro que esteja fresco para fazer a diferença com bola. E é dos poucos com capacidade com isso. Faz os mínimos e para mim tem que ser isso que ele tem que fazer.

Pra mim faz me todo o sentido porque é isso que me dá a ideia do nível real dos jogadores