Marco Silva - Treinador do Sporting Clube de Portugal

Como assim?

A situação financeira do clube não é ainda desafogada. Quer-me parecer que o primordial é criar condições de sobrevivência. Logo, ganhar campeonatos, no período necessário, não deve ser visto como uma prioridade, mas como uma eventualidade.

Não significa isto que devamos abdicar de ambições competitivas elevadas (e referi, no tempo devido, que não via grande mal na definição do objectivo para esta época) , mas não devemos ver esse objectivo como uma prioridade. Pelo menos, para já.

Concordo, quase na globalidade. Mas porquê é que a referência a “prometer ganhar campeonatos”?

O presidente é visado desde o dia em que decidiu candidatar-se (em 2011).
Desde aí tem estado sempre na berlinda.
Ou porque perde a eleição nas circunstâncias conhecidas, ou porque ganha as eleições, ou porque festejou a vitória em Braga no seu 1º jogo, ou porque se senta no banco, ou porque Jesualdo quis ir para Braga, ou porque não falava com Jardim, ou porque o Mónaco quis pagar pelo treinador que ele escolheu e contratou, ou porque escreve no facebook, ou porque fuma ou porque anda de avião.
Como vês, a berlinda do presidente é independente de MS.

Quanto à “prioridade prometer ganhar campeonatos de futebol”, não sei de onde vem. Quem prometeu, quando, onde e para quando? Sinceramente não me lembro do campeonato de 2015 ter sido uma promessa eleitoral ou quando MS foi contratado

Pelo teor de muitas das intervenções aqui expressas, parece-me evidente que a ânsia de ganhar começa a ser extremamente arreigada. Portanto, sem que o presidente alguma vez tenha prometido ganhar, é perfeitamente possível que, com o passar do tempo, as frustrações de muitos adeptos obrigue (ou queira obrigar) o homem prometer feitos desse calibre.

Basicamente, o que eu quis dizer foi que ele não deveria ter que se preocupar em prometer campeonatos, por força da pressão dos adeptos, quando a sua missão é bastante mais complexa, com claros reflexos nos recursos de que pode dispôr, para construir uma equipa campeã.

O que eu menos gostava de ver, nos próximos anos, era um presidente limitado pelo que se passa dentro de campo.

Sotnas, não é a ânsia de ganhar. Falo por mim, o início do meu Sportinguismo coincidiu com uma época de jogadores de grande qualidade que, perdendo ou sendo roubados, jogavam um futebol que impunha respeito a qualquer adversário, e, mesmo perdendo, saíamos com a satisfação e certeza de que jogamos bem e tudo fizemos para vencer.

Ontem, deu por mim sem qualquer ânimo por um golo aos 16 segundos e a achar normal que o Boavista tenha chegado ao empate. Dei por mim a lembrar a nossa pior época há 2 anos atrás. Ver o Sporting não me tem trazido alegria, gosto, satisfação. Sinto saudades disso. E tenho a perfeita noção de quem um bom treinador faz muito mesmo com jogadores com menos qualidade. Com Marco Silva tenho visto o inverso, jogadores que vão estando menos organizados, motivados, capazes, física e mentalmente. Comparem qualquer jogador com a época passada. Quem progrediu?

Carrillo

O início do meu sportinguismo também coincide com equipas com grandes jogadores que jogavam bom futebol até…ao Natal.

Portanto, o decaimento da qualidade de jogo, com o decorrer da temporada e com os desgostos que a mesma vai provocando, por força da impossibilidade de atingir objectivos, não é de agora, nem foi inventado pelo Marco Silva.

E repara, eu respeito quem não gosta do estilo ou da qualidade do nosso jogo. Também não sou um entusiasta da nossa forma de jogar, especialmente, desde o empate com as lamparinas. Há quem dissocie o impacto desse resultado com o remanescente da época, eu não o faço, no entanto.

O efeito que lhe atribuo, comparo-o com as equipas dos anos 80 e 90 que, após se verem arredados da conquista do título, passavam a época em exibições aleatórias, ora boas ora más, com ocasionais lutas mal sucedidas pelo 3º lugar (ficámos atrás de Belenenses, Boavista e, creio, do Guimarães, em algumas ocasiões).

É certo que tal circunstância pode querer dizer algo sobre a capacidade do treinador para motivar as suas tropas, quando nada há para obter, no campeonato. Mas não sei até que ponto outro treinador, com maior capacidade motivacional, poderia melhorar este aspecto. Sinceramente, não consigo medir esse factor, tendo em conta que, noutras épocas, treinadores com maior empatia com os adeptos também não foram capazes de o fazer.

Mas, como disse anteriormente, decidir sobre o futuro do Marco carece de outro tipo de análise, relacionada com as alternativas disponíveis e os custos envolvidos numa troca de treinador.

Desculpa la, Sotnas, aceitaria essa premisa se o que visse dentro de campo fosse falta de qualidade. E isso nao acontece.
Aceitaria essa premisa se nao tivéssemos lutado pelos resultados nos jogos “grandes” e na LC, contra equipas BEM mais ricas que nós.
Nao posso aceitar essa premisa quando o que vejo dentro de campo é falta de mentalidade, e pior falta de treino.

Ou seja, temos plantel para ganhar 90% dos jogos. Mesmo com a situaçāo financeira nao desafogada, como indicaste.

Nao estamos na liga espanhola ou inglesa, ganhar o campeonato Portugues, deveria ser suficiente para um Sporting como o actual. Temos de longe o 3 melhor plantel, e nao estamos assim tao pior que os outros 2.

Como tornar um jogo complicado quando se está a vencer aos 20 segundos by Marco Silva. :shifty:
Não sei bem como descrevê-lo. Existiu claramente um regressão da equipa face a Leonardo Silva, mas, por outro lado, estamos a caminho de conquistar uma Taça de Portugal que, em caso de vitória, vai-lhe dar um balão de oxigénio.
Olho para a sua continuidade com alguma desconfiança e não sou dos apologistas que temos plantel para ganhar cerca de 80 % dos jogos da nossa Liga (o nosso plantel relativamente aos outros dois rivais é moderadamente inferior).

Mas espera lá! Tu estás a querer comparar um cenário real (o rendimento concreto de Benfica e Porto) com um cenário hipotético (o de nós termos que ganhar todos os outros jogos).

A mesma premissa de que partes, podem partir os nossos adversários directos. O problema é que, até à data, nenhuma equipa ganhou 30 jogos, excepto os duelos com os 2 adversários directos. Ninguém teve 90% de aproveitamento pontual.

Isso é o mesmo que dizer que, no ano passado, se tivéssemos ganho todos os jogos, menos os jogos com os grandes, tínhamos ganho o campeonato. É uma realidade hoje, ontem e sempre!!

Num cenário ideal, o Benfica não tinha perdido em Vila do Conde e em Paços de Ferreira, tal como nós não tínhamos perdido pontos com o Belenenses, com o Moreirense e com o Paços.

Mas a realidade demonstra essa (quase) impossibilidade de ganhar 90% dos jogos. E digo quase porque o AVB conseguiu-o no Porto. Nem Mourinho foi capaz de tal façanha.

E sim, o nosso problema é mental, tal como o problema de Porto e Benfica o é, quando perdem pontos com adversários muito mais fracos do que eles. Os lampiões mordem-se porque acham que já deviam ter o campeonato no bolso, os tripeiros mordem-se porque acham que podiam ganhar isto se o Lopetegui não inventasse e nós achamos que isto eram favas contadas, se não andassemos a perder pontos com equipas do meio da tabela…

Sim, era possível! Mas não é fácil fazer o que expressaste!

É a nossa sina.
Nao so estamos mal, como acontece algo menos mau, para adiar o inevitavel. Paulo Bento Style.

Os Lamps nisso tem sorte, mesmo perdendo todas as competicoes nunca epoca, sabem que ha sempre grandes chances de as ganharem no ano seguinte, porque efectivamente veem futebol dentro das quatro linhas.

:lol:

Sempre a baterem na tecla da falta de qualidade mas, a verdade, é que se não houvessem jogadores de qualidade o Marco com o futebol que se pratica não conseguia nem o terceiro lugar.

O jogo de ontem foi mais um exemplo, decidido pela qualidade dos intervenientes, Carrillo e Slimani, e não por uma qualquer dinâmica ofensiva determinante. Outros se podem arranjar.

Continuam a olhar para isto à laia da estatística, da classificação ou da conquista de um troféu, quando os sintomas de doença estão bem à vista, de semana para semana. É um verdadeiro caos o funcionamento da equipa, a liderança é inexistente e isso tudo transparece durante os jogos.

Desafio os foristas a fazerem um apanhado de quantas vezes o treinador já repetiu que a equipa não tinha jogado ou entrado como pretendia. Já deixou de ser preocupante, é mesmo caricato. Parece um disco riscado. E nada se altera.

Dizer que esta recorrente falta de atitude ou preparação mental e técnica para os jogos se deve ao facto de se terem perdido os objectivos ou mesmo do cansaço, é ignorar que estas mesmas coisas já eram discutidas no primeiro terço do campeonato, é estar em negação.

O Sporting foi quase sempre isto ao longo da época, com episódios esporádicos que nos levaram a crer que poderia evoluir.

Não é o terceiro lugar que está em causa, mas a falta de qualidade com que o obtivemos e a linha evolutiva descendente, ela sim um Marco deste treinador.

Eu não quero atirar achas pa fogueira mas ontem o que eu vi foi uma equipa que não quis jogar à bola! Com MS, sem MS pouco interessa quando os 11 que estão em campo têm menos vontade de jogar que os seguranças

A equipa jogou aquilo que lhe foi pedido. Devagar, devagarinho e bola na lateral que é menos perigoso quando se a perde. Não teve nada que ver com atitude porque 10 jogadores em simultaneo não perdem a atitude num jogo específico. E até porque houveram ainda alguns exemplos de vontade ontem. Mas também existiu falta de inteligência, abordagem errada ao jogo e ao adversário e correu-se kilometros a mais na direcção errada (bandeirola de canto em vez da baliza).

A equipa não está a jogar um caraças e não tem nada que ver com atitude (ou falta dela).

Tretas. A proporção números vs minutos está igual, só mudaram os minutos.

A equipa ontem não quis jogar, noutros só quis jogar meia parte, muitos por sinal. O que é certo é que quase nunca joga alguma coisa, competente a todos níveis como é de esperar após tantos meses de trabalho.

O que é que o treinador tem a ver com isto? Nada pelos vistos.

A equipa ontem não quis jogar, noutros só quis jogar meia parte, muitos por sinal. O que é certo é que quase nunca joga alguma coisa, competente a todos níveis como é de esperar após tantos meses de trabalho.

O que é que o treinador tem a ver com isto? Nada pelos vistos.
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Eu não disse que não tem nada haver com isso, simplesmente há que se averiguar o que é que eles têm na cabeça. Duvido que seja o treinador que diz para jogarem devagar devagarinho mas cada um acredita no que quer. Isto nao inviabiliza o mau desempenho do MS no jogo

Eu não disse que não tem nada haver com isso, simplesmente há que se averiguar o que é que eles têm na cabeça. Duvido que seja o treinador que diz para jogarem devagar devagarinho mas cada um acredita no que quer. Isto nao inviabiliza o mau desempenho do MS no jogo
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E a 1ª pessoa que deve “averiguar o que eles têm na cabeça” é… o treinador!
É ele que trabalha diariamente com o plantel. É ele que os conhece melhor, que avalia as respostas nos treinos, se correspondem ao que lhes pede.
O treinador não tem a obrigação de me transmitir, a mim, as conclusões a que chegar dessa averiguação. Nem aos jornalistas. Mas o treinador tem a obrigação de retirar ilações de jogo para jogo, de treino para jogo, caso conclua algo sobre “o que eles têm na cabeça”.

Sobre o jogo de ontem, gostava de dizer que jogámos melhor com 10 do que com 11.
Não quer dizer que tenhamos jogado bem, mas apenas melhor. E fomos eficazes.
Ou foi por estarmos com 10, ou foi o intervalo que deu jeito. Não sei. Apenas sei que a 1ª subs não teve qualquer efeito positivo. E a 2ª, forçada pela inferioridade, surtiu.
O que é incrível e não é a 1ª vez que, em adversidade (leia-se, inferioridade numérica), a equipa melhora ou safa a coisa.

Ontem, com menos 1, recuperámos e ganhámos.
Em Belém evitámos a derrota e sacámos 1 pontito.
No Nacional safámo-nos da derrota e arrancámos 1 resultado favorável para a taça
Na liga conseguimos manter a vantagem mínima, algo que tem dado água pela barba
Com o Boavista para a taça Lucílio desfizémos o nulo.
Com o Penafiel desperdiçámos a vantagem de 2 mas, após o intervalo, fomos à procura da vitória e conseguimos.
Em território alemão, fomos ao tapete mas ainda recuperámos vantagem de 2 (depois veio o penalty gazprom, mas isso já é demais)

Com isto não quero dizer que a equipa jogue melhor com 10. Ou que seja preferível manter a enorme facilidade com que expulsam jogadores nossos (em Setúbal foi ridículo, ontem não há nada a dizer, a não ser que o defesa esquerdo foi pássaro).
Mas, tirando a 1ª jornada, não sei se houve mais algum jogo em inferioridade numérica que nos tenha liquidado. Estou ciente do valor (ou da falta dele) daqueles adversários que ali estão.

Mas, por vezes, parece que é necessário um choque, para arregaçarem, todos, as mangas. No caso do treinador, tirar as mãos dos bolsos e conseguir que as suas instruções, incluindo as suas subs, surtam algum efeito