Se o Marco ganhar a Taça de Portugal deveria ficar, desde 2007 que não ganhamos um título, daí que ao atingir esse feito faria todo o sentido continuar o seu trabalho. Sou a favor da estabilidade caso esta produza resultados continuados. Já na altura do Jesualdo Ferreira ter pegado na equipa quando esta estava muito perto dos últimos lugares e chegou-se a temer o pior, pensei que a sua permanência no cargo seria o mais acertado, o Presidente encarregou-se de nos surpreender a todos e apostar no LJ e os resultados foram ainda melhores que os expectáveis. Quem sabe se o Presidente não terá já alguma ideia sobre a posição do treinador sem o Marco Silva?
A equipa no início e a meio da temporada fez bons jogos e de alta qualidade contra adversários valorosos, contudo nos últimos meses essa bitola tem caído a pique, talvez por causa do cansaço dos jogadores ou da falta de clarividência do treinador, mas pouco ou nada muda nos seus “escolhidos”, apresentou um futebol muitas vezes previsível, pouco consequente e com apostas que não correram bem.
Para a próxima época, teremos uma pré época muito curta e vários jogos a doer, tanto com os jogos da pré-eliminatória da Liga dos Campeões como com a Supertaça com o beyfica. Felizmente não há nenhum europeu ou mundial, senão ainda era pior com a gestão dos jogadores.
Posto isto, não fico satisfeito que os sócios ponham em causa o Presidente por causa de um treinador, seja ele quem for, a direcção pode e manda e quer, ela sim, o melhor para o Clube. O treinador tem desde há meses para cá andado a enterrar-se aos olhos dos adeptos, tanto pelo futebol paupérrimo que muitas vezes apresenta, como pela falta de alternativas que impõe na equipa. O Presidente não precisa de se preocupar com o apoio de algumas franjas de adeptos ao treinador, ele tem perdido esse apoio por culpa própria.
A nossa sorte foi um braguinha mal orientado que perdeu muito pontos,
seria bonito o braguinha a morder-nos os calcanhares e a equipe a tremer
para manter o 3 lugar.
O Leo saiu à quase 1 ano e não houve qualquer evolução no fio de jogo,
pouca ou nenhuma valorização de activos… uma época para cumprir calendário.
Rui Patrício - 398 jogos
Cedric - 65 jogos
Paulo Oliveira - 67 jogos (excluindo os 29 que fez pelo Penafiel na 2ª Liga)
Ewerton - não encontrei dados fiáveis, mas terá cerca de 100 jogos em 1ª’s Ligas
Jefferson - 127 jogos
Miguel Lopes - 104 jogos
William Carvalho - 78 jogos
Rosell - 51 jogos
Adrien Silva - 144 jogos
João Mário - 38 jogos Ryan Gauld - 55 jogos
André Martins - 66 jogos
André Carrillo - 145 jogos
Nani - 344 jogos
Diego Capel - 289 jogos (aqui está o fator experiência a fazer a diferença!!)
Fredy Montero - 247 jogos
Slimani - 45 jogos (Sporting) + 28 (seleção da Argélia)
Realmente, quando se tem uma equipa com meia dúzia de jogos de experiência de 1ª liga (nem contem internacionalizações nas seleções principais para todos excepto o Slimani) não se pode pedir muito.
Curioso, que os dois melhores jogadores do Braga sejam o Rafa e o Danilo, 2 jogadores com centenas de jogos em 1ª’s Ligas. Mas pronto, exigência mínima com o Marco Silva coitado, afinal é o nosso grande salvador
Realmente, não há nada de errado. Se já ficamos em 7º lugar, a partir de agora tudo o que for acima disso é de dar graças a deus!
Marco Silva a meu ver reagiu bem às adversidades do jogo. A saída de Rosell aos 30 fez todo o sentido, não que estivesse a jogar pessimamente mas porque com o jogo empatado e o Boavista sem causar perigo precisávamos de agitar e a entrada de Slimani visou isso mesmo (resultou aliás). Após a expulsão de Tobias (claramente falta mas o vermelho é exagerado, o avançado não tinha a bola dominada visto que esta bate-lhe no pé e foge-lhe, amarelo e não vermelho para Tobias) entrou William tendo em vista fazer uma dupla posição, central a defender e 1º construtor de jogo a atacar (resultou em pleno o risco assumido por MS), de seguida Adrien pede substituição e Marco Silva lança Mané invés de André Martins e aqui o risco pareceu elevado mas acabou por ter sido benéfico porque Mané entrou bem e levou perigo ao último reduto axadrezado. Assim, na minha opinião assistimos a um mau jogo, onde MS assumiu o risco (contrariando algo que lhe apontam por aqui) tendo resultado em pleno tudo o que foi fazendo ao longo do encontro.
Conheces o forista em causa para dizeres que tens vergonha dele?
Se estás assim tão revoltado sempre te podes acorrentar a uma das portas do Estádio em protesto contra a permanência do Treinador (Que nem sabes se vai ficar ou não).
Ninguém aqui neste fórum tem a capacidade de decidir só de dar a sua opinião e ninguém aqui é dono da verdade.
Uma equipa “sem” objetivos até à final da taça vai ser algo difícil de gerir pelo MS. Este relaxamento mental e físico dos jogadores é perfeitamente natural, o nosso campeonato acabou lamentavelmente aos 94 min. do jogo contra os lamps…
O Presidente decidirá o que fazer após a final da Taça de Portugal, se decidir manter MS até pode ser que seja bom sinal para nós, era sinal que tínhamos ganho a final, o que o Presidente decidir por mim está ok e eu não sou “amante” de MS.
p.s. mas que não andamos a jogar nada isso é verdade ( será do treinador, jogadores, relva, bola, Presidente ) não sei explicar, já me ultrapassa.
Leio aqui muita gente a dar o argumento de a classificação coincidir com o orçamento, como favorável ao desempenho do treinador.
Peço a essas pessoas que se desfoquem um pouco dos resultados, tentando olhar para a organização colectiva desta “equipa”, e avaliando-a. O que concluem? Em que momento(s) do jogo é que o Sporting do Marco Silva é competente, se o é em algum? em organização ofensiva? defendendo com bola? em transição ofensiva? em transição defensiva? reagindo à perda de bola? em organização defensiva? a defender e/ou atacar bolas paradas? somos fortes em qual???
Mais em geral, a equipa é organizada ou nem por isso? Defende bem? assalta bem autocarros? reage bem animicamente a momentos difíceis, durante o jogo e/ou o longo da época?
Se pensarem nestes parâmetros e não estiverem tão obcecados apenas com o desfecho final, penso que poderão avaliar melhor o desempenho do treinador. Deixo assim uma última pergunta (apenas para aqueles que aceitaram o desafio anterior):
querem este treinador para 2015/16, em nome da estabilidade? será que sermos estáveis na mediocridade é benéfico para o Sporting?
Acho o MC muito pouco interventivo no banco, só reage depois de sofrer golos ou tarde de mais, sinceramente é a maior falha que lhe imputo.
Em Paços e contra o Penafiel por ex estava a verse o que ia acontecer e ele só reage depois de sofrer o golo.
Contra os lamps continuamos a jogar como se estive-se 0-0, não percebo.
Mas todos os treinador tem as suas qualidade e defeito, quando JJ perdeu tudo o que havia a perder não havia nenhum lamp que não quisesse o seu escalpe.
Não acredito que a direcção despache o treinador se ele ganhar a Taça de Portugal e acabar com um jejum de 7 ano.
Eu prefiro ganhar a Taça de Portugal e dar mais um ano para o treinador evoluir do que ter a oportunidade de correr com ele mas continuar com a crise de resultados.
Despedir o treinador mesmo que ganhe a Taça é um risco tremendo para esta direcção, porque se as coisas não correm bem com um novo treinador e (nessa altura) a 1 ano para as eleições a direcção pode ficar seriamente ameaçada e eu não quero voltar aos tempos dos croquetes.
Correr com MC aconteça o que acontecer e vai se buscar quem? O Vítor Pereira? Um estrageiro? Quem? E com que dinheiro? Andamos sempre a fazer contas á vida e não é garantido que consigamos despachar jogadores com contractos leoninos como o Capel.
Eu percebo a frustração de alguns foristas, fiquei de pé a traz com a rabula de Dezembro, mas porra isto não branco e preto a vida não é assim.
Não vale a pena a comparação com o LJ porque ele deu-nos um pontapé no rabo á primeira oportunidade, não quis ficar no Sporting porque achava que com o orçamento que tinha não era possível ser campeão essa é a verdade.
Se MC ganhar a Taça custa assim tanto dar-lhe mais uma oportunidade? Claro se me disserem que vem ai o Klopp eu próprio fazia as malas ao MC.
O risco é subjacente a qualquer tomada de decisão. Mas há aí um elemento com que estou de acordo: hoje, é o treinador que está na berlinda; amanhã, pode muito bem ser o presidente.
É que, com ou sem Marco Silva, se a coisa não correr como muitos querem, quem vai começar a ser visado é o presidente. E o trabalho que ele iniciou não deveria ter como prioridade prometer ganhar campeonatos de futebol.