Marco Silva - Treinador do Sporting Clube de Portugal

Oxalá que sim, que estejam. Mas se não estiverem, como é possível que não estejam, eu gostava é que quem tem fé cega neles, depois, não venha aqui ao fórum desancá-los a eles e ao treinador, esquecendo o que andaram a escrever uns meses antes.

O que mais me aflige, num cenário de aposta em tão grande número de miúdos, não é o poder não ganhar; é o poder perder-se um bom projecto de trabalho por conta do alarmismo e da histeria, porque as pessoas estão dispostas a pedir e a exigir, sem olharem às possíveis condicionantes envolvidas. E como as certezas são tão grandes, antes da verificação prática, a frustração é como um vendaval, quando se percebe que o que se pediu, com toda a certeza do Mundo, não corresponde ao que era esperado. O que alguma malta não se lembra é do que andou a escrever e partem logo para outro “bandwagon”, com a mesma convicção de sempre.

O Tobias é apenas um exemplo dito. Estava mais do que preparado, já devia estar nos AA desde o início de época, etc., etc.. E, agora, vemos algumas das pessoas que defenderam convictamente essa ideia criticarem ferozmente o miúdo.

Há um número muito significativo de adeptos que não perfilha dos ideais do clube formador.

[member=14638]sotnas o único jogador da formação que entrou no 11 de forma definitiva foi o João Mário, bem longe de ser “um miúdo” como nos tempos do Bento, vindo de um empréstimo a um Clube da II Liga ou da II Divisão, no seu segundo ano de sénior.

O João Mário é mais velho que o Bruma e que o Mané, e é da idade do Ilori, por exemplo, dois jogadores que já saíram do Sporting há duas épocas depois de se terem afirmado e motivado o interesse de outros Clubes, e outro que já foi titular com Jardim.

Podemos falar à vontade de “miúdos” e de projecto formador, mas esta é a equipa que tem Ewerton e Jefferson na defesa (e ainda Miguel Lopes, um jogador experiente), Patrício na baliza, que segurou William perante o interesse de Clubes de renome, que tem em Adrien e André Martins jogadores que já estão longe de estar a dar os primeiros passos (o mesmo podia ser dito, aliás, do Cédric), que tem o experiente Nani emprestado por um dos melhores Clubes da Premier League, que tem Slimani, Montero e Carrillo, etc.

Não encontramos nesta equipa, actualmente, jogadores a começar a sua carreira no futebol sénior. De todo. Os mais novos dos titulares serão talvez Paulo Oliveira (que tem 22 anos, creio, e não sei se não fará 23) e João Mário (presença assídua na Selecção Portuguesa A). Portanto, não dá para fazer um paralelismo propriamente nem com o Passado, nem traçar um cenário de grande diferença para os rivais (melhor dizendo, este ano o benfica está a ter no seu plantel uma excepção face ao Passado recente: basta lembrar que o ano passado tinha Markovic com 17 ou 18 anos, ou que o porto tem um miúdo de 20 anos como maestro da equipa.

Curiosamente, houve quem dissesse que mal por mal que se apostasse no Tobias em vez do Maurício (erros por erros, 3º lugar por 3º lugar, sempre crescia o Tobias, que pela idade pode ter alguma margem de evolução), mas que o jogador não tinha qualidade suficiente para ser titular no Sporting, assim como houve quem visse qualidade no Ewerton e achasse que mal estivesse bem fisicamente seria um jogador importante para estabilizar o sector. Pessoalmente, não só acho o Ewerton superior aos outros 2 centrais (por ter melhores argumentos técnicos, sobretudo, com um pé esquerdo bem calibrado), como acho que de facto o Tobias tem crescido. Ainda comete erros, mas por exemplo na Mata Real teve um bom jogo. É irregular, mas é por isso que… não é titular.

Na próxima temporada, para o onze inicial, só estou a ver assim de repente apostas no Gauld (19 anos) - que será o nosso Markovic, e que já leva alguma experiência europeia na Liga Escocesa e na qualificação para o Europeu Sub-21, onde por exemplo estiveram jogadores como o William e o João Mário -, e eventualmente no Carlos Mané, que tem 21 anos.

O Sporting, ao contrário do que aconteceu no Passado, não tem subido jogadores com idades de júnior, ou vindos dos júniores, ao plantel principal. A excepção foi mesmo o Carlos Mané, que ainda assim teve 6 meses para se ambientar nos treinos para ser lançado num contexto de menos pressão (Taça da Liga).

Para além disto, a direcção tem resistido a vender mais do que 2 titulares por época - e no Verão passado vendeu apenas o Rojo. Isto é condizente com um crescimento esperado da equipa. E a equipa deu indícios disso na primeira volta, depois abdicou dessa ambição para tentar sofrer menos golos (foi o caminho errado).

No meio disto tudo, há que apontar as responsabilidades claríssimas do treinador. O Sporting não é um plantel de miúdos, tipo Ajax (não sei exactamente como anda agora em termos de idades) ou Arsenal há 3 ou 4 épocas. Esses eram, no caso do Arsenal não ganhava títulos (e era gozado por isso), mas a realidade é que o treinador lá foi ficando. Isto não se deveu apenas à benevolência da estrutura, deveu-se também ao facto da equipa, apesar da juventude e irregularidade que não lhe permitia discutir o título, mostrar ainda assim bom futebol, organização e jogar (defender e sobretudo atacar) bem, como equipa. O Sporting até começou a mostrar isso esta época. Sem Nani que chegou tarde. Com Maurício e Sarr. Com Slimani castigado. E, hoje, com bem mais soluções, a equipa não é capaz de dominar e fazer jogos de qualidade contra um Setúbal e um Boavista. Eu não compro a ideia que seja só falta de motivação. De maneira nenhuma. E ninguém pedia ao Marco que fosse campeão (claro que essa ilusão cresceu, mas não é por tal que sairá). Agora, essa ideia do projecto… um projecto não é de 5 ou 6 anos. Isso não existe. Um projecto começa, desde logo, por na primeira época a equipa se ir desenvolvendo, mostrando melhorias, tornando-se mais solidária e mais forte, com percalços ocasionais naturais de quem ainda está nesse processo de evolução. Porém, os indícios do actual Sporting são terríveis.

Eu começo a achar que a defesa da manutenção do Marco “no matter what” - a não ser, é claro, que o futebol da equipa mude bastante - só se deve a dificuldade de se mudar de opinião quanto ao treinador, ou de “dar o braço a torcer” quanto ao plantel. Eu próprio sempre fui defendendo o Marco, apontando as condicionantes, e dizendo que pela qualidade que lhe reconhecia acreditava que a equipa com o tempo evoluisse. Não aconteceu. É assim. O Sporting como equipa actualmente é inferior ao Estoril do ano passado, com a diferença óbvia de que tem muito melhores jogadores e que como tal se arrisca a ganhar muito mais jogos.

A estrutura pode dar Ewerton, pode dar Labyad, pode até conseguir segurar o Carrillo e outras peças importantes pela experiência e/ou qualidade (como Patrício, João Mário e até Slimani, eventualmente). Pode dar jogadores com o talento (e já alguma experiência) de um Iuri e de um Gauld para que o treinador o trabalhe e saiba enquadrar no colectivo as suas qualidades técnicas (esta conversa está-me a fazer recordar o trabalho feito no porto com um jogador como o James, por exemplo). Mas todo esse esforço valerá a pena com o actual Marco Silva?

Na pré-época, elogiei bastante o Marco e estava confiante. Naquele início, tirando um jogo de que não gostei nada (e que a equipa até conseguiu vencer), defendi aqui o treinador. Nos 2 empates contra o Paços de Ferreira vim aqui defender o treinador. Mas nos últimos 3 jogos (2 deles em casa), perante adversários medianos, nesta fase da época a equipa já devia ter mostrado conseguir dominar, controlar e fazer um bom jogo pelo menos em 2 deles (como disse… percalços aceitam-se). Não o fez em nenhum e não dá indícios de melhorar (pelo contrário, vai-se afundando cada vez mais). É pela falta de apoio? Não se podem queixar de tal. É pelas “cisões internas”? Seria talvez em Dezembro/Janeiro, agora são desculpas. É, sobretudo, pela falta de qualidade no trabalho desenvolvido. Tenho sincera pena porque acreditei bastante no Marco, mas hoje a equipa nem um futebol de qualidade tenta jogar (ser capaz ou não é outra coisa, e lutar pelo título jogando assim ou não é outra coisa ainda). E quando se desiste… é-se um perdedor. O que é uma pena num treinador que nas antevisões das idas à Luz e a Stamford Bridge mostrou uma ambição que há muito não recordava. Que em CI’s fez críticas à equipa que dirigia (portanto, também auto-críticas) em jogos nada inferiores (pelo contrário) aos 3 últimos. A verdade é que, por alguma razão, o Marco mudou. E este não serve.

[member=19812]Ehrmantraut

Eu não fui um acérrimo defensor da contratação do Marco Silva (pelo contrário), mas para o despedir há que ponderar outras variáveis que, quem escreve, não as representa como sendo condição para a tomada de decisão. Por exemplo, quanto custa despedir, quais os treinadores disponíveis e quanto custa contratar melhor que o MS. É que trocar de treinador todos os anos é uma história que eu não gosto de ver repetida, especialmente, quando a troca é por igual ou pior.

Para resumir o teu texto, no tocante ao factor experiência - que confundes com idade -, deixa-me só referir Carrillo. Demorou 4 temporadas a atingir um nível consentâneo com as ambições do clube onde joga. Eu repito: 4 temporadas!!!

Como é que queres fazer crer que jogadores como o William, o Paulo Oliveira, o Ewerton (tem menos jogos que o Paulo Oliveira, ao nível de uma primeira liga), o João Mário, o Slimani, o Jonathan, o Wallyson, o Iuri ou o Gauld (essa da experiência da Liga Escocesa é “interessante”) estão em “ponto de rebuçado”, quando deverão ter bastantes menos jogos, a este nível, que o peruano?

Eh pá, é tudo jogador com potencial, que são entusiasmantes, mas que têm que merecer compreensão quando têm um dia mau, porque é algo natural de acontecer. E quando acontecem esses dias maus, é bom que, partindo do princípio que a malta percebe que é natural que aconteça, se tenha consciência de que essa susceptibilidade faz valer um pouco menos a qualidade imediata do plantel.

E ficar em 3º lugar, nestas circunstâncias, está longe de ser um drama ou um horror. O plantel tem qualidade, podia ter-se feito melhor mas também se podia ter feito pior.

Desde a derrota com o Benfica, o nível qualitativo perceptível de jogo tem decrescido, é um facto. A equipa assemelha-se mais a um camaleão, que muda de cor, em função das circunstâncias. É um factor de ponderação na continuidade do treinador, com toda a certeza. Mas não é o único.

Sotnas, o Óliver tinha para aí 30 jogos (ou menos) em Primeiras Ligas e é o jogador que está mais em ponto de rebuçado na equipa do Porto inteira… e há lá malta que joga em Primeiras Ligas há 5 ou 6 anos, pelo menos, com grande regularidade. Ele é o jogador mais maduro, mais experiente, que define melhor, que joga com mais cabeça e que vê coisas que os outros, batidos e com jogos atrás de jogos, não viam nem que jogassem com 40 anos…

Dou o exemplo do Óliver como podia dar dezenas de outros, não é por um jogador fazer mais 40 ou 50 jogos no futebol sénior que ficará necessariamente melhor (de todo). Aliás, a crença que baseia isso foi precisamente o que fez os adeptos do Sporting nos últimos largos anos perderem a paciência com miúdos que até entraram bastante bem na equipa (Carriço, Veloso, moutinho, Djaló, Saleiro, etc). Projectos de longo prazo… fala-se nisso há anos e anos. Futebol é futebol, e estamos a falar de gente que sempre jogou futebol desde miúdos. O que custa no futebol profissional, e no futebol de Primeira Liga, é o ritmo e a velocidade do jogo. Aí demoras uns quantos jogos para te adaptares. O resto é tudo igual (é futebol, como se joga na formação, com as mesmas regras, mesmos objectivos, etc). Muda a velocidade, o ritmo e a exigência física, a que o corpo se habitua (há estudos que apontam o tempo que demora a habituar-se, mas não me recordo de números e nem sei se são credíveis).

É por isso, em grande parte, que há centenas de jogadores em início de carreira que são incomensuravelmente melhores que centenas de outros com muitos jogos de futebol profissional em cima. Mesmo actuando no mesmo contexto competitivo (jogando nos mesmos Campeonatos com quem são comparados). Isto porque está longe de ser um factor importante, comparado com outros (como a qualidade, basicamente, que já inclui a maturidade do jogador, o perfil de decisão e a compreensão do contexto na abordagem aos lances).

Há imensos casos onde os jogadores evoluem com a idade, e imensos casos em que não evoluem, frustrando as expectativas de quem o esperava. Portanto, a questão da evolução com a experiência é tudo, mas mesmo tudo menos linear.

Quanto à compreensão, o problema é mesmo esse: não estarmos a falar de dias maus, muito ocasionais. E as pessoas estão a bater nos jogadores porque eles não sabem que futebol vão jogar quando entram em campo. Ou não acreditam no futebol que lhes é impingido. Convicção é zero, e não é de um dia, é regularmente.

Ficar em terceiro era o mínimo exegível para quem o ano passado ficou em segundo, só vendeu 1 titular, e acrescentou 2 jogadores que são claros acrescentos de qualidade aos que ocupavam os seus lugares no 11 inicial (falo de João Mário e Nani, que tiraram o lugar a Martins e Capel/Héldon/Mané).

O plantel experiente do Boavista não é melhor que o plantel inexperiente do guimarães. E o contrário acontece, com as mesmas equipas. A experiência pode quanto muito fazer a diferença quando o que interessa (qualidade dos jogadores, qualidade dos métodos colectivos das equipas) é igual. Mas isso também a capacidade física (atlético) e a sorte podem fazer, entre imensos outros factores. Porque a experiência não está necessariamente associada à maior regularidade dos jogadores, ou à maior qualidade nas suas acções, como aliás é comprovável. Acontece e não acontece. Varia de caso para caso.

Olha que o United ou o Arsenal bem gostariam de ter um jogador (William) que não está no ponto de rebuçado para um Campeonato periférico como o português. Mas já se importavam em ter um Miguel Lopes, que deve ter para aí o triplo dos jogos. Porquê? Porque isso não é o essencial. Há equipas mais jovens que ganham, e equipas mais experientes que ganham. Não é por aí. A não ser que estejamos a falar, claro, de equipas jovens com jogadores de muito mas muito menor qualidade (não apenas experiência) que os rivais, ou que começaram nessa época o seu começo no futebol sénior (natural que demore uns meses de treinos e jogos a se adaptar à velocidade desse futebol sénior, ou desse futebol de primeira liga).

Editado: Aliás, o exemplo do Carrillo pode ser paradigmático… no seu contrário. A terceira época do Carrillo na Europa não foi significativamente superior à primeira, mesmo que num contexto colectivo mais propício a que tal acontecesse. Aconteceu este ano. Podemos daí extrapolar que todos os jogadores, de repente, 4 temporadas depois de chegarem a um Clube (ou demorando mais ainda) apresentarão um rendimento diferente do que apresentam até aí? Dificilmente, porque para ser uma regra as excepções não poderiam ser tão… significativas. Tal como aconteceu com o Carrillo, não acontece a dezenas de jogadores que pura e simplesmente não evoluem no sentido indicado (mesmo que com experiência de jogo). E mesmo no caso do Carrillo não foi a experiência de jogo que do nada o fez passar de um jogador dispensável a um jogador essencial. Já tinha alguma o ano passado e não aumentou desmesuradamente da época passada para esta, pelo que apontar esse factor como importante para essa evolução do jogador é algo que pura e simplesmente me parece impossível ser feito.

A sorte do Marco Silva é que vai ter muito tempo para preparar a final da Taça de Portugal e só a perde se for mesmo mau.

E mais uma vez o Sporting está entalado num paradoxo.

Ao ganharmos a Taça de Portugal, o responsável por este miserável futebol que praticamos será levado em ombros como salvador da pátria sportinguista.

A comunicação social portuguesa tratará de transformar a Taça de Portugal numa vitória de Marco Silva, o Messias, contra Bruno de Carvalho, o Grande Satã.

Todas as miseráveis prestações serão culpa do presidente que não deu condições ao treinador.

O jogador da formação é expulso devido em parte à sua inexperiência mas essencialmente pelo facto desta equipa ser incompetente na forma como actua… Sofremos golos regularmente por incapacidade nos processos e temos grandes dificuldades em fazê-los pelo mesmo motivo.

A culpa é de todos menos do artista que temos no banco.

Sim, pois.

Quanto custa despedir o Marco Silva?

Eu pergunto-me antes… quanto custa NÃO despedir o Marco Silva?

O Mauricio, esse central de merda que agora é titular no 2º classificado italiano, saiu por 2,6 milhões de euros quando no verão valeria pelo menos o dobro. Só aqui já estão 2,5 milhões. Acho que já dava para rescindir com 2 Marcos Silvas. Que nunca o dinheiro sirva de desculpa no que respeita ao treinador. Perde-se hoje uma migalha para amanhã ganhar a carcaça inteira.

Claro que é culpa do presidente foi ele que contratou este “aprendiz de feiticeiro” ou ele apareceu a Alvalade sem ser convidado?

Irrita me chegar a 6 jornadas do fim e o treinador ainda ter dificuldades em perceber que Mané em casa na maioria dos jogos tem de jogar a titular e atrás do avançado.

Irrita me a esta altura da época continuar a ver a equipa a mostrar pouca vontade de evoluir em equipa/grupo.

Irrita me pessoal dizer que a equipa não dava para mais pois é só mancos quando nós jogando apenas 45 minutos por jogo conseguimos estar só a 1\ pontos do primeiro…O que gostava que jogássemos 90 minutos :lol:

Neste momento não consigo ver sequer grande vontade no Marco Silva em trabalhar a equipa já a pensar na próxima temporada.

Espero a vitória na taça e no final que BdC apareça a pôr ordem neste “cabeçudo”.

Não é verdade , ou pelo menos nem toda a gente reclamou por isso (até porque ir mudando de opinião apenas porque jogador A ou B jogou bem/mal na semana passada gera um comportamento errático).

Só posso falar por mim …na primeira jornada queria logo ter visto o Tobias a titular (como até devo ter colocado no topico do jogo). Não existia nenhuma relação com o rendimento do Sarr nessa altura. Agora também sei o que a minha aposta acarreta. Como o sotnas tem vindo a referir. Muita dor de crescimento. Muitos erros à espera de acontecer. Mas eu prefiro passar por essa do que a dor da falta de qualidade que não nos leva a lado nenhum. E defendo que para o ano o Sporting deve fazer uma aposta novamente nos bons quadros que tem vindo a formar e que tem ao seu dispor. E esse risco vai naturalmente contaminar alguma da avaliação que se vá fazer ao treinador para o ano. Não tenho dúvidas nenhumas que os adeptos nunca iram aceitar tal coisa quando os resultados menos bons ocorrerem.

[member=19812]Ehrmantraut

O Óliver tem um enquadramento de gente com experiência a diversos níveis. Isso permite-lhe melhores condições de amadurecimento. Mas o Óliver não foi sempre titular, nem sempre jogou bem.

Não é o que se passa com o nosso plantel. O Porto coloca-te, se quiserem, 8 jogadores com mais de 100 jogos de primeiro nível (entre campeonatos, jogos de competições europeias ou de selecção), no onze inicial. Não sei se conseguimos fazer o mesmo. Repara, não estou a falar de qualidade em bruto, estou a dizer que o factor experiência tem grande influência no factor consistência.

O Bobby Robson, há muitos anos, descreveu bem esta distinção, comparando o que tinha no Sporting e o que encontrou no Porto. Cá, tinha talento a rodos; lá, tinha homens habituados a ganhar, com uma força mental superior. Em momento algum ele disse que tinha mais talento no Porto. Ele disse que encontrou mais experiência e força mental.

Olhemos para o nosso historial de jovens saídos da formação e, parece-me, só o João Moutinho foi capaz de fazer uma grande sucessão de jogos, sem oscilações de rendimento. O Figo teve altos e baixos, por exemplo, até atingir um plano de excelência.

Eu não tenho problema nenhum com uma aposta nos miúdos. Nenhum, mesmo! Tenho problemas com as considerações que se vão fazer, quando os resultados não forem tão bons; tenho problemas com as conclusões que se tiram, sob uma premissa de haver condições para se fazer muito melhor, como se isso fossem favas contadas. E tenho um problema muito maior com as consequências do comportamento dos adeptos, nesta matéria, que pode forçar um bom presidente a ceder ao populismo e mandar pelo cano uma boa ideia, que nunca amadurece por falta de cultura de formação, por parte dos adeptos.

:menos:

Jogo fraco. Mais um. Principalmente a 1º parte foi horrível.
Substituições. Compreendo a entrada de Slimani, mas tirar o Rosell aos 30 minutos de jogo é acabar com um jogador emocionalmente (nem me parece que estivesse a ser o pior). A entrada de Mané para tirar o Adrien foi também ela estranha (aceito se Adrien estivesse limitado).
Mais uma expulsão.
Mais um golo sofrido.

:mais:
Golo aos 20 segundos.
Resposta da equipa após a expulsão. boa 2ª parte a jogar com 10.
Excelente substituição a colocar William com central.
Vitória e mais 3 pontos.

Bolas sotnas. Não foi um jogador que jogou sempre titular nem que jogou sempre bem porque não é nenhum robot, é um mano. Continuaremos indefinidamente a criar excepções à regra até perceber que ela falha?

Como é que a experiência tem “grande influência” quando há equipas na 1ª Liga com jogadores tanto ou mais experientes (de I Liga) com metade dos pontos das outras? Não haverão outras coisas que, essas sim, têm grande influência?

Pessoalmente não conheço um único jogador (nem Ronaldo e Messi) que não tenha altos e baixos. Inclusive durante apenas uma temporada. É algo humano. Normal. O que fica por provar é que a regra de que jogadores mais experientes são mais regulares se verifique. Porque as excepções teriam que ser poucas, e parecem-me tantas que só podem fazer da experiência um extra (mais ou menos importante, mas não decisivo para o sucesso, como já vários jogadores e várias equipas demonstraram).

Se falarmos de probabilidades… aí já teremos de ir a números. Mas também precisaremos de usar dados para demonstrar que existe uma clara correlação entre a experiência e as vitórias. As palavras do Bobby Robson… não chegam. Se não, por exemplo, o sucesso do Guardiola no Barcelona, face ao menor sucesso dos seus sucessores com equipas mais experientes também chega para demonstrar o contrário. E este é só um exemplo que me vem à cabeça.

É preciso demonstrar que equipas mais experientes tendem a ganhar menos que equipas menos experientes. Se houver umas que ganham mais e outras que ganham menos… temos que perceber que se calhar não é isso que é decisivo.

Ninguém adivinhava que um treinador tornar-se-ia na 5ª coluna dos opositores ao presidente. Nunca se viu tal em Alvalade.

http://www.maisfutebol.iol.pt/videos/14240803/Guimar%25C3%25A3es/sporting-marco-silva-aplaudido-por-adeptos-a-entrada-para-o-autocarro

Deveria ter ido de vela quando começou a arrebitar a crista em Novembro.

[member=19314]Veddie e [member=6546]Verdelion a gritarem “Ficaaaa Marcooooo” , “Ficaaaaaaaaaaaaaa”

Vamos Marquio!!!

:venia: :venia: :venia:

Parece-me justo que se espere pela final da Taça.

Que raio de comparação!! Então, agora comparamos desníveis qualitativos para dar a entender que a experiência é irrelevante? Vamos comparar o Guimarães com o Penafiel, ou estamos a comparar o Sporting com o Porto e com o Benfica? Aquando do jogo com o Porto, procurei a diferença de jogos entre cada um dos 11’s. Na defesa, a diferença é abismal!!

Por acaso, nesse exemplo do Barcelona, tenho dúvidas de que, hoje, o Barça tenha um 11 mais experiente, quando antigamente haviam Puyol, Villa, Xavi, Abidal, Keita, Valdés. Estamos a falar de uma equipa que tinha, no seu onze, 8 ou 9 jogadores no auge da sua capacidade competitiva, todos internacionais por boas selecções mundiais. Mais uma vez, não é o caso do Sporting, mesmo na comparação com os seus rivais directos. E é sempre mais fácil ter espaço para 2 jovens crescerem, do que ser obrigado a lançar 4 ou 5 jogadores inexperientes e pedir-lhes que produzam como se já tivessem 100 jogos nas pernas. Eles tinham Xavi e Iniesta para lançarem o Busquets e ainda tinham o Keita no banco; tinham Puyol para proteger o Piqué; tinham Villa no ataque, ao lado do Messi e de outro que ia variando (Pedro, às vezes o Iniesta e entrava Keita para o meio campo); os laterais eram 2 internacionais brasileiros e ainda havia Abidal. Mas sim, o Barça de Guardiola era melhor do que este.

O Ajax campeão europeu tinha gente carregada de jogos e dois trintões, bem adiantados:
van der Sar - 124 jogos
Reiziger - 80 jogos
Blind - 363 jogos pelo Ajax + 265 jogos pelo Sparta de Roterdão
De Boer - 267 jogos
Rijkaard - 539 jogos
Seedorf - 89 jogos
Finidi - não encontro dados
Davids - 109 jogos
R. De Boer - 202 jogos
Litmanen - 95 jogos com a camisola do Ajax + 151 jogos na 1ª liga finlandesa
Overmars - 162 jogos + 11 jogos na segunda liga

Mas se achas que o factor experiência é um mero extra… :inde:

Completamente inapto. Estou cada vez com mais receio da final da Taça.

O que me lixa nesta situação, além da óbvia incapacidade da equipa que ele treina em praticar um pouco de futebol, é a fantástica imprensa que tem. Personifica tudo o que eu pensava já ter sido irradiado do meu Clube.
Autêntico cancro. Vai embora, por favor.