É falso que tanto um como o outro sejam jogadores de provas dadas. Mané não é nem nunca foi um titular indiscutível na equipa do Sporting e ainda à bem pouco tempo era criticado por muitos de nós. O japonês provou que sabe marcar livres e pouco mais do que isso.
Talisca tem mais golos no campeonato do que qualquer jogador da nossa equipa. Derley foi no ano passado um dos melhores marcadores do campeonato e Pizzi o ano passado para além de ter sido tentado por esta direcção para mim é o natural sucessor do Enzo Perez.
A verdade é que apesar dos lampiões terem perdido qualidade continuam com uma equipa com qualidade a que souberam acrescentar a experiência quer de Júlio Cesar quer do Jonas à voz de comando do Luisão.
Na nossa equipa ontem tínhamos o Montero como jogador mais velho, um meio campo jovem e uma defesa que está a fazer os primeiros jogos todos juntos.
O 11 do Benfica, que entrou em campo, não é mais forte que o nosso, em minha opinião - Enzo e Gaitán são outra loiça. Mas tem rotinas importantes, que a nossa equipa ainda não tem.
E durante 15 minutos, foi possível ver essa diferença, pelo trabalho sem bola que os jogadores do Benfica já fazem. Dir-me-ão que Samaris só tem uma época de Benfica, tal como o Jonas. Mas à volta deles estavam 4 atletas com tempo suficiente para apreender esses movimentos.
Também não vou na conversa do Jesus nos ter dado o jogo. Nós é que os empurrámos para trás. E eles sentiram-se confortáveis no jogo, na maior parte do tempo. O que é certo e verdadeiro, também, é que em 3 ou 4 situações o último passe podia e devia ter saído com mais qualidade. E isso influenciou a falta de “dentes” para morder a peça.
No tocante aos jogadores, que entendes não serem alternativas, qualquer um deles tem algo para mostrar, que os nossos não têm. O Jardel foi um óptimo suplente que, sempre que chamado, respondeu à altura de substituir um jogador do nível de Garay; o Derley foi um dos melhores marcadores do campeonato passado; o Pizzi, noutra função, era muito benvindo ao Sporting; o Talisca teve o mesmo efeito de Montero, na época passada, sendo peça absolutamente fundamental para os 7 pontos de vantagem das lamparinas.
Olhando para o nosso banco, Mané é o único jogador talhado para mexer com o jogo. Tanaka dependerá sempre da qualidade do serviço para poder fazer a diferença. Capel não tem mostrado condições para mexer no jogo, embora possa servir, se a intenção for sacar faltas, perder tempo e manter a bola.
Mas o que acho, muito fundamentalmente, é que Capel ou Sarr ou Rosell teriam o mesmo efeito, já que o golo deles é um chouriço, resultante de uma jogada de molhada. Um pouco de experiência podia ter feito a diferença, momentos antes, em que, ainda com Nani em campo, desperdiçámos 2 oportunidades de contra-ataque, que podiam matar o jogo.
Se não estavam em bom plano que fizesse algo para alterar isso, seja por substituições ou mudança de posição no jogo, o estar à espera que surja algum rasgo individual e quando surgem o dedo do treinador nestas situações em 95% das vezes é zero é que não consigo aceitar.
Não tem confiança nos jogadores que estão no banco? Também não tinha em outros que agora jogam a titular, que dê oportunidades aos jogadores. A equipa não se resume só aos 11 que entraram ontem de inicio.
Se está a querer levar a sua avante que não tem alternativas, como o Jesus fez no inicio da época no Benfica, então esse caminho é uma treta.
Até deixo esta conjectura, acabasse o jogo ontem 0 a 0 e considerarias que fizemos tudo para vencer o jogo?
Já agora, tivessem vindo para nós o Derley e o Pizzi estariam aqui a escrever que não seriam alternativas, mas como estão às mãos do Jesus tem outro cheiro.
É aí que eu acho, na profundidade do banco, que há algumas diferenças. Montero não estava a jogar propriamente mal e quem estava (Nani/Carrillo), por muito mal que esteja, é quase sempre melhor que Mané e é sempre-sempre-sempre melhor que o Capel.
Não estamos propriamente a falar da equipa de há um ano, onde o Jardim tinha que rodar extremos porque nenhum joga uma beata. Nani e Carrillo, mesmo a jogar mal, têm capacidade para inventar um lance de golo do nada, coisa que quem vem do banco não tem (Mané já o faz aqui e ali, mas é o mais).
Até podíamos ter uma equipa mais fraca ( o que não é o caso), mas a jogar em casa perante quase 50 mil adeptos? Não gozem comigo.
Vamos jogar a qualquer barraco com 3 mil pessoas e dizem logo que é um terreno difícil por causa disto e daquilo. Já nós em casa é preciso um milagre para ganhar um clássico. Contra o porto foi o que foi e ontem foi o que foi. Assim, não há nada a fazer. Mesmo com uma equipa mais fraca o jogo de ontem era para dar tudo por tudo… e no fim ganhar! É assim no Dragão e é assim na Luz. Com as costas, com o cu, com os tomates tínhamos de ganhar e ponto final.
Agora virem para aqui falar de comparações quando eles jogaram com André Almeidas, Eliseus, Pizzis, Olá Johns, Artures e um c4ralho grego que chegou há dois dias a Portugal? F0da-se, mais um pouco de noção, se faz favor.
O Pizzi ia ser, como dizem os magarefes mais cotas cá do fórum, “O” extremo da equipa há um ano atrás.
Faz o exercício contrário: pensa o que é que o Jesus faria com o Capel, o Flopes ou com a nulidade francesa e depois diz-me alguma coisa.
O plantel do Sporting é como é e não adianta chorar. Se tem tipos como o Nani que jogam em qualquer equipa da Europa (ou quase), também lá tem alguns monos que só servem para derreter orçamento e roubar minutos aos miúdos e esta é uma realidade com a qual o treinador tem que viver, mas que não deixa de existir simplesmente porque não gostamos dela.
Se acredita mais no 11 do que nas alternativas do banco, esta bem fodido, e mais vale entregar a cartinha.
Porque o banco de que ele nao gosta, ja lhe deu uns pontinhos.
O banco de que ele nao gosta ja lhe deu algumas chapadas de luva branca.
O banco em quem ele nao tem confianca é convocado por ele.
O banco em quem ele nao tem confianca é treinado por ele.
Eu disse-o muito cedo no jogo. Um dos medios tinha de saltar. Estavamos a jogar em 4-6-0. O Gil Vicente controlou o jogo como quis. O Tanaka é valido. O Mané pior que o Carrillo (que nem em velocidade ganhou ao jardel) nao ia fazer.
O Andre entrando para 8 ia dar outra qualidade ao MC, que o Adrien ja nao estava a dar.
Sem contar com Wallyson e Gauld que provavelmente por terem jogado bem demais chatearam a traffic e voltaram para o marasmo da B.
Nao critico pelo jogo de ontem, critico porque ja percebi que nao é defeito, é feitio.
Os defeitos ao menos ainda se corrigem…
Fartinho dos mesmos erros, Lion73. Disso e dos paninhos quentes. (nao é o teu caso contudo)
Schalke fora-marcámos 1 golo de canto
Maritimo-Marcámos 1 golo de canto
Schalke-Marcámos 1 golo num livre lateral
Vizela-1 golo de canto e 1 de livre lateral
Nacional-1 golo de canto
Famalicão-1 golo de canto
Braga-1 golo de livre directo
Arouca-1 golo de canto
Portanto mesmo sendo “fracos nas bolas paradas” temos 9 golos marcados nesse tipo de lances,deve ser pouco…
Não sei se este post é ironico, mas vou responder como se fosse serio.
Contra equipas profissionais em cerca de 30 jogos marcamos
1 golo de livre directo
1 golo de livre indirecto
4 golos de canto
Isto no futebol moderno é uma pura e simples nulidade.
Depois contra equipas amadoras em 2 jogos marcamos 3 golos de bola parada.
1/3 dos nossos golos de bola parada foram contra bombeiros e pasteleiros ok?
Se estes factos te realisam fixe, pessoalmente, acho este cenario duma incompetencia desoladora, mas cada um tem a sua forma de ver futebol.
Eu não estou a falar nada disso, ressalvo outra vez o independente do resultado.
Da mesma maneira que se chegou à vantagem também se a perdeu.
Sei lá o que ele faria, tanto os poderia enterrar como usá-los.
O Jesus não é nenhum mestre no uso de jogadores, dou até o exemplo do Enzo Perez, chegou cá na 1ª época e não jogou, logo rotulado de flop, foi emprestado, voltou e meteu-o a jogar no meio e rendeu, poderia estar aqui um bom jogador que poderia se ter perdido. Poderia acontecer o mesmo com qualquer dos jogadores que indicaste, que já agora ontem além do Capel nos minutos finais não jogaram.
É normal acreditar mais no 11 do que nos gajos do banco. Caso contrário, jogavam os outros. Volto a repetir: este ano não é o Jardim a escolher o menos mau dos extremos, este ano há real qualidade no 11, nalgumas posição, e mexer só por mexer implica uma perda de qualidade clara e acentuada.
Se é para mexer só por mexer, sem garantias de quem entra, vale mais estar quieto e isso ontem até ficou claro.
“O banco de quem ele não gosta”… o cum caraças, andam todos a comer-lhe as filhas?
“O banco em quem ele não tem confiança”… olha, eu pelo menos não tenho confiança nenhuma na maior parte deles e ia jurar que quando determinado tipo joga mal e começam aqui a pedir “banco com ele” é precisamente por perda de confiança em determinado jogador…
Mas hey, que eu não interrompa a tua imparável série de frases feitas… :inde:
Fdx, volta Zé Eduardo, que tás perdoado…
Mas hey, que eu não interrompa a tua imparável série de frases feitas… :inde:
O gajo não ganhou ao Benfica e de repente está tudo mal outra vez. Porra, santa paciência.
Bom post, VeDrIx. Não concordo com tudo, mas acho que tudo serve de ponto de discussão.
Nem digo que seja por falta de inteligência, mas não tenho dúvidas que muitas das criticas não existiriam se não fossem aqueles últimos 30 segundos e a chouriçada do golo do empate. Não é o teu caso, mas é certamente o de muitos outros.
Já o disse. Este benfica defende exemplarmente bem para quem apresenta um 11 com tantos jogadores com caracteristicas marcadamente ofensivas. Mérito do seu treinador. E é verdade que não o faz baixando as linhas, fá-lo pressionando em todas as zonas do terreno e de forma compacta. Os nossos médios não tiveram espaço para pensar o jogo e fazê-lo circular e o jogo assemelhou-se quase sempre a um aglomerar de duelos no meio campo, de ressaltos e segundas bolas.
Portanto, sim:
Nesse sentido, JJ foi levando a água ao seu moinho. A verdade é que o Sporting, por seu lado, anulou quase por completo, também, as habituais fortes transicções do benfica, que foi inoperante no ataque. Vi o jogo com um amigo lampião e o tipo festejou quando os vermelhos tiveram o primeiro canto. E neste jogo de choques e de pouco futebol, o Sporting acaba por marcar após um erro do adversário, mas que resulta precisamente do trabalho de pressão do nosso meio campo.
Seria uma vitória aos pontos, da equipa que finalmente conseguiu fazer o adversário errar. Sem brilhantismos, sem grande qualidade e sem grande inspiração individual dos seus 2 melhores 2 desequilibradores.
O golo dos lamps não nasce do génio de JJ. Não nasce do seu toque de Midas. Acontece pelo desespero de ver o pássaro voar e de ver a estratégia falhar. Todas as torres na área contrária, ressaltos e uma bola para os pés de Jardel com uma assistência de um jogador nosso.
O Sporting ía com 6 vitórias consecutivas na Liga e várias sem Slimani. Mas não ter Slimani e depois não ter Nani E Carrillo, sim. A inoperãncia ofensiva será sempre uma realidade.
Por outro lado, seria interessante contabilizar os jogos ganhos após se ter mexido na equipa. Porque prever 2 roscas de 2 jogadores no mesmo lance, um penalti assinalado por uma bola na cara, uma assistência para o golo do adversário, é areia demasiada para qualquer treinador suportar.
O gajo não ganhou ao Benfica e de repente está tudo mal outra vez. Porra, santa paciência.
:lol: :lol:
Há uns dias, escrevi que esperava que corresse tudo bem com o Arouca e/ou Benfica… e olha que não sou bruxo, já são é muitos anos a virar frangos. :lol: :lol:
Esse é que é o ponto: nenhum deles (desses que tenho estado a falar) tem capacidade para estar no Sporting, mas uns porque foram contratados por esta direcção, outros porque a direcção reabilitou e outros porque a direcção parece incapaz de fazer alguma coisa com eles, todos eles estão para durar no Sporting e tanto o Marco Silva como o Manel que venha a seguir vão ter que roer o corno e engolir em seco.
E isso não é algo que eu possa apontar ao treinador, porque imagino que já baste a cruz dele de, como dizia o @Lou, ter que os treinar, ter que os convocar e ter que os meter a jogar quando dá para isso. Ontem, quando muito, o erro dele foi perceber que não dava para meter a jogar quem não dá garantias, mas repito que não é ao treinador que aponto o dedo por ele ter o banco cheio de situações assim.