Marco Silva - Treinador do Sporting Clube de Portugal

Superior, é algo arrojado dizer-se. Mas o Benfica, pelo menos até Janeiro, é uma equipa de nível superior, em relação à nossa, no tocante a rotinas, quer ofensivas, quer defensivas.

Gaitan e Salvio trabalham há bastante tempo com o actual treinador, tal como o Lima. A malta ainda deprecia o tempo de trabalho dos treinadores e dos jogadores, mas tal é fundamental para se construir uma equipa que saiba atacar com qualidade.

O treinador deu tudo? Mas está tudo doido, frente à equipa que menos perigo criou em Alvalade esta época, sim leram bem, isto não é exagero nenhum, o slmerda nem tentou atacar, fizemos o jogo deles, e só vai meter o Tanaka quase a acabar o jogo? Depois marcamos num lance ocasional, mais por incompetência do adversário que outra coisa, e decide manter as substituições?! Quando sabe que o adversário vai carregar ao máximo no final?! Não tenta segurar a merda do jogo?! Eu quanto muito diria que o treinador deu tudo, mas não foi pela nossa vitória.

Pqp esta merda.

E se essa equipa do Benfica adoptar uma estratégia que qualquer equipa apresenta em Alvalade? Eles próprios se reduziram em jogo, por estratégia como se percebeu nitidamente pelas mais variadas razões desde queimar tempo e linhas bastante recuadas. Deveria-se aproveitar o que eles nos estavam a dar, tínhamos que ser nós a criar algum tipo de mudança no jogo. Até ao nosso golo, o Artur só tinha feito uma defesa, considero que não estávamos a fazer tudo para conseguir a vitória.

Não consigo elogiar algo quando foi o próprio Benfica que se auto-anulou, e volto-me a repetir isto tudo independente do resultado.

Claro que tivemos o nosso mérito mas o que critico mesmo foi o não aproveitamento do que o jogo estava a dar e ficarmos na expectativa durante tanto tempo à espera de alguma coisa, quando deveríamos ser nós a causar isso quando se estava a ver, pelo menos ofensivamente, que não iríamos passar daquilo.

A meio da segunda parte o Benfica desligou o ataque, começando logo por tirar o Ola John e com os restantes jogadores da frente mais preocupados em defender e em ter menos desgaste e a guardá-lo mais para as acções defensivas. A frente de ataque do Benfica a meio da segunda parte estava desgastada, notava-se claramente. E desde se aproveitar isso continuou-se à espera que caísse algo do céu.

Podia até partir a equipa, e então? O que duvido muito naquele momento do jogo. Mas muito medo tem os treinadores portugueses de perder os equilíbrios.

O plantel do Benfica também é “curto”…

Quanto a avaliar o Marco Silva em função dos resultados contra o Benfica: o Vítor Pereira nunca perdeu com o Jesus e poucos os que têm feito esse argumento em torno de Marco Silva arriscam dizer que o VP>>JJ.

Aliás, nem no FCP o Vítor Pereira era bom. O único gajo que fez com que o VP fosse bom treinador foi o Fonseca.

Eu sei que se fosse o Sá Pinto, metiam-se 7 avançados e confundiam-se os camisolas vermelhas com o Gil Vicente. Mas eu estou satisfeito por o MS não ser o SP.

O benfica veio a Alvalade para “não jogar”. O GR do benfica, se fosse duma equipa pequena, não acabava o jogo sem amarelos. O amigo Sousa também garantiu que o benfica tinha margem q.b. para fazer o que queria, mas o benfica é que abdica de jogar e o treinador do Sporting é que é o “borrado”… WTF!!!

Por vezes quando se quer ser injusto nem sequer se pensa no que diz.

Primeiro e antes que me venham dizer o que quer que seja estou contra a entrada do Capel no jogo e da forma como entrou mas mais a frente explico.

Primeiro: O Sporting teve a tática perfeita, nos primeiros minutos de jogo o Benfica tentou estender-se no campo e o Sporting não controlou muito bem mas há medida que o tempo passava o Sporting foi ganhando o jogo a partir do meio campo. A quantidade de bolas recuperadas, de bolas divididas e a pressão que fizemos anulou complemente o Benfica, não pensem que o JJ nos deu o jogo, ele veio preparado com uma tática Lima ou Jonas descem e faziam subir o Tobias/Oliveira e era logo bola nas costas com Salvio/O.Jonas a entrar no meio da defesa mas aí o MS esteve muito bem porque anulou todas as hipóteses disto acontecer a partir do momento em que fixa o Tobias e o Oliveira e não os mete a correr a trás do Jonas/Lima. Depois os laterais estiveram muito bem e secaram completamente os extremos do Benfica, principalmente o Salvio. O meio campo foi a estrela do jogo. William jogou, fez jogar e passeou naquele meio campo. Uma classe tremenda e uns passes a 40-60 metros a desmarcar os colegas. Adrien Silva fez aquilo que foi pedido carregar no Samaris e não deixar transportar jogo, na ausência do Talisca era a ele que era pedido o transporte e o JM teve ocupado mais na pressão ao AM e aos dois centrais quando o Montero não fazia a pressão.

Segundo: O MS fez as alterações tarde porque as alterações que ele normalmente faz pa ganhar jogos é tirar um medio e meter um avançado. A questão é que o meio campo estava a permitir recuperar a bola antes do meio campo defensivo e foi assim que originou o nosso golo daí o MS ter esperado para tão tarde trocar o que quer que fosse. Não é porque ele não quisesse ganhar mas era porque qualquer alteração no meio campo ia acabar com a recuperação da bola que estavamos/faziamos nessa altura.

Terceiro: A substituição do capel foi má. Não é que tenha tido papel directo no golo porque o golo além do fora de jogo do Maxi e das duas mãos do Jonas o golo caiu do céu. o Que é mau é o facto da substituição ter sido feita ao mesmo tempo da do benfica porque ai não se queimou o tempo. A troca so si só não foi o factor determinante e não entendo como tanta gente quer o Sarr (devem ter memória curta) ou o Rossel quando o golo cai como cai do céu. Lembro-me que na época passada o LJ mete o Dier pa jogar com 3 centrais, levamos na bilha um golo do Markovic 2min depois. São coisas que acontecem no futebol e que sinceramente me irritam mas as ofensas grátis que se vêm neste fórum só descredibilizam os adeptos do Sporting. Em vez de pensarmos o que correu mal e BEM prefere-se ofender, atacar e sempre a achar que se tem toda a legitimidade para o fazer quando na verdade resumem 94min de jogo nuns fantásticos 30s. Mais vale ser bonito do que engraçado e isso acontece com a equipa do Sporting toda não é só com o treinador mas pronto cada um sabe o que sabe, insulta o que quer insultar só tenho e pena de não conseguirem fazer melhor do que os que lá estão porque se não pelo que se lê neste fórum de insultos o Sporting era campeão todos os anos com 20-30 pontos de avanço.

PS: O Benfica não veio jogar para o pontinho, eles vieram foi explorar uma das nossas lacunas que era a defesa mas felizmente não conseguiram fazê-lo embora o golo do Jardel tenha ocorrido. O Benfica vinha para fazer lançamentos longos (ver aquele lançamento do AM que isola o Jonas que oferece a bola ao Lima), isto foi o que eles vieram preparados para fazer o jogo todo mas para isso precisavam de muscular o meio campo para recuperar a bola e o AM fazia melhor serviço que o Talisca que iria só conduzir a bola em progressão (ver o arranque do gajo na linha que limpou 2 jogadores nossos).

O Benfica teve a sorte do jogo, não a mereceu mas teve e isso só deve mostrar que somos melhores do que eles, que jogamos melhor que eles. Bem sei que as vitórias morais não dão pontos mas não podemos baixar os braços. Temos a taça, a liga Europa (um bocado mais difícil) e o campeonato para lutar sabendo que vai ser muito difícil ser campeão mas não há que ter medo, há sim que acreditar que somos capazes de nos superar.

Aquilo que o jogo estava a dar era “naquele” contexto. Quantas e quantas vezes parece que o jogo está a dar algo mais, partimos a equipa e vamos para cima deles, no dogma do 4-4-2 arrasador e dos 2 avançados que trituram defesas por si só e depois passamos o resto do jogo a correr atrás da bola, entre uma área e a outra, incapazes de assumir o que quer que seja.

Ontem houve uma série de jogadores em sub-rendimento e só Mané tem alguma qualidade para substituir a de quem sai (e isto agora, porque há 2 semanas atrás nem isso). Ter um orçamento de 25 M ou de 50 M alguma diferença acaba por fazer.

O melhor fifica de sempre foi a primeira epoca do JJ.
Que nao demorou muito a mete-los a jogar a bola. Sempre ao ataque e em cima deles.
Mas pronto, o Marco precisa de tempo.

E espero chegar ao fim da epoca e perceber porque raio o Nani joga tao longe da baliza.
Partiu varias vezes o Maxi, mas a 4 metros da grande area. De pouco nos serve.

:arrow: Verdade

Só lhe consigo apontar o dedo na ultima substituição…Nani por Capel?!? ^-^ :wall:

Ou não mexia, ou então fazia entrar Sarr ou Rossel.
Como seria? Ninguem sabe…mas fazia sentido colocar mais um defesa para segurar o resultado.

Acontecer, acontece a todos. Uma vez por outra quando o rei faz anos. Porque o futebol é assim. Este ano deixaram voar 2 pontos em Manchester no último lance com um golo do Fellaini. Acontece. Mas acontece porque o Ivanovic tinha acabado de ser expulso e era precisamente o marcador do belga nas bolas paradas e aquilo foi tudo rápido e não houve tempo para corrigir posições. Lá está, acontece. Ou por exemplo na supertaça europeia contra o Bayern do Guardiola também deixou fugir a vitória mesmo a terminar e acabaria por perder nos penalties. Acontece.

Mas o que não acontece de certeza, é ficar a olhar para a Lua nos 7 minutos que faltam para terminar o jogo, é fazer substituições ridículas e ainda por cima ao mesmo tempo que o adversário que está a perder. O que não acontece é ficar impávido e sereno sem mandar 3.000 berros, espernear 4500 vezes dar 2450 pontapés no ar, e se for preciso ele próprio interromper o jogo saltando lá para dentro de tanto berrar. Isso é que não acontece. Muito menos em jogos decisivos. :arrow:

Com Nani e Carrillo a jogarem como jogaram, a coisa fica dificil.

Tenho lido por aqui que o trabalho de um treinador vê-se em muito pela coesão defensiva. E que como esta não existia e a única qualidade desta equipa de Marco Silva era no ataque e tal se devia unicamente à qualidade dos jogadores à disposição, que dizer após um jogo em que o Sporting foi quase irrepreensivel defensivamente, quando apresenta um quinteto defensivo ( os 4 defesas mais o trinco ), em que 4 têm no máximo 23 anos e um deles tem meia dúzia de jogos na equipa principal?

Tenho lido que jogos como os de ontem são a sina do sportinguismo, é culpa da mentalidade, é culpa da cultura de derrota. Li também por parte de alguns que não mais irão ao estádio ( incrível deitar-se fora tal privilégio ) e não mais apoiarão uma equipa de perdedores, de um clube de perdedores.

Em mais de 30 anos que acompanho o Sporting, terei visto este clube ter uma equipa a um nível semelhante às dos rivais uma meia dúzia de épocas, se tanto. E lembro-me de 3 títulos de campeão. De resto, o normal em um clube mal gerido e que de há vários anos a esta parte se encontrava em decadência competitiva, financeira e patrimonial.

Que raio, há um par de anos, nem tanto, estivemos perto de fechar portas. Ou de pelo menos, acabarmos definitivamente como clube grande.

Ontem estivemos a 30 segundos de nos colocarmos, de peito feito, na luta pelo título. Pá, não é uma vitória moral. Não é uma vitória, ponto. E não serve de consolação. Mas deve ser o suficiente para colocarmos as coisas em perspectiva e tomarmos consciência que o caminho pode ser mais longo e demorado do que o desejado.

Juziel

Falta de alternativas é olhar para o banco e ver Derley, Pizzi ou Talisca para tentar ganhar um jogo.

Nós tinhamos Mané e Tanaka com provas dadas que podem abanar um jogo vindos do banco (isto falando de soluções ofensivas claro). E não tinhamos Gauld porque o treinador não quis.

Esta época não podemos justificar-nos com a diferença de qualidade dos plantéis, porque o benfica tem um dos piores planteis dos últimos 10 anos. Então o XI inicial ontem roçava uma mediocridade tal que metia dó. Olhar para um meio campo que tem Samaris e André Almeida e uma defesa que do lado esquerdo conta com Jardel e Eliseu…
Os 50 milhões que gastam não são sinónimo de qualidade superior aos nossos 25. Basta pensar que só em Julio Cesar, Luisão e Jonas devem estar enterrado 50% do nosso orçamento para o futebol.

Antes de mais, as minhas críticas são as mesmas há meses, recorrentes tanto nas vitórias como nas derrotas, portanto, desejo uma excelente viagem até ao trabalho a quem responde com “se tivessem ganho, eram os maiores”. Não me considero uma pessoa assim tão burra para pensar que “se ganhámos, está tudo perfeito. Não ganhámos, está tudo mal”.

Uma vez mais, não gostei deste Sporting. Estou longe, muito longe, de achar que fizemos um grande jogo. Controlo de bola é muito diferente de controlo do jogo. O JJ foi inteligente. Já o referi por aqui, anular este Sporting não é muito complicado, havendo índices mínimos de talento para tal, algo que existe no benfica. Este Sporting é de uma banalidade colectiva atroz, no momento ofensivo, com especial destaque para o jogo interior no meio campo adversário, que chega a dar pena. Muito, muito insuficiente e por demais debatido por aqui, repito, tanto após vitórias como derrotas.

Pensei, sinceramente, que se tinha apercebido da estupidez (sim, estupidez) que é este duplo pivot. No último jogo, após termos ficado a perder e mesmo sem que os dois jogadores tenham inatas características para a posição 10, ver João Mário e Adrien jogar praticamente lado a lado e bastantes metros à frente do William, com este fixo no centro e a assumir a primeira fase de construção, foi uma lufada de ar fresco. O Sporting passou a ter opções interiores, passou a ter médios a chegar à área, passou a… jogar como um grande.
Como referi, pensei que a resposta tão positiva a essa pequena nuance táctica tivesse sido suficiente para se entender isto mas… estava muito errado.

A estratégia do JJ para este jogo foi muito simples. Fico incrédulo (ou nem por isso) quando vejo tantas e tantas referências ao “autocarro”. Um “autocarro” costuma chamar-se a quando as equipas metem duas linhas quase coladas e em cima da grande área defensiva, ou mesmo lá dentro. Ontem não se viu nada disso. Ontem viu-se um benfica comprimido em 30 metros, a anular por completo os espaços entre-linhas para circulação de bola. A anular por completo, tacticamente, a superioridade numérica do Sporting no meio campo. A anular por completo a saída de jogo do Sporting, obrigando-nos a ter como única solução o pontapé longo dos dois centrais, com o esperado insucesso associado.

Não vejo autocarro nisto, vejo… inteligência. O benfica queria, acima de tudo, anular este Sporting e não perder. E conforme já referi muita vez por aqui, não havendo Slimani, este Sporting é das equipas mais fáceis de anular tacticamente:

  1. povoar as zonas interiores à frente da defesa e puff, acabou-se o jogo interior, pois estas só poderão ser quebradas por um 8 forte em transições no meio campo ofensivo, com e sem bola, e o nosso 8 é o Adrien, zero neste aspecto. Depois o 10 é o JME, excelente jogador com a bola no pé mas que precisa de espaço. Ali, no meio dos trincos, não dá, tal como acontecia com o André Martins. Os únicos com capacidade para tal… um está em Arouca, o outro a mostrar como se faz nos grandes palcos da segundona;

  2. oferecer o jogo aos extremos e povoar essa zona, obrigando a soluções de recurso e cruzamentos (por não haver apoios interiores) de qualquer lado, de qualquer forma. Se a qualidade global dos cruzamentos já é baixa, o cenário torna-se constrangedor quando o receptor, no meio do Luisão e Jardel, é o Montero. O Slimani, sozinho, disfarça a inoperância ofensiva porque sempre é capaz de responder a alguns destes cruzamentos;

  3. minimizar as acções com bola do William Carvalho, obrigando-o a lateralizar sempre, algo que, uma vez mais, fica facilitadíssimo pela falta de referências interiores. Na primeira fase de construção, obrigá-lo a não ser referência (fica facílimo quando é o próprio treinador que o tira desta função, metendo-o a 20 ou 30 metros dos centrais), passando esse papel para os centrais, limitando-os às já referidas bolas longas inócuas.

3 pontos simples, tacticamente falando. Algo que aconteceu ontem e que acontece em TODOS os jogos. Mas ontem, os centrais eram Luisão e Jardel e não Miguel Oliveira e Diego, os médios defensivos eram Samaris e André Almeida e não Nuno Coelho e Rui Sampaio e, principalmente, os laterais não eram Tinoco e Balliu, mas sim Maxi e Eliseu (jogo fraquinho mas muitíssimo bem dobrado pelo André Almeida).

No capítulo defensivo, as melhorias têm sido evidentes. Continuamos com o mesmo problema: os laterais sobem quase sempre os dois, em todas as jogadas. Não seria problemático tendo um médio defensivo mais fixo, formando um trio aquando dessas subidas, mas… não temos.

É, portanto, um ponto-chave a explorar pelos adversários. Se há uma perda de bola na transição ofensiva, ou mesmo em ataque organizado, a preocupação passa invariavelmente pela colocação nas faixas laterais, onde são frequentes situações de um para um entre o extremo adversário e o central desse lado. Ontem, o esquema adversário manteve-se com os dois avançados precisamente para aproveitamento destas situações, fechando os alas mais por dentro.
Neste campo, há que enaltecer o enormíssimo jogo do trio William Carvalho - Paulo Oliveira - Tobias Figueiredo, os grandes responsáveis pela total inexistência ofensiva do benfica, durante 92 minutos, tirando UM lance em que Jonas escapa. É obra.

Como refiro há alguns meses, é este o cenário global que vejo neste Sporting. Há problemas individuais que considero graves, como o era a utilização de Maurício/Sarr, notoriamente sem as características necessárias para a sua posição, neste modo de jogar. Tal como no caso do Maurício/Sarr, havia, desde sempre, uma solução interna muitíssimo válida. Para os problemas do meio-campo, também. E são duas, até. E acredito que mudando o meio-campo, possamos limitar muitíssimo as enormes debilidades ofensivas desta equipa, tornando-a muito mais forte colectivamente e não, como acontece hoje, à mercê de rasgos individuais ou da sorte de um cruzamento, por acaso, calhar onde anda o Slimani.

Como nota final, vou-me poupar a comentários sobre a inoperância do banco na leitura de jogo, as substituições tardias ou a teimosa continuidade da primazia ao nome das camisolas e não à qualidade de jogo, focando-me apenas na última substituição / últimos minutos:

Aquilo que aconteceu não foi, como tenho visto por aí, “azar”. Se fosse a primeira vez, poderia aceitar. Não o foi. Esta época são já 4 jogos (académica, maribor, schalke e agora este) que perdemos (ou empatamos, no caso do schalke) nos descontos… e sempre pelo mesmo motivo: falta de ratice, falta de nervo ou o que lhe quiserem chamar.

Não são coisas bonitas, é certo. Não defendo nem nunca defenderei aquilo que o benfica fez ontem, com demoras absurdas para fazer um lançamento lateral aos 5 minutos de jogo, as demoradas reposições do Artur ou as várias simulações de dói-dói ao longo de todo o jogo… Mas nos descontos, a ganhar, porra, há que ser minimamente inteligente.

Tudo quer atacar, tudo quer sair a jogar… Não há ninguém que ensine esta rapaziada a matar um jogo ? A congelar uma partida ? Porra, eram 4 minutos. Como disse, em todos aqueles casos, o Sporting estava em vantagem no jogo (o empate a 3 na Alemanha, com 10, era uma enorme vantagem). Em todos esses casos, deixou-se uma substituição para o final, substituição essa que poderia (deveria!) ser usada para congelar a partir, meter mais um trinco, um central, qualquer coisa. Não é de hoje que, nesses momentos, o jogo directo passa a ser constante por todas as equipas. Pergunto… qual a lógica de, em todos estes 4 exemplos, nunca se ter optado por isto ? Na Alemanha, aos 89 minutos, tirou-se o Capel para meter o Carrillo. Golo sofrido aos 93. Com o Maribor, Paulo Oliveira no banco, opta-se por trocar Slimani por Montero aos 92. Golo sofrido aos 93. Em Coimbra, com menos 1 e a ganhar 0-1, opta-se por tirar um médio para por um central, perdendo o meio campo. Golo sofrido aos 92.

Se fosse situação virgem, como referido, não era preocupante. Assim… é por demais.

Eu nunca falei em partir a equipa aqui.
A única coisa que alteraria seria a entrada do Mané mais cedo. Entrava o Mané pelo Adrien, recuava o João Mário para essa posição e colocaria o Nani no meio já que não estava a ter muito jogo na ala poderia ter no meio. Nada disto partiria a equipa, o meio-campo do Benfica até à entrada do Talisca eram dois gajos deles, dois gajos!

Mas em sub-rendimento porque? Apeteceu-lhes jogar ontem todos mal, não me pareceu.
Mas em sub-rendimento porque?

Lion73, estou totalmente de acordo.

Qual era essa equipa mesmo? Aquela que deu 3 ou 4 jogadores a tubarões como Real Madrid, Man City ou Chelsea? Assim de cabeça, David Luiz, Di Maria, Javi Garcia, Ramires, Coentrão… E que tinha jogadores feitos, como Saviola e Aimar, que jogavam de olhos fechados…

Não é bem o mesmo cenário do Marco Silva, ainda que eu não tenha qualquer problema em dizer que o Jesus é muito bom treinador, que chegou a um grande aos 54 anos.

A questão do Nani… eu acho que ele é jogador de bola no pé e não jogador de espaço. E acho que ele está em boa idade para fazer a transição para a posição 10.

Eu não concordo com tudo o que o Marco faz, mas acho que, em termos globais, o seu trabalho é de qualidade crescente. A equipa é muito melhor do que era no início de época. Reconhecendo-lhe qualidade e acreditando que os nossos miúdos têm talento, é primordial dar tempo a estes condimentos todos.

Eu não acho que o Marco seja melhor treinador que o Jesus, mas acho-o competente. Quem escolheu um jovem treinador não fui eu. Provavelmente, não o teria escolhido, se essa tarefa me competisse a mim.

O Pizzi esteve para ser o grande reforço do Sporting há um ano atrás. Falta de memória é problema lixado.

O Talisca já vai à FPF e até já serviu de régua de pilinhas entre o JJ e o Mourinho.

O Jardel é fraco mas é mil vezes melhor que o pote do Sarr e o Eliseu, gordo como um porco, é sempre melhor jogador que o Miguel Lopes. Nem vou comentar o Capel, que nunca na put* da vida jogava numa equipa do JJ.

O Gauld pode servir como crítica, mas depreciar o banco do Benfica quando o nosso é anedótico? Santa paciência…

E atenção, são os recursos que temos, é com eles que temos que jogar. Mas eles não deixam de ser maus jogadores simplesmente porque não temos dinheiro para melhores.

Qualquer um deles nos dava jeito. E o Derley andou a ser negociado por nós, não foi?

O Benfica não ficou sempre lá atrás apenas e só por auto-determinação: O trabalho enorme que o João Mário fez mais nenhum dos outros médios o consegue fazer (André Martins à parte) e não era o Nani, com 70 minutos no pelo, que ia impedir o Benfica de sair a jogar pelo meio.

Eu não digo que a tua opção não é tão válida como outras: digo é que não é claro que daí resultassem óbvias melhorias no nosso futebol. O Nani já na esquerda teve algum sub-rendimento e o mesmo passou-se com Carrillo na direita: os nossos principais pontos fortes em termos de atacar a defensiva do Benfica, até pela falta de qualidade na ala esquerda (Eliseu) e nenhum dos dois (Nani/AC) conseguiu estar em bom plano.

Samaris é um bom médio. Até ao passe de morte para JM, estava a fazer um excelente jogo. E Almeida, não é carne nem é peixe, mas é um jogador que cumpre.

E não, ter Derley, Talisca e Pizzi no banco, não é não ter soluções.

As pessoas esquecem-se que além das rotinas de muitos jogadores que já jogam juntos há vários anos, vários deles campeões e do mesmo treinador, que havia uma almofada de 7 pontos de avanço que dava um conforto a uma equipa que a outra simplesmente não tinha. E a equipa que não tinha esse conforto era a equipa mais jovem, mais inexperiente e com menos calo.

Obviamente que olhando para o 11 de uma equipa e da outra e jogando em Alvalade, considero que o Sporting tinha todas as condições para ganhar o jogo. A desculpa do orçamento não tem cabimento quando vemos os 11 de cada lado.

Não acho que o Sporting tenha feito um jogo, principalmente no processo ofensivo ( longe disso ), mas reitero que tal se deveu mais à falta de inspiração individual de 2 ou 3 jogadores, que ao trabalho do treinador.

Que atrasou as substituições o mais que pôde, porque acredita bem mais nos 11 que entraram, do que aqueles que estavam no banco. E não vou criticá-lo por isso, que eu também.