a proposta do Paulo Duarte até pode fazer sentido em jogos da Champions frente a grandes equipas. ter Varios elementos desequilibradores com capacidade para romper e também para jogar em contra ataque pode, na minha óptica resultar quando se joga em Nou Camp, Bernabeu ou San Siro. No campeonato Nacional, o esquema deverá ter quase sempre 2 unidades mais avançadas, com o intuito de estes surgirem mais facilmente na zona de finalização em virtude dos seus adversários jogarem mais atrás e aqui o Romagnoli deverá ter sempre 2 elementos a sua frente.
se entrarmos com uma frente de ataque muito movel e com grande capacidade para desequilibrar pode ser que aos 10 ou 20 minutos já tenhamos o jogo resolvido… se as coisas complicarem entao sim poe-se um avançado com outras caracteristicas…
a minha opiniao é só: o romagnolli pode fazer melhor o papel de apoio ao liedson que o djaló…
alias analisando racionalmente tambem concordo que ideal era ter o jardel (epoca 2001/02) e o liedson na frente em termos de resultados… só que acho que seria um futebol mais bonito tendo romagnoli liedson…
mas eu tambem prefiro que o sporting ganhe por 2 a 0 fazendo 30 remates á baliza do que por 3 a 0 fazendo 5 remates á baliza… por isso a minha opiniao vale o que vale… sou adepto do futebol espectaculo (se for eficaz perfeito)…
Até poderia existir aqui um erro se eu tivesse dito que não se poderia colocar alguém móvel ao lado de Liedson. Por mim podem colocar um avançado movél como Djaló na frente. Desde que não coloquem lá o Romagnoli, pois de certeza que não é ao lado de Liedson que Romagnoli vai poder exponenciar a sua grande visão de jogo e capacidade de passes de ruptura…
Eu não consigo perceber onde foram vocês ver o Romagnoli a jogar na frente. Conheço a sua carreira no San Lorenzo e selecção argentina, e nunca se levantou sequer a hipótese de jogar a avançado. Era o mesmo que colocar Aimar ou D’Alessandro na frente, contra natura… Foi no Veracruz?
Se fôr uma opção que vem das vocês cabeças já percebo, mas nunca poderia concordar. Um 10 joga onde joga o Romagnoli, com campo e companheiros na frente para explanar o seu jogo.
Lamento informar, mas quase que aposto que o paulo bento vai colocar ou o Vukcevic ou o Romagnoli, ou o Izmailov no banco, um dos 3 não entra de certeza no 11. Excepto se de facto jogarmos só com 1 avançado…o que não me parece provável…
Parece-me ser esse o objectivo. Ter 3 opções potencialmente desiquilibradores, ficando 1 como opção em caso de lesões, e para entrar em caso de necessidade durante o jogo.
Foi algo que nos faltou depois do afastamento de Carlos Martins, quando Roma e Nani estavam fixados na equipa, e não tinhamos criatividade no banco capaz de mexer com o jogo.
Bom, para deixar claro, eu acho que Liedson joga sozinho na frente quando o seu colega é Sá Pinto ou Douala.
Se forem Deivid ou Silva já as coisas são diferentes.
E apesar de parecer um contrasenso, porque também acho que o ideal no losango seria encontrar um parceiro de ataque para o levezinho, sobretudo o tal ponta de lança “fisico”, a verdade é que gostaria de ver o Sporting a jogar com extremos e para o Liedson exclusivamente.
Isso não quer dizer que ache que fosse a tactica a empregar neste momento, e parece-me que alguns estão a entender mal as minhas palavras.
Em todo o caso, e por falar em discussões estéreis ou inuteis (que não acho que sejam), foi sendo durante muitos anos por aqui discutida a táctica do Sporting, e sempre defendi o 3-5-2 como ideal pelo menos para a maioria dos jogos da Liga Nacional, algo que não muitos gostariam de ver aplicado e afirmaram ser mesmo impossivel utilizar.
O PB não só a utilizou algumas vezes a época passada, como entretanto já voltou a reconhecer que será uma hipotese muito forte como alternativa ao losango, e que se trabalha para que seja ainda mais importante.
E ou muito me engano, ou a contratação de Gladstone terá algo que ver com isso.
Eu respondo por mim: nunca vi o Romagnoli jogar nessa posição e nem defendo que fosse o ideal, apenas disse e reitero que o modelo defendido pelo Paulo Duarte é aplicável, como contraponto à tese de que o complemento desejável e prioritário para o liedson é um jogador mais fixo e morfologicamente mais denso, com capacidade para segurar a bola, desgastar os defesas e abrir espaços não só para o levezinho como para incursões dos médios. Que, honestamente, pareceu-me ser o que estavas a defender.
E ainda em relação à colocação do Romagnoli como segundo avançado, julgo que foi o Rui que falou disso em tempos, e talvez num esquema de losango não faça muito sentido, mas não seria totalmente descabido noutro modelo, porque ao contrário do que afirmas, o Romagnoli não é um 10 puro, é um jogador com boa visão de jogo, essencialmente com uma excelente capacidade para criar desiquilibrios quer no 1 para 1 quer em passes curtos e de ruptura, excelente no chamado último passe… mas faz isso primordialmente nos últimos 20, 25 metros (e é aí que se encontra o verdadeiro motivo para a falta de rendimento do jogador até há seis meses atrás, mas essa seria discussão…), não é um organizador de jogo nato, e isso é notório, por exemplo, na fraca apetência para executar passes de meia/longa distância.
Antes de se lesionar seriamente e quando o San Lorenzo ganhou a Nissan, o Romagnoli fazia o papel de 2º avançado móvel, em apoio ao Acosta.
É certo que o estilo de jogo propiciava isso, uma vez que era eminentemente defensivo (tipico de Pelegrini) e em contra ataque, mas a realidade é que, até mais que um organizador, o Pipi era o 2º avançado da equipa, algo assim como o JVP fez no Sporting com o Jardel.
Por vezes existia uma dupla atacante (Acosta-Astudillo), mas nesse período e a maior parte das vezes, a função de Romagnoli foi a de 2º avançado.
Sendo que o Moutinho está mais junto do Veloso do que próximo dos avançados. E isto quando não jogar o Romagnoli, porque pela sua importancia actual no esquema do mister, devemos ter:
Parece-me ser uma boa discussão mas Romagnoli a jogar a segundo ponta de lança para mim é descabido. Estou com o Veron, de que essa táctica é facilmente aplicada num jogo grande durante a Liga dos Campeões mas não mais que isso. O papel de um segundo ponta de lança não é propriamente o mesmo de um numero 10, e é por isso mesmo que vejo com maus olhos a subida potencial do Romagnoli no terreno.
Como segundo ponta de lança tipo, tenho sempre em mente o Nuno Gomes. Acho que ele desempenha essa papel bastante bem, ou seja, é um jogador que gosta de jogar de costas para a baliza, que leva com ele bastantes jogadores, tem um bom dominio de bola e consegue abrir bastantes espaços para outro tipo de jogadores. Enquanto que o papel de um numero 10 é praticamente o oposto, o numero pode e deve controlar todo o jogo do Sporting, abrir espaços, criar tabelinhas, rematar de fora da área, ter uma boa visão de jogo e bom dominio de bola. Muitos dos condicionantes que tornam um jogador um bom numero 10, são um autentico must para as caracteristicas do segundo avançado. Eu acho que apenas se colocou essa questão porque existe uma expectativa bastante elevada sobre o Izmailov e o Vuckcevic, e de momento tendo em conta os elogios que temos ouvido deles, ninguem os quer direccionar para o banco.
Já em relação à quantida de golos que o Liedson marca, apesar do modelo Peseiro ter como apogeu o futebol espectaculo e ofensivo, não me parece que seja isso que faza com que ele marcasse mais golos. Sempre mantive esta minha opinião de que o Liedson marcava mais golos nessa altura porque lateralizava-se o jogo, aspecto que com o Paulo Bento se esfumou por completo. Existia uma maior lateralização que apelidou o Liedson de “pezinhos de lã”, porque aparecia na área sem ninguem dar por isso. O modelo Paulo Bento reside mais no jogo pelo meio, quanto mais não seja pelo esquema táctico aplicado e isso torna o Liedson um “poucachinho” menos letal.
Com o Peseiro o Sporting jogava com uma defesa subida junto à linha do meio campo o que originava que a equipa estivesse muito mais junta e não me parece que houvesse mais criativos no onze, aliás o esquema era o mesmo, ou seja o losango onde havia um trinco, um jogador mais versátil e dois mais criativos, e sim sofríamos muitos golos no contra-ataque.
Paulo Bento equilibrou a equipa defensivamente, estendeu-a mais no campo e obrigou os avançados a trabalharem também no capítulo defensivo. Liedson passou a jogar mais longe da baliza e naturalmente a marcar menos golos.
Voltando atrás, tal como o Bolas diz é possível que os três criativos que vão em principio discutir dois lugares no meio-campo, possam jogar juntos, mas penso que isso só acontecerá pontualmente pois embora não conhecendo os dois reforços que aí vem do Leste, pelo que vou ouvindo deles não me parece que tenham muita apetência para as tarefas defensivas e sendo assim não estou a ver o Paulo Bento a deixar apenas um homem a correr atrás da bola no meio-campo. Hoje em dia os jogadores como Moutinho são verdadeiros tesouros, na medida em que conseguem compatibilizar um grande espírito de sacrifício e disciplina táctica com alguma criatividade e capacidade de se incorporarem nas acções atacantes.
Quanto à hipótese aventada pelo Veron de se jogar com cinco médios em determinados jogos, não me parece muito aconselhável alterar as rotinas só para um ou dois jogos, a experiência do ano passado em Milão vai de encontro a esta minha ideia.
Finalmente não sei se o Romagnolli é capaz de jogar como segundo avançado, mas o que me parece é que com Liedson não iria resultar muito bem, mas de qualquer forma espero que tal experiência não seja necessário, pois a acontecer significaria que a produção dos outros três avançados teria sido muito decepcionante
Sim, que a linha defensiva jogava subida sei eu, mas isso notava-se particularmente nos momentos em que o Sporting tentava defender o ataque organizado do adversário, e aí sim sofremos alguns golos fruto da má aplicação desse príncipio da defesa alta, fundamentalmente porque os defesas se posicionavam mal e na sua maioria eram lentos e porque não havia nesse Sporting um bloco coeso, com uma pressão efectiva desde o ataque, provocando, frequentemente, um fosso entre essa defesa subida e o meio campo mais ofensivo, o que facilita bastante o aproveitamento do espaço concedido nas costas de uma linha defensiva desse cariz. Quanto ao sofrermos golos de contra-ataque, lamento mas o Tó está enganado, a grande pecha era mesmo nas bolas paradas, e até lhe lanço o desafio, reveja os golos sofridos dessa época, se assim tiver paciência e tempo, e recordar-se-à que os golos sofridos de contra-ataque não foram tantos quantos erradamente pensa.
E claro, PB estendeu a equipa inicialmente, porque concentrou-se nessa tal solidez defensiva, mas julgo que concordará que foi quando se consolidou um bloco coeso, mais subido, com os sectores mais compactos, que o conjunto realmente rendeu e praticou bom futebol (e marcou muitos golos), e de forma consistente, algo que não acontecia com Peseiro, sendo precisamente por isso digo que o rendimento de Liedson nesse ano não se deveu a uma questão meramente táctica.