SPORTING VISITA RIO AVE
Um terreno à beira-rio que não é passeio para ninguém
O Rio Ave pode já ter perdido há algum tempo o registo incólume das primeiras jornadas de Liga NOS, mas continua num posição satisfatória na tabela e o registo caseiro é particularmente positivo: três vitórias em cinco jogos, um empate contra o Benfica e uma derrota apenas, frente ao FC Porto.
Tendo em conta que mesmo esse encontro com o FC Porto foi de extrema dificuldade para o adversário (os dragões venceram por 1x2 e só marcaram na segunda parte), o Sporting não poderá esperar tarefa simples na sexta-feira, no duelo da 10ª jornada da Liga NOS que coloca os rioavistas de Miguel Cardoso frente a frente com os leões de Jorge Jesus.
Indícios de golos
Mostram as estatísticas que a probabilidade de haver golos de parte a parte em Vila do Conde é elevada. A equipa de Miguel Cardoso marcou em todos os jogos que disputou em casa nesta temporada, ao passo que o Sporting marca há 17 jogos consecutivos fora de casa.
Os últimos seis duelos em Vila do Conde entre as duas equipas, aliás, têm sido pautados pelo equilíbrio: em seis partidas, três triunfos para cada formação. E o último encontro no mesmo palco com os mesmos intervenientes contou com vitória rioavista por 3x1.
Ausências de peso em casa
É Miguel Cardoso quem será obrigado a mexer com a equipa face às restrições para este encontro. Francisco Geraldes, emprestado pelo Sporting, está indisponível à luz dos regulamentos e também os defesas Bruno Teles e Marcão estão fora das opções, neste caso por cumprimento de castigos. Assim, Yuri Ribeiro e Nélson Monte deverão entrar na linha defensiva, sendo que também no meio-campo terá de haver mexidas.
Sendo Alan Ruiz o único ausente do lado leonino, Jorge Jesus tem menos dores de cabeça, mas ainda assim há uma dúvida premente relacionada com o parceiro de Bas Dost no ataque. Daniel Podence deu grande resposta no duelo com o Chaves e mereceu até elogios do goleador holandês, mas por questões táticas Jorge Jesus poderá voltar a abdicar do avançado e colocar Bruno Fernandes como elemento mais próximo do ponta-de-lança.
A tarefa não é fácil mas o Sporting tem razões de sobra para desejar sair de Vila do Conde com os três pontos: se o conseguir, ocupará provisoriamente a liderança e atirará toda a pressão para o Bessa, palco do dérbi portuense.
VILA DO CONDE É TRADICIONALMENTE TERRENO COMPLICADO PARA OS LEÕES E PARA JJ
11 curiosidades sobre o Rio Ave x Sporting
Rio Ave e Sporting defrontam-se num dos principais jogos da 10.ª jornada da Liga NOS. O zerozero apresenta-lhe as principais curiosidades do duelo.
Rio Ave e Sporting vão defrontar-se pela 54.ª vez, num duelo em que o Sporting apresenta vantagem: soma 32 vitórias, enquanto o Rio Ave venceu sete jogos.
O Sporting venceu metade das deslocações a casa do Rio Ave: 14 triunfos em 28 jogos.
Nos seis últimos jogos entre as duas equipas em Vila do Conde (todas as competições), o equilíbrio não podia ser maior: três vitórias para cada equipa.
O Rio Ave só venceu um dos seis últimos jogos da Liga.
A equipa vilacondense tem estado forte em casa: esta época venceu quatro dos seis jogos como visitado. Só não venceu Benfica (empate) e FC Porto (derrota).
O Rio Ave marcou em todos os jogos em casa esta temporada.
O Sporting ainda está invicto neste campeonato, após nove jornadas.
Em quatro deslocações na Liga, o Sporting só não venceu por uma vez: empate frente ao Moreirense.
O Sporting marca há 17 jogos consecutivos fora de casa.
Na Liga, faz amanhã precisamente um ano que o Sporting ficou em branco pela última vez nos jogos fora: 0x0 frente ao Nacional.
Visitar o terreno do Rio Ave costuma apresentar grandes dificuldades para Jorge Jesus: ali só venceu metade dos jogos (nove vitórias em 18 jogos), tendo perdido duas das três últimas deslocações a Vila do Conde.
Jordão é goleador dos desafios entre Rio Ave e Sporting: marcou 12 golos em nove jogos.
Rio Ave-Sporting (antevisão): Arcos como obstáculo na caça ao líder
Triunfo leonino pode valer «assalto» à liderança provisória do campeonato
MOMENTO:
Rio Ave
Os vila-condenses tiveram um arranque de temporada bastante promissor, porém, numa fase posterior, os triunfos acabaram por ser conquistados com maior intermitência. Na última jornada, o Rio Ave perdeu pela margem mínima em Santa Maria da Feira, num encontro marcado por diversas expulsões.
Sporting
Com 23 pontos somados em 27 possíveis, os leões ainda não conheceram o sabor da derrota, na presente temporada, em partidas da Liga. Em caso de vitória, os leões podem subir à liderança do campeonato provisoriamente, o que poderá constituir um tónico interessante.
AUSÊNCIAS:
Rio Ave: Bruno Teles e Marcão, castigados; e Francisco Geraldes, cedido pelo Sporting.
Sporting: Alan Ruiz e Tobias Figueiredo, ambos lesionados.
DISCURSO DIRETO:
Miguel Cardoso: «Tentar otimizar o nosso potencial é um desafio permanente, não só contra os grandes. É a luta de um treinador que quer uma equipa que seja capaz de discutir os jogos com os seus adversários. Costuma dizer-se que para qualquer marinheiro que não sabe para onde vai, qualquer vento serve, e eu não quero isso para a minha equipa. Quero a minha equipa congruente.»
Jorge Jesus: «É difícil jogar em Vila do Conde. Sabemos das dificuldades que vamos encontrar frente a uma equipa que tenta valorizar a sua ideia de jogo, mas o Sporting tem de fazer o seu trabalho: tem de puxar pelos galões, tem de puxar pelas suas mais-valias. Vamos sentir dificuldades, mas pensamos que vamos ultrapassar essas dificuldades.»
HISTÓRICO DE CONFRONTOS:
Num total de 53 jogos disputados, os confrontos entre Rio Ave e Sporting registam sete vitórias para a formação de Vila do Conde e 32 para os leões. Pelo meio, houve ainda a divisão de pontos por 14 ocasiões. Mesmo na condição de visitante, a supremacia leonina mantem-se, embora com menor evidência.
XI: R.Patrício, Ristkovski, Coates, Mathieu, Coentrão, William, B.Fernandes, Acuna, Gelson, Podence e Dost
Banco: Salin, Piccini, A.Pinto, Battaglia, B.César, Iuri e Doumbia
Contudo… e partindo do princípio que o Iuri não foi convocado, é mais que certa a titularidade do do Battaglia, passando o Podence para o banco e entrando o Palhinha para a convocatória e consequentemente também para o banco. Não concordo, mas parece mais que óbvio. Caso Podence fosse mesmo titular atrás de Dost, então não faria sentido ir com B.César como única alternativa para as alas - contudo também não seria novidade diga-se.
Entrar em campo com seriedade e foco na vitória! É fulcrar garantir os três pontos.
Rio Ave vs Sporting
Assalto Aos Arcos com Regresso ao Habitual Sistema
Aproveitar o Momento do Pássaro numa ala, Com Gelson ou Acuña no Banco sem pensar na Champions
Teste decisivo amanhã. Jogo muito importante e batalha muito dura. Mais um jogo no Norte do País: a quinta deslocação esta época. Teremos de encarar este jogo como se de uma final se tratasse. Mas o essencial é não pensar na Juventus. Se o fizermos será meio caminho andado para trazer os três pontos….
De volta ao 4-3-3 com William, Battaglia e Bruno Fernandes no miolo, onde o Rio Ave é forte e coloca muitos homens que gostam de ter bola. Vai ser por aqui que teremos de ganhar o jogo. Podence estará numa das alas. Se tivesse que apostar diria que Acuña vai ser o preterido para Podence jogar. Teremos que aproveitar a confiança do Passáro. O Momento é dele e é necessário deixá-lo voar. Prefiro Podence mais livre mas JJ pode usar várias variantes e até trocar os extremos e colocar o Gelson na esquerda e Podence na direita. Veremos o que nos reserva.
Vai ser um jogo em que os artistas vão ter de puxar dos galões. William, Bruno Fernandes, Gelson e Bas Dost essencialmente, terão de estar a um nível muito elevado para podermos trazer os três pontos. Rio Ave é uma equipa intensa, que gosta de jogar olhos nos olhos e no campo todo. Todavia, teremos que aproveitar algumas supostas debilidades. A equipa Vilacondense tem a terceira defesa menos batida do campeonato mas não vai poder contar com Marcão e Bruno Teles, habituais titulares na lateral esquerda e centro da defesa. Além disso o nosso Francisco irá estar na bancada. Não vai ser por isso que o Rio Ave não terá argumentos para ser uma equipa forte no seu terreno mas estas debilidades terão que ser aproveitadas. Para termos uma noção da dificuldade deste jogo, poderemos verificar que nas últimas dez temporadas o Sporting tem seis vitórias, duas derrotas e dois empates no terreno do Rio Ave. Nestes dez jogos sofremos golos em sete. Por isso pede-se exigência máxima sem pensar na Juventus. Só assim seremos felizes…
Acredito que será Battaglia a titular e Podence no banco. Nada contra, a equipa ainda está pouco oleada em jogar com tanta velocidade e criatividade na frente, a coesão defensiva pode ser um factor mais importante num jogo fora de casa, onde temos que ser mais frios. Será igualmente um teste para o jogo vs Juve.
Penso o mesmo. Até porque com Podence na frente estamos mais próximos de fazer golo do que com Battaglia no meio campo.
A meu ver, seria mais logico na óptica do Sporting entrarmos fortes e agressivos em busca do golo e depois então entrar Battaglia para segurar o meio campo. Assim é rezar para que entre uma bola na primeira parte, senão é meter o Podence ou o Doumbia e ir em busca do golo contra o relógio.
Não esquecer que Battaglia no processo ofensivo é praticamente menos um.
Meter Battaglia no campo é logo passar uma mensagem que estamos cautelosos. Temos de começar a entrar nos jogos da liga a meter medo. Entradas fortes, com toda a carne no assador. As equipas adversárias vão começar a retrair-se e a mais-valia que o Battaglia podia dar em campo vai esvanecer-se pelo medo do adversário em se expor em demasia.
Battaglia é para 4 ou 5 jogos do campeonato, para situações específicas.
O meu ponto era outro. Obviamente que isso nunca pode ser um problema, pelo contrário, deve ser sim a solução para resolvermos os nossos jogos com qualidade e regularidade. A equipa está ainda pouco preparada para, jogos fora de Alvalade, estar assumir um quinteto na frente que pode depois significar alguns problemas defensivos. Uma coisa será jogar com William e Bruno Fernandes, outra será jogar com o William e Battaglia. Por isso, aceito um XI um pouco mais menos ambicioso, mas que garanta mais coesão táctica e mesmo assim consiga resolver os jogos com golos. É retirar um jogador que joga muito melhor em profundidade / verticalidade, para um que prefere mais posse, mais controlo do jogo e que nos dá até mais poder de fogo em zonas de finalização. Apesar de serem dois XI quase semelhantes, estamos a falar de retirar um jogador e meter outro, dá ao jogo uma matriz um pouco diferente. Ambos resultam, caso haja dinâmicas bem definidas e saibam o que fazer com bola.
Seja qual for o 11, na minha opiniao grande parte da estratégia terá que passar por recuperar a bola no meio campo do Rio Ave.
O GR+4 defesas raramente saiem no chutão, preferem sair curto ou em progressão, e nos jogos com os lampioes e tripeiros, perderam muitas bolas por maus passes, más recepções etc…que originaram ataques perigosos
Se recuperarmos a bola aí e formos agressivos, seja por passe vertical ou progressao imediata para a baliza, vamos criar varias oportunidades
E dentro desta estratégia, se calhar faz mais sentido Podence do que Battaglia.
Jogos mais difíceis e que exigem maior intensidade nossa é necessário termos o Battaglia em campo.
Este é um deles.
O Rio Ave troca bem a bola e tem uma equipa aguerrida que luta até ao fim.
Vamos ter que ser fortes, é um jogo muito importante.
RP
Piccini
Coates
Mathieu
Coentrão
William
Battaglia
B.Fernandes
Gelson
Acuna
Dost
Para jogarem William e Battaglia ao mesmo tempo, e também Podence, alguém tem que sair, para além do sugerido Gelson.
Jesus é muito teimoso e quer Podence a meio, em apoio a Dost. Geson joga descaído para a direita (assim como Acuña na esquerda). Mesmo tirando B. Fernandes, para dar lugar a Battaglia, para entrar Podence, tem que sair um «ala», ficando a equipa «coxa» dum lado.
A solução é fazer Podence jogar por dois, simultaneamente a «10» e a «ala», o que é muito puxado!
Ou então sai William (duvido) e joga apenas Battaglia entre a defesa e o meio campo…
(caso não tenham reparado, Jesus alinha sempre o meio campo e base do ataque num «T» que se descentra ao sabor do jogo)
Se o Podence entra, alguém tem de sair. O Batta é a opção que à partida parece mais indicada, uma vez que precisamos do Podence para criar perigo. Muitos dos nossos golos surgem de inspirações do BF e do Gelson, e não podemos contar com isto sempre, é necessário mais alguém para colmatar quando os outros não chegam. O Batta tem o seu lugar no 11 em certas situações, como vimos na semana passada. É a minha opinião.