Diretor de comunicação do FC Porto implica diretor jurídico do Benfica
23:27 - 13-06-2017
Francisco J. Marques, diretor de comunicação do FC Porto, denunciou alegada troca de emails entre o antigo árbitro Adão Mendes e Paulo Gonçalves, atual diretor jurídico da SAD do Benfica.
No Porto Canal, Francisco J. Marques leu o conteúdo de diversos emails que terão sido trocados entre o antigo árbitro e o dirigente dos encarnados, pessoa com «responsabilidades muito grandes e muito fortes no Benfica».
«Que vigarice vem a ser esta? Que cambalachos vêm a ser estes? Investigue-se», exortou o diretor de comunicação dos azuis e brancos, convicto de que «Adão Mendes tem ligação umbilical ao futebol e ao Benfica».
«O Benfica está implicado num esquema que envolve arbitragem e adultera a verdade desportiva», acusou, denunciando, ainda, alegada troca de emails entre Paulo Gonçalves e Nuno Cabral, o qual, segundo Francisco J. Marques, «é um Adão Mendes da nova vaga» e antigo árbitro «de qualidade duvidosa em Vila Real».
«À data dos factos, Nuno Cabral era delegado da Liga. Agora, segundo o Facebook do próprio, trabalha para a Federação Portuguesa de Futebol. A Federação que explique», incitou.
«Os árbitros são marionetas nas mãos das pessoas que trabalham para o Benfica. (…) Estamos a prestar um enorme serviço ao futebol português, a desmascarar a maior mentira do futebol português», argumentou Francisco J. Marques, o qual fez ainda referência aos árbitros Jorge Ferreira e João Pinheiro, a Vítor Pereira, ex-presidente do Conselho de Arbitragem da FPF, e Mário Figueiredo, ex-presidente da Liga
Acredito que ainda haja mais, no entanto há que esclarecer como foram obtidos os emails, claramente são veridicos, se não o benfica não se remetia ao silêncio e ao ‘não me lembro’. Mas é importante arranjar provas mais circunstanciais, isto é Portugal afinal de tudo. Não acredito que o benfica desça de divisão, acredito que no máximo sejam retirados alguns pontos, ou seja, perdem um titulo contra nós, visto que o resto ganharam com alguma vantagem. Foi assim com o porto há uns anos, não será diferente este ano.
Eu só vejo isto a ser devidamente tratado se for lá fora. As queixas tem de ser feitas fora.
Não acredito NADA que esta vergonha resulte em alguma coisa. E nem é não acreditar, é ter a certeza que se dependermos apenas das instancias nacionais, nada irá acontecer.