Acho que isso até deve ser trazido para aqui por inteiro, porque há pessoal que é tão novo que não sabe como as coisas eram dantes.
Eusébio – Histórico jogador revela que não gosta dos leões!
Quem te viu e quem te vê!
Quem te conheceu e quem não te quer conhecer!
Eusebio“Não gosto do Sporting. No meu bairro, era um clube de elite, da polícia, que não gostava das pessoas de cor, era racista”. É desta forma taxativa que Eusébio descreve a visão que tem do Sporting.

A antiga glória do Benfica revela que o Sporting não quis pagar a mesma verba que o clube encarnado e que não respeitou a sua família. “Assinei contrato com o Benfica, não assinei nada com o Sporting. É tudo mentira”, afirmou a antiga glória do futebol internacional, numa entrevista à revista ‘Única’.
Eusébio conta que o clube encarnado pagou 250 contos à sua mãe e ao irmão mais velho, um valor que o presidente do Sporting da altura, Braz Medeiros, não pensou em cobrir.
Eusébio explica que apenas jogou no Sporting de Lourenço Marques, quando vivia em Moçambique, porque o treinador do Desportivo nunca o “deixou treinar” e porque a “mãe não percebia nada de futebol”.
Sobre o alegado rapto, Eusébio é perentório: “Então se o Benfica me tivesse raptado, eu iria gostar de uma equipa que me tinha feito isso?
“Não gosto é do Sporting”. Para o ex-jogador, a história foi inventada porque, após três meses da sua chegada a Portugal, o clube de Alvalade percebeu o seu valor. E reforça: “Eu nem do Sporting de lá gosto, quanto mais do de cá. Tudo o que hoje sou é graças a mim, aos seus colegas e ao Benfica”.
Na mesma entrevista, o ex-internacional português diz ainda que só não jogou em Itália porque o António Oliveira Salazar, o “padrinho” como lhe chama e com quem se encontrou oito vezes na Assembleia da República, nunca o deixou sair de Portugal.
Que tristeza
Se houve alguém que conheceu um tal Eusébio da Silva Ferreira quando ele nasceu para dar pontapés na bola, fui eu.

Por isso, fico, mais uma vez triste, com o atual Eusébio. Foi um fora-de-série a jogar futebol, mas é um péssimo homem quando faz as afirmações que mais uma vez voltou a fazer.
Nasci ao lado do Eusébio. Cresci a vê-lo dar pontapés numa bola de farrapos em Mafalala. Sim, é verdade que no Desportivo (campo ao lado do Sporting), então filial do Sport Lisboa e Benfica, o rejeitaram. Sim, é verdade que saltou o muro e foi oferecer-se ao Sporting Clube de Lourenço Marques, onde foi recebido com um pão com jam (compota) e um chocoleite, porque a fome era muita.
“Eu nem do Sporting de lá gosto, quanto mais do de cá!”
Já há muito tempo que me tinha apercebido da falta de verticalidade humana que Eusébio da Silva Ferreira denota. Há uns anos, em Toronto, tive a oportunidade de dizer à pessoa que o acompanhava que era, nem mais, nem menos, o seu “dono”, o Presidente do Sport Lisboa e Benfica, Luis Filipe Vieira, quem ele foi em Moçambique, e ele não gostou.

Pois bem, o tal Eusébio que hoje diz que nem do Sporting de lá gosta, precisa que eu lhe refresque a memória e que lhe diga que ele foi jogador do Sporting. O tal Sporting que lhe dava de comer, porque ele tinha fome. Foi devido ao facto de ele marcar golos com a camisola listada verde-e-branca que um tal Sr. José Mateus (como eu testemunhei pessoalmente – inúmeras vezes – o que agora afirmo e nunca me esqueci) lhe dava notas de cem escudos por cada golo que ele marcava.
Um clube racista? Quantas vezes o preto (este em particular) matou a fome com ofertas dos brancos? Eu cresci no mesmo Sporting e não tenho a menor dúvida em como de racista nada tinha. Quantos pretos jogaram ao lado do Eusébio, outro preto (isto de “preto” não é racismo, é apenas um facto) bem recebido por todos? O Eusébio da Silva Ferreira mente com todos os dentes que tem na boca.
Quantas e quantas vezes junto ao Continental (o café que era frequentado pelos sportinguistas) o mesmo Eusébio que agora nem se lembra de que jogou com a camisola do Sporting, se aproximava das pessoas que gostavam dele (a grande maioria brancos, sim, mas que gostavam de pretos) para comer uma torrada e beber um café com leite. Eu, que agora escrevo estas linhas, muitos cafés e torradas lhe paguei, mas claro que disso ele não se lembra.
Os seus grandes amigos sportinguistas, aqueles que fizeram com que ele fosse quem foi, porque já não é, Fernando Costa, Vigorosa, Frederico Costa, Manuel António (que nos Juniores do Sporting até era melhor jogador do que ele),o Braga Borges, o Madala (e tantos outros), hoje já não são, com certeza, amigos de um homem que não merece a sua amizade.


Eusébio alinhando pelo Sporting Clube de Lourenço Marques
Infelizmente o Fernando Costa, o Vigorosa e o Manuel António, já não estão entre nós, mas o Frederico que tanto o ajudou dentro das quatro linhas (e fora) e muitos outros que bem conhecemos, incluindo o autor destas linhas, já não são amigos do mesmo Eusébio a quem nem a idade, nem a doença, o faz reconhecer que se não tivesse sido o Sporting que ele representou nunca teria sido o futebolista que foi, posteriormente, em representação do Sport Lisboa e Benfica.
Se como futebolista Eusébio foi um expoente máximo, como homem, Eusébio da Silva Ferreira é um expoente mínimo. E ainda por cima, mentiroso. Inclusivamente esquece-se dos tempos que esteve em Toronto a tentar uma sobrevivência que o seu Benfica na altura não lhe dava e acabou perdido num Beira Mar

e num União de Tomar, já a arrastar-se pelos campos, mas numa tentativa de sobrevivência, e se não fosse um tal Sr. Jorge de Brito, que lhe deu a mão, onde estaria hoje o tão conceituado “Pantera Negra”?
Lembra-te, Eusébio que foi um tal Sporting e muitos sportinguistas que te mataram a fome, quando ainda mal eras alguém.
Uma “pantera” que não conhece o “dono”!
Ainda recentemente, em Boston, onde estive a acompanhar o Portugal, 1 – Brasil, 3, Eusébio disse que não devia ser comparado com o Cristiano Ronaldo, alegando isto e aquilo, em vez de incentivar aquele que é por muitos considerado o melhor futebolista do mundo. Mais uma demonstração do seu baixo nível.

Ou como se dizia lá na nossa terra… Este Eusébio está cheio de “não presta”!
Alexandre Ribeiro Franco – 15.09.2013