Krassimir Balakov

E foi a primeira transmissão de um derby na SIC e qdo o Balakov meteu o golo alguém meteu um microfone ao pé do Sintra sentado na tribuna e ele gritou “Ganda Golo “.

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Grande Sousa Cintra , grande leão :+1: :+1:

Paços de Ferreira :blush:

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Pronto tenho o dia e a noite ganhos

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Balakov recorda chegada ao Sporting: «Sousa Cintra esperava um avançado de 1,90 m»

Antigo avançado dos leões distinguido com o Record de Ouro

RECORD - Ainda se lembra como veio para o Sporting? O que lhe disse Sousa Cintra?

BALAKOV – [Risos] Ainda me lembro que quando o vi, pois o presidente já estava a rir-se. O Sousa Cintra esperava um ponta-de-lança de um 1,90 m e apareci eu com 1,75 m. Foi engraçado pois como eu não falava português, e o Terzinsky [antigo preparador físico do Sporting??] servia de tradutor. Depois a convivência dele foi muito engraçada. Ele falava muito! Lembro-me que, na altura, o Lucídio Ribeiro [empresário] trazia muitos jogadores da Bulgária para Portugal… era eu, o Iordanov, o Guentchev, o Mihtarski e o Kostadinov. Ele não conseguia ganhar campeonatos, mas conseguiu formar grandes planteis.

R - O que faltou a Sousa Cintra para ganhar um campeonato na presidência do Sporting?

B – Faltou o Sousa Cintra ter mais calma com o Bobby Robson, pois era possível termos ganho o campeonato. No entanto, após a derrota com o Casino Salzburgo, ele não aguentou e demitiu o Robson. Depois chegou o Carlos Queiroz que também é bom treinador, mas demorámos a entender as suas ideias… quando isso aconteceu já tinha acabado o campeonato.

R - Bobby Robson foi o treinador que mais o marcou?

B – Ele fazia com que os jogadores dessem tudo por ele. Ainda me lembro que quando ele saiu houve jogadores a chorar no balneário. O Bobby Robson era um ‘gentleman’ e, além disso, sabia o que tinha de dizer diariamente à equipa e como dizê-lo. Foi esse o segredo que nos levou a praticar bom futebol.

R - Na época havia o Kostadinov no FC Porto. Como é que geriam a vossa rivalidade?

B – Não foram bons os momentos com o FC Porto. Em lembro-me que os jogos começavam e era sempre 1-0 para o FC Porto com golo de Kostadinov. Ele marcava mesmo sem rematar, a bola batia-lhe e entrava na nossa baliza. Eu ficava zangado e só pensava: “será possível começar um jogo com o FC Porto 0-0?” Depois ainda lutávamos e nada. Nós jogávamos um futebol bonito, mas eles eram mais práticos. Era difícil jogar contra aquela equipa, pois foram quase só derrotas. Já com o Benfica, mesmo quando perdíamos, eram jogos interessantes.

R - Um dos seus melhores golos foi justamente num dérbi com o o Benfica, de pé direito (vitória por 2-0 em 92/93). Considera que foi o seu melhor golo ao serviço do Sporting?

B – Não. O que mais gostei foi ao V. Setúbal, no Bonfim [vitória por 3-2 em 93/94]. Para mim foi o melhor, mas todos eram bons. O mais importante é que foram tempos espectaculares.

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