Jornal do Sporting - Parte 2

JORNAL SPORTING JÁ DISPONÍVEL

Por Sporting CP
10 Dez, 2022

JORNAL SPORTING

Edição n.º 3901 em formato digital e nas bancas

Já saiu o Jornal Sporting desta semana, cujo destaque na primeira página é o lançamento do Green Quest, um novo conteúdo original do Sporting CP – em formato de documentário – para dar a conhecer pessoas e acções que contribuem para um mundo mais sustentável. Conheça como nasceu a ideia, como foi criado o primeiro episódio e saiba tudo ainda sobre o evento de lançamento, que ocorreu na Nazaré e contou com a presença de vários atletas das modalidades do Clube.

Já no futebol, leia o rescaldo de mais um passo em frente dos Leões de Rúben Amorim na Taça da Liga, com a vitória por 0-2 em casa do Rio Ave FC os ‘quartos’ estão mais perto. Nas páginas seguintes, o espaço é dedicado, como é habitual, a todos os últimos jogos das várias equipas Leoninas, da B e da A feminina até aos vários escalões de formação.

Com a entrega dos Prémio Stromp cada vez mais perto, que voltará a acontecer numa cerimónia, no dia 16 de Dezembro, o Jornal Sporting entrevistou Tito Arantes Fontes, presidente do Grupo Stromp, que é a organização responsável por esta histórica distinção - este ano serão 48 as atribuições.

Depois, nas modalidades, o poste Joshua Patton foi apresentado e está de regresso à equipa verde e branca de basquetebol e poderá ler ainda sobre os triunfos alcançados recentemente também pelo andebol, voleibol, futsal e hóquei em patins.

Por fim, saiba tudo sobre o lançamento, no Seixal, da biografia do ‘Violino’ Albano e a Lenda destacada nesta edição é o ex-atleta Armando Aldegalega.

“SCP – GREEN QUEST”

Por André Bernardo
10 Dez, 2022

OPINIÃO

Editorial da edição n.º 3901 do Jornal Sporting

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**Uma das siglas que mais se vulgarizou no léxico organizacional nas últimas décadas foi VUCA. O acrónimo, de origem anglo-saxónica, é significado de Volatility (Volatilidade), Uncertainty (Incerteza), Complexity (Complexidade), Ambiguity (Ambiguidade), numa referência aos quatro principais desafios da nova era em que vivemos.

Poderá por isso, à primeira vista, parecer paradoxal querer estabelecer eixos estratégicos que assegurem a perpetuidade, numa nova era pautada pelos quatro fenómenos que acima referi, em que rapidamente o dia de amanhã é diferente do dia de hoje. Porém, a única forma de lidar com a VUCA é ter guias de conduta que permitam, quer aos indivíduos quer às organizações, estarem munidos das capacidades e da resiliência necessárias para enfrentar os desafios que se vão colocando a cada momento.

Foi esse desafio de perpetuidade, ambição de todos no Sporting CP, que internamente nos lançámos, tendo em consequência definido três Eixos Estratégicos de base – SCP − nos quais assentará a nossa Visão Estratégica para 2023-2026 (em desenvolvimento neste momento) e que apresento de seguida num breve resumo prévio.

S - Sustentabilidade
Tudo o que não é sustentável é insustentável. Ou seja, deixa de existir, não perdura no tempo. O Sporting CP terá de preocupar-se em ser sustentável sempre e é por isso que este deve ser um dos nossos eixos estratégicos condutores perenes.
Entre outras várias coisas, isto implica um compromisso interno, nas decisões directamente relacionadas com o Clube, e externo, nas que afectam o meio envolvente, entre o curto e o longo prazo.

C - Colaboração
“Nenhum Homem é uma Ilha”. A natureza humana é social e a nossa sobrevivência enquanto espécie depende disso. As formas de colaboração podem, e vão alterar-se, ao longo do tempo, mas a necessidade de colaborar, de abordar holisticamente os desafios e soluções, entender os seus efeitos sistémicos, dependerá sempre, e cada vez mais, de uma estreita colaboração endógena e exógena. A efectividade das equipas reside em assegurar a melhor relação entre as várias partes que as constituem, porque elas são interdependentes. Somente através da optimização da colaboração asseguramos que o todo é maior que a soma das partes.

P – Performance
Na génese da performance está algo intrínseco à natureza humana – a motivação. Ela nunca pode deixar de existir, nem a vontade permanente de sermos melhores e de melhorarmos a nossa performance em tudo o que fazemos.

Estes três eixos já constituem actualmente a constelação guiadora do caminho que estamos a fazer e que permitirá, de geração em geração, passar o testemunho do Sporting CP.

Em demonstração disso mesmo, ontem anunciámos que publicaremos um Relatório de Sustentabilidade esta época, com o compromisso de neutralidade carbónica e auto-suficiência energética em 50% até 2050. Estamos neste momento em fase de conclusão da avaliação técnica para a instalação de painéis fotovoltaicos no Estádio José Alvalade e no Pavilhão João Rocha, de forma a tornarem-se Unidades Produtoras de Autoconsumo (UPAC) com a respectiva criação de uma Comunidade de Energia.

Lançámos também o primeiro de três anúncios da campanha de Natal que materializa este esforço de Deixar a Nossa Marca em tudo o que fazemos. Convido todos a verem esta trilogia de filmes.

Finalmente, hoje damos eco no Jornal ao lançamento de um novo conteúdo já anteriormente anunciado − Green Quest – que traz um novo formato, em registo documental, retratando pessoas e histórias de quem contribui positivamente para um mundo mais SCP.

DIFERENTES

Por Pedro Almeida Cabral
10 Dez, 2022

OPINIÃO

Muitas vezes se diz que o Sporting Clube de Portugal é um clube diferente. Embora não se saiba bem em que consiste essa diferença. Fala-se numa maior cultura desportiva dos Sportinguistas. O que tem fundamento. Quando um dia se fizer uma verdadeira História do desporto em Portugal, será evidente aquilo que vou escrevendo por aqui: a História do futebol e de muitas outras modalidades em Portugal confunde-se com a História do Sporting CP. O desporto português tem raízes fundas no Clube. Daí que não surpreenda que tantos Sportinguistas acompanhem mais do que uma modalidade e conheçam detalhadamente o percurso de vários atletas.

Há quem justifique a diferença com o maior apego dos Sócios e adeptos ao Clube. Há uns anos, um estudo conduzido pela Universidade Europeia concluiu que os adeptos do Sporting CP eram os mais comprometidos com o clube, acima dos adeptos do SL Benfica e do FC Porto. Quem conhece o panorama desportivo nacional sabe bem que os nossos Sócios e adeptos acompanham infatigavelmente a realidade Sportinguista em todas as horas, na derrota e na vitória. O que nem sempre sucede nos outros clubes.

Talvez a tão apregoada diferença do Sporting CP resida afinal em algo mais simples. Numa entrevista levada a cabo pelo jornal Record há umas semanas, o nosso treinador de hóquei em patins, Alejandro Domínguez, deu conta do que está a ser o seu trabalho no Sporting CP. Como é sabido, Domínguez treinou o SL Benfica por três épocas. Foi com curiosidade que perguntaram ao argentino que diferenças havia entre os dois clubes. Sem ponta de provocação e com sinceridade, Domínguez respondeu que no Sporting CP havia bem mais familiaridade entre todos, ao contrário do rival, onde as relações eram mais distantes.

Pode parecer que se trata de um mero detalhe. Mas não. Há no Sporting uma vitalidade única. Quem treina ou joga no Clube não esquece e fica adepto do Sporting CP para o resto da vida. É frequente treinadores, atletas, seccionistas, diretores e adeptos travarem relações que perduram para além das circunstâncias efémeras de um jogo ou de um campeonato. Em vez de megalomanias de invencibilidades eternas ou de descabidas proclamações de afirmação política, o Sporting CP nasceu e vive ainda hoje saudavelmente o desporto como uma oportunidade para todos, sem “distinção de forças”, como afirmava José Alvalade, querendo dizer que o desporto é de todos e para todos. É esta forma de sentir o Clube que forja os laços de proximidade de que fala Domínguez e que nunca se desviou do ideal centenário que fundou o Clube. No fundo, é simples: somos diferentes porque somos Sporting CP.

RESPEITEM-NOS, SFF

Por Juvenal Carvalho
10 Dez, 2022

OPINIÃO

Gosto pouco de injustiças, sobretudo quando as mesmas mexem com o nosso símbolo, e que ninguém julgue que esta minha coluna de opinião de hoje é movida por qualquer sintoma de azia ou de frustração. Antes pelo contrário. É só mesmo pelo motivo com que iniciei este meu escrito: Porque detesto injustiças.

E quando me refiro a injustiças, e na era dos opinion makers, que são cada vez mais a falar de cátedra de futebol em horário nobre televisivo, mesmo que do fenómeno pouco entendam, e onde são ditas as maiores barbaridades a valorizar uns, em função da tonalidade das lentes, em detrimento de outros, e onde como Sportinguista me sinto ofendido com o que ouço, e também com o que leio.

Estou, sempre estive, acima do meu apoio à selecção nacional em função da convocatória de qualquer seleccionador, seja de que modalidade for, levar ou não atletas do Sporting CP. Gosto mesmo, e genuinamente − quem me conhece bem pode atestar o que digo − da selecção do meu país. O que já não consigo, porque não gosto de ser comido de cebolada, é tolerar as maiores barbaridades, como ironias em relação ao facto do nosso Clube não levar atletas ao Mundial do Catar, e a ter “orgasmos” com a formação dos rivais, quando, por mais que esperneiem e tentem passar para o exterior as suas leituras enviesadas e até maldosas, não conseguem apagar a história.

E se é discutível a justiça ou a falta dela de não levar jogadores do Sporting CP ao Mundial, já não tolero que se omita a história ou que, como atrás referi, movidos por lentes rubras, digam as maiores barbaridades, sobretudo sobre o papel formativo dos clubes.

Para que conste, e se for preciso esclarecer os arautos da sapiência, aconselho-os a visitar o museu, como um dia um presidente do nosso Clube fez a um presidente de um clube adversário que na sua pequenez se sentia um ‘gigante’ quando fazia paralelismos com o nosso Clube. Foi lá e percebeu a realidade, vergado pelos números.

A estes, que falam do brilho da formação dos nossos adversários − que inquestionavelmente terão o seu mérito − esquecem-se do papel de todo o sempre do Sporting CP ao formar “só” dois melhores do Mundo como Luís Figo e Cristiano Ronaldo, bem como tantos outros, esquecendo até que no único troféu conquistado pela selecção a nível sénior foram baptizados de “Aurélios” os atletas da nossa “cantera”, que tão determinantes foram nesse êxito.

E não estou rigorosamente a falar de passado. Tantos desses fazem ainda furor por essa Europa fora. Valorizem nos outros o que tem que ser valorizado. Não me incomoda. Muito mais me incomoda que se omita, propositada ou selectivamente, aquele que é o clube que mais e melhor tem fornecido jogadores à selecção nacional. E esse é, desde há muitos anos, o Sporting Clube de Portugal. Para alguns deles deixo-lhes aqui uma nota. A História não se apaga. Digam o que quiserem. Porque a realidade verga-os pelas evidências. Tenham respeito. Claro que não generalizo, mas este escrito é endereçado a vários. Uns nem sei como se chamam, por irrelevantes, só sei o que dizem. E o que dizem é, além de ridículo, desrespeitoso para um clube como o nosso, que é reconhecido no exterior, e não por acaso, como um dos que mais e melhor forma a nível mundial. As mentiras repetidas muitas vezes não passam a ser verdade. Para que conste.

https://twitter.com/Sporting_CP/status/1601552330079735808?s=20&t=9721GConmQe0dRHPmTHsjA

André Bernardo, sabes onde é que podes meter o green quest?

EM FRENTE

Por Pedro Almeida Cabral
15 Dez, 2022

OPINIÃO

O Sporting Clube de Portugal passou com distinção a fase de grupos da Taça da Liga. Numa altura em que havia quem questionasse o empenho da equipa, esta respondeu de forma esclarecedora. Foram três vitórias em três jogos, com 13 golos marcados e zero golos sofridos. Os adversários não eram acessíveis e não se creia que facilitaram. O Rio Ave FC segue tranquilo na tabela classificativa da Primeira Liga e o SC Farense está bem colocado para regressar ao escalão principal do futebol português. Somente o CS Marítimo aparenta estar mais frágil, seguindo nos últimos lugares da Primeira Liga. Porém, o mais relevante é que nestes três jogos foram visíveis novos entrosamentos, começou a revelar-se um jovem que muito promete acrescentar ao nosso meio-campo e parece em curso uma bem-sucedida recuperação de um jogador que não tem tido boa fortuna. Por partes.

Paulinho está em crescendo. Mais solto, mais livre e mais leve, o avançado atravessa um bom momento de forma. Os três golos marcados contra o CS Marítimo ainda na primeira parte poderiam ser apenas golos. Mas foram um pouco mais do que isso. Surgiram nos três primeiros remates de Paulinho e resultaram de desmarcações inteligentes. É este confiante Paulinho que irá marcar decisivamente o que resta da época, estou certo. No mesmo desafio, Mateus Fernandes, que foi titular, justificou as palavras elogiosas que Rúben Amorim tem utilizado a seu respeito. Posicionou-se no meio-campo Leonino com maturidade e acerto. Não fugiu do jogo e ainda teve um grande passe para o quarto golo, apontado por Porro. A crescer assim, em breve será mais vezes titular. Por fim, uma palavra para Jovane Cabral. Fustigado por lesões e por algumas incertezas que rodeiam o seu percurso, jogou de início com a sua força habitual, embora num papel um pouco diferente, construindo (com sucesso) mais do que rematando. Com esta presença em campo, é uma mais-valia importante para o nosso 11. Seguem-se os quartos de final da competição, contra o SC Braga, na próxima segunda-feira. Todos seremos poucos para apoiar a equipa no nosso Estádio e seguirmos em frente!

PS: Não podia deixar de assinalar o recente falecimento de um dos nomes maiores do basquetebol Leonino, Hermínio Barreto. Mais do que o jogador, que contou e muito para a conquista do título de campeão nacional de basquetebol do Sporting CP de 1959/60, foi também um técnico decisivo na construção das equipas Sportinguistas que dominaram o basquetebol nacional no final dos anos 70 e início dos anos 80 do século passado. Reconhecido como estudioso da modalidade, foi igualmente um Sportinguista dedicado e devoto a quem muito devemos.

ELES FALAM, FALAM. SUCESSO É OUTRA COISA

Por Juvenal Carvalho
15 Dez, 2022

OPINIÃO

Hoje, porque por mais que queira calar aquilo que me invade a alma, não consigo.

E não consigo porque para mim, que ainda por cima tive o privilégio de durante três anos ter trabalhado no futebol juvenil do Sporting Clube de Portugal. Ainda não existia a Academia e os treinos eram tantas vezes nos pelados do Encarnação, da Torre e de outros locais, sei o quanto aqueles meninos de ontem e homens de hoje, uns inevitavelmente com mais sucesso do que outros, lutaram para subir a corda da vida a pulso, privando-se até de estar com a família, que muitas das vezes tão distante estava geograficamente.

De diferentes proveniências e até de extractos sociais díspares, todos tiveram para mim um denominador em comum. Eram como que uns ‘filhos’ que tive o grato privilégio de ver crescer e que as redes sociais, tantas vezes nefastas, mas que neste caso em particular, me ajudaram a reencontrar, alguns ainda a jogar, outros que não chegaram a seniores, mas todos eles homens que beberam ensinamentos da grande escola Leonina, onde conheci senhores como Juca, Mário Lino, Hilário da Conceição, Joaquim Carvalho, Manuel Ferrão, José Manuel Torcato, Aurélio Pereira, Rui Palhares, Alexandre Paiva, Nuno Naré, Luís Dias, e tantos outros, até no anonimato, que tudo fizeram para que nada lhes faltasse.

E voltando ao início deste texto, não consigo calar aquilo que me invade a alma, não pelas críticas de teor desportivo, porque as opiniões de cada um são perfeitamente legítimas, desde que não enviesadas. É mesmo porque sendo Cristiano Ronaldo, que nunca conseguirei dissociar do nosso Clube, um dos que vi crescer naqueles corredores da porta da maratona do antigo estádio, e aquele que mais deu ao país, com cinco Bolas de Ouro, recordes atrás de recordes batidos, milhões e milhões de seguidores pelos quatro cantos do Mundo, que é até, e perdoem-me os que isto vos possa parecer exagerado, maior do que o país, tem sido completamente humilhado por um certo sector da área media e não só. Aqueles que tiveram só decisões acertadas no seu processo de vida, aqueles que nunca falharam um passe ou um penálti, aqueles que tudo sabem e decidem acertadamente desde que nasceram. São os infalíveis.

Mas na realidade, por mais que lhes custe, e a alguns até lhes custa muito que o maior de todos os tempos do futebol português tenha sido formado no Sporting CP, podem continuar a destilar fel, inveja e verborreia sobre CR7, porque ele está no topo dos topos há duas décadas. Já jogou nos melhores clubes do Mundo e foi formado numa escola altamente reconhecida a nível mundial, que também alguns profetas a tentam omitir. Já ganhou quase tudo individual e colectivamente. Estes são os factos. E sim, como humano, também comete erros. É inerente à condição do ser humano. Já os que nunca cometem erros, para além de muitos deles terem pouco de humanismo, não passam de avençados para difamar e viverão sempre fechados na sua mediocridade e inveja. Será incontornável. E ainda vão ter que o aturar. É a vida. A vida dele… feita de conquistas!

PS - Morreu no passado dia 12 Hermínio Barreto. Com a sua morte partiu uma Lenda do Sporting CP e do basquetebol português. Homem de um conhecimento e de uma bondade infinita. Até sempre, Professor.

RUMO AOS QUARTOS

Por Miguel Braga
15 Dez, 2022

OPINIÃO

Editorial da edição n.º 3902 do Jornal Sporting

O Sporting Clube de Portugal venceu esta semana, sem apelo nem agravo, o CS Marítimo por 5-0, em jogo a contar para a terceira jornada do Grupo B da Taça da Liga. Foi um encontro de sentido único no qual nos adiantámos no marcador ainda não tinha acabado o primeiro minuto da partida. “Obviamente ajudou o jogo”, confirmou o treinador na flash interview. “Quando marcamos um golo, torna-se tudo mais fácil e ficamos confortáveis”.

Esta foi também a quinta vitória seguida da equipa de Rúben Amorim, assinando por isso a melhor série da presente época – com destaque para os últimos três jogos, com uma diferença de golos de 13-0. Mesmo assim, o treinador quer a equipa com os pés bem assentes na terra: “Foi um jogo difícil para o CS Marítimo que, para além da saída do treinador, já não tinha ambições na Taça. Portanto, é ter noção do contexto”.

Se o primeiro golo foi marcado aos 40 segundos de jogo, o terceiro entrou aos 31 minutos, os três da autoria de Paulinho. Para se ter uma ideia do feito, há 22 anos que um jogador do Clube não fazia um hat-trick na primeira parte de um jogo. O último a fazê-lo foi Beto Acosta, na época 2000/2001, frente ao Vitória SC. Quanto a jogadores portugueses, a marca é de Litos, na longínqua época de 1988/1989, com três golos marcados ao SR Almancilense, em jogo a contar para a Taça de Portugal.

Este desafio assinalou o centésimo jogo de Pedro Gonçalves de Leão ao peito. Apesar de ontem não ter contribuído directamente para o resultado, em 100 jogos pelo Sporting CP, marcou 46 golos e fez 18 assistências, ou seja, em 64% dos encontros Pote foi sempre significado da bola bater nas redes. Que continue assim, é o desejo de todos os Sportinguistas.

Destaque também para estreia de Mateus Fernandes como titular. Depois de ter marcado já no final de Novembro pela primeira vez pela equipa principal, estreou-se agora em Dezembro no onze inicial, finalizando o ano como mais uma opção ao serviço de Rúben Amorim.

O próximo jogo é já no início da próxima semana frente ao SC Braga. “É um jogo completamente diferente, com uma equipa que é difícil de parar, no sentido em que são muitos objectivos no jogo”, disse também Rúben Amorim. “Tivemos muitas dificuldades no primeiro jogo contra eles. Estamos melhores, mas o SC Braga também tem vindo a fazer uma grande Liga”, finalizou.

Depois do jogo com o CS Marítimo ter sido realizado à porta fechada devido às condições meteorológicas e aos avisos das autoridades na cidade de Lisboa, esperam-se bancadas com vida no jogo com o SC Braga. E cheias, de preferência. Que assim seja.

JORNAL SPORTING JÁ DISPONÍVEL

Por Sporting CP
15 Dez, 2022

JORNAL SPORTING

Em versão papel e em formato digital

Já está disponível, em versão papel e em formato digital, o Jornal Sporting desta semana. A edição 3902 do semanário verde e branco tem como principal destaque a equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal que garantiu a passagem aos quartos-de-final da Taça da Liga, prova que venceu nas últimas duas épocas.

Os Leões de Rúben Amorim fizeram uma fase de grupos irrepreensível com três vitórias em três jogos, 13 golos marcados e nenhum sofrido. Para ler, a crónica do encontro e a opinião do técnico Leonino.

Nesta edição do Jornal Sporting, como sempre, destaque para os resultados do último fim-de-semana no futebol de formação e da equipa principal feminina, que foi à Madeira vencer o CS Marítimo por 0-7.

Os Prémios Stromp realizam-se nesta sexta-feira, no Hotel Sheraton, e o Jornal Sporting falou com os premiados por escolha, revelando o orgulho que é extensível a todos pela atribuição destes troféus.

Nas modalidades, além dos jogos disputados nos últimos dias, destaque para as entrevistas a Manuel Gaspar, andebolista que deixa o Clube para rumar a França, depois de oito temporadas de Leão ao peito, e a Rafaella Bonifácio, voleibolista verde e branca que chegou esta época ao Sporting CP.

Destaque também para a renovação do futsalista Pauleta e para a cara nova da equipa principal de basquetebol, André Cruz.

A Lenda desta semana é Zezinho, futebolista verde e branco nas décadas de 70 e 80 do século passado.

Estes e outros temas para ler em mais uma edição do Jornal Sporting.

https://twitter.com/Sporting_CP/status/1603359214931435520?s=20&t=DpC1tC_SR3_t-NqmvSw-vA

Chulo!
Oportunista!

FUTEBOL

Por Pedro Almeida Cabral
22 Dez, 2022

OPINIÃO

Depois de passar com distinção a fase de grupos da Taça da Liga, o Sporting Clube de Portugal arrumou de forma esclarecedora a questão do acesso à final a quatro da competição, onde chegamos pela sexta vez consecutiva. Ao golear o SC Braga por 5-0, com todos os tentos marcados na primeira parte, confirmámos o que os três jogos da fase de grupos, vencidos por um total de 13-0, já haviam insinuado. A equipa joga mais solta e desinibida, as rotinas estão mais acertadas e há um fio de jogo que termina directamente em golos.

Aliás, não é por acaso que metemos a quinta vitória seguida, que é a melhor série de jogos em 2022. Aos três jogos da Taça da Liga, acrescem as duas vitórias para o campeonato, no início de Novembro, perante o Vitória SC e o FC Famalicão. No total, nestes cinco jogos, marcámos 23 golos e sofremos apenas um. Neste último desafio, frente ao SC Braga jogou-se belo futebol no nosso Estádio. As alas estiveram venenosas, com Porro e Nuno Santos a galgarem os seus corredores, a dar muita profundidade ao jogo. Em conjunto, tiveram intervenção em três dos golos. Edwards, jogou como gosta, com espaço para manobrar e fazer valer os desequilíbrios que o caracterizam. Arrancou dois penáltis e converteu um. Trincão está a subir de forma a golos vistos. Não só assistiu Paulinho para o 2-0, como marcou de forma exemplar o 4-0. Demonstrando que rende bem mais variando de lado e descaindo para o meio, esteve endiabrado a baralhar as marcações bracarenses. Finalmente, Paulinho parece ter deixado para trás uma fase menos concretizadora. Fundamental no primeiro golo, marcou o segundo e construiu sozinho, numa arrancada do meio-campo, uma jogada que merecia melhor sorte. Saiu com a ovação que merece para quem marcou seis golos nos últimos quatro jogos.

Parece, portanto, que o Sporting CP aproveitou plenamente a pausa forçada pelo Mundial e soube reconstruir uma forma de jogar que andava mais sumida. Só que pensar que em futebol tudo muda repentinamente é desconhecer que nada acontece por passes de magia. A subida de forma da equipa resulta do trabalho sustentado que Rúben Amorim vem fazendo nos últimos anos, bem como das melhorias das condições de trabalho na Academia. O futebol bem jogado nunca surge da sorte ou da inspiração, mas sempre do esforço contínuo, da dedicação abnegada e da devoção ao trabalho. Quando falamos de futebol, é disto que nunca nos podemos esquecer.

“UMA NOVA ERA DEVE SER ACOMPANHADA DE UMA EVOLUÇÃO DA MARCA NO MESMO SENTIDO”

Por Sporting CP
23 Dez, 2022

NOTÍCIAS

Entrevista André Bernardo - Jornal Sporting

Em entrevista ao Jornal Sporting, André Bernardo, vice-presidente do Conselho Directivo, anuncia algumas novidades do novo documento de Visão Estratégica com o foco em preparar o Sporting CP para a nova era vigente, destacando-se o estabelecimento de eixos estratégicos perpétuos, um manifesto e também o rebranding da marca.

No editorial da edição do Jornal Sporting de 10 de Dezembro, falou sobre os três eixos estratégicos de base (SCP - Sustentabilidade, Colaboração e Performance) da Visão Estratégica para 2023-2026, um documento que está em desenvolvimento. Porque definiu estas três palavras como eixos para o futuro a curto prazo?
O desafio que lançámos a nós próprios, bem como o exercício que se seguiu, foi definir eixos estratégicos que pudessem ser perpétuos. Aquilo que a maioria das organizações quer é ser, e manter-se, relevante no tempo. Isso, actualmente, é cada vez mais difícil e por isso achamos fundamental definir alicerces que consigam guiar-nos ao longo do tempo. O mundo entrou numa nova era e o Sporting CP tem de a acompanhar. E, respondendo mais directamente, achamos que Sustentabilidade, Colaboração e Performance são eixos intrínsecos e perenes que o Sporting tem de ter hoje e daqui a 100 ou 1000 anos também.

O tema da sustentabilidade tem merecido muita atenção por parte do Sporting CP. Porquê?
No dia em que deixarmos de ser sustentáveis, seremos insustentáveis. Ou seja, por definição, deixamos de conseguir existir. A sustentabilidade, no sentido lato, é precisamente conseguir encontrar os equilíbrios necessários para ter sucesso nos objectivos a que nos propomos. Esse ponto de equilíbrio implica balancear múltiplas variáveis ao mesmo tempo, como por exemplo o curto e o longo prazo, o financeiro e o desportivo, o sacrifício e o prazer, o negócio e o meio ambiente, etc… Ou seja, isto deveria ser uma preocupação constante no Sporting CP e em qualquer organização. Nós queremos retirar o condicional e que seja mesmo hoje e sempre.

E acha isso especialmente relevante no Sporting CP por que razão?
É especialmente relevante no sector do desporto porque existe, com maior dimensão ainda, uma pressão imediatista no que concerne aos resultados e uma componente muito emocional, que depois pode comprometer o foco necessário para a construção das bases fundamentais para um futuro sustentável. No caso do Sporting CP, ganhámos apenas cinco títulos nacionais no futebol entre 1980 e 2022. Neste ciclo, tivemos dois longos períodos de travessia no deserto de quase 20 anos cada um e vivemos em constantes dificuldades financeiras. Estamos ainda hoje a construir as bases que deviam estar asseguradas, que implicam investimento e tempo, e em concorrência com os nossos rivais que já as têm.

O Sporting CP anunciou que vai publicar o Relatório de Sustentabilidade referente a 2021/2022. O que se pode esperar desse documento?
Actualmente, felizmente, a sustentabilidade tornou-se uma preocupação de todos porque isso tem impacto no planeta, na nossa qualidade de vida e, em último reduto, na nossa própria sobrevivência. O Acordo de Paris é reflexo disso. O nosso documento vai estar alinhado com as directrizes mundiais recomendadas, nomeadamente a matriz do ESG. A sustentabilidade envolve as dimensões de Ambiente, Social e Governance. Estamos a desenhar uma matriz de materialidade para elencar os temas prioritários de foco que asseguram o equilíbrio do que fazemos internamente e o impacto que têm no meio externo, sobre estas três perspectivas. E serve também para definirmos métricas e acompanharmos o sucesso do seu cumprimento.

O objectivo anunciado é o de atingir a auto-suficiência energética em 50% até 2050. Vê o Clube preparado para efectuar as mudanças necessárias nesse sentido?
Quando entramos em campo é sempre com o objectivo de ganhar. Estamos a trabalhar para isso. A meta está definida, agora temos de fazer tudo ao nosso alcance para atingi-la ou superá-la.

Foi também anunciado que tanto o Estádio José Alvalade como o Pavilhão João Rocha vão ser alvos da instalação de painéis fotovoltaicos nas respectivas coberturas e que vai ser criada uma Comunidade de Energia. Já há data para esta intervenção?
Estamos a aguardar um parecer técnico e a avaliar as propostas para tomarmos a decisão final e podermos anunciar a data.

Quando vai ser publicado este documento e o documento de Visão Estratégica?
Ambos até ao final desta época.

Quais são as principais novidades a destacar do documento de Visão Estratégica?
Um documento de Visão Estratégica é um documento de linhas mestras para que todos tenham claro para onde vamos, porquê e como. Este documento tem uma linha de continuidade com o anterior, resgata o ADN da fundação do Sporting CP, mas acho que a grande novidade é que estabelece as fundações para a entrada do Sporting CP na nova era em que estamos e, portanto, é o ponto de partida para uma nova era no Sporting CP. E fá-lo com uma perspectiva diferente, desde logo, num primeiro momento, com um horizonte sem fim, em perpetuidade. Vamos definir um propósito muito claro e ter um manifesto.

Porquê um manifesto?
Aquilo que nos diferencia são os valores que temos e como actuamos em linha com eles. Um manifesto é uma forma muito clara e perceptível de concretizar o que é ser Sporting CP e o que é actuar dessa maneira, de uma forma sintética e tangível.

Há mais alguma novidade que queira revelar?
Já tínhamos colocado no anterior documento de Visão Estratégica – Regresso ao Futuro - que iríamos avançar com uma nova arquitectura de marca. Estamos agora a iniciar o processo para fazer um rebranding.

Qual é a motivação para o rebranding? E qual é o objectivo?
Uma nova era deve ser acompanhada de uma evolução da marca no mesmo sentido. A instituição e marca vivem em simbiose. Uma é a outra, e vice-versa. Vivem de uma razão de ser que deve ser comunicada de forma clara. A Apple e a Nike são dois exemplos de referência nesse sentido. Além disso, devem ser o ponto de partida para todo o restante processo de transformação e não o contrário. Por isso, o rebranding torna-se também prioritário. As alterações de era não são assim tão recorrentes. Aquilo que determina uma alteração de era é uma nova visão do mundo. Às vezes, só em retrospectiva se entende as implicações. Do iluminismo ao renascimento, ao mecanicismo, até hoje à designada Era 4.0, foram períodos muitos largos e com transição progressiva. A grande diferença desta era para as anteriores é que o ritmo de alterações de mudanças não tem precedentes e, portanto, as coisas podem mudar de um dia para o outro, literalmente falando. O Sporting CP já fez outros rebrandings no passado e faz agora todo o sentido na fase de transição que atravessamos. Há vários exemplos, de organizações e clubes, que fizeram recentemente rebrandings.

Há algum exemplo que destacaria?
Na minha opinião, um dos mais bem conseguidos foi feito pela Juventus FC. Diria mesmo que brilhante. E não digo por ser um exemplo dentro do desporto. Ocupou um espaço muito próprio. Icónico. Fora do desporto, penso que o recente rebranding da Peugeot também foi muito bem conseguido. Ambos geraram alguma polémica inicialmente, mas penso que ao dia de hoje a opinião positiva é quase unânime.

Antevê polémica no caso do Sporting CP?
Estes processos, pela sua natureza, geram sempre ruído. Há sempre opiniões diversas. Quem diga que deviam existir outras prioridades. Grupos de resistência. Resistências à mudança. É necessária habituação. E, normalmente, primeiro estranha-se e depois entranha-se. O próprio processo é difícil e pode ser demorado. É preciso acharmos que acertámos em cheio. Existem outros rebrandings e marcas que ocuparam alternativas que gostaríamos de explorar e, por eles já o terem feito, torna-se mais difícil. Existem processos de consulta e avaliação com grupos que vamos fazer, nomeadamente a consulta aos Sócios em sede de Assembleia Geral. Mas faz parte de qualquer processo de evolução, sobretudo com esta dimensão e valor simbólico, e também já foi feito no passado.

Quais são as características do Sporting CP que pretende ver reflectidas no rebranding?
O rebranding terá de representar o novo futuro a partir do nosso passado e da nossa herança. A marca deve ser sempre um reflexo daquilo que nós somos. Do que queremos ser. De como queremos ser percepcionados. Como actuamos. E de quem atraímos. As bases já foram estabelecidas em 1906. Existe uma evolução que parte dessas bases. Estarão estabelecidas no próprio documento de visão estratégica. Os nossos valores fundamentais permanecem os mesmos. Nascemos verdes e diferentes. Assim continuaremos. Em suma, tem de representar o que é ser Sporting CP. E representar de uma maneira muito tangível o que é a geração Sporting CP, que transmite o testemunho de geração em geração, em perpetuidade.

UM NATAL DOS ANOS 70

Por Juvenal Carvalho
23 Dez, 2022

OPINIÃO

Quando era miúdo, apesar de oriundo de uma família com pouca cultura natalícia, e de receber oferendas familiares, dentro das possibilidades, em que altura do ano fosse, chegada esta época, a criança que havia em mim queria sempre receber qualquer prenda relacionada com o Sporting CP. Recordo mesmo o primeiro equipamento que vesti do nosso Clube, oferecido pela minha avó Alice, na altura em que eu, como todas as crianças naquela época, esperava pela oferenda do Pai Natal vinda pela chaminé.

Ao abrir a prenda, e quando comecei a ver a listada verde e branca tremi agarrado à minha “velhinha”, com uma emoção que ainda hoje recordo.

Era mesmo o equipamento completo, composto por camisola, calção e meias.

Naquele tempo não havia o que hoje se designa como camisola oficial, nem o marketing era tão agressivo, ou sequer existia. Nem ligava à marca do equipamento. Para mim bastava ser ‘à Sporting’, para me fazer feliz. Se era Nike, Le Coq Sportif ou Puma, ou comprado na retrosaria da esquina, era perfeitamente irrelevante para a criança que havia em mim. Eu queria era sair à rua e “provocar” os meus amigos equipado a rigor. Era um Natal do início dos anos 70 do século passado que ainda hoje me está na memória, e com quanta alegria o relembro. Tanta que a partilho aqui convosco. Só me falta a avó Alice, e que saudades sinto dela.

Na quadra natalícia, transporto este momento que vivi, para milhares de crianças de hoje que amam o Sporting CP. Que com muito mais informação, e no tempo de uma enorme facilidade de chegar à compra através das diversas plataformas, e a acreditar muito menos nas ofertas do velhinho das barbas brancas, pedem aos pais e também aos avós que lhes comprem a camisola principal, o fato de treino, a camisola alternativa ou a Stromp.

O tempo passa, os Natais somam-se uns atrás dos outros, mas no coração de milhares de crianças de todos os tempos, o amor pelo símbolo do Leão permanece inalterado.

Quero, ainda é cedo, porque a Leonor, a minha neta, tem apenas 16 meses de vida, fazer o papel da minha avó Alice e comprar-lhe uma prenda alusiva ao nosso Sporting CP. Para depois lhe contar o que sucedeu comigo. Sonho para já com o momento. Quantos pais, mães, avôs e avós de hoje já sentiram o mesmo momento que eu. Muitos, seguramente. Estamos no Natal, época em que as famílias se reúnem, e quantas crianças vão, por esse país fora, e não só, abrir as prendas e uma delas será seguramente a camisola “verde-e-branca”, que fruto da evolução dos tempos, pode ser com o seu nome e número, ou ao invés colocar o do seu ídolo do momento estampado nas costas. Arrisco que muitas. Porque o Sporting CP é o deles e o nosso grande amor.

Que tenham um feliz Natal, com o desejo de muita felicidade, paz e amor para todos vós.

Saudações Leoninas!

Que história é esta do rebranding? (li no record)

Croquetices

És um monte de merda que pisca os olhos compulsivamente, da mesma forma que mentes.

https://twitter.com/Sporting_CP/status/1606258497842077696?s=20&t=v7yzmM0LySXEPHabbJF1MQ

UMA MESA DE CAMPEÕES

Por Juvenal Carvalho
29 Dez, 2022

OPINIÃO

Existem momentos que o Sporting Clube de Portugal nos proporciona, e eu felizmente já tive a oportunidade de vivenciar alguns, que nos deixam felizes e, passadas que estão as festas natalícias, me souberam como que a um presente.

Esse momento ocorreu no passado dia 17 de Dezembro, na II Gala Albano Narciso Pereira, organizada em ano do centenário do seu nascimento pelo Núcleo do SCP do Seixal, presidido por Carlos Sevilha, com uma organização sublime e com um ambiente de elevado fervor Sportinguista.

Ouvi falar muito do ‘violino’ Albano − parabéns a Alexandre Belo Ribeiro pela autoria da sua biografia, simplesmente deliciosa − pelo meu avô, e por Jesus Correia, seu companheiro de equipa de tão grandes e inolvidáveis momentos. Falavam-me ambos do homem que driblava adversários passando-lhes até por debaixo das pernas, do virtuoso como poucos, do operário que se tornou futebolista e que, vim a saber agora, através de seu filho, que comia antes dos jogos bacalhau com grão, que era como que um ‘fetiche’ para ganhar sobretudo ao eterno rival de Lisboa.

A sala estava cheia e o dia foi de reencontros. Com Aurélio Pereira, − obrigado “mestre” pelos elogios à minha coluna de opinião − Manuel Fernandes, Fernando Fernandes, Vasco Matos e Miguel Afonso − este fez-me até comover com os elogios de uma amizade de muitos anos proporcionada pelo nosso Clube, e pelo reconhecimento que tem pelo meu trajecto no basquetebol.

Mas seria o local onde estive, a mesa número dois com o nome de Rui Pinheiro − descansa em paz, Rui − que fez o meu dia melhor e, se é que é possível, fez ainda sentir-me mais Sportinguista. Nessa mesa estavam campeões de três modalidades diferentes. O basquetebol com Carlos Sousa − o que mais títulos tem na modalidade dos que estão vivos − e Raúl Castanheira, este último é aquele que não há brincadeira entre nós que não acabe no “roubo” de bola dele a Dale Dover, um fantástico norte-americano do FCP daquela época, numa vitória épica, além de Filipe Machado, também nosso antigo jogador que não sendo campeão nas quadras é um amigo e um campeão na sua postura sempre irrepreensível.

Quis também o destino que nessa mesa estivessem dois dos homenageados pelo Núcleo. O andebolista campeão, e natural do Seixal, Fernando Nunes, acompanhado por Vanessa, sua mulher, uma senhora que irradia simpatia e saber estar, e ainda Júlio Rendeiro, o homem que era para mim, como lhe disse, o ‘cérebro’ da dream team que terá sido a melhor equipa de sempre tanto do nosso Clube como do hóquei em patins mundial.

Relembrei temas e conheci, em estórias deliciosas contadas in loco, momentos por eles vividos que desconhecia.

Falou-se com fervor do Sporting CP e da sua História imensa. Não é todos os dias que se está numa mesa com campeões de três modalidades diferentes. Outros estavam em outras mesas. Somos decididamente um clube diferente… de campeões e feito de gente de valor e com valores.