Jornal do Sporting - Parte 2

RENOVAÇÕES NO ANDEBOL

Por Pedro Almeida Cabral
29 Dez, 2022

OPINIÃO

Depois da renovação maior do nosso treinador de futebol, Rúben Amorim, que agora ficará por Alvalade até 2026, têm-se sucedido outras renovações de técnicos e jogadores. Em todas elas, denota-se ideias claras sobre o que se pretende para o futuro do Sporting Clube de Portugal: dar condições aos plantéis para que possam lutar por todas as competições em que participam e alimentar, cada vez mais, as equipas com jovens formados no Sporting CP ou que se tenham juntado ao Clube na fase final da sua formação. Vale a pena ver algumas dessas renovações mais de perto para perceber melhor. Restrinjo-me ao andebol, ficando para outra crónica as recentes renovações noutras modalidades, como no futebol, com os casos de Dário Essugo ou de Rodrigo Ribeiro.

Salvador Salvador, o nosso capitão da equipa de andebol, ficará connosco até 2027. A formação feita no Clube conta muito. Mas creio que conta ainda mais o seu percurso desde os infantis, onde ingressou em 2014, até à equipa principal. Foi sempre em crescendo, numa evolução técnica assinalável que soube conjugar com a assunção de responsabilidades maiores no sete. Com ele, deixamos tudo em campo.

Salvador Salvador continuará a jogar com os fantásticos irmãos Costa, também eles renovados até 2027. A dupla Costa tem brilhado na nossa equipa. Kiko Costa, lateral direito, é um prodígio do andebol nacional. Com 17 anos apenas, tem uma margem de progressão enorme e pode chegar talvez onde nenhum outro andebolista português chegou. Já Martim Costa, lateral esquerdo e central, num ano transfigurou-se e recuperou de uma fase de menos fulgor. É uma das peças fundamentais da equipa e tem também um futuro risonho por diante. Poder contar com estes dois jovens andebolistas é garantia de um excelente nível de andebol no presente e de uma equipa dominadora no futuro.

Por fim, o pivot brasileiro Edy Silva, de 24 anos, contratado por apenas um ano, prolonga agora a sua relação com o Clube. Embora tenha vindo um pouco à experiência, Edy Silva tem impressionado pelo empenho, pela técnica e pelo seu fácil entrosamento com o plantel. Uma aposta que, certamente, também será recompensada.

Estas renovações atempadas demonstram uma estratégia apurada para o andebol do Sporting CP, visão de médio e longo prazo e a certeza de que haverá muito Esforço, Dedicação e Devoção no nosso Pavilhão e nos pavilhões alheios. E quando estes três ingredientes se juntam, quase sempre temos Glória. Assim seja.

PS: nos próximos dias também se renova o ano. Desejo a todos os atletas, técnicos e staff das nossas equipas um ano de 2023 em grande, repleto de conquistas envergando o Leão rampante. A todos os Sportinguistas, num ano que se antevê difícil, os votos para que o nosso Sporting CP nos encha de alegria como só o maior Clube do mundo consegue fazer.

JORNAL SPORTING JÁ DISPONÍVEL

Por Sporting CP
29 Dez, 2022

JORNAL SPORTING

​Edição n.º 3904 em formato digital e nas bancas

Já está disponível, em versão papel e em formato digital, o Jornal Sporting desta semana. Na última edição de 2022 do semanário verde e branco, o principal destaque vai para os melhores momentos do ano que está prestes a terminar, divididos entre futebol, modalidades e Clube.

No interior da publicação, não perca ainda a entrevista de vida a Rui Pignatelli, Sócio n.º78 que foi atleta e dirigente do emblema de Alvalade ao longo de várias décadas, tendo atravessado gerações. Hoje, aos 91 anos, a sua história confunde-se com a do Sporting Clube de Portugal.

Realce também para a entrevista exclusiva a Isabel Moreira, professora que vai liderar o projecto ‘Sporting para Todos’, que arranca em Janeiro e tem como objectivo permitir que todas as pessoas com deficiência possam praticar desporto de Leão ao peito, independentemente da patologia.

Ainda nas modalidades, espaço para as diferentes iniciativas realizadas na última semana, como o torneio de Natal do futsal ou o campus de hóquei em patins para jovens jogadores, além da crónica da vitória do basquetebol no penúltimo jogo de 2022, no terreno da UD Oliveirense.

A Lenda desta semana é Oceano, médio que se evidenciou como o sexto futebolista de sempre com mais jogos com a camisola verde e branca, somando 401 encontros e facturando 48 golos.

JORNAL SPORTING JÁ DISPONÍVEL

Por Sporting CP
05 Jan, 2023

NOTÍCIAS

Primeira edição de 2023 em formato digital e nas bancas

Já está disponível, em versão papel e em formato digital, o Jornal Sporting desta semana, a primeira de 2023.

A edição n.º 3905 da publicação verde e branca tem como principal destaque Sebastián Coates, que chegou aos 300 jogos pelo Sporting Clube de Portugal e foi homenageado em Alvalade. Em grande entrevista ao Jornal Sporting e à Sporting TV, o capitão verde e branco falou sobre tudo e garantiu que não se arrepende nem por um segundo de ter trocado Sunderland por Lisboa a meio de 2015/2016: “Deixa-me tranquilo perceber que tomei a decisão correcta”.

Para além da entrevista de Sebastián Coates, o Jornal Sporting conta com declarações de outros quatro jogadores que superaram os 300 encontros com o Leão ao peito: Manuel Fernandes, Pedro Barbosa, Carlos Xavier e Marinho.

Nas modalidades, a publicação Sportinguista lança o Campeonato do Mundo de andebol, que começa na próxima semana e que conta com vários Leões em diferentes selecções, e conta a historia da renovação de contrato de Nuno Dias, treinador da equipa masculina de futsal, até 2027.

A Lenda em destaque esta semana é Ferenc Mészáros.

NUNO DIAS

Por Pedro Almeida Cabral
05 Jan, 2023

OPINIÃO

Tal como o Sporting Clube de Portugal não existe sem os seus Sócios, as conquistas desportivas nunca existem sem o trabalho de muita gente. O sucesso não resulta nunca de um homem ou de uma mulher só. Por trás de cada atleta, de cada equipa, de cada secção, está o trabalho, muitas vezes invisível, de um conjunto de pessoas unido pela mesma causa comum. Causa essa que, no Sporting CP, consiste no Esforço, na Dedicação e na Devoção pelo Clube. Sabendo sempre que a Glória não surge em último por acaso. É porque tem de ser antecedida do resto.

Por ter esta compreensão do desporto enquanto fenómeno coletivo, não gosto de destacar singularmente alguém ao serviço do Sporting CP. Há, porém, notórias exceções. São aqueles que pela força das suas convicções, pela constância da sua visão e pela intensidade da ligação ao Clube, marcam uma era. É o caso do nosso treinador de futsal. Tendo começado há 11 anos no Sporting CP, nem por um momento se afrouxou a ligação. Além de ter ganho tudo o que havia para ganhar, Nuno Dias tem sabido reinventar-se e acompanhar a evolução da modalidade. Os sucessivos títulos, em crescendo, são disso prova. Os números falam por si: mais de 30 troféus, entre os quais duas UEFA Futsal Champions League, sete Ligas, seis Taças de Portugal, sete Supertaças e quatro Taças da Liga. A melhor época terá sido a de 2020/2021, quando fizemos um inédito quadruplete: UEFA Futsal Champions League, Liga, Taça e Taça da Liga. Recordo que nesse ano a Supertaça não se disputou. Nessa temporada, sofremos apenas uma única derrota, sendo a melhor época de sempre do futsal do Sporting CP. Convém lembrar que Nuno Dias não trabalha sozinho. Paulo Luís, o seu infatigável treinador-adjunto, acompanha-o desde 2012 e tem sempre sabido cumprir com igual mestria o seu ofício. E eu não me esqueço, e os Sportinguistas também não, quando orientou a equipa em 2017/2018 nos últimos dois jogos da fase final, que nos valeram o ansiado tricampeonato.

Este percurso, eivado de Sportinguismo, não poderia acabar. Há muito que penso que Nuno Dias ainda tem muito para dar ao Sporting CP. Ou não fosse, actualmente, o melhor técnico de futsal do mundo. A sua recente renovação até 2027, anunciada com muito humor nas redes sociais do Clube, é ter a certeza de que vamos ter uma equipa a lutar para ganhar todas as competições, nacionais e europeias, com a mesma garra que vimos na última década. Só temos de fazer a nossa parte e continuar a brindar o míster com o nosso Sportinguismo no Pavilhão João Rocha!

QUE 2023 SEJA ‘À SPORTING’

Por Juvenal Carvalho
05 Jan, 2023

OPINIÃO

Terminado que está 2022, um ano que no plano social foi marcado, entre outros factores, por uma ignóbil guerra na Europa, entre outras guerras que se arrastam no tempo, embora com menor mediatismo por outros locais do globo, e ainda por uma crise económica sem precedentes, com os portugueses a sentirem com estrondo na carteira o efeito da mesma, o tempo tem - é obrigatório - de ser o de reagir às adversidades.

Chegada que foi a hora de nos despedirmos do ano velho, que, como disse atrás, pouco de abonatório trouxe à grande maioria de nós, coube-nos pedir um ano de 2023 francamente melhor, aproveitando aqui para parafrasear Luísa Semedo, professora e cronista do jornal Público, numa crónica ainda recente naquela publicação em que termina a mesma dizendo: “A esperança é a última a morrer, aprendi como Sportinguista”.

E em cada um de nós, que trazemos o Leão no coração, chegada que foi a altura das doze passas e de abrir o champanhe, pedimos naturalmente um ano fantástico para o nosso Clube, momento intrínseco à nossa condição, a de ter essa infinita esperança. E nestes pedidos, até tivemos também o direito de aliar o sonho. O sonho de muitas conquistas nacionais e internacionais. Afinal foi o Sporting Clube de Portugal que nos habituou a este sonho transformado inúmeras vezes em realidade. Ganhar é, desde 1906, o nosso desígnio, sabendo nós que só ganha um em cada competição.

Mas de 2022 para o ano que agora está a iniciar, faz sentido pedir conquistas nacionais e internacionais. Ter pelo menos a ambição de lutar por elas. Do futebol às modalidades. Logo no início do ano começam testes de fogo no plano internacional, do futebol ao voleibol, do andebol ao hóquei em patins passando pelo atletismo, pelo ténis de mesa e pelo futsal. É caso para dizer de tanto Sporting CP que todos nós poderemos desfrutar. Direi, sem ponta de exagero, com foros de inigualável.

Também no plano nacional, e pela amostra do que foi disputado até agora, é legítimo ter aspirações, porque parece claro que estamos na luta em todas as decisões que irão chegar mais lá para o meio do ano de 2023. E ninguém irá regatear esforços para que o nosso Museu fique ainda mais emoldurado. Essa convicção que tenho será seguramente partilhada por cada um de vós. E teremos que ser todos juntos no apoio incessante que é tão característico do nosso Clube. Faço também daqui o apelo para que este ano leve mais gente aos pavilhões e aos estádios onde estiver o símbolo do Leão rampante.

Termino com o desejo de que tenham um excelente 2023 extensivo à restante família, e que seja mais um ano de conquistas… ‘à Sporting’.

PS - Morreram dois Leões de juba bem alta e amigos pessoais de muitos anos. Até sempre, António Maia, antigo atleta e funcionário do Sporting CP, e José Alvarez, uma figura marcante da vida do Jornal Sporting. O Clube fica muito mais pobre sem vocês. Descansem em paz!

O “MEU” DÉRBI

Por Juvenal Carvalho
12 Jan, 2023

OPINIÃO

Existem momentos que nem a inesperada derrota na Madeira, apesar da tristeza que a mesma me provocou, como sempre que as coisas nos correm menos bem, em que abrimos o coração, e são esses momentos, na irracionalidade do futebol, que nos fazem também ser “irracionais”. Sim, o meu rival de sempre, e que funciona como que um “ódio” de estimação será sempre o SL Benfica. Como costumo dizer entre amigos Sportinguistas, gosto que eles percam, até nos treinos. É assim que vejo hoje, e se ainda não me passou até agora, decerto que me ficará para todo o sempre, o meu sentimento pelo rival… o nosso eterno rival.

Desde muito criança, e os meus amigos estão muito acima de que clube forem, porque os amigos de sempre não têm clube, ideologia política ou crença religiosa que me afaste deles, que sempre vi o rival com pouca simpatia. Aquela antipatia derivada de ser o clube que, passem os anos que passarem será o eterno rival − inimigo é outra coisa.

E porque esta semana iremos ao Estádio da Luz, vou, como disse no início deste texto, abrir o coração. É o momento, e já vivi tantos, até porque desde cedo me apaixonei pelo Sporting CP, que estranhamente fico nervoso e diferente na semana que o antecede.

É uma semana que, independentemente da classificação do momento, e desde que me conheço, até que chegue a hora do jogo, o meu pensamento está no pontapé de saída. Como que uma sensação estranha me invade. Procuro não ler muito sobre o mesmo, evito até ver espaços televisivos, onde tantos opinam, que me levem a ele antes da sua realização.

Parece-me mesmo que os dias são maiores e que nunca mais chega o momento de a bola começar a rolar. Chegado o momento, seja ao vivo ou pela televisão, estou completamente fora do registo. Sofro desmedidamente. Nem sei se digo palavrões ou se o meu léxico durante os 90 minutos é o meu estado normal em modo dérbi. Sou, pois, um irracional, que só vê faltas contra o adversário, penáltis a cada queda na área do adversário, etc.

Esta semana estou, pois, estranhamente nervoso. E assumo que quero ganhar os jogos todos, e a todos, sabendo que isso não é possível, mas o dérbi é o meu jogo de todos os tempos. Aquele que me tira do sério. Aquele que se ganhar não consigo dormir a rebobinar os grandes momentos. Aquele que se perder fico com um humor pouco recomendável.

E isto é jogo após jogo. Ano após ano. Será assim ad eternum. Só volto à normalidade no dia seguinte. Que este seja mal dormido pela excitação da vitória.

Decididamente, são o meu rival, sendo que o desporto não é uma guerra. “Guerra” são aqueles 90 minutos!

PS - Partiu Ferenc Mészáros e com ele tanto da minha memória de adolescente. Que guarda-redes. Que classe. Que campeão. Até sempre, magiar do cabelo comprido e do bigode farfalhudo.

MÉSZÁROS

Por Pedro Almeida Cabral
12 Jan, 2023

OPINIÃO

Custa sempre quando um ídolo desaparece. Ainda para mais, quem tanto nos fez sonhar. Partiu há dias Ferenc Mészáros, o antigo guarda-redes internacional húngaro do Sporting Clube de Portugal, campeão em 1982. Numa altura em que não se exigia aos guardiões que fossem muito altos, Mészáros media apenas 1,83m. Tinha, porém, outros atributos para compensar. O “Leão de Budapeste”, como ficou conhecido, era exímio na reposição da bola em jogo. Num excelente livro sobre a histórica época de 1981-1982, intitulado Big Mal e Companhia, da autoria do Sportinguista Gonçalo Pereira Rosa, ficamos a saber como Malcolm Allison exigia este movimento, que foi uma imagem de marca. Lá ia a bola rápida para Freire ou Oliveira, os extremos do Sporting CP nesse ano de dobradinha. Mas Mészáros fazia mais. Com elegância, defendia bolas impossíveis, saltando a distâncias consideráveis. Desde a saída de Damas, ocorrida anos antes, que a baliza Sportinguista tinha ficado órfã de classe na defesa das redes. Foi o húngaro que finalmente esteve à altura e acabou por ser fundamental na campanha dessa época, que ainda rendeu a Supertaça no início da época seguinte.

Para mim, Mészáros é apenas uma memória muito enevoada, porque era muito miúdo e o Sporting CP chegava-me aos soluços, quando o meu pai não estava entretido a puxar-me para outro clube lisboeta. Porém, recordo bem a sua figura característica, com bigode e farto cabelo a condizer. Dessa equipa inesquecível, onde o trio mais conhecido eram Manuel Fernandes, Jordão e Oliveira, não podiam faltar na defesa Carlos Xavier, Eurico e Mário Jorge, bem como os médios Nogueira e Ademar. Sabemos bem o que custa ser campeão em Portugal pelo Sporting CP. Por isso, cada vez que relembro um campeonato que presenciei, fica um orgulho Leonino que não desparece.

PS: No último fim-de-semana, a derrota na Madeira perante o CS Marítimo ficou marcada por lances com influência no resultado. Ao minuto 50, não foi assinalado um claríssimo penálti sobre Pedro Porro. Não podem restar dúvidas quando se vê Léo Pereira a empurrar pelas costas o jogador Leonino. Não bastasse o empurrão, houve também um toque com o pé esquerdo no tornozelo do espanhol. Infelizmente, para o Sporting CP, um erro parece nunca vir só. Logo a seguir, ao minuto 51, nova falta por assinalar, com os mesmos protagonistas. É certo que foi fora da grande área maritimista. Porém, teria de resultar em livre directo e cartão amarelo. Nada foi assinalado. O jogo seguiu e acabou como se sabe. Os anos passam, os campeonatos jogam-se e, mesmo com VAR, há erros clamorosamente reincidentes contra o Clube. Merecíamos mais.

EM NOME DO ATLETISMO

Por Miguel Braga
12 Jan, 2023

OPINIÃO

Editorial da edição n.º 3906 do Jornal Sporting

O nome do professor Mário Moniz Pereira é indissociável da história do atletismo português. Figura incontornável do Sporting CP, elevou a modalidade e o desporto nacional a patamares nunca antes vistos. Um dia confessou: “Uma vez perguntaram-me o meu objectivo número um e eu disse: ‘que um dia um atleta treinado por mim vá aos Jogos Olímpicos ganhar a medalha de ouro e que eu ouça o hino português ouvido em toda a parte do Mundo.’ Responderam que era maluco, mas disse que ia tentar. Demorou 39 anos.”

O homem que afirmou que “a sorte dá muito trabalho” teve uma vida dedicada ao desporto. Ainda há pouco tempo, fiquei a saber que o professor Moniz Pereira também teve mão na fundação do CDUL (Centro Desportivo Universitário de Lisboa), ao lado do Eng. Vasco Pinto de Magalhães e de outros nomes como Serafim Cordeiro Marques, Dr. António Sá Lima, Prof. José Eduardo Berrado Santos, Prof. Joaquim da Calça e Pina e Dr. Ruy Sanches da Gama. E foi no CDUL que através do rugby que tive a passagem de valores transversais a estes homens do desporto: lealdade, integridade, honestidade, respeito e paixão.

O professor Moniz Pereira acreditava no trabalho e na dedicação individual em prol do objectivo final: “Só há uma coisa comum a todos os métodos de treino: treinar todos os dias. Treino todos os dias com quaisquer condições atmosféricas. Num terramoto? Se isso acontecesse, só tínhamos de correr sempre para baixo, em direcção ao centro da terra”.

Era, de facto, um homem de métodos, mas alguém que também ganhava tempo para conversar e sentir a vida. Lembro-me de assistir a longas conversas entre o próprio e o meu pai (um apaixonado pelo Sporting CP e pelo atletismo) sobre meetings, sonhos e conquistas do Clube, fosse depois do recorde do mundo de Fernando Mamede, do ouro alcançado por Carlos Lopes ou das batalhas do corta-mato que na altura seguia religiosamente através da televisão.

Além do Sporting CP e do desporto, o meu pai e o prof. Moniz Pereira tinham também outras paixões em comum: a língua portuguesa e a música. Aliás, no seu currículo, o prof. Moniz Pereira foi autor de mais de 130 temas, como compositor e letrista, tendo sido cantado por nomes como Deolinda e Celeste Rodrigues, Maria da Fé, Tony de Matos, Camané, Carlos do Carmo ou… João Braga.

No próximo dia 22 de Janeiro, terá lugar na Expocentro, em Pombal, o Meeting de Atletismo Prof. Moniz Pereira, com organização do Sporting CP, com provas de 60 metros barreiras, salto com vara, salto em altura, salto em comprimento, lançamento do peso, 60 metros, 400 metros e 1500 metros, com início marcado para as 17h00.

Nota final: partiu um dos meus primeiros heróis de verde e branco, Ferenc Mészáros, guarda-redes campeão e um homem que deixa saudades dentro e fora do campo. Até sempre.

JORNAL SPORTING JÁ DISPONÍVEL

Por Sporting CP
12 Jan, 2023

JORNAL SPORTING

Em versão papel e em formato digital

Já está disponível, em versão papel e em formato digital, o Jornal Sporting desta semana. A edição 3906 do semanário verde e branco tem como principal destaque o Meeting de atletismo Prof. Moniz Pereira, que homenageia o eterno Senhor Atletismo.

A prova, organizada pelo Sporting Clube de Portugal, está marcada para dia 22 de Janeiro no Expocentro de Pombal, e o Jornal Sporting falou com João Coelho sobre ela.

Como sempre, o semanário Leonino recorda os últimos resultados tanto da equipa principal masculina de futebol, como da formação e da equipa principal feminina, e nesta edição destaque ainda para a visita de quatro jogadores da equipa B ao Centro de Medicina e Reabilitação de Alcoitão, na qual conheceram uma realidade bem diferente da que vivem.

Nas modalidades, além dos jogos disputados nos últimos dias, destaque também para as Leoas do ténis de mesa, que já preparam a segunda parte da época, e que estiveram à conversa com o Jornal Sporting.

A publicação Leonina recorda ainda Ferenc Mészáros, mítico guarda-redes do Sporting CP entre 1981 e 1983, que faleceu na segunda-feira.

A Lenda desta semana é Marco Aurélio, futebolista verde e branco na década de 90 do século anterior.

Estes e outros temas para ler em mais uma edição do Jornal Sporting.

https://twitter.com/Sporting_CP/status/1613513210778517505?s=20&t=ARXJahGFUmyZ4I6tDs23Hw

GANHAR É O NOSSO DESÍGNIO

Por Juvenal Carvalho
19 Jan, 2023

OPINIÃO

Escrevi aqui, na coluna de opinião da semana passada, que o “meu” dérbi, aquele que faz parar o país, me tirava do sério e que tudo o que o antecedia era de ansiedade. E foi. Nada mudou no que escrevi.

O que não estava preparado era para um fim-de-semana tão intenso nas emoções vividas. Daqueles ‘à Sporting’, que mexem com conquistas, e elas chegaram naturalmente, passados que estão apenas quinze dias desde a entrada do ano de 2023.

Se o dérbi no futebol trouxe intensidade, imprevisibilidade, e a paixão de todo um histórico entre ambos, e com ele um empate a dois golos que não me deu a felicidade e a tal noite mal dormida a rebobinar os lances, porque gosto sempre que o Sporting CP ganhe, a verdade é que o fim-de-semana foi de emoções muito fortes. Não só para mim, mas para tantos de vós. E começou logo na sexta-feira, no futsal, com o ‘João Rocha’ esgotado para assistir ao melhor dérbi do mundo da modalidade que mais uma vez caiu para nós, naquela sorte que dá muito trabalho para alcançar o êxito. A sorte de ter Nuno Dias na liderança de um grupo habituado a ganhar naturalmente, quase como respira.

A noite foi épica e o 6-4 final com o pavilhão ao rubro prenunciava um fim-de-semana muito positivo para as nossas cores.

E assim foi. No “meu” basquetebol, porque se não escondo o amor incondicional ao todo que é o Clube, menos posso deixar de referir a minha ligação afectiva de muitos anos a esta modalidade, os ares do Norte fizeram bem aos comandados de Pedro Nuno Monteiro, que somaram à conquista da Supertaça no início da época a Taça Hugo dos Santos, ao vencer respectivamente na meia-final o FC Porto (97-84) e na final a AD Ovarense (79-71). Chegou assim a conquista do oitavo troféu em onze possíveis desde o regresso em 2019. E também aqui nada é por acaso, mas sim com a marca indelével da competência. Com ele veio também a dedicatória do coordenador da secção Nuno Baião − de quem fui seu dirigente na equipa sénior ainda tão jovem − e do “capitão” Diogo Ventura − que carácter, que humildade − desta conquista a Edgar Vital, que faleceu à precisamente um ano. Onde estiver, estará feliz pelo reconhecimento. O exemplo de que ter memória é ter história. E o nosso Clube tem uma história imensa. Mas as emoções − e as conquistas −, que mesmo não estando presente acompanhei por informações de responsável da secção, não ficaram por aqui. Chegou também mais um troféu para o ténis de mesa, que depois da conquista da Supertaça no início da época, venceu a 34.ª Taça de Portugal da sua história. E que história, que marca um domínio de décadas nesta modalidade.

Estão assim conquistados os primeiros troféus de modalidades colectivas em 2023, sendo que no plano individual também o êxito esteve na ordem do dia, com o nosso marchador João Vieira a sagrar-se campeão nacional na prova de 35km estrada. Outros chegarão. Será incontornável. Afinal, é este o nosso desígnio e tantas vezes com a superação a ser o registo. O registo que nos leva a tantos êxitos.

IMPARÁVEIS

Por Pedro Almeida Cabral
19 Jan, 2023

OPINIÃO

Mais um fim-de-semana, mais um título para o basquetebol do Sporting Clube de Portugal: a Taça Hugo dos Santos de 2022/2023! Desde 2019 que é assim. O regresso da histórica modalidade ao Clube tem sido avassalador. Conquistámos o Campeonato Nacional de 2020/2021 e não fora a pandemia a interromper a competição e creio que teríamos ganho igualmente o de 2019/2020. Também fizemos nossas as três últimas Taças de Portugal de 2019/2020, 2020/2021 e de 2021/2022. E já estamos apurados para os quartos-de-final da edição de 2022/2023, a realizar em Fevereiro próximo. Os títulos não ficaram por aqui. Arrecadámos para o Museu Sporting as Supertaças de 2021/2022 e de 2022/2023, bem como a Taça Hugo dos Santos de 2021/2022. Contas feitas, são oito títulos conquistados em 11 possíveis: apenas não conquistámos a Taça Hugo dos Santos de 2019/2020 e de 2020/2021, bem como o campeonato da época passada.

A reativação do basquetebol Leonino é mesmo uma história de sucesso. Erguer uma equipa competitiva e ganhadora numa modalidade que não tem fundas raízes em Portugal seria sempre desafiante. O que só sublinha a capacidade que tivemos para construir plantéis equilibrados, instilar mentalidade ganhadora e ter confiança para os jogos decisivos.

O que vimos nesta recente conquista foi a aplicação prática do que tem sido feito. Entrámos muito bem no sábado contra o FC Porto. Ganhámos o jogo por uns tranquilos 97-84. Chegámos até a ter 15 pontos de avanço. Marcus LoVett Jr. com 25 pontos esteve impecável. Infelizmente, este jogo ficou marcado por uma lamentável cena do base do FC Porto, Teyvon Myers, que apontou uma pistola figurada com os dedos à cabeça de António Monteiro, acabando expulso. São gestos como este que não podem ter lugar no desporto. O jogo da final veio domingo, com mais uma vitória sem contestação, perante a AD Ovarense, por 79-71. Depois da Supertaça ganha em Setembro frente ao SL Benfica, foi o segundo troféu da época. A equipa vareira nunca chegou a estar perto de estar na frente no marcador. Uma entrada fulgurante, com vantagem de 13 pontos, ditou o rumo dos acontecimentos. Patton foi o MVP, com 18 pontos, nove ressaltos e seis desarmes. Na hora de receber a Taça, era visível a alegria dos nossos capitães Diogo Ventura e João Fernandes. E como gostei de os ver, eles que estão na nossa equipa desde o regresso triunfante da modalidade há quatro anos. São eles parte fundamental do esteio para ter um basquetebol tão titulado.

Palavra final para as declarações do nosso treinador, Pedro Nuno, quando referiu que a equipa parece talhada para estes grandes momentos, em que só se pode ganhar ou perder. É o retrato fiel de como temos jogado e ganho desde 2019. A época ainda tem muito para jogar, mas se tivermos esta atitude e concentração, mais conquistas virão.

OITO EM ONZE

Por Miguel Braga
19 Jan, 2023

OPINIÃO

Editorial da edição n.º 3907 do Jornal Sporting

O Sporting Clube de Portugal conquistou a Taça Hugo dos Santos 2022/2023 de basquetebol, jogando e vencendo na final a AD Ovarense por 71-79. Apesar de ainda estarmos em Janeiro, este foi o segundo troféu da presente temporada – recorde-se que a equipa liderada por Pedro Nuno Monteiro conquistou também a Supertaça em Setembro passado após vencer o SL Benfica por 89-84.

Jogada no formato final four, a Taça Hugo dos Santos teve como palco o Pavilhão Multiusos de Gondomar. O jogo da meia-final foi com o FC Porto, sendo que ao intervalo a equipa vencia por 35-47, com Travante Williams e Marcus LoVett Jr. em grande nível, com dez pontos cada. Na segunda parte, o FC Porto aumentou a pressão e conseguiu encurtar a distância pontual, estando a apenas cinco pontos de igualar o marcador. No entanto, a equipa não vacilou no capítulo da eficácia e, aproveitando os lances livres, chegou ao final do encontro com uma vitória por 84-97. Estava cumprida a primeira missão.

O jogo ficou também marcado por um jogador da equipa adversária ter ameaçado um colega de profissão com um gesto de um tiro na cabeça. O jogador em causa foi excluído da partida, mas exige-se da Federação mão pesada para este comportamento que deveria ser banido dos recintos desportivos.

No dia da final, e como equipa detentora do troféu (2021/2022), os comandados de Pedro Nuno Monteiro registaram uma entrada muito forte, assim que soou o apito inicial. Com Joshua Patton em grande destaque, o Sporting CP chegou ao intervalo a vencer por expressivos 30-47.

No terceiro quarto, logo após o intervalo, a equipa Leonina manteve-se igual a si própria: competente, focada e a lutar pelo objectivo, contra uma AD Ovarense sem grande resposta. Já no último período, o adversário tentou encurtar a distância no marcador e conseguiu estar a sete pontos, com um 69-76 no marcador. Mas, rapidamente, a eficácia dos Leões voltou a dilatar a vantagem, oferecendo uma vitória que nunca esteve em causa por 71-79.

Esta foi a segunda Taça Hugo dos Santos consecutiva do Sporting CP. E foi o oitavo troféu conquistado em 11 possíveis desde que a equipa sénior masculina da modalidade regressou ao palco maior do basquetebol nacional: “Fomos a nove finais e só perdemos uma. Esta secção está talhada para estes momentos. A direcção tem mérito porque tem escolhido as pessoas certas. A equipa teve algumas mudanças, mas continua num caminho vitorioso. Temos potencial para ganhar muito mais. Se me tivessem dito há quatro anos que ia ganhar oito títulos de 11 possíveis não ia acreditar”, afirmou o capitão Diogo Ventura. Um exemplo de superação e competência que só pode orgulhar o mundo Sportinguista.

JORNAL SPORTING JÁ DISPONÍVEL

Por Sporting CP
19 Jan, 2023

JORNAL SPORTING

Edição n.º 3907 em formato digital e nas bancas

Já está disponível em versão papel e em formato digital o Jornal Sporting desta semana, com o principal destaque a pertencer à equipa principal de basquetebol. Os Leões venceram a Taça Hugo dos Santos pela segunda época consecutiva e elevaram assim para oito o número de troféus domésticos conquistados desde o regresso da modalidade a Alvalade, em onze possíveis.

No que toca ao futebol, não perca as crónicas dos jogos das equipas principais masculina e feminina, equipa B, sub-23 e escalões de formação, bem como a inauguração da nova sala de recuperação e hidromassagem da Academia Cristiano Ronaldo, já à disposição de Leões e Leoas.

No interior da publicação poderá encontrar também uma conversa exclusiva com Leonor e Cristina, filhas do professor Mário Moniz Pereira, que se mostraram muito satisfeitas com a realização do Meeting com o mesmo nome do pai, que visa homenagear o ‘Senhor Atletismo’.

Nas modalidades, além das habituais crónicas dos jogos da última semana, nota para a conquista da 34.ª Taça de Portugal de ténis de mesa e para a entrevista a Teresa Jordão, que é a nova coordenadora-geral do futsal feminino, após ter sido coordenadora dos escalões de formação.

A Lenda desta semana é Carlos Xavier, o 13.º futebolista com mais jogos de sempre com a camisola do Sporting Clube de Portugal.

MAIS QUE UM CLUBE

Por Juvenal Carvalho
26 Jan, 2023

OPINIÃO

Chamando para título desta coluna de opinião o lema do FC Barcelona (‘Més que un club’), o mesmo apropria-se igualmente ao Sporting Clube de Portugal, sem que com isso esteja a correr o mínimo risco de qualquer tipo de plágio. Porque, é inequívoco, somos realmente muito acima de um clube, e desde que fomos fundados no dia 1 de Julho de 1906, o nosso papel tem ido muito além do plano meramente desportivo, porque ao longo do tempo se estendeu tanta vez para o foro da sociedade e no caso que me leva a escrever no dia de hoje, para o humanismo e para a inclusão que tanto nos orgulha, honra e enobrece.

Que para além do Esforço, da Dedicação, da Devoção e da Glória do nosso lema, está também o Orgulho… orgulho esse de pertencer a tão nobre Instituição.

Duas jovens ucranianas, como tantas outras, que foram obrigadas a sair do seu conforto familiar devido à tão ignóbil invasão das tropas russas ao seu país, chegaram em Setembro de 2022 a Portugal, e numa história de vida que tocou no coração aos responsáveis do nosso Clube, pediram para praticar a sua modalidade de eleição, no caso o rugby, e logo tiveram o acolhimento na secção e no grupo de trabalho, a equipa sénior feminina, como sendo duas das “nossas” desde sempre. Também elas, movidas pelo altruísmo, que nem as barreiras linguísticas as demoveram, propuseram-se a dar aulas de rugby a crianças dos cinco aos 12 anos de idade. Uma forma de reconhecimento de alguém culturalmente muito evoluído e que sabe estar na vida.

Falo de Anastasiia Kryzhanovska (Nastia), 27 anos, e de Tetiana Tarasiuk (Tanya), 29 anos, ambas naturais de Odessa, e internacionais pela Ucrânia, que mais do que se sentirem seguras no nosso país, encontraram também no rugby do Sporting CP o seu porto de abrigo, onde se sentem como se estivessem em casa com o tão nobre acolhimento e postura dos responsáveis da nossa secção de râguebi, cuja modalidade é conhecida como um desporto que tem como essência o saber estar, e praticado por gente de uma enorme nobreza de carácter.

Agora o tempo é da Nastia e da Tanya serem felizes de Leão ao peito. De desfrutarem do facto de estarem num clube que não só as recebeu de braços abertos, como quer também que elas sejam mais umas das nossas e se sintam em casa. Acima dos ensaios, dos pontapés de penalidade, das placagens, e de tudo o que envolve o jogo que elas amam.

Ser do Sporting CP é realmente algo que, como costumo dizer, não se explica, sente-se. E a Nastia e a Tanya um dia mais tarde, ainda por cá, ou já regressadas à sua pátria livres desta guerra, não esquecerão seguramente o nosso Clube. São, pois, parte integrante do Clube de Stromp. Porque a história não se apaga. E quando a mesma é feita de episódios como este, é fantástica. Simplesmente fantástica.

Sejam felizes, Nastia e Tanya!

RUMO À FINAL

Por Miguel Braga
26 Jan, 2023

OPINIÃO

Editorial da edição n.º 3908 do Jornal Sporting

O Sporting CP garantiu a presença na final da Taça da Liga depois de vencer o FC Arouca por 2-1, garantindo a sua sétima presença no encontro decisivo da competição – o que representa um total de 44% de finais possíveis – e a terceira consecutiva.

Com os dois golos marcados na noite de terça-feira, Paulinho reforçou a sua condição de melhor marcador de sempre na Taça da Liga com um total de 20 remates certeiros ao serviço de três equipas: Sporting CP, SC Braga e Gil Vicente FC. Além disso, os oito golos na presente prova representam o máximo atingido até hoje por qualquer jogador numa só edição.

Outro jogador que merece destaque individual é Nuno Santos. O jogador foi o primeiro atleta verde e branco a atingir a marca de rating 10 desde que existe a plataforma GoalPoint: “Autor de quatro remates (metade enquadrados), assistiu Paulinho para o tento inaugural, criou ainda mais duas ocasiões flagrantes de golo (foram três no total), chegou aos 11 passes para finalização (número que não está ao alcance de todos), criou 11 passes progressivos, três acções com a bola na área do opositor, quatro passes super progressivos e acertou metade dos seis centros que arriscou”. Elogios e números que certamente chamarão a atenção do novo seleccionador nacional Roberto Martínez.

Com esta vitória e passagem ao jogo seguinte, o Sporting CP passará também a ser a equipa com mais jogos na Taça da Liga, com 66 partidas. E há mais de seis anos que uma equipa não alcançava uma série de 12 vitórias na Taça da Liga. Números que reforçam a pretensão verbalizada pelo treinador de voltar a vencer a competição da qual somos (bi) detentores do título.

Nestes dias de final four de Taça da Liga, o Sporting CP lançou mais um conteúdo, o Sporting Confidential, nas suas redes sociais e Sporting TV, onde mostramos o dia-a-dia da ala profissional de futebol na Academia Cristiano Ronaldo, com as respectivas explicações de jogadores e staff sobre a vida em Alcochete. Um conteúdo filmado, editado e emitido a cada dia que antecede mais esta final. Hoje, quinta-feira, será disponibilizado o quarto episódio.

Uma palavra final também sobre a boa organização da Taça da Liga, que mais uma vez teve Leiria como palco de operações: animação e espectáculo também se fazem fora das quatro linhas e quando assim, são o público e o futebol quem ganha. No próximo sábado, independentemente do adversário – à data de fecho deste texto, o mesmo ainda não é conhecido, FC Porto ou Académico de Viseu FC – esta é mais uma oportunidade para os nossos Sócios demonstrarem porque são a melhor massa associativa do Mundo. Juntamente com todos os nossos adeptos, o desejo é que pintemos a cidade do Lis de verde e branco.

JORNAL SPORTING JÁ DISPONÍVEL

Por Sporting CP
26 Jan, 2023

JORNAL SPORTING

Edição n.º 3908 em formato digital e nas bancas

Já está disponível em versão papel e em formato digital o Jornal Sporting desta semana, com o principal destaque a pertencer à equipa principal de futebol. Os Leões garantiram pela sétima vez em 16 edições uma vaga na final da Taça da Liga, troféu que conquistaram nas duas últimas temporadas e que vão tentar revalidar este sábado, no Municipal de Leiria, frente ao FC Porto.

Ainda no que toca ao futebol, não perca as habituais crónicas dos jogos das equipas principais masculina e feminina, B, sub-23 e escalões de formação, bem como uma entrevista exclusiva a Gonçalo Inácio, central de 21 anos que está prestes a cumprir a marca redonda dos 100 jogos de Leão ao peito e afirma que estará sempre a viver o seu sonho “ao representar o Sporting CP”.

Nas modalidades, além das crónicas dos jogos da última semana, poderá encontrar também o resumo da primeira edição do Meeting de Atletismo Prof. Moniz Pereira, que decorreu no último domingo em Pombal, e ainda a renovação de contrato de Mamadou Gassama, ponta da equipa de andebol, e a contratação de Tevin Mack, extremo norte-americano, para o basquetebol.

A Lenda desta semana é Nélson Serra, ex-jogador e treinador do basquetebol verde e branco.

UNIDOS PELO SÍMBOLO

Por Juvenal Carvalho
03 Fev, 2023

OPINIÃO

‘Temos que estar unidos’. Foi este o tópico principal que extraí do que disse o nosso treinador Rúben Amorim, sem se refugiar em desculpas fáceis ou em lugares comuns no pós-jogo que ditou a derrota contra o FC Porto, na final da Taça da Liga. Sem nunca − é a sua forma de estar no futebol − se referir a João Pinheiro, um árbitro que, e aqui já são palavras minhas, é sempre muito ‘infeliz’ quando apita o Sporting CP, sobretudo quando entra em equação este adversário. Será ‘coincidência’, admito eu, sem que tenha vontade alguma de ironizar com este tema.

E é neste ‘temos que estar unidos’, porque como Rúben Amorim acrescentou ainda que os tempos estão difíceis, que deveremos fazer regra. Como fizemos no célebre ‘onde vai um vão todos’. Estados de euforia diferentes, momentos do Clube completamente antagónicos, mas com um denominador comum, o superior interesse do Sporting Clube de Portugal.

E porque a época ainda não terminou e temos objectivos, mesmo que não os que pretendíamos, já que inequivocamente a época de 2022/23 está a ser atípica, que essa união será de ouro e pode ser determinante.

Sendo o futebol aos dias de hoje uma indústria poderosa, e sabendo que não será fácil chegar aos lugares de acesso à Liga dos Campeões, será por aí que nos teremos que agarrar com determinação. Os milhões de euros vindos da participação nessa competição serão vitais para o nosso futuro e para que tenhamos equipas mais competitivas.

E aí o ‘temos que estar unidos’ será fulcral. Porque muito, no exterior, irá acontecer para nos tentar desviar do essencial. E será discordando entre nós, e criticando o que tiver que se criticar com respeito uns pelos outros − sou dos que detesto unanimismos que não pelo símbolo − que não podemos perder o foco. E o foco imediato é o de dignificar o Sporting CP na Liga Europeia, está já perto o duelo com os dinamarqueses do FC Midjtylland, e não baixar os braços para o objectivo da “Champions” ainda ser alcançado.

E o não baixar os braços foi demonstrado de imediato pelo querer do nosso grupo de trabalho com a reacção determinada pela goleada (5-0) infligida ao SC Braga apenas quatro dias depois da “pinheirada” em Leiria. Uma simbiose perfeita entre a equipa e os espectadores, foi também determinante. Por tudo isto, e já na próxima segunda-feira, teremos com o Rio Ave de dar mais um passo para alcançar o objectivo possível. Por mais que nos castiguem jogadores cirurgicamente, por mais que tentem, não vale desmobilizar, nem nós… nem os rapazes que envergam a “verde-e-branca” o faremos.

As Primaveras da vida já me deram muita experiência, e já vivi no nosso Clube vários momentos semelhantes a este. Mesmo muitos mais do que quereria ter vivido. Uma coisa quero acreditar, e independentemente dos momentos que atravessarmos, sejam eles melhores ou piores, uma coisa é mais do que óbvia: o símbolo está sempre, e em que circunstância for, acima de qualquer um de nós. Desistir não faz parte do ADN do leão.

SEGUNDA VOLTA

Por Pedro Almeida Cabral
03 Fev, 2023

OPINIÃO

Cumprida a primeira volta do campeonato, iniciámos a segunda com uma vitória retumbante perante o SC Braga. Foi um Sporting Clube de Portugal de faca na boca e golo no pé que levou a melhor sobre os bracarenses. Cinco tentos marcados sem resposta mostraram um Sporting CP transfigurado e com boas indicações para a segunda metade da prova. Quando muitos agoiravam, esquecendo que perdemos a Taça da Liga contra o FC Porto como sabemos, a turma de Amorim soube dar uma resposta à altura do Clube.

Rúben Amorim não facilitou como, aliás, nunca facilita. Uma das características mais vincadas do nosso treinador é não ter receio de fazer o que pensa que tem de fazer. Talvez se estranhasse a titularidade de Esgaio e de Chermiti. Mas um e outro cumpriram com distinção a missão que lhes foi dada. O defesa direito conseguiu até fazer esquecer Pedro Porro, vendido por uma soma estratosférica nos últimos dias de mercado. Esgaio fez não só a melhor exibição da época como uma das melhores com a camisola do Sporting CP. Percorreu o corredor direito com segurança, defendendo atrás e assistindo à frente. Já Chermiti soube responder ao desafio da titularidade com uma boa exibição. Sem exuberâncias, foi prático e denotou visão no jogo da grande área, ao oferecer o golo a Morita no 2-0 e com movimentações sem bola que arrastam defesas. Só por estas duas apostas ganhas Amorim já tinha vencido.

Mas houve mais. Morita fez uma exibição memorável. Marcou dois golos e esteve até perto do hat-trick. Calcorreou o meio-campo de forma aguerrida e sentiu os espaços para golo de forma surpreendente. Tivemos ainda o melhor Pote da época, com influência decisiva em três dos golos. Saint Juste revelou porque foi contratado: um central rápido, mortífero nos duelos e com baterias para os 90 minutos. Oxalá as malfadadas lesões não o tornem a atormentar.

Não foi, contudo, um jogo perfeito. Há movimentos a aperfeiçoar e rotinas a construir. Ainda assim, para as 16 finais que faltam são sinais prometedores. Apesar de tudo, a segunda volta inclui recepções ao FC Porto e ao SL Benfica, bem como deslocação em Lisboa, como a visita ao Casa Pia AC. Não estamos no lugar que deveríamos estar. Mas lá chegaremos. Com esta atitude e acerto, só poderá ser assim.

JORNAL SPORTING JÁ DISPONÍVEL

Por Sporting CP
03 Fev, 2023

JORNAL SPORTING

Edição n.º 3909 em formato digital e nas bancas

Já está disponível em versão papel e em formato digital o Jornal Sporting desta semana, com o principal destaque a pertencer à equipa principal de futebol. Os Leões entraram da melhor forma na segunda volta da Liga, ao golearem o SC Braga por 5-0 pela segunda vez esta época.

Ainda no que toca ao futebol, não perca as habituais crónicas dos jogos das equipas principais masculina e feminina, B, sub-23 e escalões de formação, bem como a entrevista de despedida a Pedro Porro, que se transferiu para o Tottenham Hotspur FC, e ainda as primeiras declarações dos novos reforços da formação de Rúben Amorim: Héctor Bellerín e Ousmane Diomande.

Nas modalidades, além dos jogos da última semana, poderá encontrar a renovação de contrato do piloto de ralis Rafael Cardeira, a visita do basquetebol ao Museu para entregar a Supertaça e a Taça Hugo dos Santos, troféus conquistados esta época, além de uma reportagem sobre a visita do Colégio Monte Flor ao quartel-general da formação do hóquei em patins, em Sacavém.

A Lenda desta semana é Joaquim Pacheco, ex-jogador e treinador do futebol verde e branco.