Jornal do Sporting - Parte 2

A capa desta semana é uma capa cuck. Com o alto patrocínio dos “diferentes”. Se há alguma revolta é com eles próprios, o penalty é ridículo mas tivessem tido todos uma atitude diferente estávamos nos 1/8 desde há umas semanas atrás

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JORNAL SPORTING JÁ DISPONÍVEL

Por Sporting CP
03 Nov, 2022

NOTÍCIAS

Em papel e em formato digital

Já está disponível, em papel e em formato digital, o Jornal Sporting desta semana. O semanário Leonino tem como principal destaque o jogo da equipa principal de futebol diante do Eintracht Frankfurt (1-2), sendo que se pode ler “Revolta” na primeira página.

Para além das habituais crónicas de futebol e modalidades, o Jornal Sporting conta-lhe a história da comitiva verde e branca que esteve no Brasil “para observar e aprender com o futebol de rua e os métodos aplicados” num país recheado de craques do ‘joga bonito’.

Depois de sete temporadas no Sporting CP, a jogadora de rugby Isabel Ozório vai ter uma experiência no competitivo campeonato francês e despediu-se dos Sócios e adeptos Leoninos com uma entrevista à Sporting TV - e que também pode ler no Jornal Sporting.

Os reforços no atletismo e na dressage, assim como uma peça dedicada ao “diálogo intergeracional a partir do Centro de Memórias do Museu Sporting” também estão em destaque nesta edição do Jornal Sporting.

A Lenda em destaque é Andrzej Juskowiak.

UM MAL MENOR

Por Juvenal Carvalho
03 Nov, 2022

OPINIÃO

O futebol é realmente um desporto apaixonante e de uma volatilidade que arrebata paixões de forma completamente incrível.

Foi isso que na passada terça-feira aconteceu em Alvalade. Quando estávamos todos felizes com aquilo que parecia, ao intervalo do jogo com os alemães do Eintracht Frankfurt, o apuramento no bolso pela segunda vez consecutiva para os oitavos-de-final da UEFA Champions League, feito que seria inédito no nosso Clube, eis que, em poucos minutos, tudo mudou. Dois golos germânicos em dez minutos, e, com o Olympique de Marseille a empatar, estava dada a reviravolta total na classificação, passando o Sporting CP de primeiro para último do grupo e a saída definitiva das competições europeias.

Era a desilusão total, que seria no fim, já mesmo depois de terminado o nosso jogo, minimizada com o golo do Tottenham Hotspur FC em França, a deixar o nosso Clube nas competições europeias, via UEFA Europa League. Foi o menos mau, estando longe de ser bom, mas deixando um certo sabor menos amargo.

Na sala de imprensa - sou um fã incondicional de Rúben Amorim, para que fique claro - chamou a si o menos bom da actualidade dizendo que a presença na UEFA Europa League não salva nada e assumindo responsabilidades no momento que o futebol do nosso Clube vive. Gosto de quem assume e, sobretudo porque tenho memória, não me esqueço do já conseguido em apenas duas épocas. Brilhante, somente brilhante.

Esta época, nada, ou quase nada, tem corrido bem. Dizer o contrário não o consigo, por honestidade intelectual.

Afastados da Taça de Portugal, a 12 pontos da liderança do campeonato e com a passagem para a UEFA Europa League - o menos mau e com foros de milagre como atrás descrevi -, o momento não pode ser de baixar a guarda. Assumir os erros, e trabalhar… trabalhar muito para conseguir, jogo a jogo, começando pelo próximo sábado, subir na classificação e garantir o apuramento para a UEFA Champions League da próxima época para que ganhemos hábitos de estar nesta competição. Que o ano tem sido atípico e menos bom é óbvio. Urge ressuscitar o #ondevaiumvãotodos, apesar de não ser pela falta de entrega que as coisas não estão a correr bem.

Na lógica do título da minha coluna de opinião da semana passada, é também determinante continuar a valorizar os meninos made in Sporting, tendo todos de ter paciência para os ver crescer sustentadamente. Matéria prima existe e é factual. O apuramento para os oitavos-de-final da UEFA Youth League é disso elucidativo.

Para o ano de 2023 ainda teremos Leão na UEFA Europa League, o que, não sendo óptimo, é, repito, um mal menor. Façam-nos sonhar nessa competição.

PS - Parabéns ao ténis de mesa pela conquista de mais uma Supertaça. Ganhar é o nome do meio desta modalidade.

E porque é que o Frederico Nuno não se revoltou com a UEFA, é preciso a UEFA dizer que ele foi o principal beneficiado com o ataque a Alcochete?

JORNAL SPORTING JÁ DISPONÍVEL

Por Sporting CP
10 Nov, 2022

JORNAL SPORTING

Edição n.º 3897 em versão papel e formato digital

Já está disponível, em versão papel e em formato digital, o Jornal Sporting desta semana. Nesta edição n.º 3897 do semanário verde e branco, o principal destaque vai para a Corrida Sporting, que no próximo dia 20 de Novembro volta à estrada, depois de dois anos de interregno devido à pandemia. Nas páginas interiores, saiba tudo sobre as inscrições - abertas até ao dia 19 - e conheça todas as novidades preparadas para o regresso deste evento pleno de Sportinguismo.

No que toca ao futebol Leonino, pode ler a crónica do sólido triunfo da equipa liderada por Rúben Amorim frente ao Vitória SC (3-0), bem como uma primeira análise sobre os dinamarqueses do FC Midtjylland, o adversário que caiu em sorte ao Sporting CP no play-off de acesso aos oitavos-de-final da UEFA Europa League. Como é habitual, saiba tudo sobre os jogos da última semana dos vários escalões de formação e da equipa principal feminina do emblema verde e branco.

Já relativamente às modalidades, comece por conhecer as oito caras novas que reforçaram as equipas de atletismo do Sporting CP, partindo depois para a semana vitoriosa das modalidades de pavilhão: as equipas de basquetebol, andebol, voleibol (masculino e feminino) e futsal (masculino e feminino) venceram todos os seus últimos encontros. Por sua vez, na ginástica Leonina o foco está no 36.º Campeonato do Mundo de trampolins, onde o Sporting CP estará representado por sete atletas. O Jornal Sporting esteve à conversa com os protagonistas para lançar a prova, antes da partida para Sófia, capital da Bulgária.

Por fim, a Lenda a recordar nesta edição é o antigo futebolista Manuel Caldeira, que jogou de Leão ao peito na dourada década de 1950.

VITÓRIA

Por Pedro Almeida Cabral
10 Nov, 2022

OPINIÃO

Um jogo em casa contra o Vitória SC é sempre especial para mim. Faz-me recuar muitos e bons anos até à primeira vez que assisti a um jogo do Sporting Clube de Portugal ao vivo e a cores. Corria a década de 80 e obriguei o meu pai, benfiquista, a levar-me, finalmente, a ver um jogo do Sporting CP no nosso Estádio antigo. Contrariado lá me levou, certamente desgostoso. Com nove anos extasiei-me com bancadas repletas, cânticos ruidosos e jogadores como Damas, Venâncio ou Manuel Fernandes. O resto foi história. Nunca mais larguei o Sporting CP e regressei vezes sem conta ao Estádio, já sem o meu pai, que uma vez só lhe tinha bastado.

Foi com estas memórias presentes que fui ver o desafio contra o Vitória SC no sábado passado. Estádio composto, assistência animada e uma enorme vontade de dar a volta aos desaires recentes. O cenário perfeito para esconjurar fantasmas e arrancar uma vitória esclarecedora. E foi exactamente isso que aconteceu, com três golos sem resposta. Um Sporting CP confiante e dominador soube controlar o jogo. Adán praticamente não tocou na bola. Porro, Matheus Reis e Morita estiveram em bom plano. E Edwards, com intervenção nos três golos, marcando um, demonstra que cada vez que toca na bola, consegue fazer magia. Merecíamos um jogo assim, com as nossas redes invioladas e excelentes momentos de bom futebol, a recordar outros tempos. Antes da pausa para o Mundial, segue-se o FC Famalicão em casa alheia. A única opção é vencer e será isso que, estou certo, irá acontecer.

PS: intensos afazeres profissionais impediram-me de escrever esta coluna algumas vezes nas últimas semanas. Mas não queria deixar de assinalar a triste notícia do falecimento de Lavínia Brito Paes há precisamente um mês, com 90 anos de idade. Como, por muitas vezes já escrevi aqui, a história do desporto em Portugal confunde-se com a história do Sporting CP. E a vida desta antiga atleta do Clube, ecléctica e multifacetada, assim o demonstra. Competiu com as cores do Sporting CP nas modalidades de voleibol, badminton, natação e atletismo. Foi capitã da primeira equipa da selecção nacional feminina de voleibol e Campeã Nacional pelo Sporting CP nos lançamentos do peso e do dardo em 1955. Além de dirigente, foi também professora de ginástica no Clube. Uma mulher do desporto num tempo em que o desporto não era para mulheres e que encontrou no Sporting CP um espaço onde pôde fazer tudo o que queria. Infelizmente, a forma como o seu desaparecimento passou despercebido revela bem a pouca atenção que se dá aos protagonistas maiores do desporto em Portugal.

UM LEÃO GENUÍNO

Por Juvenal Carvalho
10 Nov, 2022

OPINIÃO

Ter memória é apanágio do Sporting Clube de Portugal. Até porque, diz-se naquela imensa sabedoria popular, que quem não tem memória não tem história. E quem, como eu, sem que seja mais Sportinguista que ninguém, porque isso não se mede, gosto não só de ter memória, como de ser justo para quem o merece, decidi escrever sobre alguém que tanto deu de si ao Clube no quase anonimato, até porque nunca quis as luzes da ribalta.
A página número 28 da anterior edição do nosso Jornal, na lógica do ter memória e do ser justo para quem o merece, despertou em mim um motivo extra para escrever.

E faço-o hoje sobre o Marcelo Garcia, um amigo de décadas, com quem felizmente me cruzei no nosso andebol, e sei bem da sua imensa paixão pelo seu/nosso Clube, que o sente como respira, de forma natural.

O Marcelo, homem que sempre foi de extravasar emoções como ninguém, daqueles que não verga, como um verdadeiro Leão, é o exemplo vivo de que o Sporting tem memória. Esta ida do Marcelo Garcia, acompanhado da sua linda neta Margarida, numa passagem de Sportinguismo de geração em geração, ao Centro de Memórias do Museu Sporting para doar uma bola do andebol juvenil − como ele se entregou de forma altruísta e verdadeira à modalidade − e um stick do “mago” António Livramento do ano da conquista da primeira Taça dos Campeões Europeus em 1976/77, com uma história deliciosa − aconselho a leitura pela forma como o adquiriu, e que quem o conhece bem, e serão muitos, rebobinam o filme e dizem: ‘Realmente só tu, Marcelo!’

E este só tu, Marcelo, é porque realmente só ele mesmo. O Sporting CP é por ele vivido e sentido a cada poro. Como só quem o conhece sabe. Que sempre deu tudo de si ao Clube sem nada receber, que não a amizade e o reconhecimento dos atletas e treinadores − tantos − que consigo se cruzaram, e que pelo mérito ao reconhecimento do seu trabalho foi galardoado com o Prémio Stromp no ano do centenário do nosso Clube, o que tanto, mas tanto, o mereceu. Se calhar apenas pecou por tardio, mas valeu pelo simbolismo da data.

Estas minhas palavras neste espaço são porque merece. A sua doação ao nosso Museu é à sua escala. Pelo Sporting CP, tudo. Sem interesse algum que não a paixão eterna.

Com ele lembro tantos outros que como ele, e porque são seus amigos também, deram muito de si ao símbolo.
Falo do Zeca, do Frade, do Paradela, do Cantarinha, do Edgar, do Adérito, do Estevão, do Gonzaga, do Ferrão, do Coutinho, do Atanásio, do Honório, e de tantos, tantos outros, que não escrevendo o seu nome por limitações de espaço, deram e fizeram tanto ao Clube como os citados.

Esquecer Homens como o Marcelo Garcia, seria apagar a História. E essa não se apaga. Ele, como vários outros − levava as bolas para casa, os equipamentos, era de noite, de dia, de madrugada. A cada chamada dizia presente. O Museu, já de si tão valioso, ficou ainda mais rico. Obrigado por seres quem és. Genuíno. Um verdadeiro Leão!

Se fosses à merda Pedro Almeida Cabral…

JORNAL SPORTING JÁ DISPONÍVEL

Por Sporting CP
17 Nov, 2022

JORNAL SPORTING

Edição n.º 3898 em versão papel e formato digital

Já está disponível, em versão papel e em formato digital, o Jornal Sporting desta semana. Na mais recente edição do semanário verde e branco, o principal destaque vai para o Magusto especial vivido no Pólo EUL, onde os jovens da formação puderam contactar e conviver com vários jogadores das equipas principais masculina e feminina do Sporting Clube de Portugal. Saiba tudo sobre um dia que não deixou ninguém indiferente, juntando o presente e o futuro verde e branco.

Primeiro, nas páginas iniciais, leia as principais declarações deixadas pelo presidente Frederico Varandas na sua entrevista, na passada terça-feira, no estúdio da RTP3. A seguir, como é habitual, o Jornal Sporting traz-lhe a crónica da última partida dos Leões de Rúben Amorim, que acabou com um triunfo por 1-2 em Famalicão, seguindo-se as entrevistas a Sebastián Coates, Manuel Ugarte, Abdul Fatawu e Hidemasa Morita, os quatro futebolistas do emblema verde e branco que estarão no Catar a disputar o Mundial 2022. Em declarações aos meios do Clube, olharam para os embates em perspectiva, traçaram objectivos e recordaram algumas das suas melhores memórias relacionadas com o torneio.

Já depois das crónicas de todos os jogos realizados por todas as equipas de futebol do Sporting CP, abre-se o espaço dedicado às modalidades, onde se destacam as novas vitórias do voleibol, do andebol e do basquetebol, sendo que todas atravessam excelentes momentos de forma e, em particular, as duas últimas seguem, inclusive, com pleno de pontos nos respectivos campeonatos. Além disso, tanto no andebol como no voleibol há novidades a apresentar: Espen Våg, pivô internacional norueguês, é reforço imediato para o plantel de Ricardo Costa e João Coelho é o novo treinador da equipa masculina de voleibol - conheça melhor as duas caras novas das modalidades Leoninas.

Por fim, saiba tudo sobre o regresso da gala ‘Rugidos de Leão’, que após dois anos de interregno vai voltar a realizar-se, esta sexta-feira, em Leiria, como é habitual. Já a Lenda em destaque nesta edição é a antiga mesa-tenista Odete Cardoso.

CAMINHO

Por Pedro Almeida Cabral
17 Nov, 2022

OPINIÃO

Um caminho faz-se passo a passo. Sempre com os olhos postos no destino. Sabendo que haverá curvas, contracurvas, subidas e descidas. São os acidentes da caminhada que nos desafiam a dar o nosso melhor. Se assim não fosse, não era um caminho, mas um passeio. No domingo passado, talvez tenha parecido que percorremos uma distância pequena, vencendo de forma clara o FC Famalicão por 1-2. Mas foi algo mais. Finalmente, ganhámos aos famalicenses, o que ainda não tinha acontecido desde que os minhotos subiram à Primeira Liga. Contabilizávamos uma derrota, ainda com Silas, e dois empates. Amorim, pouco dado a malapatas e bloqueios, só desta vez, à terceira, os derrotou. Regressámos a uma sequência de vitórias e Trincão voltou a marcar no campeonato, após longa ausência. Detalhes com pouca importância, dirão alguns. Passos do caminho rumo a mais vitórias, respondo eu.

Entrou bem o Sporting Clube de Portugal, confirmando a subida de forma dos últimos dois jogos. Reagindo às palavras de incentivo de Rúben Amorim (que fez uma antevisão do jogo fantástica, defendendo o plantel), Trincão esbanjou classe e discernimento. Acutilante, soube construir com perigo e acerto no passe. Pote também se destacou. Procurou assistir para golo quando havia esse espaço e marcou o penálti que selou a vitória. Morita cresce de forma segura. Cada vez mais confiante, vai aumentando a cada jogo o número de recuperações de bola. Na defesa, tudo a regressar à normalidade, com reacção vigorosa ao assédio final do FC Famalicão. Uma vitória justa que parece só mais uma vitória. Mas que permite chegar à pausa do Mundial em crescendo e que fará toda a diferença para o retomar do campeonato em Dezembro.

PS: A selecção é a selecção. Algumas escolhas geram dúvidas. O que acaba por ser normal. Até pela enorme variedade de talento que o seleccionador nacional tem à sua disposição. Porém, há omissões que não se entendem. A ausência de chamada à selecção de um jogador como Gonçalo Inácio é da ordem do misterioso. Titularíssimo da equipa do Sporting CP, com quase 100 jogos, fundamental no título de campeão de 2021, preponderante na boa campanha que fizemos na temporada passada, será possível que não mereça ser, ao menos, internacional e experimentado uma vez por Fernando Santos? Já nem falo da convocatória para o Mundial, que seria absolutamente justa.

SOMOS UM CLUBE INTERCLASSISTA

Por Juvenal Carvalho
17 Nov, 2022

OPINIÃO

Dizem-me amigos mais chegados, principalmente os afectos a outras cores, que o Sporting CP é um clube elitista, e que sendo eu de bairro − orgulhosamente de bairro − não entendem a razão pela qual sou Sportinguista.Pois bem, essa coisa das elites é real. Como a expressão popular dos clubes serem tantas vezes aferidas pelo ADN dos mesmos.

Mas estes mesmos amigos chegados, não que não tenham razão ao acharem o nosso Clube mais virado para as elites, isso faz parte de uma História que não se apaga, basta ver quem, a 1 de Julho de 1906, fundou este clube que os então jovens, e maioritariamente elitistas da época, o quiseram grande, tão grande como os maiores da Europa, também tem o outro lado. O daqueles que não sabem na realidade a verdadeira força motriz do Sporting Clube de Portugal.

E essa é sustentada por uma legião imensa de adeptos espalhada pelo Mundo que resiste a ventos e tempestades e que nas vitórias se percebe que é completamente à margem de extractos sociais porque qual fenómeno que nem os rivais entendem, resistimos estoicamente até a anos de insucessos que, se acontecesse ao clube deles, provavelmente não existiriam, pelo menos nestes moldes, e que quando ganhamos enchemos as ruas das cidades, vilas e aldeias do país, e não só, de lés a lés, com ricos e pobres, e de que raça ou orientação sexual forem, a festejar e a exteriorizar uma paixão infinita pelo Leão rampante.

E este fenómeno, que é bem real, e que surpreende tudo e todos, não vive só de coisas maravilhosas.

Sendo eu a favor da pluralidade de opiniões, e acima de tudo acho que nada existe sem massa crítica, e que ninguém está acima das mesmas críticas, leio pelas redes sociais, que mesmo que não representem um universo muito relevante, a discussões pouco agradáveis entre Sportinguistas. Não que a discussão não seja importante, e delas não nasçam até questões muito válidas. E eu sou, e disso nunca abdicarei, intransigentemente da opinião de que acima do Sporting ninguém está, o símbolo primeiro que todo e cada um de nós. Porque todos passamos. Dos dirigentes aos treinadores, dos jogadores ao mais incógnito dos adeptos…fica o Clube.

Por sermos um Clube enorme e desde as classes mais abastadas às menos, da mais intelectual à mais rudimentar, todos somos importantes para elevar mais alto o nome do Sporting CP. Somos inequivocamente das elites. É essa a nossa marca de sempre. Somos também um clube de matriz popular. Somos sobretudo um Clube único e de uma grandiosidade sem paralelo, com uma História que fala por si. E que História… Feita pelas elites e pelo povo. O povo Sportinguista!

Olha o rasga-bilhetes!

SPORTINGUISMO

Por Pedro Almeida Cabral
24 Nov, 2022

OPINIÃO

Por estes dias, participei na Thinking Football Summit, evento promovido pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional sobre o mundo do futebol. A mim, coube-me falar da vivência dos Sócios do Sporting Clube de Portugal. Num painel animado por representantes de outros clubes, surgiu uma pergunta que tantas vezes nos baila na mente. Porque é que somos Sócios e adeptos de um clube não de outro?

No meu caso, como já escrevi aqui algumas vezes, a questão tem resposta fácil. Tinha eu cinco anos quando me perguntaram de que clube eu era. Reflecti e disse, sem hesitar, que era do Sporting CP. Não liguei às constantes investidas do meu pai para seguir o que fazia o SL Benfica. Simplesmente, decidi ser do Sporting CP porque me pareceu ser o clube de que gostaria de ser. Havia algo no verde e branco que era mais atraente face a outras cores. Ainda não sabia bem o que era, mas associava, inocentemente, ao nosso Clube mais autenticidade e genuinidade no desporto. Passado pouco tempo, pedi com insistência aos meus pais que me fizessem Sócio porque queria pertencer plenamente ao Clube. Acedendo aos meus desejos, embora com pai contrariado, pelos meus dez anos, lá me fizeram Sócio do Sporting CP. Passei a assistir aos jogos quando podia. Perdi a conta às vezes que viajei pelo país a acompanhar o Clube, quer para assistir a jogos de futebol, quer às inúmeras modalidades em que competimos.

Como eu tenho a minha história, todos os Sócios e adeptos terão a sua. Cada uma é individual e irrepetível. É essa relação intensa que se estabeleceu a dado momento das nossas vidas com o Clube que é insubstituível. Simplesmente, não poderíamos não ser do Sporting CP. Conscientemente ou não acabámos por ser do clube cuja história mais se confunde com a história do desporto em Portugal. É o Sporting Clube de Portugal que marcou decisivamente a maneira de praticar desporto em Portugal na primeira metade do século passado. E que ainda hoje marca a diferença com pioneirismo e visão em tantas áreas, desde a formação à vivência do Clube. O que mais nos distingue é que no Sporting CP a prática desportiva é encarada como um desafio aos nossos próprios limites, sem antagonismos gratuitos nem bolsas de ódios. É disto que é feito o Sporting CP. E não de lutas bacocas contra fantasmas ou de gabarolices hegemónicas. Por isso, se tivesse cinco anos novamente, responderia da mesma maneira. Tal como tantos Sócios e adeptos pelo país e pelo mundo fora que se orgulham tanto ou mais do que eu de pertencer ao Sporting CP.

COMO NENHUM OUTRO

Por Juvenal Carvalho
24 Nov, 2022

OPINIÃO

Dizer que o Sporting Clube de Portugal é um clube verdadeiramente ecléctico, é tão somente constatar um facto. Dizer também, e sem qualquer ponta de exagero, que o nosso Clube é igualmente aquele que maior número de medalhas e de títulos europeus, mundiais e olímpicos trouxe para o nosso país, é textualmente dizer outra realidade irrefutável. Tenho um amigo que ouvi, faz alguns anos, dizer que o Sporting CP é grande demais para um país tão pequeno. E, se para alguns pode parecer ser de alguma forma exagerada a expressão, a realidade é que basta atentar em tudo o que foi conseguido ao longo dos 116 anos da nossa História nas mais diversas modalidades, por atletas que envergam o símbolo do Leão rampante, para se chegar à conclusão que realmente somos mesmo de outro patamar, aquele patamar que só está ao alcance das instituições de excelência.

E para perceber da grandiosidade da marca Sporting, basta apenas mediar o tempo que separa uma edição da outra do nosso Jornal, e percebemos o quão enorme é o nosso Clube. De Sófia, a capital da Bulgária, a Antalya, na Turquia, passando por Cernache e pelos milhares que no passado domingo pintaram de verde e branco as ruas de Lisboa em mais uma edição da Corrida Sporting, foram alcançadas conquistas mundiais, europeias e nacionais por parte de atletas Leoninos em modalidades diferentes. Feito gigantesco, só ao alcance do Sporting CP, sem com isso estar a menorizar nada nem ninguém. Apenas para constatar uma realidade baseada em factos.

E para sustentar os factos, aqui vai a prova dos mesmos: André Santos sagrou-se, na cidade turca de Antalya, campeão da Europa de kickboxing da WAKO na categoria de low kick -67kg, o quarteto leonino de ginástica de trampolins formado por Diogo Abreu, Lucas Santos, Pedro Ferreira e Ruben Tavares, foi a Sófia, a capital da Bulgária sagrar-se campeão do Mundo da especialidade e o judo Leonino, treinado pelo mestre Pedro Soares, conseguiu o feito de alcançar o nono título masculino do seu historial no decorrer dos últimos dez anos, num trabalho soberbo, não só ao nível da competição como da formação, provando a sustentabilidade do mesmo, aliada à capacidade de quem nos orienta. A par disso a manhã de domingo assistiu a mais um sucesso da Corrida Sporting, no caso a décima, com a cidade de Lisboa a ficar pintada de verde e branco com milhares de Sportinguistas a aderirem, uns competindo e outros por pura diversão, a convergirem no essencial, a demonstração do fervor Leonino. A prova de que o Sporting CP está vivo e bem vivo. Como repetidamente digo, ninguém ganha em tudo nem sempre, mas o nosso Clube ganha muito, não só aqui, como também além-fronteiras, numa demonstração cabal de que somos eclécticos à escala planetária. Indesmentivelmente diferentes. Como nenhum outro.

PS - Deixo aqui um obrigado ao meu amigo Pedro Coutinho, uma referência da nossa natação, por no sábado passado, e em “directo”, me ter informado os resultados da competição do judo. Deixo só a última mensagem dele: ‘Já está. Somos Campeões’.

JORNAL SPORTING JÁ DISPONÍVEL

Por Sporting CP
24 Nov, 2022

JORNAL SPORTING

Em versão papel e em formato digital

Já está disponível, em versão papel e em formato digital, o Jornal Sporting desta semana. A edição 3899 do semanário verde e branco tem como principal destaque o Museu Sporting, que é o primeiro museu nacional de desporto a integrar a rede portuguesa de museus.

O anúncio foi feito na segunda-feira e esta credenciação reconhece qualidade, profissionalismo e rigor na gestão do património desportivo nacional e abre novas portas para o futuro.

Nesta edição do Jornal Sporting, como sempre, destaque para os resultados do último fim-de-semana no futebol de formação e da equipa principal feminina, que venceu o SC Rio Tinto por 0-13, com várias jogadoras da formação a estrearem-se, e seguiu para a quarta eliminatória da Taça de Portugal.

A equipa principal masculina está numa fase da época mais calma, havendo apenas Taça da Liga nas próximas semanas, e Rochinha e Paulinho aproveitaram para conviver com os adeptos numa sessão de autógrafos.

Nos últimos dias, destaque ainda para a ida de alguns Leões do futebol a uma escola em Alcochete e para a inauguração da sala de estudo “Aprender+”, na Escola Secundária Arco-Íris da Portela, em Lisboa, onde esteve Frederico Varandas.

A Corrida Sporting realizou-se no domingo passado e os ‘Rugidos de Leão’ na sexta-feira e o semanário Leonino também dá conta de todos os pormenores desses eventos.

Nas modalidades, além dos jogos disputados nos últimos dias, destaque para o judo que é Pentacampeão Nacional, para André Santos do kickboxing que é Campeão Europeu e para Lucas Santos, Pedro Ferreira, Ruben Tavares e Diogo Abreu que se sagraram Campeões do Mundo com as cores de Portugal.

A Lenda desta semana é Arnaldo Abrantes, velocista verde e branco na década de 80 do século anterior.

Estes e outros temas para ler em mais uma edição do Jornal Sporting.

Este gajo é um “lambe cús” de merda.