Jornal do Sporting - Parte 2

OS GUARDIÕES

Por Pedro Almeida Cabral
22 Set, 2022

OPINIÃO

Foi no passado fim-de-semana que se escreveu mais uma página de ouro na longa História do basquetebol Leonino. Conquistámos com garbo e inteiro merecimento a Supertaça, derrotando o SL Benfica por 89-84. Ao jogo já lá vamos. Deixo primeiro três curiosidades que enaltecem o feito. Foi a primeira vez que o Sporting CP conquistou duas vezes seguidas este troféu, juntando-se a SL Benfica e a FC Porto, que também já o tinham feito. A segunda curiosidade é que em 36 edições da Supertaça de basquetebol esta é apenas a oitava vez que a prova é ganha pelo vencedor da Taça de Portugal frente ao vencedor do campeonato. Por último, embora não menos importante, em duas presenças na Supertaça, duas vitórias, com plena eficácia. Tendo em conta que a equipa sénior masculina só regressou ao Clube em 2019, 24 anos depois da extinção em 1995, é caso para dizer que o Sporting CP teve um regresso de Leão.

O dérbi foi o que se espera de um Sporting CP vs. SL Benfica. A turma encarnada gozava do natural favoritismo que acompanha a equipa que se sagra campeã nacional. Porém, talvez o adversário não contasse com tamanha compostura defensiva da nossa parte. Nem com o superior aproveitamento Sportinguista em momento decisivo: imediatamente antes de fechar a primeira parte, alcançámos vantagem de 11 pontos. Na ponta final, foi LoVett Jr. que marcou sete dos últimos dez pontos em pouco menos de três minutos, impedindo veleidades benfiquistas, o que lhe valeu ser o MVP e o melhor marcador do encontro, com 22 pontos. Mas nem só do base norte-americano se fez esta vitória. Travante Williams, Diogo Ventura e Ivica Radić souberam dar a consistência necessária para segurar firmemente este triunfo.

Desde que voltámos a ter equipa sénior masculina de basquetebol, em 2019, já enriquecemos o palmarés do Clube com um campeonato, três Taças de Portugal, duas Supertaças e uma Taça Hugo dos Santos. O mérito é dos cincos que vestiram a verde e branca, dos dois treinadores, Luís Magalhães e Pedro Nuno, de toda a secção, da estrutura directiva e de todos os Sócios e adeptos que acompanham e dão força ao basquetebol do Sporting CP. Mas permitam-me também destacar os que sonharam e concretizaram o regresso da equipa tão amada pelos Sportinguistas há escassos três anos. Só verdadeiros guardiões da essência Sportinguista podiam compreender a importância deste retorno. O Clube será sempre amanhã aquilo que fizermos dele hoje. E ao fazer regressar o basquetebol sénior masculino, fizemos também regressar a alegria deste e de tantos outros títulos.

Porreiro, pá. Espero que não venhas publicar fotografias do bilhete rasgado, guarda-o bem.

JORNAL SPORTING JÁ DISPONÍVEL

Por Sporting CP
22 Set, 2022

JORNAL SPORTING

Em versão papel e em formato digital

Já está disponível, em versão papel e em formato digital, o Jornal Sporting desta semana. A edição 3890 do semanário verde e branco tem como principal destaque a equipa principal de basquetebol do Sporting Clube de Portugal, que venceu o SL Benfica e voltou a conquistar a Supertaça.

Nova época, hábitos antigos e uma entrada à Leão agora com Pedro Nuno Monteiro como técnico.

No futebol, destaque para a derrota inglória da equipa principal no Bessa e para os jogos da formação no passado fim-de-semana, assim como para o triunfo sólido da equipa principal feminina diante do Valadares Gaia FC.

Destaque ainda para o significativo número de Leões nos escalões de formação das selecções nacionais: 44.

Nas modalidades de pavilhão o destaque, além da nova conquista do basquetebol verde e branco, vai para a vitória da equipa principal de hóquei em patins sobre o FC Porto (4-2) no arranque do Campeonato Nacional. O andebol também entrou da melhor maneira e venceu o Vitória FC na jornada 1 do campeonato.

Na última semana, houve mais troféus conquistados: a equipa principal de voleibol conquistou o Troféu Stromp, João Costa do tiro foi ouro na Polónia e Henrique Cruz sagrou-se campeão nacional de karting.

A Lenda desta semana é Aniceto Simões, antigo atleta Leonino que, entre tantos outros títulos, conquistou três Taças dos Campeões Europeus de corta-mato.

JORNAL SPORTING JÁ DISPONÍVEL

Por Sporting CP
29 Set, 2022

JORNAL SPORTING

Edição n.º 3891 nas bancas e em formato digital

Já está aí o Jornal Sporting desta semana, cuja primeira página destaca a conquista – mais uma – do futsal verde e branco, desta feita a Supertaça, já a 5.ª consecutiva, para continuar a aumentar a hegemonia nacional na modalidade. Leia tudo sobre a emocionante partida em Matosinhos e os testemunhos dos Leões.

No futebol, a semana ficou marcada pela paragem para as selecções, no entanto o Estádio José Alvalade foi o palco de um momento muito especial: 307 Sócios Leoninos receberam o emblema e o cartão que assinalam os 50 anos de filiação ao Clube, numa cerimónia em que as distinções foram entregues por vários atletas e membros dos órgãos sociais. Além disso, os homenageados assistiram de perto ao treino da equipa de Rúben Amorim.

Apesar disso, a bola rolou na formação, onde os iniciados Leoninos golearam o SL Benfica por 2-5, e a equipa feminina venceu a primeira mão dos quartos-de-final da Taça da Liga.

Nas páginas seguintes, o grande destaque vai para Aurélio Pereira, que este sábado festejará o seu 75.º aniversário – 50 deles de Leão ao peito. Para assinalar a data, o Jornal Sporting recorda o seu longo – e inigualável – trajecto para traçar um detalhado perfil do ‘senhor Formação’, e reuniu ainda diversos testemunhos na primeira pessoa de quem com ele privou.

Já sobre as modalidades, espaço para o robusto triunfo europeu do andebol e para a vitória do futsal feminino no Troféu Stromp.

Por fim, Marinho Mateus, futebolista dos Leões entre 1967 e 1977, é a Lenda a recordar na mais recente edição da publicação verde e branca.

GANHAR, GANHAR OU… GANHAR!

Por Juvenal Carvalho
29 Set, 2022

OPINIÃO

Que dizer mais desta modalidade que já não tenha sido dito neste percurso único, em que o nosso futsal ganha troféus como respira… de forma natural? Direi que tudo já foi dito nesta saga em que ganhar, ganhar, ou ganhar é um lema de todo o sempre da sua existência.

Desta vez, para diferenciar um pouco de tudo aquilo que é recorrente, e que acaba com o inevitável ‘capitão’ João Matos de troféu no ar, rodeado dos seus colegas de equipa, começo pelo fim daquela que foi mais uma… apenas mais uma conquista do nosso futsal, no caso a quinta Supertaça consecutiva deste fabuloso grupo de trabalho.

E porque falo de começar pelo fim? Pelo simples facto de ver os jogadores − quase todos, dos mais velhos aos mais novos já ganharam tudo a nível nacional e internacional de Leão ao peito − a festejarem como se aquele fosse o seu primeiro troféu da carreira. A mesma alegria contagiante de sempre, a provar que nada do sucesso é por acaso. Nesta modalidade, o processo de integração dos novos é também natural. Parece que sempre foram da casa. É assim, tem sido sempre assim.

E ainda neste começo pelo fim, que lindo foi ver Bernardo Paçó, que acabaria por ser o herói dos heróis, a apontar para o símbolo, aquele que nos arrebata a todos, depois de defender o último pontapé de penalidade marcado pelo eterno rival. O do Leão rampante. Aquele que com Esforço, Dedicação e Devoção abre por si só o caminho para a Glória.

Ver Nuno Dias, com os olhos a brilhar dizer que estava a festejar este título como se fosse o primeiro, porque adora ganhar, ver todos os jogadores festejarem no fim do jogo como se aquela taça fosse o primeiro ‘brinquedo’ da sua vida.

Ver ainda o vogal do Conselho Directivo para a área das modalidades, Miguel Afonso, ser completamente arrebatador no discurso, como só ele, − e isto são palavras de quem como eu com ele priva há mais de três décadas, bem como com sua família − num elogio ao treinador Nuno Dias e ao grupo de trabalho que foi, por tão envolvente, viral nas redes sociais. Foi mesmo emocionante, ouvi-lo dizer que são horas, são dias, são semanas, são meses, são anos de um trabalho fantástico desta equipa, num discurso que teve ainda recados assertivos para quem tenta desvalorizar, sem o conseguir, este grupo de trabalho, que é ‘só’ a base da selecção nacional que ganhou tudo − literalmente tudo − que havia para ganhar. Foi também comovente, porque saiu de dentro de todo o grupo de trabalho, como grito emocional, a dedicatória deste troféu ao fisioterapeuta Andrew Durães, a passar por um momento muito complicado da sua vida.

É neste #ondevaiumvãotodos num mote transversal às modalidades do Clube, que o Sporting Clube de Portugal se distingue. Daqui, deste espaço, que tenho o privilégio de escrever, digo também eu. Força, Andrew. Quero ver-te a erguer o próximo troféu. Sim, ele vai aparecer em breve. Porque a conquista é o ADN do nosso Clube, e tu − desculpa o trato − tens que estar no meio da próxima festa.

Passada mais esta conquista, já no próximo fim de semana, vai iniciar-se mais um Campeonato Nacional, com a recepção no ‘João Rocha’ ao Eléctrico FC. Será com respeito por esse opositor, como aliás por todos os outros, que confio seja o início de mais uma caminhada para outra época plena de sucesso. Foi assim pelo fim, mas sabendo que nesta modalidade − e não só − existe sempre um princípio, um meio e um fim. Este, invariavelmente ganhador!

COMO A PRIMEIRA VEZ

Por Pedro Almeida Cabral
29 Set, 2022

OPINIÃO

E o Leão meteu a quinta! A abrir a temporada de futsal, conquistámos pela quinta vez seguida a Supertaça de futsal, frente ao histórico rival, SL Benfica. Desde 2017 que este troféu nos pertence (embora não se tenha realizado em 2020). Nos últimos anos, o domínio do futsal do Sporting CP tem sido, nada mais nada menos, que avassalador. Além dos triunfos maiores das duas UEFA Futsal Champions League, 2019 e 2021, chegámos também ao bicampeonato nacional de 2021-2022. Temos ainda três Taças de Portugal seguidas, de 2019 a 2022 (a edição de 2021 foi cancelada) e duas Taças da Liga também uma atrás da outra, de 2021 e 2022. Este pecúlio faz com que esta Supertaça recém-conquistada seja o oitavo título a nível nacional ganho consecutivamente pelo Sporting CP. São duas temporadas seguidas a ganhar tudo a nível interno. Não é para todos. Mas é para o Sporting CP.

O jogo disputado no fim-de-semana teve muita coisa. Desde grandes golos, a belas jogadas desenhadas, passando por incerteza no resultado. Mas teve, sobretudo, um justíssimo vencedor. Golos só na segunda parte. O primeiro foi um oportuno remate de João Matos a inaugurar a contagem a nosso favor. Após o empate do SL Benfica, Erick, num livre ensaiado, subiu a parada para o segundo. E, Estebán, a espreitar uma nesga desde a nossa grande área, rematou colocado para o 3-1. Porém, o SL Benfica haveria de empatar. Já no prolongamento mais um golo para cada lado, com o nosso a ser marcado por Sokolov, num belo tiro à beira da baliza, que deixa água na boca para a época que agora começou. Este equilíbrio a quatro golos teria de ser decidido nos penáltis. Para enfrentar os marcadores benfiquistas, Bernardo Paçó saiu do banco. Logo no primeiro remate, Rocha, acusando a pressão, desperdiçou. Depois, Bernardo Paçó encheu o espaço entre os postes e não deixou Arthur e Diego Antunes concretizarem. Vitória justa para quem a mais procurou.

Qual o segredo para tanta conquista perante tão apetrechado rival? Há-de ser o trabalho sério e constante, o estudo permanente do jogo, a construção cuidada dos plantéis e, como não podia deixar de ser, o apoio entusiástico de Sócios e adeptos. Decisivo também será o trabalho do nosso treinador Nuno Dias, provavelmente o melhor treinador de futsal do mundo, que consegue, ano após ano, reinventar equipas e superar-se a cada competição. Mas talvez o ingrediente secreto seja visível nas comemorações de cada título. Bernardo Paçó, escasso instante após defender o último penálti, apontou para o símbolo do Leão rampante e sorriu. Após tantos títulos, Bernardo Paçó festejou este como se tivesse sido o primeiro. A superioridade técnica dá vitórias. Aliada ao rigor táctico resulta em títulos. Mas anos e anos a ganhar só acontecem porque nunca damos nada por ganho e atiramo-nos a cada competição como se fosse a primeira vez que entramos na quadra. Tal como Bernardo Paçó nos mostrou nas suas celebrações.