Jornal do Sporting - Parte 2

ESTA É PARA TI!

Por Juvenal Carvalho
19 maio, 2022

OPINIÃO

Hoje, e porque pelo menos ‘vamos ter que levar contigo mais uma época’, decidi aproveitar este espaço que o nosso Jornal me concede semana após semana, para usar todos os caracteres exclusivamente sobre ti.

Primeiro, desculpa o trato de “tu”. Não nos conhecemos pessoalmente, nem como se diz naquele velho ditado, andámos sequer na escola juntos, mas crê que será com o máximo respeito entre alguém que já passou dos cinquenta, que sou eu, para um jovem de sucesso, e que sabe estar no desporto e na vida como poucos, que és tu.

Crê que desde que chegaste, e não tinha de ti particular conhecimento que não o de teres jogado no nosso eterno rival e treinado o Casa Pia e o Sporting de Braga, onde comecei a perceber que tinhas “coisas”.

Aquando da tua apresentação − obrigado ao presidente Frederico Varandas e ao director desportivo Hugo Viana pela aposta − e com aquele “e se correr bem”, numa fase em que encontraste o Sporting CP numa luta quase fratricida, − nós somos assim, mas quando toca a unir temos uma força tremenda, que comecei a achar que eras tu o tal. O tal que vinha para chegar, ver e vencer. Não foste unânime, ninguém o é nesta vida, e no desporto isso então não existe. Vieste até com a “espada” do valor da tua contratação e de teres vindo do “outro lado da segunda circular”. Sabias bem para onde vinhas, e tens não só o mérito de arriscar na tua carreira, como a de acreditares intrinsecamente nas tuas capacidades.

Desde o início que me fascinaste. Começou essencialmente pela tua postura. Ouço cada abordagem tua aos jogos como se de um verdadeiro jogo se tratasse. Confesso-te que nunca antes o havia feito, tens um não sei quê de diferente. Também na comunicação és Enorme. Conseguiste fazer de nós felizes porque sabes ganhar e também perder. Os campeões, e tu és na plenitude tanto no futebol como na forma de estar na vida, são assim. Tens também uma enorme cultura de responsabilização. És um líder inato, daqueles que nasceu com esse dom, além de seres um estudioso do jogo como poucos. As tuas desculpas não são esfarrapadas porque nunca as usas. As tuas são feitas de trabalho e de transpiração, com o foco no “nós” sempre em detrimento do “eu”. O teu grupo de trabalho é um todo, uma muralha verdadeiramente inexpugnável, feita do tal #ondevaiumvãotodos. Ganhaste até ao momento quatro troféus, com o Campeonato Nacional 2020/2021 como a cereja no topo do bolo. Fizeste nesse momento felizes milhões de Sportinguistas espalhados pelo Mundo. A cada vitória, e tantas elas são, o teu foco é o treino seguinte. Sei que tudo isto para ti, sendo orgulho também é passado, nessa tua luta incessante por teres um Sporting CP maior a cada dia.

Também sabes que a Glória é efémera, e no futebol essa é por vezes colocada em causa a cada jogo. Já o disseste várias vezes, naquele teu jeito tão peculiar. Sabes os caminhos que pisas e eu − como tantos e tantos mais − acredito plenamente no teu sucesso. Na continuidade do teu sucesso. Porque afinal nasceste com aquele dom de que são feitos os ganhadores. A “nota zero” que deste ao “teu” Sporting na conferência de imprensa da antevisão ao jogo com o Santa Clara, pela razão de não ter ganho o Campeonato Nacional desta época foi feita de exigência de quem quer ganhar sempre. Porque no teu íntimo sei que a tua avaliação ao teu grupo de trabalho é muito positiva. Afinal sabes que os teus meninos disputam cada bola como se fosse a última, e que fizeram até os mesmos pontos da época em que fomos campeões (85). Gosto da tua sapiência e acredito em ti até ao fim sem fazer futurologia. Adorava que fosses uma espécie de Arsène Wenger do Sporting, porque sou um especial fã da tua pessoa. Mas vou contigo no jogo a jogo que tu tantas vezes utilizas. Também eu sou mais um dos todos que vão contigo. E quero que saibas que não sou ingrato e estarei contigo sempre. Mas também sou irracional porque o amor pelo nosso Clube me tira do sério, e por vezes te faço críticas, gritando sozinho que devias mudar a táctica, que devias usar este jogador no lugar de outro, ou até mudares de táctica. Também eu sou um “treinador”. Mas tu és o TREINADOR. E felizmente no “meu” Sporting Clube de Portugal. Desculpa este abuso do trato por tu. Desculpa aquele lado em que me armo em “treinador” e te critico, mas o que conta é o essencial. Sou um teu particular fã. Isso sou. Um dia quando, e se for possível, gostaria de ser como tu. Porque tu és diferente. És especial. És o meu “Special One”. És o Rúben Amorim!

BALANÇO

Por Pedro Almeida Cabral
19 maio, 2022

OPINIÃO

Fechado o campeonato e arrumada a classificação, é tempo de balanço para o futebol do Sporting Clube de Portugal. Ficam dois títulos nacionais em quatro possíveis, a Supertaça e a Taça da Liga. Conseguimos alcançar os oitavos-de-final da Champions, onde só havíamos chegado por uma outra vez. No campeonato, um firme segundo lugar, com 85 pontos, igualando os pontos da época passada, em que fomos campeões. Ainda assim, nesta época Rúben Amorim conseguiu chegar às 27 vitórias no campeonato, igualando o melhor registo, da época 2015/2016. Aliás, segundo a página PlaymakerStats , foi a época de sempre com mais vitórias do Sporting CP: 39 em 53 jogos, com aproveitamento de 74%. Sinais de uma temporada bem preparada, jogada com elevado nível competitivo e bem próxima de conquistar os títulos nacionais que faltaram.

Como salientou Rúben Amorim, o segundo lugar sabe a pouco. Sobretudo ao recordar alguns episódios insólitos (mas não inéditos) deste campeonato, como os mal ajuizados lances no clássico jogado contra o FC Porto em Fevereiro, que acabaram por influenciar decisivamente o desfecho da prova. Mas também deve ver-se o segundo lugar em perspectiva. Como já escrevi aqui, a última vez que jogámos como campeões e terminámos o campeonato seguinte em segundo lugar foi em 1971, há mais de 50 anos. Quer isto dizer que depois de conquistado o campeonato, tendemos a jogar pior, ficando invariavelmente longe do bicampeonato que nos foge há décadas. Não foi o que sucedeu agora. O que denota uma inversão assinalável da forma como jogamos quando somos campeões e que pode ser decisiva para alcançarmos novas conquistas.

Falar de números e estatísticas não pode fazer esquecer as nossas figuras do campeonato. Podia falar do imperial Coates, do crescimento de Gonçalo Inácio, do imprevisível Porro, da revelação Ugarte, do prometedor Daniel Bragança, do impetuoso Nuno Santos, ou da certeza de Edwards. Mas creio que Sarabia merece linhas à parte. Chegou emprestado, jogou motivado e encantou tudo e todos. Não é habitual um emprestado deixar tantas saudades em Alvalade. Mas também não é habitual um jogador a prazo jogar de forma tão entusiasta e empenhada. Daí que tenha merecido a sentida homenagem no último jogo da equipa.

No fim da época, fica a sensação de termos jogado melhor que na anterior. Fomos sempre merecedores de ter envergado o símbolo de campeão, o que não é pouco. Virá uma nova época e uma nova oportunidade de escrevermos a História que interessa: a nossa História.

O TEMPO PASSA. A PAIXÃO PERMANECE

Por Juvenal Carvalho
26 maio, 2022

OPINIÃO

Na minha primeira coluna de opinião, escrita para o nosso Jornal com o título “Eclectismo a Imagem de Marca do Leão”, decorria então o mês de Março do ano de 2012, e na presidência do Clube estava o Eng. Luís Godinho Lopes, de quem fui crítico da sua liderança de forma pública, factor esse que não foi impeditivo de ter sido convidado para escrever semanalmente estas linhas, a convite de Rúben Coelho, não com o intuito de me calar, porque estou e estarei sempre acima de toda e qualquer pessoa, e sempre só pelo símbolo, com os meus defeitos e virtudes − essa coisa inerente ao ser humano, mas sim para falar de Sporting desassombradamente e, sem vaidade alguma, para abrir o coração e emprestar o conhecimento que as passagens pelo Clube me deram, aliada à emotividade Leonina que é − será sempre o meu apanágio.

E porque fui buscar estes caracteres iniciais, perguntarão alguns de vocês? Foi mesmo pelo simples facto de que ao pensar no que haveria de ser o tema desta semana para esta coluna de opinião, rebobinei o passado e recordei essa minha primeira coluna de opinião, que a enviei então para a redacção de coração cheio.

Sim, estava nervoso, recordo perfeitamente o momento, pese a passagem de uma década no calendário. Apesar de já anteriormente ter escrito para o Jornal mais espaçadamente no tempo, a responsabilidade de tentar agradar aos leitores semanalmente e sobretudo não me tornar fastidioso, era enorme.

E o que foi essa minha primeira coluna de opinião. Foi toda ela para reportar em poucas linhas a minha vivência do nosso Sporting. Do que vivi em menino em que fugia aos pais para ir para Alvalade ver tudo − literalmente tudo −, passando para a fase adulta em que tive o privilégio de não só ter sido dirigente do basquetebol (a minha paixão), do andebol e do futebol na área da formação, como ainda presidente durante oito anos do Núcleo do Sporting de Paço de Arcos. Foi, acreditem com emoção e com um sentimento de menino embevecido a quem deram uma prenda, que ao comprar o nosso Jornal, e o começar a folhear, parece que a página da minha coluna de opinião tinha íman e a li vezes sem conta.

É tão bom que o Sporting CP me continue a despertar esta paixão, e não o abandonar nas derrotas, sobretudo. Porque de conquistas − esta semana no futsal mais uma − temos uma história repleta.

Nestes dez anos, com uma interrupção que aceitei plenamente porque as pessoas que o presidem têm toda a legitimidade para escolher quem querem para seus colaboradores, aprendi muito e continuo a escrever com a mesma alegria. De Sporting e com a alma cheia. Nestes dez anos ganhei amigos, e perdi infelizmente outros que tanto gostava e que tanto me ensinaram. Conheci muitos Sportinguistas. Tenho até o privilégio de escrever estas linhas em ano de centenário do nosso Jornal. Tudo isto ainda me faz beliscar para confirmar se é verdade.

Até quando escreverei, não sei por não conseguir prever o futuro. O que sei é que me dá um prazer tremendo este momento semanal em que chego até vós, seja em forma de papel ou na versão digital. E com outro texto, para a semana cá estou outra vez, como na música dos Supporting. Porque gosto. Porque amo o Sporting CP. E sobretudo porque, gostando uns mais outros menos dos meus escritos, estes dez anos enriqueceram-me muito como Sportinguista, e vocês são os “culpados”.

GLÓRIA NA QUADRA

Por Pedro Almeida Cabral
26 maio, 2022

OPINIÃO

Não há palavras para o futsal do Sporting Clube de Portugal. Mesmo o mais eloquente Sócio ou adepto Sportinguista fica mudo perante números tão avassaladores da maior potência nacional do futsal. Ao todo, são 41 títulos europeus e nacionais, incluindo duas UEFA Futsal Champions League, 16 Campeonatos, nove Taças de Portugal, dez Supertaças e quatro Taças da Liga. São mais de 30 anos a dar títulos e alegrias a Sócios e adeptos. No que à Taça de Portugal diz respeito, a última, conquistada no fim-de-semana passado, tem um significado especial. Foi a nossa nona e valeu a distância de dois troféus a mais face ao SL Benfica, que tem sete e não conseguiu apanhar-nos. Mais do que isso: foi a quarta Taça de Portugal seguida, o que nunca havia sido alcançado. Prosseguimos numa senda vitoriosa que já dura desde 2018 (em 2021 a Taça de Portugal não se realizou). E não devemos esquecer que nesse ano tínhamos somente cinco Taças, menos duas que o rival. Depois desta ultrapassagem dos últimos anos, somos o Clube que segue à frente no número de títulos conquistados em todas as provas nacionais. Destaque para o campeonato, em que temos o dobro dos títulos do SL Benfica. Cada vez que entramos na quadra, tudo fazemos para ganhar, com esforço, dedicação e devoção. A glória está à vista.

E que vitória foi a desta Taça de Portugal! Num jogo intenso e disputado no limite, houve de tudo e para todos os gostos. Golos espectaculares, reviravoltas no marcador e emoção quanto baste. Levou a Taça quem mais jogou e melhor explorou as falhas do adversário. Entrámos de olhos na baliza do nosso conhecido André Sousa. Tomás Paçó logo desenhou um golo de autor: interceptou a bola a Robinho, passou a Merlim, recebeu e rematou colocado, sem defesa possível. O segundo golo veio naturalmente, com Erick a desviar subtilmente um remate de Merlim. A resposta “encarnada” foi vigorosa: três golos seguidos e reviravolta no marcador. Só que o Sporting Clube de Portugal nunca se dá por vencido. E quem joga contra nós nunca pode dar-se por vencedor. Esteban empatou o jogo em oportuno desvio de remate de Merlim. O golo final, o 4-3 da vitória, só podia ser do nosso fixo Tomás Paçó, entrado ao segundo poste, cortesia na assistência do inevitável Merlim. Depois, foi só segurar a Taça resistindo ao 5x4 benfiquista, com paciência e rigor táctico. Uma Taça de Portugal inesquecível que entra para a longa galeria de confrontos perante o SL Benfica em que se jogou futsal de nível mundial. Segue-se o Campeonato Nacional, a última prova que falta disputar nesta época. Mas que eu sei que vamos lutar para vencer como se fosse o primeiro título a conquistar. Porque para o futsal do Sporting CP só interessam os títulos que faltam ganhar, não os que já ganhámos.

JORNAL SPORTING JÁ DISPONÍVEL

Por Sporting CP
26 maio, 2022

JORNAL SPORTING

​Edição n.º 3873 em formato papel e em versão digital

Já está disponível nas bancas e em formato digital o Jornal Sporting desta semana, que tem como grande destaque a conquista da quarta Taça de Portugal consecutiva por parte da equipa de futsal do emblema de Alvalade, alcançada no passado fim-de-semana em Sines.

Como habitual, no interior da publicação poderá encontrar todos os jogos disputados pelas equipas principais e da formação, tanto do futebol como das modalidades, na última semana.

Não perca as primeiras declarações do guarda-redes André Paulo, que renovou contrato com o Sporting CP, a análise à prestação dos jogadores verdes e brancos que estão ao serviço da selecção nacional no Campeonato da Europa de sub-17, e ainda a antevisão da final da Taça de Portugal de futebol feminino, realizada por Diana Silva, Bruna Lourenço e Joana Martins.

Outro dos temas em destaque é a entrevista a Paulo Cunha, director do voleibol que perspectivou a próxima temporada, assim como a reportagem sobre os dois ucranianos que são reforços da equipa de atletismo, depois de terem sido obrigados a abandonar o seu país devido à guerra.

A Lenda desta semana é Eduardo de Oliveira Martins, que jogou futebol no Sporting CP nos anos 20 e 30 e praticou onze modalidades diferentes no Clube, tendo ainda sido dirigente.

JORNAL SPORTING JÁ DISPONÍVEL

Por Sporting CP
02 Jun, 2022

JORNAL SPORTING

Edição n.º 3874 nas bancas e em formato digital

Já saiu a mais recente edição do Jornal Sporting e que esta semana tem como principal destaque a conquista da Taça de Portugal por parte da equipa principal feminina de futebol. Leia tudo sobre a festa que se viveu no Jamor e as reacções das protagonistas ao segundo troféu da época.

Ainda no futebol, mas de formação, pode saber tudo sobre o triunfo dos juniores Leoninos na última jornada do campeonato do escalão, bem como sobre a vitória dos iniciados em Braga, que seguem na liderança da prova.

De seguida, espaço ainda para a visita e as palavras fortes do presidente Frederico Varandas no Núcleo de Carregal do Sal, que festejou o 19.º aniversário.

Já nas modalidades, saiba tudo sobre as vitórias do andebol - assegurou o segundo lugar no campeonato - e os triunfos do hóquei em patins e do futsal, que continuam a disputar os respectivos títulos na fase de play-offs. Além disso, o basquetebol encerrou uma época histórica com três conquistas em quatro possíveis e Luís Magalhães despediu-se do comando da equipa depois de ter levantado uma hegemonia na modalidade a partir do zero.

Por fim, a Lenda a recordar nesta edição da publicação verde e branca é Carlos Cabral, ex-membro da equipa de atletismo do Sporting CP nas décadas de 1970, 1980 e 1990.

OBRIGADO, PROFESSOR!

Por Juvenal Carvalho
02 Jun, 2022

OPINIÃO

Em 2019, longos 24 anos depois de um abandono que deixou o eclectismo do Clube mais pobre, o Sporting Clube de Portugal regressou ao basquetebol pela porta grande.

E que melhor escolha para abrir a porta do regresso haveria de ter o nosso Clube, que não o treinador cujo êxito e ele funcionam como almas gémeas. Ganha quase como respira, naturalmente. A palavra vitória repetiu-se vezes sem conta no seu vocabulário.

Falo obviamente de Luís Magalhães. O trabalho, a competência e a capacidade foram o seu apanágio ao longo de uma carreira com conquistas atrás de conquistas por onde passou. Estava, ao momento do nosso regresso, afastado da modalidade por sua escolha pessoal. Vivia entre os States e o nosso país, mais concretamente por Aveiro, onde reside. Até que apareceu o Sporting no basquetebol e o seu telefone tocou.

Ele seguramente não me levará a mal que confidencie que desde a Austrália então me disse, numa conversa informal, à margem das negociações, lideradas por Miguel Afonso, que só o Sporting CP o traria de regresso. Pelo Clube, mas sobretudo pelo seu falecido irmão Arnaldo, que vivia o nosso Clube apaixonadamente, tão apaixonadamente que se o visse a treinar o “seu” Sporting, lhe daria a maior alegria da sua vida.

Três anos depois, mas apenas com duas épocas de competições oficiais por causa da pandemia COVID-19, o professor Luís Magalhães conquistou, em homenagem ao seu irmão Arnaldo, mas também, e claro, a todo o universo Sportinguista, seis troféus − um Campeonato Nacional, três Taças de Portugal, uma Taça Hugo dos Santos e uma Supertaça − e chegou aos quartos-de-final das provas europeias, mais concretamente da FIBA Europe CUP.

Homem que respira basquetebol e que muitos não apreciam, uns por inveja e outros por mesquinhez, terá defeitos, porque é humano, mas vive da frontalidade, acredita no seu trabalho e tem a coragem de chamar os bois pelos nomes. Defende com unhas e dentes o seu grupo de trabalho e nestes três anos de sucesso não fugiu ao essencial, a defesa intransigente do Sporting CP.

Devolveu a alegria aos Sportinguistas com a marca identitária do seu trabalho. As bancadas cheias de juventude são o reflexo das conquistas obtidas. Fez o basquetebol do Sporting CP respirar saúde alicerçada em êxitos. No passado dia 26 de Maio, ao “não querer alinhar nisto”, visando a Federação Portuguesa de Basquetebol, disse adeus ao Sporting CP, mas também à modalidade. Confesso que fiquei triste como apaixonado da modalidade que servi no nosso Clube. Uma certeza todos teremos. O adeus de um campeão não é fácil de colmatar. Ele é um verdadeiro predestinado para conviver com o sucesso. É feito da têmpera de que são feitos os campeões. Tem tantos e tantos atributos. Fechou o seu ciclo. É a lei natural da vida. A mim, do ponto de vista pessoal, guardarei ad eternum a maior estima pelo professor.

O basquetebol português ficou mais pobre com o seu adeus. A vida continua e o Clube também. Perdemos um treinador, mas ganhámos um adepto. Será sempre, e para sempre, um dos nossos.

Obrigado, professor Luís Magalhães!

PS - Parabéns ao futebol feminino pela conquista da terceira Taça de Portugal. Dois troféus conquistados numa época em ano de profunda renovação. Simplesmente brilhante.

RAINHAS

Por Pedro Almeida Cabral
02 Jun, 2022

OPINIÃO

Um jogo de futebol feminino não é só um jogo de futebol feminino. São 90 minutos em que também se joga contra o sexismo que ainda domina parte do desporto e que faz com que as modalidades femininas sejam vistas como subalternas em relação às masculinas. Por isso, quando entram em campo, as nossas 11 jogadoras estão também a combater este estado de coisas. Podiam estar, como estão os seus congéneres masculinos, apenas a defender pressionando, a fazer difíceis assistências ou a marcar belos golos. Mas não. Têm também que jogar para provar que o podem fazer tão bem como os homens. Pelo menos para alguns que ainda cultivam preconceitos como forma de vida. Ter que não somente jogar, mas provar que se sabe jogar é um peso que os homens não têm e não sabem o que é carregar. Virá o tempo em que tudo será diferente e palavras como as que escrevo deixarão de fazer sentido. Quando esse tempo chegar, serão lembradas as jogadoras de hoje, que abriram caminho para as jogadoras de amanhã. Entre elas, estarão, sem dúvida alguma, as nossas rainhas da Taça de Portugal deste ano.

Foi mais uma conquista histórica para o futebol feminino do Sporting Clube de Portugal. Depois das duas Taças seguidas de 2017 e 2018, veio a terceira Taça, a de 2022. Passámos a ser o segundo clube com mais vitórias na prova, a quatro do 1.º de Dezembro, deixando para trás o Futebol Benfica. Mas há mais história neste título. Mariana Cabral é a primeira a ganhar a Taça como jogadora (ao serviço do 1.º de Dezembro em 2012) e como (nossa) treinadora. O Sporting CP continua com um percurso imaculado: em três finais, três Taças.

Ganhámos por 2-1 num jogo emocionante. Do lado do Sporting CP, a consistência contruída ao longo da época, com linhas bem definidas e construção apoiada. Já o Famalicão FC apostava num futebol mais solto com incursões rápidas e recuperações de bola em zona adiantada do campo.

O primeiro golo castigou um penálti claro por mão do Famalicão FC. Joana Marchão não falhou e com remate forte de pé esquerdo abriu o marcador. Já na segunda parte, Chandra Davidson aproveitou uma bola perdida e marcou o segundo. Um golo inteiramente merecido da mulher do jogo, que, como se diz, “partiu” a defesa famalicense. Mas não estava o jogo sentenciado. A nossa guarda-redes Doris Bačić defendeu brilhantemente um penálti e, após o golo das minhotas ao cair do pano, soubemos segurar o resultado.

No final, quando subiram à Tribuna do Jamor para erguer a Taça bem alto, as nossas jogadoras levavam a emoção espelhada no rosto. Eu, que por dever de ofício estava lá ao pé, testemunhei de perto que a felicidade da conquista que o desporto traz é das melhores recompensas. O que é exactamente igual para homens e mulheres.

CHEN SHI CHAO O “SENHOR TÉNIS DE MESA”

Por Juvenal Carvalho
09 Jun, 2022

OPINIÃO

Ganhar é decididamente o nome do meio do nosso ténis de mesa. É de antanho. E por falar em antanho, eu ainda sou do tempo, como naquele tão bem conseguido slogan publicitário, de assistir a jogos fantásticos na sala da central do velhinho Estádio José Alvalade, tempo esse em que os jogos eram às sextas-feiras à noite e que entravam, quando equilibrados, e com a sala completamente cheia, literalmente pela noite dentro.

Do tempo em que pontificavam então José Alvoeiro, José Barroso, José Marquês e Ivanoel Moreira, entre outros, e em que pouco tempo depois, mais concretamente em 1989, haveria de chegar ao nosso país Chen Shi Chao, o “chinês voador”. Quem diria que passados 33 anos, e com apenas um breve interregno de Leão ao peito, se tenha tornado um mestre, uma verdadeira lenda. É mesmo o “senhor ténis de mesa” do nosso clube… com três décadas com inúmeros troféus entre jogador e treinador. Que personifica na plenitude o ideal de Francisco Stromp. Chen Shi Chao, com quem privei fugazmente, pese ser espectador assíduo da modalidade, é um homem de grande humildade e carácter. Daquela têmpera com que se fazem os verdadeiros campeões.

Quando chegou a Portugal pontificavam então jovens como Pedro Miguel, Nuno Dias e João Portela, também eles integrantes de uma geração dourada com inúmeros títulos. Hoje, aos 61 anos de idade, Chen Shi Chao convive com as conquistas dos seus comandados com uma incrível naturalidade. No passado dia 7 de Junho o Sporting Clube de Portugal, ao derrotar os açorianos do Juncal, alcançou o seu trigésimo nono título de campeão nacional, com o primeiro a datar de 1946, a que junta mais 33 Taças de Portugal e 16 Supertaças. Um historial incomparável e sem paralelo na história da modalidade. Se hoje é Miguel Almeida o coordenador do ténis de mesa, um homem que me dá a honra de ser seu amigo, tal como Estevão Correia e Carlos Santos, também dois amigos e dirigentes de muitos anos que ainda por lá andam na modalidade que amam, não me posso esquecer de José Dias, Folga da Silva, e do também meu bom amigo Adérito Ribeiro, que deram tanto da sua vida em prol desta modalidade. Sendo o ténis de mesa uma modalidade universal, praticada por milhares e milhares, com a China a ser a sua “pátria”, Chen Shi Chao é, aos dias de hoje, a figura maior no nosso Clube de uma modalidade com uma história imensa desde os primórdios da mesma. Tantas e tantas figuras nos deram alegrias atrás de alegrias. Quem diria que aquele jovem de então, chegado ao Sporting CP há 33 anos, se tornaria uma lenda do nosso Clube? Mas sim, é factual. Falar de ténis de mesa do nosso Clube sem falar de Chen Shi Chao, o nosso “mestre”, é impossível. Mais uma vez foi o treinador campeão, liderando desta feita o trio de jogadores formado por Diogo Carvalho, Diogo Silva e Bode Abiodun.

Parabéns a todos!

PS − No passado domingo, dia 5 de Junho, fui galardoado em Ílhavo pelo núcleo daquela cidade, presidido por António Rosa Novo, com o ‘Moliceiro’ ao “lado” de Edgar Vital, o meu ‘pai’ desportivo. Um orgulho imenso. Um momento que jamais esquecerei. Saí de lá ainda mais Sportinguista.

Ganhar é decididamente o nome do meio do nosso ténis de mesa. É de antanho. E por falar em antanho, eu ainda sou do tempo, como naquele tão bem conseguido slogan publicitário, de assistir a jogos fantásticos na sala da central do velhinho Estádio José Alvalade, tempo esse em que os jogos eram às sextas-feiras à noite e que entravam, quando equilibrados, e com a sala completamente cheia, literalmente pela noite dentro.

Do tempo em que pontificavam então José Alvoeiro, José Barroso, José Marquês e Ivanoel Moreira, entre outros, e em que pouco tempo depois, mais concretamente em 1989, haveria de chegar ao nosso país Chen Shi Chao, o “chinês voador”. Quem diria que passados 33 anos, e com apenas um breve interregno de Leão ao peito, se tenha tornado um mestre, uma verdadeira lenda. É mesmo o “senhor ténis de mesa” do nosso clube… com três décadas com inúmeros troféus entre jogador e treinador. Que personifica na plenitude o ideal de Francisco Stromp. Chen Shi Chao, com quem privei fugazmente, pese ser espectador assíduo da modalidade, é um homem de grande humildade e carácter. Daquela têmpera com que se fazem os verdadeiros campeões.

Quando chegou a Portugal pontificavam então jovens como Pedro Miguel, Nuno Dias e João Portela, também eles integrantes de uma geração dourada com inúmeros títulos. Hoje, aos 61 anos de idade, Chen Shi Chao convive com as conquistas dos seus comandados com uma incrível naturalidade. No passado dia 7 de Junho o Sporting Clube de Portugal, ao derrotar os açorianos do Juncal, alcançou o seu trigésimo nono título de campeão nacional, com o primeiro a datar de 1946, a que junta mais 33 Taças de Portugal e 16 Supertaças. Um historial incomparável e sem paralelo na história da modalidade. Se hoje é Miguel Almeida o coordenador do ténis de mesa, um homem que me dá a honra de ser seu amigo, tal como Estevão Correia e Carlos Santos, também dois amigos e dirigentes de muitos anos que ainda por lá andam na modalidade que amam, não me posso esquecer de José Dias, Folga da Silva, e do também meu bom amigo Adérito Ribeiro, que deram tanto da sua vida em prol desta modalidade. Sendo o ténis de mesa uma modalidade universal, praticada por milhares e milhares, com a China a ser a sua “pátria”, Chen Shi Chao é, aos dias de hoje, a figura maior no nosso Clube de uma modalidade com uma história imensa desde os primórdios da mesma. Tantas e tantas figuras nos deram alegrias atrás de alegrias. Quem diria que aquele jovem de então, chegado ao Sporting CP há 33 anos, se tornaria uma lenda do nosso Clube? Mas sim, é factual. Falar de ténis de mesa do nosso Clube sem falar de Chen Shi Chao, o nosso “mestre”, é impossível. Mais uma vez foi o treinador campeão, liderando desta feita o trio de jogadores formado por Diogo Carvalho, Diogo Silva e Bode Abiodun.

Parabéns a todos!

PS − No passado domingo, dia 5 de Junho, fui galardoado em Ílhavo pelo núcleo daquela cidade, presidido por António Rosa Novo, com o ‘Moliceiro’ ao “lado” de Edgar Vital, o meu ‘pai’ desportivo. Um orgulho imenso. Um momento que jamais esquecerei. Saí de lá ainda mais Sportinguista.

VANTAGEM

Por Pedro Almeida Cabral
09 Jun, 2022

OPINIÃO

Em boa hora regressou o hóquei em patins ao Pavilhão João Rocha. Depois de um jogo no rinque do SL Benfica em que, de parte a parte, houve cenas que nada têm a ver com o desporto, o terceiro jogo da meia-final do Campeonato Nacional de hóquei em patins entre o Sporting Clube de Portugal e o SL Benfica foi exemplar. Por várias razões. A primeira foi que ambas as equipas se entenderam e jogaram sem picardias nem discussões. Como deve ser. Além disso, o embate foi um belíssimo espectáculo sobre rodas, fluído e emocionante, com jogadas bem desenhadas e golos fabulosos. Nas bancadas, os Sócios e adeptos responderam à convocatória do nosso treinador Paulo Freitas e recriaram um grande ambiente, empurrando a nossa equipa para uma clara vitória por 4-2. Por fim, talvez tenha sido o melhor jogo do Sporting Clube de Portugal este ano contra o SL Benfica. Vencemos. Mas sobretudo convencemos que podemos estar novamente na final e defender o título de campeões nacionais perante o FC Porto.

Os triunfos são mais saborosos quando exigem mais de nós. E foi o que sucedeu. O SL Benfica entrou fulgurante e numa fase inicial do desafio adiantou-se no marcador. Mas os nossos hoquistas souberam reagir. Em vez de deixar os adversários abalançarem-se para o segundo e cavarem vantagem, o nosso “cinco” cresceu e partiu para cima do jogo. Ferran Font abriu a contagem e Gonzalo Romero, em recarga de livre directo, fechou a reviravolta ainda antes do intervalo. Na segunda parte, toda a ofensiva Leonina cresceu, com o SL Benfica a ficar mais recuado. Seria Alessandro Verona a dar corpo a esse domínio: desferiu uma potente stickada de fora da área ao ângulo e fez o golo da noite. João Souto, assistido por Ferran Font, faria o nosso quarto golo. O SL Benfica ainda reduziria marcando o segundo. Mas já era tarde para inverter o rumo da vitória Leonina, que não deixou dúvidas nem levantou hesitações.

Estamos em vantagem na eliminatória. E uma vantagem é apenas isso mesmo: uma vantagem. Nada está ganho nem resolvido. Vamos sexta-feira ao Pavilhão da Luz cientes que estamos perto. Mas não estamos lá. É necessária toda a frieza, concentração e aprumo táctico para ganhar mais um jogo perante o SL Benfica. Como disse o nosso guardião Ângelo Girão antevendo esse jogo, “vamos dar tudo para vencer”. Pelo que jogou a equipa nesta memorável vitória, acreditamos todos que assim será.

JORNAL SPORTING JÁ DISPONÍVEL

Por Sporting CP
09 Jun, 2022

JORNAL SPORTING

​Edição n.º 3875 em formato papel e em versão digital

Já está disponível nas bancas e em formato digital o Jornal Sporting desta semana, que tem como grande destaque a frase “Por um novo futebol”, em referência às propostas apresentadas pelo Clube na Assembleia Geral da Liga que visam o progresso, a evolução e a transparência.

Como habitual, no interior da publicação poderá encontrar todos os jogos disputados pelas equipas principais e da formação, tanto do futebol como das modalidades, na última semana.

Outro dos temas em destaque nesta edição é a entrevista de despedida a Luís Magalhães, técnico que deixa o Clube após três épocas e seis títulos conquistados à frente do basquetebol.

Não perca as primeiras declarações do novo treinador do basquetebol, Pedro Nuno Monteiro, a conquista do sétimo título de Campeão Nacional seguido por parte da equipa masculina de ténis de mesa, bem como a distinção ao técnico do futsal masculino, Nuno Dias, que recebeu o grau de Professor Especialista ‘Honoris Causa’ do Instituto Superior de Lisboa e Vale do Tejo (ISCE).

A Lenda desta semana é Ernesto Figueiredo, o décimo maior goleador da História do futebol Leonino. Ao longo de oito temporadas de Leão ao peito, apontou 150 golos em 233 jogos.

À NOSSA MANEIRA

Por Pedro Almeida Cabral
16 Jun, 2022

OPINIÃO

Quem tirou a final da tarde do último domingo para assistir à final da Taça de Portugal em andebol, não teve inteira noção de que iria ver um dos mais espectaculares jogos de andebol dos últimos anos. De um lado, estava o experiente FC Porto, tricampeão nacional e detentor da Taça, treinado pelo sueco Magnus Andersson, que ainda não tinha perdido nenhum troféu desde que está em Portugal. Do outro lado, o Sporting Clube de Portugal, com uma equipa jovem, em construção, treinada por Ricardo Costa, no seu primeiro ano em Alvalade. O favoritismo ia todo para a equipa portista. Tanto pela valia de alguns nomes bem conhecidos do andebol nacional, como por já não perder com o Sporting CP há, sensivelmente, três anos. O que o FC Porto não contava era com a intensa fome de vencer do sete Leonino, que não deixou nada por jogar em campo. E foi assim que, corrida a hora do jogo mais dois prolongamentos de dez minutos cada, ganhámos a Taça por 36-35.

Como o resultado indica, o embate foi disputado lance a lance. O início do jogo foi perro, sem ascendente claro. Embora, com o passar do tempo, o FC Porto cavasse diferença expressiva. Pouco antes do intervalo, ganhava por cinco. Valeu o acerto atacante Leonino que, de rajada, fechou o 13-15 da primeira meia hora. Na segunda parte, o equilíbrio foi a nota dominante. Deveu-se à sagacidade do nosso treinador que soube transmitir à equipa indicações mais precisas para alternar a defesa à zona com o 6-1. E a Manuel Gaspar, que ocupava a baliza toda (eficácia defensiva de 30%). Já Kiko Costa jogava e fazia jogar com a frescura e o atrevimento dos seus 17 anos. Perto do fim, seguimos finalmente na frente, mas os deuses queriam mais e empurraram as equipas para os dois prolongamentos. Foi aí que alguns corações mais fracos poderiam ter cedido. O FC Porto chegou a ter dois golos de vantagem que de nada serviram, pois, com onze segundos para o fim do primeiro prolongamento, Schöngarth, sobre a buzina, empatou tudo novamente. Já o segundo prolongamento, escreveu-se sempre a verde e branco: nunca estivemos em desvantagem até à vitória final, que foi formosa e bem segura. Kiko Costa, como não podia deixar de ser, foi o MVP do jogo e o melhor marcador, com 13 golos.

Foi a nossa 16.ª Taça de Portugal depois de três finais em que saímos derrotados (uma das quais, contra o SL Benfica, em 2016, ainda me causa calafrios, mal perdida que foi). Continuamos a ser o Clube com mais Taças, quase dobrando as do FC Porto. Para pôr as mãos na Taça deste ano, eliminámos o SL Benfica, vencedor da Liga Europeia, e o campeão FC Porto. É esta a medida do nosso sucesso. Esta Taça, assente num projeto desportivo que privilegia a formação e jogadores jovens, alicerçado numa intensidade competitiva que busca a vitória em todos os jogos, é a essência do Sporting CP. Mais do que muitos troféus, este foi mesmo conquistado à nossa maneira.

ESFORÇO, DEDICAÇÃO, DEVOÇÃO E GLÓRIA

Por Juvenal Carvalho
16 Jun, 2022

OPINIÃO

O andebol do Sporting Clube de Portugal aplicou na plenitude o lema do nosso Clube, no passado fim-de-semana em Matosinhos. O Esforço, a Dedicação e a Devoção foram o verdadeiro mote para alcançar a tão ansiada Glória, que deixou em êxtase os Sportinguistas presentes no pavilhão, e muitos foram, bem como os milhares que viram através da televisão a conquista da décima sexta Taça de Portugal da modalidade, a que acrescem ainda no palmarés duas Taças Challenge, − o que faz de nós o clube português que mais competições europeias ganhou na modalidade − bem como 21 Campeonatos Nacionais e três Supertaças, num palmarés digno da grandeza da nossa instituição.

No Desporto fala-se muitas vezes em projectos e em ‘anos zero’. Valendo isso o que vale, a verdade é que a forma como o Sporting CP este ano apostou na modalidade, de forma assertiva, e sobretudo a mudar o paradigma do que vinha sendo feito ultimamente.

Este ano, a juntar aos jogadores da nossa “cantera”, como Manuel Gaspar, Francisco Tavares, Edmilson Araújo, Salvador Salvador e António Machado, a aposta foi em jovens − e que jovens − de tanto talento como os irmãos Martim Costa e Kiko Costa, este último não me lembro mesmo de ter visto algo parecido com apenas 17 anos, que vieram acompanhar o seu pai e treinador Ricardo Costa, numa aposta muito acertada pela secção, a que juntaram ainda André José e o georgiano Erekle Arsenashvili, jovens promissores vindos do ABC de Braga, o guarda-redes tunisino Yassine Belkaid vindo do Vitória de Setúbal, os jovens cubanos Hanser Rodriguez e Ronaldo Almeida, num protocolo com Cuba que pode dar frutos futuros. Vieram ainda os espanhóis Natán Suarez, Josep Folqués e Mamadou Gassama, bem como o pivot dinamarquês Jonas Tidemand que se juntariam à maturidade nesse tão bom binómio experiência versus juventude, que asseguraram Matevz Skok, o “mago” Carlos Ruesga e o “bombardeiro” alemão Jens Schongarth, importantíssimos nesta conquista e na época excelente que o andebol fez.

Se no campeonato nacional foram detalhes e até o excesso de dureza permitida aos “dragões” pelos árbitros no jogo do ‘João Rocha’ que tudo decidiu, na Taça tudo mudou. Foram uns Leões famintos e esplendorosos que venceram na meia-final o eterno rival e na final com dois prolongamentos de sangue, suor e lágrimas, o rival do Norte,

Claro que em nada existe a perfeição e mesmo o que está bem pode ser melhorado. Mas objectivamente o que foi feito, e coroado de êxito, foi simplesmente fantástico. Agora, que está fechado o pano de 21/22, já ansiamos pela nova época, em que temos perspectivas de entrar na Champions League através de um wild card pelo segundo lugar alcançado no Campeonato Nacional.

Este Leão, pese ter contornos de “bebé”, deixou o registo de umas unhas bem afiadas e uma marca identitária de tanto querer.

Agora é continuar o trabalho. A qualidade está lá. E quando assim é, o êxito fica mais próximo.

JORNAL SPORTING JÁ DISPONÍVEL

Por Sporting CP
16 Jun, 2022

JORNAL SPORTING

​Edição n.º 3876 em formato papel e em versão digital

Já está disponível nas bancas e em formato digital o Jornal Sporting desta semana, que tem como grande destaque a conquista da 16.ª Taça de Portugal da história Leonina por parte da equipa de andebol, que bateu na final da prova, em Matosinhos, o FC Porto num duelo épico.

Como habitual, no interior da publicação poderá encontrar todos os jogos disputados pelas equipas principais e da formação, tanto do futebol como das modalidades, na última semana.

Um dos temas em destaque nesta edição é a apresentação da nova camisola oficial para a temporada 2022/2023, assim como a festa do título nacional de juvenis, o 14.º dos Leões.

A Lenda desta semana é João Junqueira, que venceu quatro Taças dos Campeões Europeus de corta-mato ao serviço do Sporting CP e participou nos Jogos Olímpicos de 1992, em Barcelona.

É só para dizer que o Pedro Almeida Cabral é um oportunista, que não hesitou em lançar o nome do Grande Sporting Clube de Portugal à lama para ter hipótese de se promover.
Antes de falares de andebol retrata-te da vilania que fizeste em 2018. Espero que estejas a ler, mas, se não estiveres, que um dos teus esbilros te leve esta nova, velha. Pisca os olhos, pisca, que tu piscas bem…

JORNAL SPORTING JÁ DISPONÍVEL

Por Sporting CP
23 Jun, 2022

NOTÍCIAS

Edição n.º 3877 em formato papel e em versão digital

Já está disponível, tanto nas bancas como em formato digital , o Jornal Sporting desta semana, com o grande destaque a ir para o 20.º aniversário da Academia Cristiano Ronaldo.

A reportagem do evento em Alcochete que celebrou o marcante aniversário, os planos para a expansão da Academia, os testemunhos de muitos dos jogadores formados naquele espaço e os 20 anos de história merecem várias páginas do Jornal Sporting .

A publicação verde e branca traz-lhe ainda uma entrevista com Paulo Gomes, director-geral da Academia Cristiano Ronaldo, e Tomaz Morais, directordo futebol de formação. “65 jovens formados na Academia que se estrearam na equipa A, esses são os nossos títulos na formação”, referiu Paulo Gomes.

Ainda relacionado com o futebol de formação, o Jornal Sporting conta-lhe a história dos Campeões Nacionais de sub-15, que venceram o título depois da goleada de 6-0 imposta ao Vitória SC.

O Pavilhão João Rocha também cumpriu mais um aniversário - o quinto - e o Jornal Sporting recordou o caminho até à construção da casa das modalidades Leoninas assim como os sucessos conseguidos desde a inauguração a 21 de Junho de 2017.

A lenda em destaque é Chico Faria e o Jornal Sporting conta ainda com as habituais crónicas da formação e das modalidades.

GRANDEZA

Por Pedro Almeida Cabral
23 Jun, 2022

OPINIÃO

A grandeza de uma instituição mede-se pelas marcas que deixa no tempo. Se se tratar de uma associação desportiva, haverá a tentação de contabilizar títulos para saber quão grande ela é. Mas essa contagem será fraco exercício para tamanha tarefa. O que verdadeiramente conta é o que se dá à comunidade e que perdura. Aquilo que se deixa nos corações e nas mentes e que fica para sempre. O Sporting Clube de Portugal é, sem dúvida alguma, a grande instituição desportiva portuguesa. A influência que o Clube deixou na história do desporto em Portugal é imensa e, em muitas modalidades, a história do país confunde-se com a própria história do Sporting CP. Além de, desde a sua fundação, o Sporting CP nunca se ter afastado do que sempre foi uma das suas missões: educar através do desporto, formando não somente atletas, mas pessoas.

Foi há 20 anos que a Academia Sporting foi inaugurada. Um projeto pioneiro e revolucionário como nunca se tinha visto em Portugal. Na verdade, só mesmo o nosso Clube, com a sua valência formadora tão desenvolvida, é que tinha perfil para avançar para um modelo de formação centrado no atleta. A Academia não foi mais que a concretização da maneira de o Sporting CP estar no desporto. Como sabemos, nada mais foi o mesmo em Portugal. A filosofia subjacente à Academia acabou por ser adoptada pelos outros clubes e, ainda hoje, a nossa Academia é uma referência mundial na formação de futebolistas.

Em termos desportivos, o nome de Cristiano Ronaldo bastaria para avaliar a valia do projecto. Só que seria muito redutor. Poderíamos falar em muitos mais nomes que singraram internacionalmente como Rui Patrício, William Carvalho, Nani ou o mais recente, Nuno Mendes. Estes e outros jogadores tornaram a Academia um projecto financeiramente sustentável e desportivamente bem-sucedido. Mas nem só deles se faz a história da nossa Academia. Faz-se também de todos os que passaram por Alcochete e que guardam valiosas memórias do que o Sporting CP lhes ensinou. Ainda há dias, Eric Dier, de visita, declarou, agradecido, que devia toda a sua vida desportiva ao Sporting CP. É esse o sentimento de muitos que passaram por lá.

Aos actuais 250 jogadores que treinam na Academia, só posso desejar que tenham o futuro com que sonham. E a todos os que trabalham apoiando a formação integral dos nossos jovens, que continuem com o trabalho dos últimos 20 anos. Com os investimentos que foram feitos recentemente e com os que estão em preparação, os próximos 20 anos da Academia prometem ser ainda mais risonhos, continuando a marcar pela diferença gerações de jovens que absorvem os valores inerentes à cultura desportiva Leonina. É essa a marca que deixamos. E é essa a marca que faz o Sporting CP grande.

DOIS LOCAIS DE CULTO ‘LEONINO’

Por Juvenal Carvalho
23 Jun, 2022

OPINIÃO

Esta edição do nosso jornal é para mim − para todos vocês também − muito marcante. Que bom é falar de dois locais de culto ‘Leonino’. Falar do vigésimo aniversário da Academia Cristiano Ronaldo, um verdadeiro ex-líbris do nosso Clube, e do quinto aniversário do Pavilhão João Rocha, o nosso “santuário” das modalidades, é falar de História − uma História sem paralelo.
Que bom é viver este momento, daqueles que arrepiam o mais incauto dos “Leões”.

Falar de 20 anos da Academia, onde por lá se formaram grandes jogadores, orientados por excelentes treinadores e liderados por dedicados e sabedores dirigentes, não que antes, no velhinho pelado em frente à Porta 10-A do antigo estádio, não tenham despontado tantos outros grandes nomes da nossa História, é tão emblemático quanto marcante. Nomes grados do futebol nacional e internacional ‘made in Sporting’ são tantos − a história fala por si − que enumerar todos iria ser impossível e acabaria por me esquecer de alguns. Neste vigésimo aniversário, apesar da cultura do nosso Clube ser formar, e com uma excelência que está muito acima dos resultados, embora seja também importante que a cultura ganhadora se possa adquirir desde tenra idade. Por isso, como forma de homenagear as duas décadas de existência da nossa Academia os Sub-17, e também os Sub-15, estes com o estatuto de tricampeões, decidiram presentear-nos com os títulos de Campeões Nacionais dos seus escalões. Será o mais importante? Seguramente não, mas é tão motivador ver o regresso dos êxitos, e sobretudo de gerações de talento, onde se vê muita qualidade em vários jogadores. Somos aos dias de hoje o clube que deu dois “Bola de Ouro” e tantos outros craques do firmamento internacional. Refutar isso é impossível. É tão bom perceber que somos um clube formador e respeitado pelo Mundo.

Também o Pavilhão João Rocha, a nossa ‘casa’ das modalidades, completou cinco anos de vida. E que obra em boa hora chegaria a um clube ecléctico, que mesmo com anos de casa às costas após o fim da Nave de Alvalade, nunca perdeu o seu cunho. Desde 2017 que o ‘João Rocha’ é o nosso ‘santuário’, um local de culto para tantos ‘Leões’ verem o pulsar do nosso eclectismo. Cada vez mais jovens se deslocam ao nosso bastião, fazendo dele uma muralha quase inexpugnável. Nestes cinco anos o ‘João Rocha’ já assistiu aos títulos nacionais − nos casos do hóquei em patins e do futsal até internacionais − do andebol, voleibol e basquetebol, ou seja, de todas as modalidades de pavilhão. Todas as nossas modalidades têm ganho imensos títulos, sendo que obviamente ninguém ganha sempre, mas o saldo é infinitamente positivo. Têm sido cinco anos simplesmente fantásticos. Outros mais se seguirão.

Que venham muitos mais anos, que a formação se mantenha uma ‘maternidade’ de jogadores ‘made in Sporting’, e que as nossas modalidades façam o que é seu costume desde sempre, que é continuar a alimentar de troféus o Museu de clubes mais titulado do país, e um dos maiores da Europa.

Somos simplesmente o Sporting Clube de Portugal.