Futebol Feminino - Época 2025/2026

Correr com o treinador não chega, se não se correr primeiro com quem contratou o treinador fica tudo na mesma.

2 Curtiram

Limpeza…

Esta secção é a Lei de Murphy ao extremo dos extremos…

Quem o contratou já saiu. Pode ser que o Micael seja contratado, em breve, para treinar as rabolhas, quem sabe?!

1 Curtiu

Quem o contratou, anunciou a saída do Sporting, uma semana depois e quem o aconselhou, durou mais três semanas no clube.

já se demitiram todos?

Quero acreditar que a única coisa que no momento impede isso, é o “período de nojo” de gestão corrente que existe nas sociedades. Ou seja em casos normais, não se pode rescindir contratos a partir de um determinado prazo antes das eleições.
Imagine-se que hoje, havia rescisão e outra lista ganhava no sábado e não concordaria. Esse “período de nojo”, foi criado na lei societaria para impedir a delapidação de património. Mas na realidade não sei se se adapta às SAD.

percebo, mas neste momento sei bem do que tenho “nojo”-

Depois de ouvir um candidato dizer que uma das suas prioridades de projeto era o desporto feminino, resolvi ver o debate e prestar atenção ao menos de dois minutos que o tema foi falado. Do candidato com a prioridade, ouvimos simplesmente, éramos pioneiros e agora não ganhamos. Soluções, zero.
Depois, o Varandas disse uma coisa que é verdade. O Sporting é a seguir ao Benfica o maior investimento. Muitos acham que não, pela saída de algumas atletas e muitos por não gostarem da direção acham que é desinvestimento. Mas esse desinvestimento não existe e vamos então escalpelizar. Comecemos pela formação. O Sporting, está atualmente à frente da formação em Portugal, foi um trabalho estruturado em que se começam agora a ver resultados, mas ele existe. Nas sub 19, das 27 jogadoras que compõem o plantel, temos 23 internacionais portuguesas e uma cabo verdeana. A título de exemplo, nesta equipa o Benfica tem 17 internacionais portuguesas e uma brasileira. Nas sub 17 temos 10 internacionais. Na equipa B, temos 16 internacionais portuguesas 1 Luxemburguesa 1 Mexicana. Só aqui temos 45 internacionais. Ou seja parece que a formação funciona bem. Ao contrário dos homens, não contesto o jogar escalões acima, porque fisicamente uma mulher aos 15/16 anos está formada fisicamente. No entanto, apenas as sub 19 e as sub 15,têm objetivos reais de ser campeãs. As sub 17 (no caso sub 19 B) e seniores B, terão apenas o objetivo de não descer e na melhor das hipóteses ser campeãs da segunda divisão, mas sem subida.
Ele tem razão, mas deve saber que essas jogadoras não são para já, e temos que as manter. Temos de pensar agora, neste momento, na equipa principal. Num plantel de 26 jogadoras apenas 6 não são internacionais. (Wellman, Ashley, Mackenzie, Raphino, Brenda e Carla. É verdade, até a Tânia Rodrigues é internacional sub 19 e sub 23). Ou seja, qualidade não falta. Mas ganhar não se ganha.
O que falta. Um departamento exigente. Um treinador que saiba montar a equipa. Que escolha as melhores e se adapte a elas. Não são as jogadoras que têm que se adaptar ao treinador.
Nesta equipa, faltam 5 jogadoras, sendo que duas delas (Ana Ribeiro e Maisa) poderão estar em casa. Falta uma alternativa cabal à Andreia Bravo, uma playmaker e uma ala direita. Temos 5 centrais de qualidade, e não estou a contar com a Ana Laura, temos a melhor ponta de lança portuguesa. Uma das duas melhores médios defensivas portuguesas em Portugal. Temos a melhor ala direita. É fazer um esforço e ir buscar uma playmaker ou à Arábia ou a Guimarães. Isto se for FL, ou então uma NFL acima da média.

Com um treinador a sério, onde é que:

Wellman.
Geórgia (Erica) Ashley, Mackenzie.
Beatriz, Bravo, Arques, Jeneva, Flor
Santiago, Telma.

São inferiores à equipa penta campeã?

Em qualidade não são. São naquilo que um treinador tem de fazer à equipa para ela valer o que pode valer.

3 Curtiram

Não vi o debate, mas é bom saber que dois minutos foi o tempo destacado ao tema.

Contudo, li isto: Frederico Varandas e o futebol feminino do Sporting: «O futebol feminino está muito longe de ser sustentável. Não vou investir de forma irracional, não cedo à pressão nem ao populismo»

Foi mesmo o que ele disse ou está descontextualizado?

De qualquer dos modos, também acho que o problema não está exatamente no investimento financeiro em si, mas em saber montar uma equipa e motivá-la.

E, entretanto, já houve alguma declaração do treinador/equipa técnica sobre o jogo de anteontem? Confesso que tenho curiosidade em saber a desculpa/justificação desta vez.

tipo basicamente “estou-me a cagar”
isto é o meu sporting não é o nosso.

1 Curtiu

E acrescentou que é um processo evolutivo da formação . Temos que formar boas jogadoras

1 Curtiu

Ele simplesmente teve uma frase La Palisiana.
Não é o Sporting que não é auto sustentável. É o futebol feminino português que não é auto sustentável.
O Sporting, é um dos 4 clubes profissionais em Portugal. As jogadoras profissionais, têm que receber o mínimo de 920€, com os gastos adicionais para a empresa, passa os 1500€ por atleta. É óbvio que nem todas recebem o salário mínimo. Fazendo a média a 25 profissionais, são mais, e ao staff, vamos apontar para 60000€. mês. Como são profissionais, recebem 14 meses. Só em salários, serão cerca de 850000€/ano. Alojamento de atletas, deslocações e outras coisas, tipo jogos em casa, mais os gastos com a formação, faz o faz os cerca de milhão e meio de orçamento.
Vamos às receitas. Sem ser o jogo com o Benfica em Alvalade, em que grosso modo a receita terá sido uns 20000€, a receita de bilhetica é zero. Mesmo que colocassem os jogos em Alcochete a 4 ou 5 euros, não seria melhor do que 2000€,e isto com muito boa vontade.
Patrocínios. Possivelmente, chegarão a 1/5 do orçamento. Não acredito que mais.
Ou seja o Sporting e qualquer clube, é auto sustentável e a 1/4.
O próprio presidente do rival, diz o mesmo com a auto sustentação da modalidade..
A formação é o caminho. Porque tirando algumas exceções as jogadoras de formação, e não falo só no Sporting, já são superiores à maioria das jogadoras que vêm para Portugal.
E num ponto, é que eu acho que FV está errado. Não é preciso investir desmesuradamente, porque as jogadoras que valeriam esse investimento, não querem Portugal. Imagine-se uma jogadora de topo a jogar com Damaiense ou Rio Ave.
Investimento Sim, em treinadores.

Estive a ver agora o Rio Ave X Vitória, a Chardonay Curren que veio da liga americana, foi muito bem enganada.

1 Curtiu

Não tenho nada a ver com Varandas. Não o odeio como alguns, simplesmente para mim só não é indiferente porque é o presidente do meu clube. Acho que ao ter que delegar a gestão, porque não compete ao presidente gerir uma equipa, não está a ter competência ao manter estas pessoas que estão esgotadas nos lugares e não optar por verdadeiros conhecedores do futebol feminino.

Mas digo-te, com o que conheço do futebol feminino nacional e mesmo internacional, esta seria também a política que eu seguiria.
NFL que façam a diferença, não quererão vir para Portugal e gastar só por gastar por serem NFL, não vale a pena. Não arranjas em Portugal, uma defesa melhor do que as nossa. Quem podesse ser melhor, mais uma vez não quer vir para a Liga BPI. (dou um exemplo, a internacional islandesa do Braga, assim que o Braga foi eliminado da Europa, foi embora, assim como a internacional finlandesa). Sem lesões, não arranjas um ataque melhor que o nosso. Se marcam golos, isso é outra questão. O que é que falta, uma ala esquerda de raiz, uma jogadora que substitua a Andreia Bravo com a mesma qualidade e uma igual para a Cláudia Neto. Mas isso só vale a pena ir ao mercado NFL, se não houver melhor cá em casa ou em Portugal.

o homem não acompanha a vida do clube.
está a marimbar-se.

concordo em pleno com tudo o que referes nos comentários mas em relação às NFL ainda assim quer Sporting quer Benfica e até outros clubes como o Torreense, Valadares ou até o Albergaria no passado têm conseguido cativar algumas NFL (sobretudo da América do Norte EUA e Canadá) - jovens promessas sim mas com uma capacidade física acima da média e por isso mais competitivas que as jogadoras FL que temos tido até aqui. Há também a questão da UWCL, no Sporting o factor academia que continua a ter impacto lá fora para quem quer crescer, melhorar e poder ter acesso a outras ligas mais competitivas a seguir - as passagens da Olívia e da Maiara só vieram consolidar essa percepção externa mesmo com uma falta de competitividade gritante nas competições nacionais.

Mas isso acontecia, pelo trabalho que se fazia ou falta dele.
Basta olhar para Bravo, Cancelinha, Santiago, Nave, Maisa, Filipa, Dária, Ana Tomáz, Pimenta, tudo da mesma geração e depois olhar para a Joana Martins ou a Beatriz Fonseca.

E o debate aqui também parece estar bem acesso, e vou só aproveitar para contribuir aqui com mais esta acha para a fogueira:

Temos que analisar isto de duas formas. Desportivamente e como ato de gestão.
Desportivamente, se a Maisa regressar como regressou a Santiago. Com pelo menos, Telma, Santiago, Maisa, Tomaz e Eva, não considero que fosse uma grande perca. Preferia manter? Se calhar sim, mas se sair também não vou chorar, apesar de se a Raphino sair, a Telma ficar a ser a única ponta referência.
Agora, com respeito à gestão. É uma jogadora avaliada em 60000. A ser verdade estes valores, ficaria por 70000. 20+50. No entanto, todos sabemos, além do treinador, qual é a principal debilidade do Sporting. É meio campo e a Juve, tem duas jogadoras de meio campo, que encaixariam perfeitamente no Sporting, uma, avaliada em 70000 também (ou seja, poderia fazer-se uma troca) Cristina Libràn, com Daniela Arques é o meio campo da seleção sub 20 espanhola, e a outra que tem só mais um ano de contrato, seria a Tatiana Pinto. Eu se fosse negociar, tentaria trocar a Capeta por uma destas duas. Era preciso é elas quererem vir para a Liga BPI. Mas por exemplo, a Cristina, está emprestada pela Juve ao Servette, a liga Suíça, será assim superior à portuguesa?