É portanto suspeito de se ter rido e de ter entendido que não deveria contar a exercer o cargo profissional que ocupava na empresa em que trabalhava.
Em termos de graduação, há suspeitas piores.
Critique-se o Varandas por ter metido na sua lista pessoas que trabalhavam na AG de destituição e pela relação promíscua com a LPM, aí há mais que razões para o fazer, agora por aparecer a rir num vídeo (já meteram aí uma foto dele a rir-se a assistir o Bas Dost no relvado, não creio que tenha sido ele a provocar a lesão nesse momento) e por ter saído depois da gravidade do que aconteceu no dia 15 de maio parece-me inusitado. Isto é, em termos de gravidade, não consigo não relativizar comparando com a ida de 30 e tal marmanjos ao centro de treinos para dar no focinho dos jogadores.
Eu já gostei muito de alguns presidentes do Sporting e já gostei pouco de alguns presidentes do Sporting. Agora, convém que as críticas, aqui e dentro de casa nas AG, sejam por questões sérias e importantes se não é como a história do Pedro e do Lobo.
Haverá mais que oportunidade para tirar o Varandas do cargo de forma legal e, até lá, só há uma maneira de ele nos fazer felizes: pôr o Sporting, que resistiu, resiste e vai resistir a presidentes, treinadores, dirigentes e jogadores, a ganhar. Se não puser, é corrido como o Godinho o foi.
Há um nicho de sportinguistas que se preocupam com questões correntes, com o dia-a-dia do clube, e que estão informados sobre ela (depois têm uma opinião melhor ou pior consoante a sua visão das coisas), mas a maioria quer ganhar. Quando não se ganha, o presidente é corrido. Quando se ganha, fica. Foi por isso que Bruno de Carvalho teve os votos que teve na reeleição e talvez nenhum presidente tenha tido tantos sinais de apoio em eleições, AG e militância como ele teve. Minorias críticas existem sempre.
Esse diagnóstico tu próprio tens vindo a fazê-lo e bem, notando a diminuição da militância e entusiasmo este ano. Agora para o diagnóstico do que aconteceu para isso se ter perdido em alguns meses talvez seja aconselhável esperar um pouco, a não ser que as pessoas queiram continuar a meter as mãos no fogo por quem (na maioria dos casos) não conhecem pessoalmente.
A Bruno de Carvalho, deveriam ter sido feitas críticas apenas a erros de palmatória, de forma acutilante, e não por tudo e por nada, como se viu a dado momento. Para o Varandas, o Manuel que vier a seguir, o Joaquim e o Zé Luís a minha postura é a mesma: crítica, vigilante, mas focada naturalmente em questões que determinam o sucesso/insucesso e bem.-estar/mal-estar (desportivo, financeiro, patrimonial) do clube.
As opiniões que cada um de nós tem valem o que valem, são opiniões de sócio, têm a importância que têm.