Flávio Costa - Diretor de Scouting

Sim, acredito e espero que venha outra pessoa para fazer o papel do Hugo Viana. Porque pelo que vejo, um ótimo chefe de scouting assumir isso ia originar a perda de um ótimo técnico e provavelmente ganhava se um mau diretor desportivo

Há sempre a tendência de diabolizar ou beatificar as competências de alguns elementos, consoante o lado que se queira defender.

Pelo que percebo, é parte de um processo, bastante simples e basilar: analisa jogadores e compila informação, que disponibiliza ao treinador, em função de critérios definidos entre ambos. Não tem mal nenhum dizer que é só isso.

E não um “só isso” sem significado; é uma peça competente de um processo mais complexo.

Ultimamente, há uma horde de entusiastas que se convenceram que o Sporting teve sucesso apesar do Amorim e não pelo Amorim. Pensei que o absurdo tivesse limites, mas não tem.

Afinal, o Sporting vai continuar a ganhar porque tem um gajo que veio do Famalicão, que deu uma volta completa ao scouting do Sporting, e tem um gajo que ajudou a contratar o Pote e o Porro. A par disso, temos softwares e um investimento numa estrutura de futebol cada vez mais profissional, em que o treinador pode ser o Amorim ou o Joaquim.

Mas, vi hoje, o tipo que veio do Famalicão, que é o Flávio Costa, só veio em 2021. O que é incompatível com ter contribuído, com a tal volta completa, a tempo do primeiro título, bem como torna complicado dizer que o scouting do Sporting era mau, quando se contratou Pote, Porro ou Nuno Santos. Já se resolveu a situação com o contributo do Bernardo Palmeiro, nas contratações dessa época.

O Amorim é um John Doe que ali foi posto para ser rosto de uma máquina que carbura atrás da cortina. Mas é um John Doe com nível, que assumiu que o Porro não foi escolha sua, por exemplo. O que ninguém diz é que o Pote acaba no Sporting por intervenção do cunhado do Amorim, que lá foi acima inverter, com um custo elevado, o negócio alinhavado com o Porto, em condições mais favoráveis.

Portanto, pugno pelo reforço de competências do futebol do Sporting, e o Flávio há-de ter um justo papel nisso, pelo seu contributo, no seu tempo de serviço.

Vale o mesmo para o Palmeiro.

Agora, não apaguem o Amorim da história, porque é ele que liga os pontos todos.

4 Curtiram

O Amorim é essencial. Obviamente. É essencial não só porque sem um bom treinador, podíamos ter um plantel de craques mas podíamos não ter uma boa equipa; e é essencial porque, na montagem do plantel, a palavra final é dele.

Agora, o scouting é uma parte cada vez mais importante do futebol e é essencial termos quem, perante um treinador que pede um jogador com características X, Y e Z, encontre bons alvos.

Isso aconteceu no primeiro ano com contratações como Adán, Porro e Feddal (o Pote, o Nuno Santos e outros acredito que tenham sido indicações mais do treinador). Para os meios que tínhamos à disposição, vulgo dinheiro, foram belíssimas contratações.

Agora, em mercados internacionais e em ligas ou clubes periféricos, é notório que o acerto tem sido grande. O dinheiro ajuda muito, o treinador na potenciação dos jogadores ajuda ainda mais, mas é essencial termos quem olhe para o Coventry e veja o potencial do Gyokeres, olhe para o Lecce e veja o potencial do Hjulmand, olhe para o Mafra e veja o potencial do Diomande.

Valorizar a importância do scouting não significa, de modo algum, desvalorizar a importância (absolutamente essencial) do treinador.

A estrutura será sempre inconsequente se o treinador não for bom ou se não souberem escolher bem o treinador. Mas também um bom treinador pode não ser tão consequente como desejável se a estrutura não o ajudar.

Só depois do Rúben sair (o que espero que aconteça mais tarde do que mais cedo, claro…) veremos o que vale a estrutura sem ele. Mas que é possível acreditar que estes anos de trabalho diário do RA tenham ajudado a estrutura a melhorar, a formar-se e afinar-se, a crescer e a ter melhores práticas? Sim, é.

Na verdade, tudo isto é “simples”. O que o Sporting foi formando e criando à volta do treinador não é excecional, é o normal. Nesse aspecto sim, tens razão, é “só isso”. A questão é que durante muito, demasiado tempo, estivemos bem atrás dos outros todos (nacionais e internacionais) nisso.

3 Curtiram

Precisamos mais de pessoas assim.
O seu “rasto” são os resultados e não ser mais um influencer que anda pela net e nos jornais.

A coisa que mais me incomoda nesta nova estrutura é o facto do diretor de scouting reportar ao presidente.

Não me encaixa nem me faz sentido.

3 Curtiram

A primeira parte do parágrafo, eu reformularia para “se o treinador não for bom e se a decisão de contratar (ou não) for má”, porque acho que o Sporting teve, durante muitos anos, problemas ao nível da tomada de decisão (escolher A e não B, ou vice-versa). O histórico de indicações do scouting não atendidas por quem decide existe.

Durante anos, havia sempre quem dividisse com o treinador essas decisões. Do meu ponto de vista, mal, porque tivemos uma taxa de desacerto elevada. Mesmo no tempo do JJ e no mandato do BdC, em que se contrataram jogadores de qualidade, também se contrataram muitos cuja produtividade foi inconsequente.

Antes de o Amorim chegar, vimos bem a taxa de acerto de contratações. Quanto a mim, isso deveu-se mais ao facto dos treinadores não terem sido tidos nem achados e de haver alguém que achou que sabia o que o treinador precisava.

A chegada do Ruben mudou isso tudo. As circunstâncias em que tal aconteceu, também proporcionaram isso, porque a administração, de calças na mão, ou confiava ou não confiava. E teve mesmo que confiar.

A taxa de acerto mudou da noite para o dia. E ainda bem, porque acho que encontrámos o melhor modelo de gestão desportiva, em que o treinador é parte importante de todo o processo, bastando o detalhe de ter poder de veto (que exerceu em várias circunstâncias).

A segunda parte da tua frase, é totalmente verdadeira. Eu também acho que, quando se tem um Amorim, tem que se investir em tudo o que o possa ajudar e potenciar. Mas não é o caso de um departamento de scouting ter feito um treinador, como algumas pessoas, que pululam o universo sportinguista, querem fazer crer.

2 Curtiram

Porque é tudo cavalinho do mesmo carrossel. Estoril-Famalicão-Rio Ave-Sporting.
Agora já não é só jogadores, os funcionários também têm direito a girarem.

Só não repara quem come gelados com a testa, é o Mendes a trabalhar por outras vias e de soslaio e nós a submeter-mo-nos a esse vigarista.

Grande lambidela do Rascord à corja/estrutura agrobeta com “notícias” implícitas, mas as loas ao fivelas estão lá.

3 Curtiram

Quanto menos se souber sobre esta gente melhor, foram fantásticos até agora apesar de tudo culminar no Amorim.

Porquê? Anteriormente tinhas o Viana, agora tens o scout também, apenas estás a dar uma maior importância ao scout e não apenas ao Diretor Desportivo (que muitas vezes também podem puxar mais pelo jogador A ou B por virem do clube X ou do empresário Y). Eu acho que é muito positivo

É o quenfaz mais sentido.

Evita negociatas e jogadas DD e treinador com empresários.

Se não tiver aval do scout não se compra. Desta maneira não há entradas de “maus ativos”, apenas os enganos normais porque não se controla tudo nem se adivinha tudo (tipo Fresneda)

Na volta também fará scouting para o próximo treinador caso o RA saia.

O currículo dele é interessante. Em 2021, pelo que consta, recusou os porcos para se juntar ao Sporting.

1 Curtiu

E menos pessoas na cadeia a tratar do dossiê menos hipóteses de fugas de informação, o que ninguém sabe ninguém estraga.

2 Curtiram

Mega inteligente. :slight_smile:

Começar a trabalhar a sério no mercado de verão:

  • Procurar um guarda-redes de grande nível (tentava o Petrovic do Chelsea, o Tangvik do Rosenborg, convencer o Kovar a deixar o banco de Leverkusen, seguir atentamente o Miszta do Rio Ave)
  • Procurar um bom DC ou um bom MD, dependendo da posição do Debast, para concorrer com Inácio, Diomande, Hjulmand e Debast nessas 2 posições (assumindo que o Essugo sai)
  • Procurar um bom médio-centro dada a lesão do Bragança (Handel? Salvatore Esposito do Spezia? Sven Mijnans? Joris Chotard?)
  • Procurar um bom PL para susbtituir o Gyokeres (tentar convencer o Ioannidis? Ver se o Wolves não agarra o Strand Larsen? Ir buscar o Pinamonti a Itália?)

Depois, é acompanhar jogadores de outras posições para cobrir eventuais saídas/vendas (DC para eventualidade de Inácio ou Diomande saírem, MD - gostava muito do Enzo Barrenechea - se o Hjulmand saísse, EE - estilo Laurienté, Borja Sainz, Yoann Cathline, William Boving, Luca Koleosho, Sebastian Nanasi - se o Quenda saísse).

FM25 ou FM26?:joy:

1 Curtiu

Com a contratação do Rui Silva parece-me que isto estará longíssimo de ser possibilidade. O que circulava há pouco tempo era que o Callai ia renovar e ficar como 2º GR para eventualmente suceder ao Rui.

Esta questão dependerá sempre das saídas que possamos vir a ter. Com os MC é mais fácil - pensando na lesão do Bragança e assumindo mesmo que o Essugo deve sair, contando já com Hjulmand, Kochorashvili e João Simões, o Sporting deve pensar ir ao mercado por um médio defensivo e um 5º médio para rotação - podia ser o Fukui, por exemplo, ou alguém com perfil parecido.

Quanto ao DC, estará sempre dependente de saídas. A sair alguém preferia que fosse o Inácio. Contando já com a saída do St. Juste também, ficaríamos apenas com Diomande, Debast e Quaresma, e portanto com necessidade de reforçar.

Já abordei acima. Sugeri o Fukui como 5º médio, mas tendo a possibilidade seria bom trazer um médio de mais qualidade e ter o Kochorashvili mais para rotação.

Concordo com a necessidade de procurar um PL, obviamente, mas os alvos que falas não me parecem fazer sentido.

Acho um erro se assim for. O Rui não tem nível para titular do Sporting.

Não estava a contar com o Kochorashvili. Nesse caso, parece-me que só contratamos um 6 se o Morita sair. Mas 6 ou DC (dependendo da posição do Debast) parece-me que contrataremos sempre caso o Essugo saia.

Quaresma pode contar como central em casa de necessidade (como o St Juste, este por motivos físicos) mas nunca para o principal trio de centrais. Se o Debast contar sobretudo como médio, precisaremos de 1 DC mesmo sem saídas na defesa (2 se algum dos centrais sair). Se contar como defesa, então precisamos de 1 MD.

Juntava aos nomes que referi de PL o Joel Piroe (era excelente) ou Marin Ljubicic (numa perspetiva mais de futuro). Claro que não são alvos fáceis, mas substituir o Gyokeres no plantel não é pêra doce.

O Clayton do Rio Ave seria uma opção interessante se fosse low cost? Isto claro, para 3 opção de PL

Clayton Não será lowcost e dificilmente viria para ser 3 opção, mais depressa vai para o Olympiacos