Ex-treinadores do Sporting

Eu acho que as razões para todas essas saídas têm naturezas muito distintas.

Deivid era um jogador que me agradava, mas imagino que tivesse um custo superior ao rendimento - pelo menos nunca vi outra justificação válida para um dos poucos parceiros com alguma qualidade que Liedson teve.

Mguel Garcia não sei se terá sido vendido ou dispensado. Admito que para vir um qualquer Pedro Silva teria ficado com Garcia, herói de Alkmaar.

Alves bem me enganou, era um dos melhores box-to-box do campeonato quando estava no Braga e uma completa nulidade no Sporting. Não tinha qualidade para o Sporting.

Douala encaixa na tal “urticária” de Bento aos extremos, discutida anteriormente.

Martins não tem lugar em equipa nenhuma que tenha as ambições do Sporting. E Bento, tido como vingativo, muito me surpreendeu em convocar essa aventesma para o Euro quando podia perfeitamente ter levado o André Martins… um dá 10-0 ao outro e por muito que amue - e consta que amua - joga que se farta…

Custódio terá saído, presumo, pelas razões que falei anteriormente.

E eu não meteria Alecsandro no lote de jogadores “minimamente competentes”.

Não considero nenhuma destas perdas como minimamente preocupantes, o que me preocupa é a incapacidade em ir buscar talento para suprir as suas saídas.

Admito que Bento poderia ter operado melhor no mercado nacional, afinal há sempre um Mossoró ou um Tonel em fim de contrato (ou lá perto) e estes “custo zero” nacionais são diferentes dos “custo zero” internacionais, a realidade económica é muito distinta.

O problema, quanto a mim, é que tens que tentar suprir diversas lacunas no plantel (que existiam desde logo pelos nomes elencados) e não tens fundos adequados para o fazer. Nada fazer nada não é solução, mas o risco de tentar arranjar melhor sem ter argumentos (€€€) para isso acarreta um risco elevado e conduz à asneira.

Uma coisa que nunca percebi (a sério) era termos um treinador quase manager, um director desportivo (Barbosa) e um tipo que tratava das contratações (Freitas), mas que eu imagino que tenha metido jogadores no Sporting sem nunca ninguém os ter visto ao vivo. É que não encontro outra explicação para algumas contratações absurdas que houve nesse período. Recuso-me a acreditar que um treinador com qualidade acreditasse nas qualidades de algumas “peças” que passaram por Alvalade e Bento, mesmo para quem não vai muito à bola com ele, era um treinador com alguma qualidade.

Com a devida distância, estamos hoje num ponto similar: temos atletas que não estão a fazer rigorosamente nada no Sporting e terão inevitavelmente que sair, enquanto nos redimensionamos financeiramente. Este problema é de solução mais fácil, porque qualquer entulho que os venha substituir, desde que seja mais em conta, já é “bom negócio”. Mas sem um bom departamente de observação vamos “mamar” com mais uns quantos Kokes e Kirovskis…

Meu caro, tu é que disseste, e passo a citar:

Essas despesas que enuncias (e bem) apenas demonstram o que já disse: por muito que tivesses alguns jogadores de topo (a nível nacional), o resto era nivelado muito por baixo e se te dão 10 M (valor teu) para compor um plantel onde faltam 7 ou 8 jogadores (às vezes mais), como gastar essa verba toda em apenas 1 ou 2?

Eu limitei-me a retorquir que esses 7 ou 8 jogadores, já lá estavam e que foram trocados por outros piores e, quiçá, mais caros.

Só uma nota, relativamente a Alecsandro: o rapaz marcou 8 golos, para o campeonato, sendo capaz de marcar a cada 140 minutos. Ricky, por exemplo, marca a cada 187 minutos, no campeonato desta época.

Sim, eu percebo isso, daí que tenha dito que “fazer nada não é solução” e presumo que tenha sido esse o objectivo na troca de alguns desses jogadores. Mas atenção, estou longe de atribuir o mesmo valor individual que tu atribuis a alguns deles e como tal teriam mesmo que sair…

Contextos muito diferentes. E hás-de reparar que eu não sou um “aficcionado” dos números, raramente entro nesse tipo de discussões mesmo com os “marteladores de números” oficiais lá do tópico.

Ricky é bom porque é bom e Alecsandro era mau porque era mau. :stuck_out_tongue:

Mas vá, comparado com Kokes e Nalitzis, Alecsandro era um mimo… :mrgreen:

Não está em causa, de forma directa, o valor dos jogadores que saíram. O que está em causa é o custo/benefício da sua substituição, que consumiu recursos.

Não era só comparado com Koke’s, também era comparando com Purovic ou Postiga. Não estou a defender que se devesse ter accionado a opção, mas olhando para o que se gastou em avançados, às tantas, tinha sido dinheiro mais bem empregue. E não posso esquecer que gastámos 5,5M€ para ficarmos com…Postiga.

Por um lado, acedo a dar-te razão. Mas por outro, identificado um défice de qualidade na equipa, não é um conformismo negativista aceitá-lo e não o tentar corrigir?
Terá resisido aqui o busílis da questão: nunca tivemos grande qualidade fora daquele núcleo duro e o reforço da equipa, fora desse núcleo, foi feito sempre com parcos recursos, convidativos a dar asneira. Porque não estou certo que os mesmos recursos estariam disponíveis para apostar apenas em 1 ou 2 jogadores…

Um plantel curto, em termos de qualidade, não é necessariamente um problema. Pode-se comprovar que só por uma vez nos vimos mais aflitos, por conta de indisponibilidades. Nas outras épocas, houve uma certa regularidade no comportamento. Na última época completa de Bento, a tal que considero que se começou a perder dentro do balneário, o Porto ganhou o campeonato, por 4 pontos. Basicamente, o nosso rendimento não foi afectado, decisivamente, porque não sofremos um grande flagelo com lesões em jogadores importantes, durante a maior parte desse tempo.

Por muitas voltas que se dêem, essa equipa tinha qualidade suficiente para não cair dos 66 pontos para os 48 da época seguinte, a última de Bento, que saiu no decorrer da temporada. Essa equipa tinha, como alterações fundamentais, as saídas de Romagnoli e de Derlei, colmatadas com as as entradas de Matias e de Caicedo. Estas alterações não explicam essa queda abrupta de rendimento. Eu até a atribuo mais a uma certa depressão colectiva, quando se começaram a ver os reforços do Benfica. Entrámos derrotados na época e, aí, a culpa tem de passar pelos líderes: o presidente, que não tinha nada que vir pedir desculpa por não ter dinheiro para reforços, e o treinador que não podia ter perdido o balneário (embora o mesmo já estivesse podre, desde a temporada transacta).

Acabo pela tua primeira pergunta: se fosse um leigo a treinar a equipa, admito essa ideia de “havia que fazer alguma coisa”. Quando se é um treinador, supostamente competente, há um conhecimento dos atletas que não interessam, porque se trabalha com eles, mas tem que haver um conhecimento grande sobre quem pode vir. Nesta segunda parte, parece-me falhou tudo.

Entretanto, entusiasmei-me e deu-me para formular algumas questões, a título de “food for thought”. Porque é que veio Paredes, que era um excelente jogador e saiu daqui rotulado de flop? Paredes sempre foi um trinco ou um médio centro defensivo, com capacidade de saída para posições atacantes, que lhe granjeou alguns golos na selecção. Chegado cá, tinha como concorrente Custódio e dou de barato que Veloso só se tenha afirmado como alternativa para o lugar, com o decorrer da época, uma vez que Bento afirmou que Veloso foi pensado como central e reinventou-se como trinco. Porém, Paredes começou a época a jogar como interior direito. Ou seja, fora da sua posição. Mais tarde, com a emergência de Veloso, fazia ainda menos sentido ter 3 trincos, e lá se foi utilizando Paredes desviado da sua posição favorita.

Outro caso é o de Purovic. Se a memória não me atraiçoa, nessa época dizia-se que Liedson precisava de um homem de área que o deixasse solto. Uma asneira, em meu entendimento. O certo é que veio um atacante alto, pouco dado a fazer o que Derlei ou Djaló faziam. Além de ser tosco, como pudemos comprovar depois, parecia um peixinho fora de água, num plantel sem extremos que potenciassem os benefícios da sua estatura.

E outro caso, ainda, é o de Rochemback. Veio ganhar 4 ou 5 vezes o que Veloso fazia e, chegado cá, só arranjou lugar como interior direito. Depois de um certo episódio, ocorrido, diz-se, num jogo em Leiria, o brasileiro passa a jogar no seu lugar predilecto e o anterior titular é reinventado como defesa esquerdo e a contra gosto.

Independentemente das especificidades e das tricas de cada caso, e enquadrando a questão no que temos vindo a discutir, não é legítimo questionar a política desportiva de contratar jogadores caros para posições onde não tínhamos uma carência óbvia? Que papel tem o treinador, no guião desse filme?

Eu acho que nesse ano foi quando começámos a ficar expostos relativamente à fraca qualidade das alternativas. Quando trabalhas com plantéis curtos, escassos em opções, com baixos orçamentos, ainda consegues disfarçar durante algum tempo as suas fragilidades e obter resultados bem acima dos expectáveis para a qualidade do plantel. Mas, mais dia, menos dia, essa falta de qualidade das opções, intrínseca, vai acabar por te apanhar na curva…

O Paredes nunac devia ter vindo e só acabou por cá porque era mais um “custo zero”. A primeira coisa que Mourinho fez, quando chegou ao Porto, foi arranjar colocação para o Paredes. Ele fazia uma coisas engraçadas, tipo cortes em pontapé de bicicleta no MC, mas tacticamente era muito frágil.
Nos seus piores momentos, comparei Rinaudo a Paredes precisamente por não achar Paredes um elemento de “valor acrescentado”.

O problema é que Liesdon queria ser esse homem de área, como tal o seu “parceiro no crime” teria que ser alguém mais móvel, com maior capacidade de cair nas alas. Esse alguém foi Derlei, poderia ser Lima nos dias de hoje, mas nunca Purovic ou Ricky, p.e.
E não é por não teres extremos que não podes ter avançados altos.
Há modelos, como Juve e Napoles, que jogam com alas a fazer todo o corredor, se não estou em erro, e pelo menos a Juve tem vários avançados bastante possantes fisicamente. Eu não entraria tanto pelo modelo, em si.

Volto ao princípio: e seria mesmo Bento a indicar estes jogadores? Se Bento indicava estes jogadores, qual a missão de Freitas? É que o “modus operandi” de Freitas já mostrou que é muito dado a comprar este “entulho”, desde que venha a “custo zero”. E eu tenho dificuldades em dissociar estes flops da impressão digital dele (CF), sinceramente…

Já deixei essa pergunta no ar: tínhamos um treinador “quase manager” (Bento), um director desportivo técnico/de campo (Barbosa) e um director desportivo para o recrutamento (Freitas). Não sabendo exactamente quem fazia o quê, é legítimo, pelo menos, associar os nomes que indiquei às áreas técnicas referidas. Diz-me tu, então, onde é que mais se falhou nessa altura…

Porque a única coisa que eu posso fazer é especular, não tenho conhecimento da realidade dentro do clube…

Paulo Sérgio despedido do Cluj.

Ai Pál Sérge :mrgreen:

É, dificilmente será campeão mas já ganhou pontos ao rival.

No entanto, faltam 6 jogos, sendo um deles uma visita ao estádio do Partizan.

:clap: :clap: :clap:

No Sporting também começou bem…

O Sá Pinto é pessimo,aliás é dos piores treinadores que vi no Sporting.
Se no inicio até resultou devido à motivação,depois quando se devia ter comecado a treinar a serio veio o descalabro total,primeiro com a derrota sofrida em Bilbau,depois com a vergonhosa derrota na final da Taça,já para não falar do que foi a preparação desta epoca…

Parabéns ao Sá Pinto pelo bom começo no Estrela.

:arrow:

No entanto, espero que seja campeão na Sérvia, pelo menos sempre seria um orgulho para nós.
Mas este percebe muito pouco da poda…

Sim porque desde que saiu o Sá que nós temos sido um hino ao futebol :whistle:

Quer-me parecer que estamos actualmente a anos-luz do poço sem fundo onde o Sá Pinto nos deixou…

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Foi o pior treinador que já vi passar pelo Sporting.

A Anos Luz nao estamos, continuamos com Oceano, Frank e Jesualdo a ter resultados miseraveis.

Sa Pinto é um treinador em formaçao, estava a fazer um optimo trabalho nas camadas jovens e foi um grande erro da sua parte ter treinado a equipa principal sem a devida preparaçao. Daqui a uns anos vamos falar da carreira do Sa Pinto.