Ex-treinadores do Sporting

Boa sorte Sá.

Felicidades Sá!

:arrow:

Como este é o tópico do Sá Pinto, apetece-me dizer “ganda Paulo Bento” :arrow:

[hr]

On-topic:

Vai e não voltes, amigo Sá. Ou, se voltares, não andes aos rodopios nos juniores do Cascalheira até arranjares tacho no Sporting. :arrow:

O Sá foi para o campeonato certo, mesmo à medida do seu temperamento. There will be blood.

Boa Sorte ao Sá Pinto neste novo desafio da sua carreira :great:

[center][size=15pt]"Os jogadores chamavam-me louco" - Frankie Vercauteren[/size][/center]

Guarda-costas, facadas e o fanatismo dos portugueses: numa entrevista à “Sport/Foot”, treinador lembrou uma série de factos enquanto treinou o clube de Alvalade.

A passagem de Frankie Vercauteren pelo futebol português não foi feliz. O treinador, de 56 anos, durou apenas 11 semanas no Sporting, mas mantém desde então uma presença continuada nas páginas da Imprensa da Bélgica e de Portugal. Em causa estão sobretudo questões contratuais. Numa extensa entrevista à revista belga “Sport/Foot Magazine”, no entanto, Vercauteren explicou aos jornalistas Pierre Danvoye, Jan Hauspie e Christian Vandenabeele alguns pormenores inéditos da vida em Portugal. Extratos:

Guarda-costas

“Nunca fui molestado por adeptos do Benfica, mas isso poderá acontecer a qualquer pessoa do Sporting! Em todo o caso, enquanto estive ao serviço do clube os riscos eram nulos: no clube, no carro, no hotel dos estágios, estava sempre protegido pelo guarda-costas. Não me largava um minuto, seguia-me quase até à porta da casa de banho… Não deixa de ser agradável, porque nos faz sentir mais importantes!”

O fanatismo dos portugueses

“Lá em Portugal só dá futebol, futebol, futebol! Os meus jogadores não se atreviam a ir a determinados centros comerciais, porque sabiam que seriam incomodados por muita gente. Eu nunca me senti ameaçado. Quando me apetecia ir a um restaurante ou dar uma volta na cidade, ia sem problemas, qualquer que fosse o resultado do último jogo. Os jogadores diziam que eu era maluco. Eles não se atreviam a sair se a equipa não ganhasse”.

Fonte: O Jogo

Título à jornaleiro: completamente enganador.
SL

Vale o mesmo para o Paulo Bento, ainda bem que foste e que não voltes mais. :mrgreen:

:hand: :hand: :hand:

Porque o que aconteceu desde essa altura, desde a saída de Bento, foi uma clara melhoria para o Sporting… mais competentes, mais organizados, mais competitivos… :shifty:

Gostos são gostos, mas acho que nem vale a pena comparar o incomparável.

Quanto a Paulo Bento voltar, acho que não há condições para isso. Mas não deixa de ser um exercício interessante pensar o que ele poderia ter feito com orçamentos de 15 e 20 M para contratações.

Eu lembro-me bem dos jogos quando o PB saiu… :sick:

E só piorou daí para cá… ou não? :question:

Não teria comprado melhor do que tinha. 15 ou 20 não chegam para ter Moutinho e Veloso, por exemplo.

De facto, as coisas não melhoraram, com a sua saída. Mas parece-me ser um exercício “afinado”, quando se ignora que, após ter saído, os treinadores que lhe sucederam tiveram sempre piores jogadores e piores equipas. Tal como se parece querer ignorar que Bento saiu porque estava mal classificado e com a equipa a jogar pauperrimamente. Faço aqui um reparo, Carvalhal, com o mesmo grupo de jogadores, na mesma época, não fez pior que Bento. Colocou, pelo menos, a equipa a jogar melhor e recuperou na tabela um lugar condigno.

Já não quero entrar pelo lado de ter mandado os adeptos ao teatro ou à ópera (já não me recordo bem), para poderem ver espectáculos.

Em resumo, nenhum treinador, dos que lhe seguiram, teve a mesma qualidade de jogadores.

Não altera o facto de os jogos antes de ele ter saído terem sido fraquíssimos.

Pois, exercício fácil, esse, de olhar apenas para os bons. E ele não os comprou, fê-los crescer, o que é bem mais difícil…

Se conseguisse investir em jogadores para os rodear, certamente teríamos outra equipa.

Sempre piores jogadores e piores equipas? Quando deixas sair os melhores e os repões por entulho não há outro caminho senão piorar… o pior é que pelo caminho foste investindo mais e mais dinheiro…

Além disso, tenho sérias dúvidas que a equipa do ano passado, e até a deste ano, sejam claramente “piores”. Não tens a mesma qualidade no topo da pirâmide, mas tens uma equipa muito mais equilibrada. Ou deverias ter, atendendo ao que se gastou.

Não nego que PB estava mal classificado e que estávamos a jogar mal, mas também há ciclos negativos que se podem superar. O que é certo é que depois disso tudo piorou, e muito. E era expectável - aliás, para mim era mesmo cristalino, nunca duvidei que fôssemos ficar piores, muito piores. O quão piores (este ano) é que superou as piores expectativas, mas as épocas anteriores não me surpreenderam minimamente.

Essa frase da ópera/espectáculo: os adeptos já o criticavam quando ganhávamos e queriam espectáculo e vitórias, tudo junto, quando não tínhamos metade (leia-se €€€€€) dos argumentos investidos pelos rivais. Na minha opinião, essa frase/boca de ópera ou teatro faz todo o sentido para quem não tem a capacidade de perceber as condicionantes que afectavam todo o trabalho dele (PB).

Lendo isso, até parece que ele foi à América do Sul e trouxe de lá as coqueluches dum torneio sub-9, porque ia com livro de cheques na mão…
A qualidade que existia foi ele que a potenciou. Dificilmente voltamos a criar as circunstâncias que se reuniram quando PB conseguiu maximizar o proveito da nossa academia.
Atenção, onde não há talento de topo não há milagres, basta ver Djaló e Pereirinha. Mas jogadores como Nani ou Veloso estariam perdidos neste Sporting actual (IMO) e Moutinho seria noutro indigente no plantel, como André Martins.

[hr]

Bento foi vítima do mito que ele próprio criou u ajudou a criar, o de julgar que se pode manter a competitividade eternamente desinvesindo ano após ano. Este mito pode ser contrariado ocasionalmente, num ano ou outro (ver Vtória de Guimarães), mas mais cedo ou mais tarde irá aparecer um ciclo que te faz ruir o castelo pela base, e foi isso que aconteceu com Bento.

Eu não estou a dizer que ele era “o melhor treinador do Mundo e arredores”, mas atendendo àquilo que ele representava, àquilo que ele já tinha conquistado e àquilo que era o Sporting à data dos eventos, parecia-me fácil antever o descarrilamento que se produziria com a sua saída.
E também sou da opinião que a sua saída aconteceu porque tinha que acontecer, quando chegou era jám irreversível. Mas também acho que nós, adeptos, fomos os que mais contribuíram para isso. Nós e muita CS “opinion-maker” - recordo-me perfeitamente dos ataques pessoais semanais levados a cabo pelo babuíno de carapinha e óculos de massa.

Como já disse, não quero voltar a ver PB no Sporting, julgo não haver condições para isso e, desse modo, seria mais um tiro nos pés. Mas ainda hoje lhe estou grato pelo trabalho que ele fez e que dificilmente encontra paralelo na minha memória de Sporting.

Não nego que PB estava mal classificado e que estávamos a jogar mal, mas também há ciclos negativos que se podem superar. O que é certo é que depois disso tudo piorou, e muito. E era expectável - aliás, para mim era mesmo cristalino, nunca duvidei que fôssemos ficar piores, muito piores. O quão piores (este ano) é que superou as piores expectativas, mas as épocas anteriores não me surpreenderam minimamente.

Há um problema, do meu ponto de vista, relacionado com a personalidade de Paulo Bento. Há quem diga que ele é pouco simpático, eu acho que é pouco diplomático e, em algumas situações, amesquinha-se. Isso leva-o a colocar-se numa posição irredutível que torna inviável qualquer tipo de reconciliação. Portanto, o ciclo negativo podia inverter-se, concerteza, mas tenho dúvidas que Bento fosse o elemento fulcral nessa reviravolta porque, entretanto, já se tinha incompatibilizado com meio Mundo. Não é que nunca tenha razão, mas a forma como ele vê a sua razão, leva-o a agir sem pensar dois passos adiante.

Eu não acho Bento um mau treinador. Não achei as suas equipas fracas, embora achasse que podíamos jogar melhor, de forma mais consistente, a avaliar pela amostra do que eram os nossos confrontos com Porto e Benfica, partidas em que, normalmente, jogávamos muito bem. Acho que Bento “destruiu” muito do que de bom foi conseguindo, por não ter valorizado o seu trabalho, por via de um discurso menos defensivo. O Bento é o tipo de pessoa que nunca coloca a fasquia elevada por ter medo de falhar e que reage mal à crítica. O problema de Bento é que ele é “quadrado”, não sendo capaz de gerir bem situações problemáticas. Nõ me lembro nunca de ter dito que só a qualidade dos miúdos lhe permitia lutar de igual para igual com Porto, por campeonatos, e ficar à frente do Benfica.

Bento teve uma equipa muitíssimo boa e os resultados reflectiram isso mesmo. Para mim não foi dramático não se ter ganho um campeonato, até porque perdemos um deles por apenas um ponto. Para mim, era dramático ver um treinador escudar-se atrás da falta de meios, quando era tão fácil dizer que a equipa era boa, tinha capacidade e que apenas tinha perdido um campeonato por um ponto. No fundo, as coisas não se resumiam à falta de meios, mas a aspectos de detalhe, de crescimento de uma equipa, de vicissitudes da própria competição.

Também não é inteiramente verdade que tivessemos uma qualidade assim tão heterogénea. Veloso, Moutinho, Liedson, Derlei e Izmailov são 5 jogadores, de 6 do meio campo em diante, com qualidade para não sermos envergonhados em parte nenhuma. Dir-me-ás que que tínhamos menos soluções, no banco, e é verdade. Mas a equipa, no seu onze ideal, não era mais fraca por falta de meios. Mais, era uma equipa em suposto crescimento, dada a juventude e potencial dos seus elementos. Isso foi referido por Bento, como sendo um trunfo? Não tenho memória, sinceramente.

Não deixo de achar paradoxal que, depois de se ter demonstrado que o dinheiro, por si, não joga à bola, se tenha batido tanto na tecla dos meios. Ainda assim, com tanta falta de meios, contratámos Izmailov, Vukcevic, Stojkovic, Postiga, Rochemback, Caneira. Nem se gastou pouco dinheiro, nem eram más contratações, do ponto de vista teórico. Quantos destes é que foram potenciados por Bento?

Eu lembro-me de termos jogado na Luz com Martins, Moutinho, Custódio, Sá Pinto, Liedson e Deivid, com Nani no banco. Isto era uma equipa com falta de qualidade ou com uma qualidade que poderia ser elevada, de forma brutal, se houvesse mais dinheiro?

Bento foi ou não conivente com Had’s, Tiui’s, Bueno’s, Koke’s, Farnerud’s, etc., etc.? Foi. Com isso, ajudou a desbaratar meios, negligenciou as suas próprias condições de trabalho e deu uma ajuda ao amigo (literalmente) Carlos Freitas.

Podíamos, também, falar no que se passou para, em apenas 2 épocas, passarmos de um parcial 0-1 para 1-12, com o Bayern de Munique. Eles investiram muito, é verdade. Mas para valerem 12-1, nós teremos que ter andado muito para trás. Onde está, então, esse crescimento dos atletas que o Bento foi capaz de promover? Eu até posso ter muito má vontade para com o senhor, mas na Alemanha eu vi uma ala esquerda composta por Veloso e Vukcevic. Não é preciso ser um génio para perceber o erro da combinação. Não é preciso ser-se muito maldoso para se afirmar que Bento quis queimar um determinado atleta, que tinha proferido determinado tipo de declarações, no aerporto, antes da partida para a Alemanha.

A equipa não piorou por ter havido desinvestimento. Nem creio que manter os seus melhores atletas seja um acto de desinvestimento. A Moutinho, Veloso e Izmailov juntou-se Matias, que custou “una pasta”. A equipa piorou porque deixou de estar com o seu treinador. Bento perdeu o balneário e isso explica muito dos 12-1 ou do facto de apenas ter ganho 3 jogos, em 10 jornadas, a abrir a época seguinte.

O percurso de muitos desses elementos, após saírem do Sporting, explicam um pouco do que é o Sporting podia ser hoje. Moutinho e Veloso foram pedras nucleares num belo europeu. Martins encontrou um treinador com estômago para os seus problemas mentais, que conseguiu espremer sumo daquela laranja, na medida das suas necessidades. Custódio voltou a encontrar um lugar numa boa equipa (que se prepara para nos suplantar, mais uma vez, na classificação) e voltou à selecção, com o mesmo Bento.

A equipa de Domingos era mais fraca que a de Bento, pelo facto de não ter Izmailov a tempo inteiro e pelo facto de não ter ninguém com a qualidade de Veloso ou Moutinho. Hell, até o Polga se revelou melhor que os tarolos que se trouxeram para o centro da defesa. A equipa de Domingos só era melhor na baliza, fruto da evolução de Patrício, e na lateral esquerda e equivalia-se na capacidade concretizadora na frente.

Se veio entulho, com os sucessores de Bento, então este tem que se sentir um felizardo, por ter tido oportunidade de trabalhar com miúdos de qualidade, que lhe granjearam fama e reputação suficientes para se ter tornado seleccionador nacional.

Não concordo que Bento tenha tido um discurso desresponsabilizador e que as referências à “falta de meios” tenham sido sequer um padrão. A Ribeiro Telles e a FSF, frequentemente os ouvia bater nessa tecla, ao treinador, não. É verdade que também mencionou a falta de condições financeiras, uma das vezes após a sua saída. Mas essa era factual e foi aumentando, ano após ano, quando porto e benfica, um pelo aproveitamento de vendas milionárias e ambos pelo recurso a financiamentos através de parcerias, conseguiram arranjar forma de aumentar a competitividade do seu plantel. O Sporting não conseguiu. Nem tentou. Responsabilidade do treinador nesta questão: zero.

O plantel de então era claramente desequilibrado. Também concordo que tinha 2 ou 3 jogadores, sendo apenas 1 jogador feito, que não existem neste plantel nem do ano passado, mas as segundas linhas eram de uma mediocridade tremenda. Mesmo vários dos jogadores que mencionas e que constituíram a primeira linha , não eram propriamente atletas ou de valia indiscutível ou de rendimento regular e não apenas pela qualidade intrínseca. Derlei estava em fim de carreira. Izmailov, não sendo um indisponível crónico como nos últimos anos, nunca foi um portento de fiabilidade física; Vuckcevic teve os seus melhores momentos com Bento e com Bento também esteve indisponível durante meses após a lesão no ombro. O próprio Liedson teve os seus momentos de ausência prolongada por problemas no joelho. O que me parece e concordo com o @juziel, é que o plantel do inicio de época ( também o da época passada ), eram mais equilibrados, posição, por posição. Como me parece que não se conseguiu e não se consegue retirar dos jogadores o melhor que têm para oferecer individualmente, nem colectivamente.

O entulho patrocinado por Bento, é menos desculpável, afinal, que o entulho patrocinado por Jesualdo Ferreira? Não se justifica Ventura, Joãozinho e Lopes, afinal, pela ausência de recursos para outro tipo de investimentos? Mais. O entulho patrocinado por Bento, tinha concorrentes de potencial claro e evidente que fossem tapados por esse mesmo entulho?

Os 15, 20M que Bento não teve e todos os outros treinadores no clube após Bento tiveram, não dariam para comprar Moutinhos, mas talvez tivessem dado para comprar Cardozos, Di Marias, Saviolas, Andersons, etc… que e pelos vistos, foram alvos do Sporting. Podemos é especular se com mais meios, talvez se tivesse gasto dinheiro em mais Grimis, que custou uma pasta, que nem mesmo os seus primeiros razoáveis 6 meses demostraram merecer. Não sabemos.

Também não concordo com processos de intenção e posicionamentos de jogadores x ou y, para os “queimar”. Acho que esteve no Sporting o tempo suficiente para se concluir que as opções que teve, foram com o principio de beneficio colectivo, de uma forma geral. Os resultados dessas opções, sim, poderão ser discutíveis.

Que tinha e tem o feitio pouco “diplomático”, concordo. Que era teimoso como uma mula, também.

Que o seu ciclo se estava a esgotar e que o inicio da época 2009/2010 foi desastroso, não tenho dúvidas.

Que o problema não foi propriamente a sua saída, mas quem o substituiu e principalmente uma gestão global do clube a todos os níveis desastrosa, não tenho dúvidas também.

Que Bento conquistou as 4 últimas competições ganhas pelo clube nos últimos 12 anos, ou um 1/3 das que conquistou nos últimos 30 anos, ou que foi o último a lutar pelo título de campeão e não num cenário de mediocridade dos 2 rivais em conjunto, é um facto. Que se fizeram, em média, entre 20 a 30 pontos a mais do que se faz hoje em dia , outro facto e com custos bem mais reduzidos.

Pessoalmente, gostava do seu modo frontal, tipo perdigueiro a entrar nas silvas, de resolver os problemas. Não fosse isso e teríamos entrado num ciclo de mediocridade muito tempo antes.
Mas percebo que nem todos pensem assim, afinal é uma questão de personalidades.

Mas julgo que a dele encaixa bem no mundo do futebol.

Bento montava as suas equipas muito balanceadas, razão pela qual tinha sempre um elevado nível do conforto contra o FCP enquanto eles, habituados a dominar e jogar no MC adversário, tinham sempre dificuldades em jogar um jogo repartido.
O problema era o resto do campeonato: o modo de jogar do FCP encaixava nas restantes 26 partidas e nós andávamos a jogar um jogo “50/50” (expressão simplista, é só par ailustrar) com o Rio Ave, Paços e afins.
Ainda hoje isto se passa no nosso campeonato: o FCP da altura é o Benfica de hoje, dominador e senhorial na postura, e o FCP é o SCP da altura, jogando um jogo balanceado e encarando todos os adversários nos olhos.
O FCP tem mais dificuldades com os pequenos, mas nos jogos 1x1 com o Benfica assume-se sempre com uma equipa mais bem construída, mais equilibrada em todos os sectores.
Não diria que isto é assim rígido, mas parece-me um bom paralelismo.

Mais uma vez: atendendo aos recursos humanos disponíveis, julgo que a felicidade do Sporting estaria sempre ligada a este equilíbrio colectivo, pois não havia muita soluções para implementar outro tipo de jogo. Nesse sentido, aceitei de bom grado a opção de Bento.

Em todo e qualquer caso, não desgosto de equipas sérias e equilibradas, que respeitam todos os seus adversários.

1 ponto é uma ninharia competitiva, mas é a diferença entre ser campeão e “eterno segundo”. Com mais recursos, as exigências a PB poderiam ter sido outras. Ficar a 1 ponto quando as tuas maiores estrelas são um ou dois brasileiros perdido no mapa e meia-dúzia de ex-juniores diz muito do trabalho do PB, IMO. É uma visão redutora, eu sei, mas não anda assim tão distante da realidade quanto isso.

O problema é exactamente esse, PB não atingiu outro nível porque sofríamos uma queda a pique, em termos de qualidade, do 11 titular para o banco. OK, é suposto que os titulares sejam de qualidade superior aos suplentes, mas é um absurdo ter um JOão Moutinho e a alternativa ser um… Farnerud…
Eu não acredito que PB tenha escolhido 1/10 do entulho com que foi presenteado enquanto foi treinador.

Não me lembro de ter sido PB a contratar Rochemback… de qualquer maneira, era um Rochemback já em decadência, como p.e. Gelson Fernandes também o é neste momento, mesmo não tendo atingido os 30 anos. Um rochemback muito diferente daquele que Fernando Santos potenciou.

Izmailov sim, foi “a” contratação, no período de Paulo Bento, que acrescentou qualidade ao 11, em vez de a nivelar por baixo.

Derlei era tido como um saco de articulações biónicas que ninguém queria empregar e reabilitar. Só Bento acreditou nele e, desse modo, mereceu espremer o restinho de gasolina que Derlei ainda tinha no fundo do tanque. Agora até parece que PB foi presentado com uma grande contratação, mas convém não esquecer todas as interrogações em torno de Derlei, que vinha do Benfica sem ter dado rigorosamente nada…
Foi uma aposta “low risk/high reward” da qual Bento soube tirar enorme proveito, mas não façamos disso uma contratação ao nível de um Lucho ou Lisandro. Não o é, e desse modo só o tivemos por um anpo. Bento esteve cá bem mais tempo que isso…

Caneira foi um excelente jogador de equipa. Junto com Abel, Tonel e Polga formou uma linha defensiva que, colectivamente, era muito mais que a soma das partes. Certo que beneficiavam muito do trabalho do MC, mas eram todos jogadores medianos que fizeram algumas grandes épocas.
Mas basta ver o seu trajecto no mundo do futebol para perceber que não eram Pepes ou Garays.

Stoijkovic e Vukcevic foi lenha que nós arranjámos para nos queimar. Conhecendo o feitio de Bento e as tendências desses 2 artistas, acho que não era preciso ter nenhuma bola de cristal para perceber que nunca iam dar nada. E tão bons eram que agora andam por aí, perdidos no mundo da bola…

Voltas a fazer o mesmo exercício anterior, pegas nos melhores e ignoras o resto. Uma equipa não se faz com 4 ou 5 grandes talentos se o resto for um conjunto de fragilidades.

O adjectivo “conivente” é ingrato. Duvido que ele tenha pedido esses jogadores exactos. Ele próprio já disse que pediu Lisandro e Cardozo, mas imagino que, na falta de capital, lhe tenham oferecido um tiui e dois Kokes. Se ele tem culpa de ter tentado fazer o melhor sem qualquer tipo de condições dignas? É capaz de ter. Mas eu não lhe levo a mal por isso nem o condeno por qualquer “acto de conivência”. Não o estou a ver com o feitio necessário para virar as costas ao clube porque o clube estava teso e era mal gerido.

Como eu disse antes, esse processo que tu descreves acaba por ser o criar de um mito que provoca a sua própria queda (de PB). Mas o mito cria-se porque ele excedeu as expectativas em função daquilo que lhe foi proporcionado…

Um paralelismo engraçado parecido com esta história… deves conhecer a história do burro que comia muita palha, mas se não conheceres, cá fica…
Um agricultor queixava-se que tinha um burro que dava muita despesa, porque comia muita palha e estava a tornar-se impossível sustentá-lo… o homem queixa-se ao vizinho e este, mais experiente, recomenda-lhe que todos os dias, a pouco e pouco, o dono do burro vá cortando na dose ao burro, diminuindo a dose de palha paulatinamente, de modo a que o burro vá comendo cada vez menos sem se aperceber…
O agricultor assim faz e os resultados são, de início, promissores. Todos os dias o burro se alimenta com um pouco menos de palha e consegue realizar os mesmos serviços nos campos. “Maravilha”, pensa o agricultor…
O homem lá conta ao vizinho e este fica todo contente por saber que o seu conselho foi proveitoso…

Algumas semanas depois, encontram-se novamente e o vizinho perguinta pelo burro ao dono.
Este muito triste, responde:
“Ó compadre, nem queira saber… andava ali o burrinho todo lindo, fartava-se de trabalhar todos os dias e agora que até já estava habituado a nem comer nada, o desgraçado do burro não morreu?”

Eu acho que o destino de Paulo Bento está interligado com o destino do burro. Mas a culpa não a atribuo a nenhum dos dois.

Desculpa lá a historieta longa, mas acho que bate certinho com a ideia que eu faço do trajecto de PB. :wink:

Não tenho presente essas declarações de Vukcevic, mas como eu disse antes, ele estavaa mais no futebol e, por conseguinte, a mais no Sporting. Que Bento fosse um bocado vingativo é algo que admito facilmente, o que tu ainda não me mostraste é que ele fosse injusto à conta disso.

Quanto ao acumulado das 2 mãos com o Bayern, é história. Mas isso é risco que agora não corremos, o de apanhar tubarões nas fases a eliminar da Champions. Agora levamos apenas 3 de cada vez dos Videotons e Basileias desta vida e a pílula já é ligeiramente mais dourada… certo? :question:

Os números foram massacrantes, mas isso por vezes acontece quando enfrentas os melhores do Mundo. Chegámos a jogar com o Barça e os resultados não atingiram essa proporção. Infelizmente, acho que o estilo de jogo do Bayern encaixava como uma luva nas nossas fragilidades.
Mas como isto é factual, não queria perder muito tempo nesta questão. Pesou no destino de Bento e o resto é história. :great:

Admito que o modelo de jogo de PB se foi tornando mais e mais previsível, ele não conseguiu reinventar e começámos a entrar em campo demasiado estudados e previsíveis.

Quanto a Matias ter custado “una pasta”, acho que o valor foi similar ao da transferência de Capel, ou de Jeffren, ou de Rojo, muito inferior à de Ricky. E na altura não tinhamos uma mão cheia de “cancros futebolísticos” a limpar 1 M/época.
Com esse 1 M/época imagino que se conseguissem outros jogadores que não Kokes e Hads.

Não sei se Bento perdeu o balneário, não tenho dados para confirmar ou desmentir isso. Quanto à falta de investimento na equipa,
até acho que a falta de algumas contratações alimentou parte do desencanto dos adeptos para com o clube/equipa.
Aliás, isso foi muito “bem” explorado por Freitas e Godinho, a encher um plantel de contratações e a alimentar esperanças que mais tarde se revelaram vãs. Mas foi fácil perceber como é fácil alimentar euforias baseada no livro de cheques. Julgo que a relação também funciona em sentido inverso.

Custódio andou perdido e nem no Guimarães jogava antes de se reinventar no Braga. E saiu por uma soma interessante e porque havia um jovem promissor a lutar pelo lugar (Veloso). Foi vendido quando tinha que ser vendido, antes de perder o lugar e desvalorizar no processo.

Martins, vais-me desculpar, mas não é jogador nenhum do outro mundo. Se ele tivesse 1/10 da qualidade que ele julga que tem, era dos melhores médios portugueses. Assim, é só um gajo com a p!ta da mania, a quem mu miúdo como André Martins dá 10-0 em termos de qualidade.

O que Veloso e Moutinho são hoje deve-se, IMO, a PB. Não só, mas principalmente.

Não quero entrar por aí, porque com Domingos também veio para aí muita tralha futebolística. Mas tivemos João Pereira, Insua, Onyewu, Rinaudo, Schaars, Elias, Jeffren, Capel, Ricky… todos eles com capacidade para jogarem nas equipas de Bento. Alguns não têm o nível de Moutinho/Izmailov/Liedson, mas outros entravam nessas equipas, alguns deles “de caras”.

Nada contra e até subscrevo. Mas o Sporting tem produzido bastantes miúdos de qualidade e poucos, ou nenhuns, souberam tirar o mesmo rendimento deles que PB conseguiu tirar.

[hr]

Quando dois teimosos se juntam, o resultado é um monte de letras… ^-^

O entulho patrocinado por Bento, é menos desculpável, afinal, que o entulho patrocinado por Jesualdo Ferreira? Não se justifica Ventura, Joãozinho e Lopes, afinal, pela ausência de recursos para outro tipo de investimentos? Mais. O entulho patrocinado por Bento, tinha concorrentes de potencial claro e evidente que fossem tapados por esse mesmo entulho?

Quando o Jesualdo se vier escudar na falta de meios, para justificar os seus insucessos (e desconfio que não vai cá ficar tempo suficiente para isso), logo conversamos. :wink:

Presumo que a última pergunta tenha Cedric em mente. Não vejo que o resto do entulho possa ser usado nesse sentido. Penso, no entanto, que o negócio Miguel Lopes tem circunstâncias algo diferentes de vir um Had ou um Gladstone. O presidente do nosso clube queria fazer um determinado negócio e talvez Miguel Lopes fosse o único atleta, com algum relevo, que quisessem dispensar ou que quisesse representar-nos. Tudo isto é especulativo, mas eu nem acho que Miguel Lopes seja entulho.

@Juziel

Quanto às especificidades dos modelos de jogo, que poderiam potenciar a nossa capacidade contra o Porto ou contra o Benfica, eu concordaria que se não tivesse visto o Sporting virar um resultado de 0-2 para 5-3, metendo a artilharia toda em campo, com todos os jogadores determinados em virar um resultado que, noutras circunstâncias, daria um resultado volumoso mas inverso; ou se não tivesse visto um massacre absoluto, ao mesmo Benfica, que culminou num magro 3-2; ou se não nos tivesse visto ganhar na Luz 3-1, com mais uma virada de jogo e uma exibição de suprema classe; ou se não nos tivesse visto ganhar nas Antas, jogando de trás para a frente; ou se não nos tivesse visto a ganhar nas Antas, para a Taça, não tivesse o Olarápio dado uma valenta ajuda, para nos mandar para os penalties; ou se não nos tivesse visto dar 4 ao Porto, com a o extra da satisfação de ver o pintinho dizer que a Taça da Liga não era importante, com o maior melão que me lembro de o ter visto; ou se não tivesse assistido a inúmeros jogos, com adversários menos poderosos, em que a equipa jogava na exacta medida do necessário para marcar apenas mais um golo que o adversário, vendo o Sporting jogar bem até se adiantar no marcador, para logo de seguida passar minutos a fio a assistir a uma pasmaceira imensa, que só mudava se, por acaso, o adversário empatasse o jogo. Cheguei a pensar que tínhamos embutidos na nossa matriz o síndroma de clube pequeno, que se agiganta contra os grandes.

A ideia resumida é que nos vi jogar bem em muitos cenários, com diferenciadas condições competitivas. Não vi essa consistência, nem uma vontade indomável de esmagar os seus adversários. E se existiam dificuldades para encara adversários mais fechados, meu caro, onde é que entra a responsabilidade de um treinador que só tem o plano A e que dispensa jogadores que lhe podiam dar um plano B, como é um bom exemplo que ter tomado a decisão de construir um modelo de jogo sem extremos?

Não que eu ache criticável que ele decidisse não querer extremos. O que não se pode, depois, é invocar falta de opções ou de alternativa de modelo de jogo, quando é o treinador o responsável por condições que limitam essas opções. É o chamado “venire contra factum proprium”.

Um ponto é uma ninharia competitiva, apesar de não impedir uma cobrança de resultados e de evolução. Mas ninguém pode exigir que se ganhe. Pode-se exigir que se criem condições para se poder discutir uma vitória. E Paulo Bento conseguiu-o por uma vez. Essa ocasião deveria ser a sua base de trabalho, cuja obrigação de enriquecimento e de defesa de uma ideia de evolução lhe competiam a ele.

E, novamente, as estrelas, se o eram, por alguma razão seria. No meu entendimento, a razão chama-se qualidade. Existia uma coluna vertebral, uma base de trabalho, existiam meninos que tinham uma qualidade muito apreciável, que não os menorizava perante vedetas de muitos euros. Aliás, no próprio plantel, os meninos tinham melhor rendimento que a maioria dos estrangeiros, alguns deles pagos a peso de ouro. Volto a bater na tecla Rochemback, porque ele foi uma contratação do tempo de Bento - deu até origem a um problema com Veloso -, que vindo a custo zero, foi um custo zero caríssimo e sem rendimento que o justificasse.

Bom, o entulho… eu quero acreditar que o Bento não os escolheu. Mas acolheu-os. E vamos ser honestos, se houve treinador na nossa história com “moral” para impôr alguma coisa ou para bater o pé, em defesa de algumas condições, esse treinador foi Paulo Bento. Na questão do entulho, ele não foi vítima.

Make no mistake, eu não estou a dizer que Custódio ou Martins são atletas fantásticos. Estou a dizer que fizeram um percurso, bafejado por algum sucesso pessoal, depois de saírem do Sporting. E, ao dia de hoje, estão em clubes com situações competitivas mais confortáveis que a nossa. Se no caso dos ic’s eles andam aí perdidos na vida, Custódio e Martins são casos diferentes. Atenção, por outro lado, que quando faço menção destes jogadores não estou a pôr o odioso das dispensas/vendas no Bento. Só quero demonstrar que eram atletas com qualidade potencial, de certa forma evidente, susceptíveis de terem formado uma base mais forte, fruto da evolução individual de cada um deles.

Não me lembro de ter sido PB a contratar Rochemback... de qualquer maneira, era um Rochemback já em decadência, como p.e. Gelson Fernandes também o é neste momento, mesmo não tendo atingido os 30 anos. Um rochemback muito diferente daquele que Fernando Santos potenciou.

Izmailov sim, foi “a” contratação, no período de Paulo Bento, que acrescentou qualidade ao 11, em vez de a nivelar por baixo.

Derlei era tido como um saco de articulações biónicas que ninguém queria empregar e reabilitar. Só Bento acreditou nele e, desse modo, mereceu espremer o restinho de gasolina que Derlei ainda tinha no fundo do tanque. Agora até parece que PB foi presentado com uma grande contratação, mas convém não esquecer todas as interrogações em torno de Derlei, que vinha do Benfica sem ter dado rigorosamente nada…
Foi uma aposta “low risk/high reward” da qual Bento soube tirar enorme proveito, mas não façamos disso uma contratação ao nível de um Lucho ou Lisandro. Não o é, e desse modo só o tivemos por um anpo. Bento esteve cá bem mais tempo que isso…

Caneira foi um excelente jogador de equipa. Junto com Abel, Tonel e Polga formou uma linha defensiva que, colectivamente, era muito mais que a soma das partes. Certo que beneficiavam muito do trabalho do MC, mas eram todos jogadores medianos que fizeram algumas grandes épocas.
Mas basta ver o seu trajecto no mundo do futebol para perceber que não eram Pepes ou Garays.

Stoijkovic e Vukcevic foi lenha que nós arranjámos para nos queimar. Conhecendo o feitio de Bento e as tendências desses 2 artistas, acho que não era preciso ter nenhuma bola de cristal para perceber que nunca iam dar nada. E tão bons eram que agora andam por aí, perdidos no mundo da bola…

Pois, não te lembras, mas Rochemback regressou com Paulo Bento. Tal como Caneira regressou, sem o mesmo sucesso que relataste. Para teres uma ideia, em 2008/2009, o Sporting pagou o passe de Grimi, o passe de Izmailov, pagou o passe do Postiga e os dois custos zero, Rochemback e Caneira. Directamente, o Sporting gastou cerca de 10M€, sem contar com os prémios dos custos zero, que seriam pagos complementarmente aos respectivos vencimentos. Recordo, também, que apesar do bom campeonato - ficámos a 4 pontos do primeiro lugar -, foi uma época cheia de problemas e atritos, que começaram logo na pré-época com Vukcevic e se prolongaram, pela época fora, com Veloso, por via do ordenado do Rochemback. Deixa-me dizer que este, para mim, foi o ano em que Bento teve melhores condições para ganhar o campeonato, que nos fugiu, mais do que por qualquer outra coisa, pela minagem proveniente dos próprios conflictos de balneário. Tinhamos bons jogadores, fizeram-se boas contratações, do ponto de vista teórico, e a equipa até foi capaz de corresponder, dentro dos problemas que teve.

Concedes que apenas Izmailov e Derlei tiveram rendimento desportivo. Mas sabes quanto é que custou esse pacote de jogadores? Para além dos 10M€, pagos na época de 2008/9, no ano antes o Sporting pagou 2M€ por Vukcevic, 2M€ por Purovic e 1M€ por Stojkovic. Veio, ainda o Tiuí, que também custou alguma coisa, por metade do passe (meio milhão de euros, talvez) e accionou-se a compra de Romagnoli, que tinha vindo por empréstimo. Ainda nessa época, de 2007/8, vieram Paredes, Had, Farnerud, Pedro Silva, Gladstone e Celsinho. Não se deve ter andado longe de outros 10M€, se considerarmos todos os encargos relacionados com as transferências.

Portanto, Bento teve 20M€ disponíveis em 2 épocas. Se desses 20M€ chegarmos à conclusão que só os 4,5M€, pagos pelo Izmailov, é que deram retorno desportivo, sobram os 15M€ tão reclamados para Lisandro ou Lucho que, juntos, não custaram isso.

Lá porque, ocasionalmente, tivemos resultados volumosos, isso não quer dizer que nós fôssemos uma espécie de “offensive juggernaut”. Nem nada que se pareça.
Dás a entender que podia haver maior ambição ofensiva em função de um número (reduzido, IMO) de jogos em que, ofensivamente, deslumbrámos.
Mas essa capacidade ofensiva assinalável, de monta, existiria mesmo?Não seria apenas um dia em que as coisas saem melhor para determinados jogadores? Ou simplesmente uma percepção tua?

Que conseguíamos jogar com qualquer um é uma verdade que eu reitero. Mais, isso até se devia ao modelo de Bento, altamenet equilibrado. Mas tenho dúvidas que tivéssemos argumentos para, de um modo continuado, proporcionar recitais de futebol ofensivo. Muito sinceramente.

Também não concordei com a dispensa de Varela mas ele, em conjunto com Douala, são os 2 extremos que me lembro de Bento ter. Julgo que terá montado a equipa atendendo aos jogadores que tinha na 1.ª época e não havia matéria-prima para priveligiar extremos. A partir daí, julgando ter uma equipa bem montada, terá priveligiado a manutenção do modelo - isto já sou eu a especular…

Mas lá por não ter extremos não quer dizer quen não tivesse plano B. Podia jogar em 4-4-2 losango e alterar para 5-3-2 com 2 alas ofensivos, mas surge novamente a questão: havia matéria-prima para desenhos tão díspares? Não me parece…

Especulação minha: se só tens 2 extremos e nenhum te dá garantias (e nota que eu gostava tanto de Douala como de Varela…), então vale mais dispensá-los e esquecer a ideia de jogar com eles. Se tu não acreditas neles, porquê mantê-los a troco de um qualquer plano B quando tu não acreditas nos intérpretes para executar esse plano B? Seria a minha abordagem a esse problema…

Quando eu falei que não me lembrava de Rochembak, era no sentido literal e sem ironias. Quando um gajo não perde tardes a teimar em determinados assuntos, anos a fio, há factos que tendem a cair no esquecimento… :twisted:
Por manifesta falta de memória, é difícil recordar isso… :-[

Eu acho que sim, que foi vítima. De nada adianta bater o pé quando a estrutura superior é irredutível. E Bento disse isso no que toca ao negócio Lisandro.

Nem me fales no Carlos Martins. O Benfica vendeu o MC e ele é 3.ª alternativa, atrás de um extremo-argentino adaptado a MC no futebol europeu e atrás de um miúdo de 18 anos, sem experiência nos profissionais. Esse gajo é uma nulidade…

Custódio, apesar de muita gente não gostar dele, é altamente útil. E não foi dispensado por PB, foi vendido porque se conseguiu antever que o crescimento de Veloso ia desalojar Custódio do seu lugar e, com essa ideia na mente, vendeu-se o titular enquanto ele tinha a sua máxima cotação de mercado. Julgo que terá sido uma decisão estratégica e não apenas técnica, no sentido de dispensar Custódio por falta de qualidade para jogar no Sporting.

Quando fazes parte de uma defesa que sofre +/- 15 golos num campeonato, isso não é uma contratação de sucesso? :question:

Caneira, embora limitado como lateral, foi extremamente útil. Não era nenhum Insua, mas parte do comportamento defensivo daquela equipa assentava na sua capacidade.

Mas se tu não consegues ter Cardozo ou Lisandro, continuas a necessitar de ter alguém, certo? Ou é preferível andar a fazer uma época inteira com 1 único PL?
É que esta é a única justificação que encontro para uma pessoa pedir dinheiro para PL “a sério” e acabar com Kokes, Tiuis e Purovics.

Essas despesas que enuncias (e bem) apenas demonstram o que já disse: por muito que tivesses alguns jogadores de topo (a nível nacional), o resto era nivelado muito por baixo e se te dão 10 M (valor teu) para compor um plantel onde faltam 7 ou 8 jogadores (às vezes mais), como gastar essa verba toda em apenas 1 ou 2?

@Juziel

Bom, o entulho veio substituir alguns jogadores que saíram, para lhes dar lugar.

Portanto, não é obrigatório ir ao mercado buscar entulho, para substituir entulho.

Tínhamos Miguel Garcia, João Alves, Deivid, Douala, Carlos Martins, Custódio. Portanto, de 2006 para 2007 (e estivemos a falar de gajos que entraram em 2007), perdemos 6 jogadores do plantel, que podiam ter continuado. Não eram a última coca-cola no deserto, mas todos sabemos o que os veio substituir, que mais não foi do que entulho de pior qualidade.

Já não me lembro quanto custava ficar com Alecsandro (penso que pagámos meio milhão pelo empréstimo). Mas, no ano seguinte, pagámos por Tiuí e Purovic. Olhando para os respectivos rendimentos, temos 3M€ gastos e só Alecsandro se revelou merecedor de crédito, quanto a golos marcados.

Liedson, Alecsandro, Deivid, Derlei e Djaló, seriam sempre melhores do que qualquer grupo onde entrassem Tiui, Purovic ou Paez. Portanto, foi isto que trocámos de 2006 para 2007. De 2007 para 2008, pagámos 2,5 por Postiga. Continuando a somar, 5,5M€, para termos Liedson, Postiga, Derlei e Djaló. Menos hilariante, é certo, mas ainda assim…5,5M€ gastos (foi quanto custou o ricky, a preços de hoje).

Tínhamos Miguel Garcia, como já tinha dito, e tínhamos 2 laterais esquerdos (Grimi e Ronny). Fomos buscar Pedro Silva e Had. Ficámos melhor?

Admitamos que, no centro da defesa, tinha que vir alguém, porque tínhamos 2 titulares e Paulo Renato, e lá veio Gladstone. No ano seguinte, lá se foi buscar Caneira e promoveu-se Carriço (lá se encontrou forma de não vir outro Gladstone a custar dinheiro).

Portanto, pelo menos 6 atletas vieram sem que houvesse uma real necessidade de os ter ido buscar. O pior, mesmo assim, é que tinham qualidade inferior aos que dispensámos/emprestámos/vendemos.