Estamos sós no Universo?

My 2 cents (curtinhos)…

O Universo é formado por energia até à mais ínfima molécula. Tenho para mim que o Universo existe tal como é porque é a forma que a energia encontra de se organizar e tender para a estabilidade. Por exemplo, metam o “Matrix mode ON” e imaginem tudo o que têm à frente como biliões e biliões de átomos que estão se organizam para manterem a sua estabilidade: o livro que está sobre a cadeira e que não é mais que um aglomerado de átomos que ao “encontrarem” a cadeira não se desintegram pois mantêm a sua estabilidade através das forças electroestáticas e outras que não permitem ao campo atómico da cadeira “penetrar” no do livro. Ou seja, acredito que a Terra é redonda como é porque é essa a configuração mais simples e eficiente do sistema energético que a compõe, ou que o Universo está em movimento a uma determinada “velocidade” porque essa é a evolução natural de um sistema que se rege por leis físicas.

Já a vida me merece outra reflexão, pois aqui parece-me existir algo que não existe no restante Universo: instinto de sobrevivência. A vida faz tudo para sobreviver, é o seu desígnio máximo. Porquê? Essa parece-me mais difícil de aceitar que a simples explicação física para o Universo. Esse porquê é o que mais me fascina.

Para mim não existe “o Criador” nem vejo necessidade de existir. Se isso me faz um descrente? Nem por isso, considero-me um ser bastante conecto com a ideologia budista, acredito em imensas coisas que não passariam pela cabeça de ninguém explicar pela ciência… simplesmente, não acho a ideia do “Criador” plausível, não vejo por que razão terei eu de achar que o Universo tenha sido “criado” ou que aconteceu o tempo ser unidireccional e não andar para trás por algum desígnio divino… não me ocupa o espírito, não me faz sentir nem grande nem pequeno no Universo.

Quem veio primeiro a galinha ou o ovo???
:smiley:

Sobre a crença absoluta na Biblia: pega-se em frases que podem ter múltiplos significados e atribui-se um significado oculto e muito “beyond”. Um pouco à semelhança do que se faz com Nostradamus…

Entretanto, pega-se em centenas de frases completamente erradas e a essas dá-se um desconto…

Por exemplo toda a cronologia que é dada na Biblia faz que a Terra tenha 5 ou 6 mil anos. O que sabemos ser um erro enorme. Mas para estes erros de algibeira há sempre uma desculpa.

Até pode existir um Deus, mas certamente não é a Biblia que o prova…a Biblia é um conjunto de livros, com múltiplas origens, transmitidos oralmente e escritos centenas ou milhares de anos após os “acontecimentos” que descrevem. É uma mistura entre mitologia, história judaica, livro de comportamentos sociais e religiosos, propaganda política e de cariz racista (“o povo eleito”), cancioneiro (salmos); relata a existência de um Deus extremamente cruel, injusto, vingativo, e depois, curiosamente, é adoptado pelos cristãos, que escrevem a “parte 2”, em que esse Deus passa a ser misericordioso, bondoso, um Deus que vela e protege os Seus seguidores.

É um excelente livro, aprendi bastante a ler todo o Velho Testamento, agora, give me a break, aquilo não explica coisa nenhuma sobre a nossa origem.

Uma opinião, com a qual não concordo em absoluto, mas respeitável quanto qualquer outra.

Apenas algumas questões:

1.ª É pacificamente aceite pela comunidade religiosa e por grande parte da comunidade científica, que cada um dos sete dias referidos nos primeiros versículos de Génesis, na realidade podem corresponder a milhões, biliões ou até triliões de anos. Assim sendo, como é que chegaste ao valor de 5 ou 6 mil anos?

2.ª Quanto ao ‘conjunto de livros, com múltiplas origens, transmitidos oralmente e escritos centenas ou milhares de anos após os “acontecimentos” ‘ : Conheces os rolos do Mar Morto?

3.ª Sendo um livro de índole religiosa, é óbvio que não explica a nossa origem, limita-se apenas a fazer menção à criação. E é assim que deve ser, ou não?

Uma opinião, com a qual não concordo em absoluto, mas respeitável quanto qualquer outra.

Apenas algumas questões:

1.ª É pacificamente aceite pela comunidade religiosa e por grande parte da comunidade científica, que cada um dos sete dias referidos nos primeiros versículos de Génesis, na realidade podem corresponder a milhões, biliões ou até triliões de anos. Assim sendo, como é que chegaste ao valor de 5 ou 6 mil anos?

2.ª Quanto ao ‘conjunto de livros, com múltiplas origens, transmitidos oralmente e escritos centenas ou milhares de anos após os “acontecimentos” ‘ : Conheces os rolos do Mar Morto?

3.ª Sendo um livro de índole religiosa, é óbvio que não explica a nossa origem, limita-se apenas a fazer menção à criação. E é assim que deve ser, ou não?

Mas é pacificamente aceite desde quando ? Provavelmente desde que a ciência conseguiu “provar” ser impossivel criar tudo em apenas 7 dias. Acredito piamente que antes de se chegar a essa conclusão, tudo tinha sido criado em 7 dias ( ponto ).

Isto leva-me ao ponto que levantei antes. Facilmente se adaptam as escrituras, os textos, as palavras ao que se pretende. Ajusta-se para manter viva a chama religiosa e o que não ´ainda explicado cientificamente.

O que antes eram 7 dias ( e dia é dia), passou agora a ser considerado uma figura de estilo para ser milhões ou biliões …

Como o céu passou a ser o universo, etc…

É por casa destes ajustes que são feitos sempre que a comunidade ciêntifica deita abaixo uma teoria religiosa que eu chego á conclusão que esta discussão nunca terá fim, pois uma resposta levanta sempre várias perguntas, e a religião sabe muito bem passar a sua resposta para as perguntas que a antecedem, quando a sua resposta já não responde ao que se pretendia!

...curiosamente, é adoptado pelos cristãos, que escrevem a "parte 2", em que esse Deus passa a ser misericordioso, bondoso, um Deus que vela e protege os Seus seguidores. ...

Na realidade nao e assim. O ‘livro 2’ como lhe chamas, tambem nao passa de uma colectanea de textos com as mais diversas origens e escritores. E os ‘cristaos’ (os autenticos) nao tinham uma cartilha definida, nem muito menos ‘um livro’. Tinham uma crenca, crenca que nem sequer tao pouco era unificada sendo que as disputas de cariz teologico eram intensas e divisorias. Foi so quando Constantino decidiu criar a igreja catolica (instituicao) e dar-lhe uma crenca (a crista) que ele unificou toda essa miriada de crencas, tendo pelo caminho comprado o apoio de um lado e ‘removido’ os outros que se opunham. O ‘livro 2’ entretanto foi seguindo o seu percurso tortuoso como compilacao, e so comecou a ser unanimemente aceite cerca do ano 400.

De facto, se pensarmos em todos aqueles que foram “silenciados”, todas as partes que foram removidas, tudo o que foi alterado e manipulado, é difícil acreditarmos na Bíblia como um livro que contém o discurso divino…

De facto, se pensarmos em todos aqueles que foram "silenciados", todas as partes que foram removidas, tudo o que foi alterado e manipulado, é difícil acreditarmos na Bíblia como um livro que contém o discurso divino...

:arrow:

Sim, mas lá por haver provas de que isso tenha ocorrido na escrita do Novo Testamento, não generalizes para a Bíblia toda. Parece-me que o Velho Testamento contém de facto aquilo que se poderia chamar de discurso Divino, quanto mais não seja porque O Criador é a personagem principal e até fala em discurso directo e tudo.

O Novo Testamento fala sobre um homem que decidiu interpretar à sua maneira as leis do Velho Testamento e apregoar ideais de igualdade, fraternidade, paz e amor, num Mundo em que a maior parte das pessoas viviam na miséria e prevalecia a Lei do mais forte, o que lhe garantia à partida a atenção popular, mas como se isso não bastasse ainda se arrogava ser Filho de Deus. Tudo isto aliado a um grande carisma, voz e sabedoria, acho que dá para imaginar o efeito que tem sobre as massas.

As pessoas com poder da altura (neste caso, os governantes de Roma e outros que tais), cedo se devem ter apercebido do potencial desta doutrina para manipular as massas e decidiram dar aos ensinamentos do Evangelho um cunho mais institucional e criar a estrutura que passou a ser a Igreja. Claro que para servir os seus interesses muita coisa terá sido editada, muita coisa terá sido rasurada e muita coisa terá sido inventada.

Os milagres da multiplicação dos pães e da caminhada sobre as águas, por exemplo, não são inéditas do Novo Testamento. Já Buda havia feito a mesma coisa centenas de anos atrás, pelo que logo aqui dá para ter uma ideia da probabilidade de muitas das coisas que vêm escritas nos evangelhos, terem sido puramente fabricadas ou adaptadas.

Mas quando vamos ao Velho Testamento também muita coisa estranha acontece. É dito por exemplo que Moisés esteve durante 2 semanas no Monte Sinai a receber as placas gravadas pela mão Divina com os 10 Mandamentos. Curiosamente, quando chegou cá abaixo, Moisés vinha com as barbas todas brancas e segundo a Bíblia, a justificação para isso é que Deus tinha-o castigado com um envelhecimento precoce por não ter descalçado as sandálias ao pisar a terra sagrada do Monte. Mas para mim a explicação mais óbvia é que foi o próprio Moisés a gravar as placas e as barbas esbranquiçadas seriam o resultado do pó da pedra (cof, cof).

... As pessoas com poder da altura (neste caso, os governantes de Roma e outros que tais), cedo se devem ter apercebido do potencial desta doutrina para manipular as massas e decidiram dar aos ensinamentos do Evangelho um cunho mais institucional e criar a estrutura que passou a ser a Igreja. Claro que para servir os seus interesses muita coisa terá sido editada, muita coisa terá sido rasurada e muita coisa terá sido inventada....

Os governantes de Roma viam os cristaos como carne para leao. Literalmente. O unico interesse do Constantino foi que o cristianismo era uma crenca que comecava entao a ser razoavelmente difundida e poermitia-lhe livrar-se do poder dos templos, e colocar o poder de Deus, literalmente nas suas maos. Se nao fosse por isso , hoje provavelmente estariamos a discutir a maneira como Minerva e companhia se davam uns com os outros…

Avantix,

A questão que tu colocas, tem resposta na própria Bíblia.

Apalavra “dia”, é empregada em Gênesis, capítulo 1, dando impressão que se trata de 24 horas. Entretanto, em Gênesis 1:5 diz-se que Deus dividiu o dia num período menor, chamando apenas o período de claridade de “dia”. Já em Gênesis 2:4, todos os períodos criativos são chamados de um só “dia”:

Esta é uma história dos céus e da terra no tempo em que foram criados, no dia [todos os seis períodos criativos] em que Jeová Deus fez a terra e o céu.” – Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas.

Estas são as origens dos céus e da terra, quando foram criados: no dia em que o senhor Deus fez a terra e os céus,” – A Bíblia Sagrada, Versão Almeida.

Vejamos este pequeno extracto de uma publicação com o título de “Criação” que aborda o tema:

O termo hebraico yohm, traduzido “dia”, pode significar diferentes medidas de tempo. Entre os possíveis significados, a obra Old Testament Word Studies (Estudos Verbais Sobre o Velho Testamento), de William Wilson, inclui os seguintes: “Um dia; termo frequentemente usado para tempo em geral, ou para um longo tempo; um inteiro período sob consideração … Dia também é usado para uma época ou tempo específico em que ocorre um evento extraordinário.

Repara que a última frase ajusta-se perfeitamente aos “dias” criativos, pois estes, certamente, reportam-se a períodos em que se descreveu a ocorrência de eventos extraordinários, a não ser que achem que a criação não o é…

A Bíblia é composta por 66 livros, escritos por pessoas sob inspiração divina, ou seja, reis, pastores, pescadores, funcionários públicos, sacerdotes, pelo menos um general e um médico, participaram na escrita de diferentes partes da Bíblia.

Ao abrirmos uma Bíblia completa, estamos perante 66 livros escritos de forma articulada entre si (o que não é de admirar, pois o autor real é só um), que não devem ser lidos isoladamente e nem sob uma exclusiva perspectiva literal.

Vê o que diz o Salmo 90:4 sobre o que “mil anos” pode significar para o Criador:

Pois mil anos aos teus olhos são apenas como o ontem que passou E como uma vigília durante a noite.”

Vê agora também o que “um dia” pode significar para o criador - 2 Pedro 3:8:

Mas amados, não ignoreis uma coisa: que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia.

Portanto, para concluir, eu, de minha parte, conclui isso naturalmente quando li a Bíblia com “olhos de ler”, e não “…desde que a ciência conseguiu “provar” ser impossível criar tudo em apenas 7 dias.”

E se não estou em erro, penso que Einstein também. :slight_smile:

Mas para mim a explicação mais óbvia é que foi o próprio Moisés a gravar as placas e as barbas esbranquiçadas seriam o resultado do pó da pedra (cof, cof).

Na altura quando se gravava na pedra nao fazia po’ mas sim bocados de pedra, se fosse hoje entao la’ se usava um “grinder” e ja’ havia desculpa para o po’.

1.ª É pacificamente aceite pela comunidade religiosa e por grande parte da comunidade científica, que cada um dos sete dias referidos nos primeiros versículos de Génesis, na realidade podem corresponder a milhões, biliões ou até triliões de anos. Assim sendo, como é que chegaste ao valor de 5 ou 6 mil anos?

Isto explica como varios já explicaram a diferença entre ciência ( do latim conhecimento ) e religião.

Sete Dias podem corresponder a 7 semanas, meses, anos, milhares de anos, milhões, biliões ou qual coisa. Tambem poderá corresponder a 14 e 21 a 28 a 3,5 e a tudo o mais que quisermos para explicarmos o que quisermos isto é a religião.
Para a ciência 7 dias são sete dias(na Terra). Não tem grande piada é verdade.

A Biblia é livro um religioso. Nem consegue explicar muitos dos conhecimentos que na epoca já existiam porque onde foi escrita(?) esses não estavam acessiveis. Erastóstenes já tinha medido a terra. Pitagoras(o do teorema) e Tales já tinham dito que a terra tinha uma forma esferica.

A biblia é criacionista( diria fundamentalista criacionista) e isso foi defendido sempre mesmo quando já todas as provas indicavam o contrario.

Para finalizar Giordano Bruno(1548-1600), filosofo italiano" Há incontaveis terras todas orbitrando em volta dos seus sóis da mesma maneira que o planetas do nosso sistema… Os incontáveis mundos no universo não são piores nem menos habitados que a nossa terra"
Queimado vivo pela inquisição porque nunca negou que a terra “girava” a volta do Sol. Galileu para não ter a mesma “sorte” lá teve que negar.

Os governantes de Roma viam os cristaos como carne para leao. Literalmente. O unico interesse do Constantino foi que o cristianismo era uma crenca que comecava entao a ser razoavelmente difundida e poermitia-lhe livrar-se do poder dos templos, e colocar o poder de Deus, literalmente nas suas maos. Se nao fosse por isso , hoje provavelmente estariamos a discutir a maneira como Minerva e companhia se davam uns com os outros...

O poder dos deuses nao dominava os Imperadores e na verdade os imperadores eram os Deuses.
Eu sou uma pessoa que gostava que na verdade existisse um Deus mas que nunca viu nada que podesse chamar divino, se existe um Deus nao o chamo de criador mas alguma coisa que tem poder, energia por exemplo e’ imortal no aspecto que nao pode ser destruida mas sim modificada, nos conhecemos muitas formas de energia e a unica que nao temos praticamente conhecimento nenhum e’ a dos seres vivos, que energia e’ que temos para sermos diferente dos objectos?
Sera’ que Deus e’ uma bacteria???
Deus, criaçao, universo sao perguntas que nao tem resposta ou talvez a tenha, nao sei. Como alguem o disse "mais vale viver uma vida com fe’ em Deus e viver nos principios da lei de Deus (seguir os mandamentos) e quando morrer 'vir a descobrir’ que Deus nao existe, do que viver em pecado e vier a descobrir que afinal Deus existe.

e’ pa’ dava para padre… :smiley:

Os governantes de Roma viam os cristaos como carne para leao. Literalmente. O unico interesse do Constantino foi que o cristianismo era uma crenca que comecava entao a ser razoavelmente difundida e poermitia-lhe livrar-se do poder dos templos, e colocar o poder de Deus, literalmente nas suas maos. Se nao fosse por isso , hoje provavelmente estariamos a discutir a maneira como Minerva e companhia se davam uns com os outros...

O poder dos deuses nao dominava os Imperadores e na verdade os imperadores eram os Deuses. …

Enganas-te. Lamento , mas e verdade. A imposicao da maquina religiosa sobre o poder politico foi sempre enorme, ate ao momento em que o renascimento comecou a quebrar essas amarras. No Imperio Romano, sobretudo no Imperio Romano em profunda decadencia em que Constantino vivia, a religiao dominava o dia a dia e tinha imenso poder e influencia em todos os aspectos da vida, ate mesmo no poder politico. Conheces muito poucos casos de imperadores que se apresentavam como deuses, a personificacao de entidades divinas nao era particularmente bem aceite nesses tempos. Seria practicamente o mesmo que um senhor medieval dizer que era Deus. Quanto tempo duraria ele?
Eles podiam deter um poder absoluto, o que e uma coisa diferente, mas ate ai a religiao exercia uma poderosa influencia , bastante o mero rumor de desfavorecimento pelos deuses para colocar a posicao dele em serio perigo. Nunca te esquecas que os romanos (e os primeiros cristaos e ate os primeiros judeus) eram politeistas, logo a comparacao com um Deus colocar-los-ia numa situacao particularmente periclante, pois havia um conjunto intrincado de relacoes intra-deuses em que eles se colocariam. Alem do mais, para Romanos e Gregos, os deuses eram algo de bem ‘vivo’ nao eram uma presenca abstracta, mas algo real.

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O Novo Testamento fala sobre um homem que decidiu interpretar à sua maneira as leis do Velho Testamento e apregoar ideais de igualdade, fraternidade, paz e amor, num Mundo em que a maior parte das pessoas viviam na miséria e prevalecia a Lei do mais forte, o que lhe garantia à partida a atenção popular, mas como se isso não bastasse ainda se arrogava ser Filho de Deus. …

E essa parte e extremamente curiosa , ja que isso, por si so, era uma semi-sentenca de morte para um Judeu fazer… Tal como nao casar, nao ter filhos era extremamente mal visto na sociedade Judaica da epoca.

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O Novo Testamento fala sobre um homem que decidiu interpretar à sua maneira as leis do Velho Testamento e apregoar ideais de igualdade, fraternidade, paz e amor, num Mundo em que a maior parte das pessoas viviam na miséria e prevalecia a Lei do mais forte, o que lhe garantia à partida a atenção popular, mas como se isso não bastasse ainda se arrogava ser Filho de Deus. …

E essa parte e extremamente curiosa , ja que isso, por si so, era uma semi-sentenca de morte para um Judeu fazer… Tal como nao casar, nao ter filhos era extremamente mal visto na sociedade Judaica da epoca.

da parte a bold é que eu já não tenho tanta certeza…e nem é preciso ir ao Código da Vinci :lol: …pelo que tenho lido, os evangelhos gnósticos parecem sugerir uma relação entre Maria Madalena e Cristo.

... As pessoas com poder da altura (neste caso, os governantes de Roma e outros que tais), cedo se devem ter apercebido do potencial desta doutrina para manipular as massas e decidiram dar aos ensinamentos do Evangelho um cunho mais institucional e criar a estrutura que passou a ser a Igreja. Claro que para servir os seus interesses muita coisa terá sido editada, muita coisa terá sido rasurada e muita coisa terá sido inventada....

Os governantes de Roma viam os cristaos como carne para leao. Literalmente. O unico interesse do Constantino foi que o cristianismo era uma crenca que comecava entao a ser razoavelmente difundida e poermitia-lhe livrar-se do poder dos templos, e colocar o poder de Deus, literalmente nas suas maos. Se nao fosse por isso , hoje provavelmente estariamos a discutir a maneira como Minerva e companhia se davam uns com os outros…

Análise que concordo do JMLima em relaçao aos romanos, o Imperador romano não tentava equiparar-se a divindade, até Caio Caligula (o mais maluquinho de todos e de onde advém o meu nick) tentou mas não se aventurou muito, a certa altura até queria erguer uma estátua sua no templo de Jerusalem mas foi demovido pelos seus conselheiros para evitar uma guerra civil.
Com o cristianismo Constantino consegue finalmente acabar com a ingerencia dos deuses nos assuntos politicos, é uma observação facilmente verosimil…

O Universo é formado por energia até à mais ínfima molécula. Tenho para mim que o Universo existe tal como é porque é a forma que a energia encontra de se organizar e tender para a estabilidade.

percebo o que queres dizer, mas cuidado porque isso aplica-se, grosso modo, a átomos e moléculas. Estas tendem a adquirir uma conformação o mais estável possível e de energia mínima, o que não quer dizer que a energia no seu todo tenda a organizar-se e estabilizar-se. Na verdade a lei mais básica da termodinâmica diz que o estado de entropia de um sistema tende a aumentar; por outras palavras a tendência geral é para o caos e a desorganização (basta olharem para os vossos quartos :P), pelo que esses mini-estados de energia mínima que se observam nas moléculas e átomos, só são possíveis à custa de um aumento da entropia do Universo.
Espero não ter dito nenhuma calinada, mas se bem me recordo das aulas de química, era mais ou menos assim que a coisa funcionava. Mas o Alquimista aqui não sou eu :lol:

(...)Ou seja, acredito que a Terra é redonda como é porque é essa a configuração mais simples e eficiente do sistema energético que a compõe
mas tens dúvidas? :lol: a esfericidade dos planetas é simplesmente o resultado da acção da força gravítica. Esta não actua mais para a esquerda ou mais para a direita, tem UM RAIO DE ACÇÃO uniforme, e como tal, a matéria que compõe um planeta vai distribuir-se de acordo com esse mesmo raio de acção.
Já a vida me merece outra reflexão, pois aqui parece-me existir algo que não existe no restante Universo: instinto de sobrevivência. A vida faz tudo para sobreviver, é o seu desígnio máximo. Porquê? Essa parece-me mais difícil de aceitar que a simples explicação física para o Universo. Esse porquê é o que mais me fascina.

Tudo o que foi dito atrás também se aplica à vida, não sei qual a diferença que vês. A vida também é feita de matéria, energia e átomos que se regem pelos mesmos príncipios de aquisição de energia mínima e máxima estabilidade. Aquilo que designas como instinto de sobrevivência, mais não é do que a consequência da aplicação daqueles príncipios às bio-moléculas. Sem querer ferir susceptibilidades ou pôr em causa o sentido da Vida de cada um, penso que posso dizer que cada organismo (seja um animal, uma planta ou bactéria) não é mais do que um invólucro de ADN, uma maneira através do qual o ADN mantém a sua integridade, se replica e perpetua.

E agora perguntas tu: “precisamente, mas o que faz com que o ADN se perpetue, não será isso o tal instinto de sobrevivência que fica por explicar?”

Não. O ADN perpetua-se meramente como resultado de milhares de reacções químicas, e estas como deves saber, não necessitam de uma explicação metafísica. Acontecem, porque, como disseste atrás, e eu acrescentei, há tendência das moléculas para adquirem estados de energia mínima e maior estabilidade, sendo que no caso concreto da Vida, as reacções que ocorrem que levam à sua formação, não são espontâneas, mas o facto de estarem acopladas a reacções espontâneas fazem com que aconteçam.

Isto é:

1 - O estado de entropia global do Universo tende a aumentar, isto é uma Lei da Termodinâmica, não me peçam para demonstrar. As reacções espontâneas ocorrem precisamente porque libertam energia e permitem o aumento de entropia do Universo.

2 - Apesar de a formação de uma bio-molécula, por exemplo, ser um processo não-espontâneo (logo consumidor de energia, o que retiraria entropia ao Universo), ele pode ocorrer, desde que esteja acoplado a uma reacção espontânea.

3 - Assim, parte da energia libertada numa reacção espontânea pode ser usada para formar uma bio-molécula, enquanto a outra parte é libertada para o meio, contribuindo para o aumento de entropia do Universo, a tal condição que tem que se verificar sempre que ocorre uma reacção.

Portanto, desde que o balanço final de um conjunto de reacções seja positivo em termos de entropia do Universo, uma reacção não-espontânea pode ocorrer.

Não é assim Alquimista?

Quanto à questão do slanwar, “quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha?” posso dizer-te que foi o ovo.

Primeiro, porque já havia ovos antes de haver galinhas (os dinossauros punham ovos, as tartarugas põem ovos, os crocodilos põem ovos e todos são mais antigos do que as galinhas). E depois, porque o primeiro bicho a que se poderia chamar de galinha (enquanto espécie), passou a sê-lo desde a sua concepção, ou seja, quando ainda era um ovo, porque as mutações causadoras da transformação do ancestral da galinha em galinha ocorreram imediatamente antes da concepção desse ovo, e não quando o bicho já era adulto. Logo, no ovo da galinha já ia a informação genética da galinha, isto é, a “receita” genética para conceber uma galinha. Portanto, primeiro surgiu um ovo de galinha, e só quando esse ovo cresceu e eclodiu é que surgiu a galinha.

... As pessoas com poder da altura (neste caso, os governantes de Roma e outros que tais), cedo se devem ter apercebido do potencial desta doutrina para manipular as massas e decidiram dar aos ensinamentos do Evangelho um cunho mais institucional e criar a estrutura que passou a ser a Igreja. Claro que para servir os seus interesses muita coisa terá sido editada, muita coisa terá sido rasurada e muita coisa terá sido inventada....

Os governantes de Roma viam os cristaos como carne para leao. Literalmente. O unico interesse do Constantino foi que o cristianismo era uma crenca que comecava entao a ser razoavelmente difundida e poermitia-lhe livrar-se do poder dos templos, e colocar o poder de Deus, literalmente nas suas maos. Se nao fosse por isso , hoje provavelmente estariamos a discutir a maneira como Minerva e companhia se davam uns com os outros…

Análise que concordo do JMLima em relaçao aos romanos, o Imperador romano não tentava equiparar-se a divindade, até Caio Caligula (o mais maluquinho de todos e de onde advém o meu nick) tentou mas não se aventurou muito, a certa altura até queria erguer uma estátua sua no templo de Jerusalem mas foi demovido pelos seus conselheiros para evitar uma guerra civil.
Com o cristianismo Constantino consegue finalmente acabar com a ingerencia dos deuses nos assuntos politicos, é uma observação facilmente verosimil…

dos deuses Romanos, portanto, certo?..porque o resultado final acabou por ser o mesmo de sempre, o tal que era pretendido e que referi, que era precisamente, e ao contrário do que pareces sugerir no teu último parágrafo, o de misturar religião e política e dar uma legitimidade menos terrena e mais espiritual às decisões políticas e aos líderes de então.

Não foi isto que se passou? Confesso que não conheço a fundo o papel de Constantino na difusão e ascensão do Cristianismo no Ocidente, mas sempre foi esta a ideia que tive: a de que o poder central de então se acabou por aproveitar da popularidade do Cristianismo para aumentar a sua influência.

Aliás, já com Clóvis, o primeiro Rei dos Francos, se passou mais ou menos a mesma coisa. Baptizou-se e declarou o Cristianismo como religião oficial do Reino, num acto puramente diplomático para forjar alianças, ou seja, para servir os seus interesses políticos.