Na verdade, e apesar de ser o unico candidato assumido, mesmo concordando que ainda falta algum tempo para detalhe na apresentação de programa, mantenho as mesmas reservas sobre Braz que já tinha.
Já o ouvi expressar algumas directivas que me parecem acertadas, se reais, como a Auditoria e, mesmo sem entrar em despiques linguísticos, a retirada da SAD da Bolsa, entendida sempre como um reforço da importância do clube na gestão do futebol. A centralização do discurso na importância do reforço competitivo da equipa também me parece importante.
Mas de tudo isto, verdadeiramente só se retira a ideia do “fundo”, que parece claro na explicação dada:
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1ª fase aberto a todos os sócios (com uma participação mínima de 1M? - é a duvida que mantenho, o que reduz a participação de “todos os sócios” para uma nata da fina flor dos sócios)
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2ª fase não muito bem explicada, pelo menos eu não a apanhei
Fundo com rendimento (anual?) de 8%, sendo que depois o resultante de vendas reverte 85% - 15%, com quinhão maior para o clube.
Mas de que forma será esse Fundo gerido? Não foi, ainda explicado. E que peso na estrutura do plantel terá, i.e., poderemos ter metade do plantel formado por jogadores comprados ao abrigo desse Fundo?
Num processo desportivo, como sabemos bem e nós somos exemplo maior, deve existir um grande equilibrio entre a gestão desportiva e a financeira. Vender quando se pode substituir, reforçar posição nos momentos de grande forma e na expectativa de valorização, optimização dos “tóxicos” em negócios de ocasião que suportem a politica desportiva, sendo emprestar para valorizar, sendo vendendo em bons negócios.
Um Fundo deste género não me assusta. Verbas “sujas” não me assustam. Fazer de parte do plantel uma plataforma negocial, onde o clube valorize jogadores obtendo receitas que permitam sustentar as suas despesas enquanto retira proveito desportivo não me assusta.
Mas assusta-me não saber quem vai, desportivamente, gerir a situação. Assusta-me não saber quem vai, em termos directivos, coordenar toda a operação. Assusta-me desconhecer quem terá mais peso, os que serão eleitos pelos sócios para conduzirem determinadas linhas programáticas ou os que investem, sendo que me assusta profundamente não saber, apesar do candidato afirmar que serão todos sportinguistas (e pretender que sejam 50, pelo que percebi) se no final estaremos apenas a falar de um ou dois investidores, os mesmos que “investiram” pelo outro lado, ou seja, os que compraram mais de metade da SAD na recente operação financeira.
Volto a sublinhar, acho muito bem que tenhamos parceiros que acreditam na nossa capacidade de gerar retorno financeiro e coloquem ao nosso dispor verbas que permitam reforçar o investimento na área chave do clube.
Acho muito mal que essas mesmas pessoas, mesmo que se perceba que queiram “defender” o seu investimento, pretendam ficar com o comando das operações, tomando as decisões fundamentais do clube “na sombra”, que é basicamente o que nos tem acontecido ao longo dos anos.
Como tenho referido, e não sou unico, é esperar para ver os desenvolvimentos, porque me cheira que ainda vamos ter muito que comentar.