Devem as equipas Israelitas participar na CL e Taça UEFA?

Acho que o Liverpool devia ser obrigado a jogar em Haifa. :twisted: :twisted:

Se não quiserem, UEFA com eles. :arrow:

Tal como aconteceu com a ex-Jugoslávia e suas equipas, equipas de Israel deveriam estar fora… :arrow:

Tal como aconteceu com a ex-Jugoslávia e suas equipas, equipas de Israel deveriam estar fora... :arrow:
:shock: :shock: :?
Tal como aconteceu com a ex-Jugoslávia e suas equipas, equipas de Israel deveriam estar fora... Arrow

Sem comentários. Ou melhor, até comento: uma dessas parece coisa de benfiquista…

Bem, nao percebo o pq de tanta indignação com o que o Paraver escreveu, afinal os Jugoslavos ate estavam apurados para o Europeu e ninguem tinha que ir jogar a sua casa, no entanto foram impedidos de ir à prova acabando a Dinamarca ja em férias por os substituir e ganhar a prova.

Em relação a Israel o problema é ainda mais grave, são uma força beligerante, começaram um conflito, estão a massacrar civis e inocentes e sendo a competição de clubes, existem riscos grandes para as equipas que os visitam, principalmente em Haifa, onde o Hezbolah tem feito incidir a maioria dos seus ataques, não me parece que desperdicem a hipotese de um dos maiores clubes do Mundo ali estar, ainda por cima vindo de um País que não nega apoio a Israel, para tentar algo mais forte…

Opiniões…

Meu Deus, como isto está…

sendo a competição de clubes, existem riscos grandes para as equipas que os visitam, principalmente em Haifa
A solução para esse problema é a que já está em vias de ser adoptada: o jogo deverá ser disputado em campo neutro, perspectivando-se já alguns locais para o efeito, como Chipre e Bulgária.

Tudo o que vá além disso exorbita do foro desportivo. Ou então, se se quiser fazer regra do que aconteceu com a ex-Jugoslávia, que sejam banidos também a Rússia pelos massacres na Chechénia ou o Irão pelos seus propósitos de aniquilação de um estado independente.

ou o Irão pelos seus propósitos de aniquilação de um estado independente.

Ou Israel pelos seus propósitos de aniquilação de um estado independente (a Palestina)…

Não se esqueçam que o que nos une neste forum é o amor ao Sporting. Penso ser uma péssima ideia entrarmos em discussões políticas numa zona do forum designada por “Futebol S.C.P.”

Tudo o que vá além disso exorbita do foro desportivo. Ou então, se se quiser fazer regra do que aconteceu com a ex-Jugoslávia, que sejam banidos também a Rússia pelos massacres na Chechénia ou o Irão pelos seus propósitos de aniquilação de um estado independente.

=D>

A diferença entre a Jugoslávia (e restantes) e Israel, é que o primeiro era um país opressor e que praticava com frequência várias atrocidades, como por exemplo aniquilar toda a gente que que se expressava a favor da independência e liberdade naquela região ou praticar genocídios onde morriam não dezenas mas milhares de pessoas.

O segundo, estado livre, independente e democrático tem cometido o enorme crime de se tentar defender e tentar não ser varrido do mapa com umas bombas nucleares por uns lunáticos muçulmanos com mentalidade medieval, já que outros (ONU) nada têm feito para impedir que esses lunáticos fabriquem armas nucleares para – segundo o descaramento deles mesmos – “varrer Israel do mapa”. O que querem que um país faça nesta situação? Espere sossegadinho pelo glorioso dia em que seja destruído para gáudio de diversos anti-semitas?

Agora se por um país por se defender deve ser ser afastado de uma competição desportiva… Dou mais um caso flagrante: Albânia: país com uma ditadura (lá dizem que é democracia) onde se cometem várias atrocidades por razões políticas e étnicas. Já foi afastada das competições desportivas europeias?

Sobre esta questão leiam o meu blogue (http://coisasespantosas.blogspot.com/) vários textos sobre o assunto, entre eles este:

[i]Caros senhores terroristas

Começou a época das manifestações. Leio agora que, só em Londres, milhares de pacifistas saíram à rua para marchar contra a guerra no Oriente Médio. Nada a opôr. Marchar contra a guerra é simpático. Mais ainda: é cómodo. Você pode não saber nada sobre o conflito, nada sobre as razões do conflito, nada sobre as consequências do conflito. Mas é contra. Ser contra é a absolvição do pensamento: uma forma tranquila de colocar a flor na lapela do casaco e mostrar a sua vaidade moral ao mundo. Hitler invadiu a Polônia, exterminou milhões de judeus e procurou subjugar um continente inteiro? O pacifista é contra. Contra quê? Contra tudo: contra Hitler, contra Churchill, contra Roosevelt. Contra Aliados, contra nazistas. E quando os nazistas entram lá em casa e se preparam para matar o pacifista, ele dispara, em tom poético: “Não me mate! Você não vê que eu sou contra?” É provável que o nazista se assuste com a irracionalidade do pacifista e desapareça, correndo.

Capitão: “Eu não mandei você matar o inimigo?”
Soldado: “Sim, meu capitão. Mas ele era contra. Fiquei com medo.”

O pior é que os pacifistas que saíram à rua não são contra tudo. Eles só são contra algumas coisas, o que torna o caso mais complexo e, do ponto de vista paranóico, muito mais interessante. Lemos as palavras de ordem e ficamos esclarecidos. “Não ataquem o Irã”. “Liberdade para a Palestina”. “Tirem as mãos do Líbano”. Imagino que alguém deixou em casa as frases sacramentais. “Irã só quer paz”. “Hizbollah é gente séria”. “Israel é racista; não gosta de mísseis”. Essa eu entendo. Israel retirou do Líbano em 2000. Retirou de Gaza em 2005. O Líbano e Gaza, depois da retirada, transformaram-se em parque de diversões para terroristas do Hizbollah e do Hamas (leia-se: do Irã e da Síria) que tinham por hábito sequestrar soldados israelenses e lançar rockets para o interior do estado judaico. Israel, inexplicavelmente, não gostava de apanhar com mísseis na cabeça, marca visível da sua intolerância. Os pacifistas de Londres deveriam denunciar essa intolerância: um Estado que retira dos territórios ocupados e, ainda por cima, não gosta de ser bombardeado, não merece o respeito da “comunidade internacional”.

E a “comunidade internacional” não respeita. Desde o início das hostilidades, no sul do Líbano, regressaram acusações conhecidas de “desproporção” e “matança indiscriminada de civis”. Apoiado: as acusações, não os ataques. Se Israel não gosta de ser bombardeado, deveria refrear seus ímpetos belicistas e escrever uma carta aos senhores terroristas. Para explicar o desconforto da situação. Exemplo:

"Caros senhores terroristas,

Boas tardes.

Nós sabemos o quanto vocês gostam de bombardear as nossas cidades, apesar de termos voluntariamente retirado dos vossos territórios. Longe de nós condenar a forma gentil como gostais de matar o tempo. Mas lançar rockets para o interior de Israel não mata só o tempo; também mata pessoas que estão nas ruas, nos mercados, nos cafés. Seria possível parar com esse desporto?

Nós, judeus, sabemos que o pedido é excessivo, na medida em que, segundo opiniões dos senhores terroristas, que nós compreendemos e até respeitamos, desde 1948, ano da fundação de Israel, que nós não temos qualquer direito à existência. Mas não seria possível chegar a um entendimento, apesar da palavra ‘entendimento’ ser ofensiva para a cultura dos senhores terroristas? Dito ainda de outra forma: não seria possível que o lançamento de rockets ocorresse apenas em dias salteados? Por exemplo: às segundas, quartas e sextas? Os sequestros seriam apenas às terças e quintas, de preferência mais ao final da tarde, depois da saída do trabalho, para deixar o jantar já pronto.

O pedido pode parecer excessivo mas gostaríamos de lembrar aos senhores terroristas - e, por favor, não vejam nas nossas palavras qualquer crítica - que nós tivemos essa gentileza: avisar as populações civis de que o sul do Líbano seria atacado, pedindo-lhes que se retirassem. Estamos conscientes, e por isso nos penitenciamos, que esse aviso às populações civis acaba por retirar valioso material humano que os senhores terroristas gostam de usar como escudo para exibir na televisão. Mas não seria possível substituir seres humanos por sacos de areia, mais fáceis de usar e controlar?

Uma vez mais, queiram-nos perdoar a ousadia da sugestão. Estamos certos de que a racionalidade das nossas propostas será recebida com a irracionalidade dos vossos propósitos."

Depois, era só enviar a carta e, estou certo, esperar pela resposta. Que viria, como vem sempre, voando pelos ares.[/i]

João Pereira Coutinho

in Pensata, Folha Online, 24/07/2006

E pronto, chega de política.

Quantos dos jogadores do Haifa não são israelitas e não têm nada a ver com o conflito que seriam privados de participar na LC?

Acho que o facto de o país estar em guerra, não impede que as equipas do seu país joguem na LC. Deve-se é salvaguardar a segurança dos intervenientes, jogando fora do país.

Ou Israel pelos seus propósitos de aniquilação de um estado independente (a Palestina).....
A Palestina não é nem nunca foi um estado independente. No início do século passado era um território sob o domínio dos turcos otomanos, depois passou para administração britânica, e em 1948 foi dividida pelas Nações Unidas entre vários países, entre eles o então criado estado de Israel.

Israel é pois um estado independente nascido sob a égide do direito internacional, que tem o direito de existir e de se defender. Independentemente do juízo que se faça sobre a forma como o tem feito- e o meu juízo é em alguns casos muito negativo-, é bom ter noção que em 1948, minutos depois da declaração de independência já soavam as sirenes ordenando a recolha da população aos abrigos anti-aéreos. E no dia seguinte a isso, de imediato Israel foi invadido por cinco dos seus pacíficos vizinhos, apostados na sua eliminação como estado e em “atirar os judeus para o mar”.

Desde então o país não teve um dia de paz verdadeira, entre guerras com países que defendem a agenda de aniquilação e a luta contra organizações terroristas. É por isto que Israel não iniciou nenhum conflito. O conflito, mesmo quando desproporcionadamente travado, é sempre o mesmo há quase 60 anos: chama-se sobrevivência, e não acabará enquanto o país não desaparecer do mapa. E neste percurso, Israel também tem a sua quota de vítimas inocentes, mortas por rockets vindos de toda a parte ou mandadas pelos ares em esplanadas e autocarros. Não justifica as mortes de hoje, mas põe as coisas em perspectiva.

A Palestina não é nem nunca foi um estado independente

Caro FLL,
Pois não, mas devia ser. Este é um tema demasiado complexo para me apetecer alimentar uma troca interminável de emails…
A solução do problema estaria na existência de um Estado Israelita mas também na de um Estado Palestiniano, ambos supervisionados por uma verdadeira força da ONU.
A ONU que temos faz apenas “papel de Vaticano”. Para dizerem que nos temos todos que dar bem e viver em paz não se justifica andarmos todos a pagar-lhes os salários.
Seria necessário que todas as resoluções da ONU fossem cumpridas e não apenas as pró-Israelitas que são referidas nos “nossos” noticiários, enquanto todas as pró-Palestinianas são omitidas.
Estive há muito pouco tempo no Líbano, tenho lá gente conhecida e não me é nada indiferente o que está a acontecer…
Não tenho qualquer simpatia pelos extremistas do Hezbollah, mas também não nutro qualquer simpatia pelos falcões Semitas.
Sempre que surge alguém influente (no Líbano ou em Israel) com uma posição um pouco dialogante é logo assassinado pelos ultras (exemplos mais recentes: Hariri, no Líbano; Rabin, em Israel).
Não aceito é a sua visão simplista e maniqueísta. Ali há bons de ambos os lados e maus de ambos os lados.
Aconselho-o a ver as notícias da CNN mas também a ver as da Aljazeera e a procurar tirar as suas próprias conclusões.

PS - Por acaso hoje vou iniciar um período de férias até ao fim deste mês, pelo que deve considerar natural o meu silêncio durante esse período.

Quanto não à Palestina mas sim à Autoridade Palestiniana (são coisas bem distintas), ela não luta por ser independente, luta mais pela eliminação de um estado. Basta ler o programa político do seu governo e as forças que o constituem.

Aljazeera: cadeia de televisão fortemente politizada e dominada por Irão, Síria e diversos grupos terroristas.
CNN: cadeia de televisão informativa norte-americana de fraca qualidade. Muito famosa, mas nada imparcial e precisa.
Portanto, Verdilhão, tens que rever bem as tuas fontes. Nenhuma delas me parece ser um paradigma da boa informação e jornalismo.

A minha visão não é maniqueísta: é meramente jurídica (também eu não tenho disposição para me atirar ao problema político).

Juridicamente, à luz do mesmo direito internacional que se invoca para outros fins, Israel tem o estatuto de um estado independente e soberano, com todos os deveres e direitos que isso implica, incluindo o de autodefesa. E no seu caso este direito teve que ser exercido literalmente desde o primeiro dia.

Quanto à necessidade de criação de um estado palestiniano, concordo; o que não acredito é que isso resolva o problema. As guerras da independência, dos Seis Dias ou do Yom Kippur não foram travadas devido ao problema da Palestina. A espinha na garganta é mesmo a simples existência de Israel.

PS- Não acho que os “nossos” noticiários estejam minimamente alinhados com Israel. Muitíssimo pelo contrário.

PS- Não acho que os "nossos" noticiários estejam minimamente alinhados com Israel. Muitíssimo pelo contrário.

Exactamente.

A espinha na garganta é mesmo a simples existência de Israel.

Nem mais. Aliás esta questão não existe só desde que foi criado o estado de Israel. É uma questão milenar: desde há muito que os judeus têm sido agredidos e expulsos daquela região por diversos povos. Já para não falar do anti-semitismo que já existe há muito mais tempo e não só naquela região.

Portanto, Verdilhão, tens que rever bem as tuas fontes. Nenhuma delas me parece ser um paradigma da boa informação e jornalismo.

Claro que não. Mas se eu lesse as mais conhecidas como independentes era mais fácil ser “levado”. Assim estou sempre com os filtros bem activos.

PS- Não acho que os "nossos" noticiários estejam minimamente alinhados com Israel. Muitíssimo pelo contrário.

Há uma linguagem muito geral que vai sempre passando como natural e que não é nada isenta.
Porque será que os EUA dão “ajuda humanitária” (comida, agasalhos, medicamentos, etc) ao Líbano e fornecem armas a Israel… Será que não poderia ser ao contrário?
As notícias são sempre apresentadas dando a sensação que o Hezbollah é uma organização terrorista e que os extremistas Israelitas são todos “bons rapazes”.
As propostas de cessar-fogo Israelitas são apresentadas com uma naturalidade aflitiva. Brincando um pouco com este assunto sério: Quando o árbitro do jogo dos famosos 7 a 1 deu o apito final, quem ficou aliviado foram os lamps porque nós até nos apetecia mais um prolongamentozinho…

Mas, caros Ricardo e FLL, estou firmemente convencido que se nos encontrarmos um dia para partilhar um almoço vamos concluir que, muito provavelmente, estaremos de acordo no essencial.

Um bom Agosto para vocês.

Caro Verdilhão as televisões que citaste alinham ambas pelo mesmo lado nesta guerra.

As notícias são sempre apresentadas dando a sensação que o Hezbollah é uma organização terrorista e que os extremistas Israelitas são todos "bons rapazes".
  1. isso não é nada verdade, basta acompanhar…

  2. se dão a sensação que o Hezbollah são uma organização terrorista, então são precisos na informação, embora eu ache que até lhes dão uma imagem favorecida. A propósito, a própria CNN fez uma reportagem em que um elemento do Hezbollah fazia de cicerone entre escombros, como se fosse um vulgar e simpático libanês, portanto, acho que estás a ver…

  3. os extremistas Israelitas felizmente têm pouca influência na sociedade e política israelitas. Não me lembro de nenhuma acção preconizada por extremistas israelitas… Nem me lembro de alguém dizer que eles são bons rapazes, até porque raramente se fala deles por - lá está - terem pouca influência em Israel.

Ao ponto que este Forum esta a chegar!

Nao metam politica aqui no Forum por favor!

Com tanta falta de consciencia politica,nao vai dar bons resultados!

Ao ponto que este Forum esta a chegar!

Nao metam politica aqui no Forum por favor!

Com tanta falta de consciencia politica,nao vai dar bons resultados!

Jade,

por alguma razão o assunto foi desviado para os “Outros Assuntos”.

Nesta secção do Forum qualquer assunto é permitido (Dentro dos limites do razoável como é lógico).

É uma questão milenar: desde há muito que os judeus têm sido agredidos e expulsos daquela região por diversos povos.

Seria de esperar que já tivessem percebido a dica.